Cita√ß√Ķes sobre Paci√™ncia

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√Č Preciso Aprender a Amar

Que se passa para n√≥s no dom√≠nio musical? Devemos em primeiro lugar aprender a ouvir um motivo, uma √°ria, de uma maneira geral, a perceb√™-lo, a distingui-lo, a limit√°-lo e isol√°-lo na sua vida pr√≥pria; devemos em seguida fazer um esfor√ßo de boa vontade ‚ÄĒ para o suportar, mau-grado a sua novidade ‚ÄĒ para admitir o seu aspecto, a sua express√£o fision√≥mica ‚ÄĒ e de caridade ‚ÄĒ para tolerar a sua estranheza; chega enfim o momento em que j√° estamos afeitos, em que o esperamos, em que pressentimos que nos faltaria se n√£o viesse; a partir de ent√£o continua sem cessar a exercer sobre n√≥s a sua press√£o e o seu encanto e, entretanto, tornamo-nos os seus humildes adoradores, os seus fi√©is encantados que n√£o pedem mais nada ao mundo, sen√£o ele, ainda ele, sempre ele.
N√£o sucede assim s√≥ com a m√ļsica: foi da mesma maneira que aprendemos a amar tudo o que amamos. A nossa boa vontade, a nossa paci√™ncia, a nossa equanimidade, a nossa suavidade com as coisas que nos s√£o novas acabam sempre por ser pagas, porque as coisas, pouco a pouco, se despojam para n√≥s do seu v√©u e apresentam-se a nossos olhos como indiz√≠veis belezas: √© o agradecimento da nossa hospitalidade.

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Nada honra tanto uma mulher como a sua paciência; e nada a honra menos do que a paciência do marido.

Lucidez Orgulhosa

Os te√≥logos h√° muito o notaram: a esperan√ßa √© o fruto da paci√™ncia. Dever√≠amos acrescentar: e da mod√©stia. O orgulhoso n√£o tem tempo de esperar… Sem querer nem poder estar √† espera, for√ßa os acontecimentos, como for√ßa a sua natureza; amargo, corrompido, quando esgota as suas revoltas, abdica: para ele, n√£o h√° qualquer forma interm√©dia. √Č ineg√°vel que √© l√ļcido; mas n√£o esque√ßamos que a lucidez √© pr√≥pria daqueles que, por incapacidade de amar, se dessolidarizam tanto dos outros como de si pr√≥prios.

De repente, fugir tornou-se uma dignidade. J√° ningu√©m aguenta uma derrota. A persist√™ncia; a determina√ß√£o e, sobretudo, a bendita paci√™ncia s√£o hoje qualidades desprez√≠veis. Aguentar e esperar pela pr√≥xima oportunidade consideram-se teimosias gananciosas; arrog√Ęncias; estupidezes.

Das qualidades necessárias ao jogo de xadrez, duas essenciais: vista pronta e paciência beneditina, qualidades preciosas na vida que também é um xadrez, com seus problemas e partidas, umas ganhas, outras perdidas, outras nulas.

A Caridade como Dever

Ser caritativo quando se pode s√™-lo √© um dever, e h√° al√©m disso muitas almas de disposi√ß√£o t√£o compassiva que, mesmo sem nenhum outro motivo de vaidade ou interesse, acham √≠ntimo prazer em espalhar alegria √† sua volta e se podem alegrar com o contentamento dos outros, enquanto este √© obra sua. Eu afirmo por√©m que neste caso uma tal ac√ß√£o, por conforme ao dever, por am√°vel que ela seja, n√£o tem contudo nenhum verdadeiro valor moral, mas vai emparelhar com outras inclina√ß√Ķes, por exemplo o amor das honras que, quando por feliz acaso topa aquilo que efectivamente √© de interesse geral e conforme ao dever, √© consequentemente honroso e merece louvor e est√≠mulo, mas n√£o estima; pois √† sua m√°xima falta o conte√ļdo moral que manda que tais ac√ß√Ķes se pratiquem, n√£o por inclina√ß√£o, mas por dever.
Admitindo pois que o √Ęnimo desse filantropo estivesse velado pelo desgosto pessoal que apaga toda a compaix√£o pela sorte alheia, e que ele continuasse a ter a possibilidade de fazer bem aos desgra√ßados, mas que a desgra√ßa alheia o n√£o tocava porque estava bastante ocupado com a sua pr√≥pria; se agora, que nenhuma inclina√ß√£o o estimula j√°, ele se arrancasse a esta mortal insensibilidade e praticasse a ac√ß√£o sem qualquer inclina√ß√£o,

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Entendermo-nos com a Vida

Como √© dif√≠cil entendermo-nos com a vida. N√≥s a compor, ela a estragar. N√≥s a propor, ela a destruir. O ideal seria ent√£o n√£o tentarmos entender-nos com ela mas apenas connosco. Simplesmente o n√≥s com que nos entend√™ssemos depende infinitamente do que a vida faz dele. Assim jamais o poderemos evitar. E todavia, alguns dir-se-ia conseguirem-no. Que for√ßa de si mesmos ou import√Ęncia de si mesmos eles inventam em si para a sobreporem ao mais? Jamais o conseguirei. O que h√° de grande em mim equilibra-se nas infinitas complac√™ncias da vida que me amea√ßa ou me trai. E √© nesses pequenos intervalos que vou erguendo o que sou. Mas fatigada decerto de ser complacente, √† medida que a paci√™ncia se lhe esgota em ser intervalarmente tolerante, ela vai-me sendo intolerante sem intervalo nenhum. E ent√£o n√£o h√° coragem que chegue e toda a virtude se me esgota na resigna√ß√£o. √Č triste para quem sonhou estar um pouco acima dela. Mas o simples diz√™-lo √© j√° ser mais do que ela. A resigna√ß√£o total √© a que vai dar ao sil√™ncio.