Passagens sobre Poder

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Frases sobre poder, poemas sobre poder e outras passagens sobre poder para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro.

Maravilhoso é o poder que pode ser exercido, quase inconscientemente, sobre uma empresa, ou um indivíduo, ou mesmo sobre uma multidão, por uma pessoa de boa índole, boa digestão, bom intelecto e bom aspecto.

Massas sem Direcção

O Poder p√ļblico tem sido sempre assim, quando exercido directamene pelas massas: omnipotente e ef√©mero. O homem-massa √© o homem cuja vida carece de plano e vai √† deriva. Por isso n√£o constr√≥i nada, embora as suas possibilidades, os seus poderes, sejam enormes.

Atravessaremos Juntos as Grandes Espirais

Que boca h√° de roer o tempo? Que rosto
H√° de chegar depois do meu? Quantas vezes
O tule do meu sopro h√° de pousar
Sobre a brancura fremente do teu dorso?

Atravessaremos juntos as grandes espirais
A artéria estendida do silêncio, o vão
O patamar do tempo?

Quantas vezezs dirás: vida, vésper, magna-marinha

E quantas vezes direi: és meu. E as distendidas
Tardes, as largas luas, as madrugadas ag√īnicas
Sem poder tocar-te. Quantas vezes, amor

Uma nova vertente h√° de nascer em ti
E quantas vezes em mim h√° de morrer.

Escrever com Integridade

N√£o escrevi muito sobre mim nestes dias, em parte por pregui√ßa (durmo tanto e t√£o profundamente durante o dia, tenho mais peso enquanto durmo), em parte tamb√©m por medo de trair o conhecimento que tenho de mim. Este medo justifica-se, porque uma pessoa s√≥ devia permitir fixar na escrita a sua autopercep√ß√£o quando o puder fazer com a maior integridade, com todas as consequ√™ncias secund√°rias e tamb√©m com toda a verdade. Porque se isto n√£o acontecer ‚ÄĒ e eu de qualquer maneira n√£o sou capaz de o fazer ‚ÄĒ o que est√° escrito ir√°, de acordo com a sua pr√≥pria finalidade e com o poder superior do que foi fixado, tomar o lugar daquilo que se sentia apenas vagamente, de tal modo que o sentimento verdadeiro desaparecer√° enquanto o n√£o valor do que foi anotado ser√° reconhecido tarde de mais.

√Č a Vaidade e n√£o o Prazer que nos Interessa

Qual a finalidade da avareza e da ambi√ß√£o, da busca de riqueza, poder e preemin√™ncia? Ser√° para suprir as necessidades da natureza? O sal√°rio do mais pobre trabalhador pode supri-las. Vemos que esse sal√°rio lhe permite ter comida e roupas, o conforto de uma casa e de uma fam√≠lia. Se examin√°ssemos a sua economia com rigor, constatar√≠amos que ele gasta grande parte do que ganha com conveni√™ncias que podem ser consideradas sup√©rfluas. […] Qual √©, ent√£o, a causa da nossa avers√£o √† sua situa√ß√£o, e por que os que foram educados nas camadas mais elevadas consideram pior que a morte serem reduzidos a viver, mesmo sem trabalhar, compartilhando com ele a mesma comida simples, a habitar o mesmo tecto modesto e a vestir-se com os mesmos trajes humildes? Por acaso imaginam que t√™m um est√īmago superior ou que dormem melhor num pal√°cio do que numa cabana? [… ] De onde, portanto, nasce a emula√ß√£o que permeia todas as diferentes classes de homens, e quais s√£o as vantagens que pretendemos com esse grande prop√≥sito da vida humana a que chamamos melhorar nossa condi√ß√£o? Ser notado, ser ouvido, ser tratado com simpatia e afabilidade e ser visto com aprova√ß√£o s√£o todas as vantagens que se pode pretender obter com isso.

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Para a Salvação da Democracia

Ora a democracia cometeu, a meu ver, o erro de se inclinar algum tanto para Maquiavel, de ter apenas pluralizado os pr√≠ncipes e ter constitu√≠do em cada um dos cidad√£os um aspirante a opressor dos que ao mesmo tempo declarava seus iguais. Ser esmagada pelos condottieri que disp√Ķem das lan√ßas mercen√°rias ou pela coaliz√£o dos que manejam o boletim de voto √© para a consci√™ncia o mesmo choque violento e o mesmo intoler√°vel abuso; um tirano das ilhas vale os trinta de Atenas e os milhares de espartanos. Pode ser esta a origem de muita reac√ß√£o que parece incompreens√≠vel; h√° almas que se entregaram a outros campos porque se sentiam feridas pela prepot√™ncia de indiv√≠duos que defendiam atitudes morais s√≥ fundadas na utilidade social, na combina√ß√£o pol√≠tica. E de facto, o que se tem realizado √©, quase sempre, um arremedo de democracia sem verdadeira liberdade e sem verdadeira igualdade, exactamente porque se tomou como base do sistema uma rela√ß√£o do homem com o homem e n√£o uma rela√ß√£o do homem com o esp√≠rito de Deus. Por outras palavras: para que a democracia se salve e regenere √© urgente que se busque assent√°-la em fundamentos metaf√≠sicos e se procure a origem do poder n√£o nos caprichos e disposi√ß√Ķes individuais,

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Apesar da força poder proteger em casos de emergência, apenas a justiça, decência, consideração e cooperação conseguem finalmente levar os homens para a aurora da paz eterna.

Um escritor √© um homem como os outros: sonha. E o meu sonho foi o de poder dizer deste livro, quando terminasse: ‘Isto √© um livro sobre o Alentejo’.

Depois que vivo √© que sei que vivi. Na hora o viver me escapa. Sou uma lembran√ßa de mim mesma. S√≥ depois de ¬ęmorrer¬Ľ √© que vejo que vivi. Eu me escapo de mim mesma. √Äs vezes eu me apresso em acabar um epis√≥dio √≠ntimo de vida, para poder capt√°-lo em recorda√ß√Ķes, e para, mais do que ter vivido, viver. Um viver que j√° foi. Deglutido por mim e fazendo agora parte do meu sangue.

J√° n√£o me importo

J√° n√£o me importo
Até com o que amo ou creio amar.
Sou um navio que chegou a um porto
E cujo movimento é ali estar.

Nada me resta
Do que quis ou achei.
Cheguei da festa
Como fui para l√° ou ainda irei

Indiferente
A quem sou ou suponho que mal sou,

Fito a gente
Que me rodeia e sempre rodeou,

Com um olhar
Que, sem o poder ver,
Sei que é sem ar
De olhar a valer.

E só me não cansa
O que a brisa me traz
De s√ļbita mudan√ßa
No que nada me faz.

Seguro Emocional

Com frequência, comento com os meus alunos da licenciatura em psicanálise e psicologia multifocal que uma das tarefas mais nobres e relevantes do Eu é mapear, esquadrinhar os nossos fantasmas e reeditar as nossas janelas traumáticas. De outro modo, podemos fazer parte do rol dos que falam sobre maturidade mas são verdadeiras crianças no território da emoção, pois não sabem ser minimamente criticados, contrariados e, além disso, têm a necessidade neurótica de poder e de que o mundo gravite na sua órbita.

Certa vez, perguntei a executivos das cinquenta empresas psicologicamente mais saud√°veis do pa√≠s: ¬ęQuem tem algum tipo de seguro?¬Ľ Todos responderam que tinham. Em seguida, indaguei: ¬ęQuem tem um seguro emocional?¬Ľ Ningu√©m arriscou levantar a m√£o. Foram sinceros. Como podemos falar de empresas saud√°veis sem mencionar os mecanismos b√°sicos para proteger a emo√ß√£o? S√≥ fazemos um seguro daquilo que nos √© caro. Mas, infelizmente, a mais importante propriedade tem tido um valor irrelevante.

Em geral, estes profissionais s√£o √≥timos para a empresa, mas carrascos de si mesmos. Acertam no trivial, mas erram muito no essencial. E eu? E o leitor? Ainda que possamos dizer que a mente humana √© a mais complexa de todas as ¬ęempresas¬Ľ,

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Examina bem a consci√™ncia e diz-me qual √© para os cora√ß√Ķes puros e nobres o motivo imenso, irresist√≠vel das ambi√ß√Ķes de poder, de opul√™ncia, de renome? √Č um s√≥ – a mulher.