Cita√ß√Ķes sobre Poder

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Frases sobre poder, poemas sobre poder e outras cita√ß√Ķes sobre poder para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Encostei-me a ti, sabendo que eras somente onda. Sabendo bem que eras nuvem, depus a minha vida em ti. Como sabia bem tudo isso, e dei-me ao teu destino, frágil, Fiquei sem poder chorar quando caí.

Quando o poder dirige a sua mira para o bem pessoal de quem o exerce, j√° degenerou em tirania.

A verdade e o poder, para mim, formam uma antítese, um antagonismo, que dificilmente será resolvido. Eu posso definir, de facto, uma simplificação da história da humanidade, da evolução da humanidade, como uma disputa entre o poder e a liberdade.

Eu digo aos meus alunos: ¬ęQuando conseguirem obter esses empregos para os quais foram treinados de forma t√£o brilhante, lembrem-se que o vosso trabalho real √© que, se forem livres, t√™m que libertar algu√©m. Se tiverem poder, ent√£o o vosso trabalho √© darem poder a algu√©m. Isto n√£o √© apenas um jogo de ganhar rebu√ßados.¬Ľ.

Moralistas são pessoas que renunciam às alegrias corriqueiras para poder, sem culpa e recriminação, estragar a alegria dos outros.

O Sensacionismo

Sentir é criar.
Sentir é pensar sem ideias, e por isso sentir é compreender, visto que o Universo não tem ideias.
РMas o que é sentir?
Ter opini√Ķes √© n√£o sentir.
Todas as nossas opini√Ķes s√£o dos outros.
Pensar é querer transmitir aos outros aquilo que se julga que se sente.
Só o que se pensa é que se pode comunicar aos outros. O que se sente não se pode comunicar. Só se pode comunicar o valor do que se sente. Só se pode fazer sentir o que se sente. Não que o leitor sinta a pena comum [?].
Basta que sinta da mesma maneira.
O sentimento abre as portas da pris√£o com que o pensamento fecha a alma.
A lucidez s√≥ deve chegar ao limiar da alma. Nas pr√≥prias antec√Ęmaras √© proibido ser expl√≠cito.
Sentir é compreender. Pensar é errar. Compreender o que outra pessoa pensa é discordar dela. Compreender o que outra pessoa sente é ser ela. Ser outra pessoa é de uma grande utilidade metafísica. Deus é toda a gente.
Ver, ouvir, cheirar, gostar, palpar – s√£o os √ļnicos mandamentos da lei de Deus. Os sentidos s√£o divinos porque s√£o a nossa rela√ß√£o com o Universo,

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√Äs vezes os ventos que nos tiram algo que amamos s√£o os mesmos que nos trazem algo que aprendemos a amar… Existem pessoas que amam o poder e existem pessoas que tem o poder de amar.

A Auto-Destruição da Justiça

√Ä medida que aumenta o poderio de uma sociedade, assim esta d√° menos import√Ęncia √†s faltas dos seus membros, porque j√° lhes n√£o parecem perigosas nem subversivas; o malfeitor j√° n√£o est√° reduzido ao estado de guerra, n√£o pode nele cevar-se a c√≥lera geral; mais ainda: defendem-no contra essa c√≥lera.
O aplacar a c√≥lera dos prejudicados, o localizar o caso para evitar dist√ļrbios, e procurar equival√™ncias para harmonizar tudo (compositio) e principalmente o considerar toda a infrac√ß√£o como expi√°vel e isolar portanto o ulterior desenvolvimento do direito penal. √Ä medida, pois, que aumenta numa sociedade o poder e a consci√™ncia individual, vai-se suavizando o direito penal, e, pelo contr√°rio, enquanto se manifesta uma fraqueza ou um grande perigo, reaparecem a seguir os mais rigorosos castigos.

Isto √©, o credor humanizou-se conforme se foi enriquecendo; como que no fim, a sua riqueza mede-se pelo n√ļmero de preju√≠zos que pode suportar. E at√© se concebe uma sociedade com tal consci√™ncia do seu poderio, que se permite o luxo de deixar impunes os que a ofendem. ¬ęQue me importam a mim esses parasitas? Que vivam e que prosperem; eu sou forte bastante para me inquietar por causa deles…¬Ľ A justi√ßa,

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O Mundo Transformado em Poder da Palavra

O poema √© um objecto carregado de poderes magn√≠ficos, terr√≠ficos: posto no s√≠tio certo, no instante certo, segundo a regra certa, promove uma desordem e uma ordem que situam o mundo num ponto extremo: o mundo acaba e come√ßa. Ali√°s n√£o √© exactamente um objecto, o poema, mas um utens√≠lio: de fora parece um objecto, tem as suas qualidades tang√≠veis, n√£o √© por√©m nada para ser visto mas para manejar. Manejamo-lo. Ac√ß√£o, temos aquela ferramenta. A ac√ß√£o √© a nossa pergunta √† realidade: e a resposta, encontramo-la a√≠: na repentina desordem luminosa em volta, na ordem da ac√ß√£o respondida por uma esp√©cie de motim, um deslocamento de tudo: o mundo torna-se um facto novo no poema, por virtude do poema ‚ÄĒ uma realidade nova. Quando apenas se diz que o poema √© um objecto, confunde-se, simplifica-se; parece realmente um objecto, sim, mas porque o mundo, pela ac√ß√£o dessa forma cheia de poderes, se encontra nela inscrito: √© registo e resultado dos poderes. E temos essa forma: a forma que vemos, ei-la: respira pulsa move-se ‚ÄĒ √© o mundo transformado em poder da palavra, em palavra objectiva inventada em irrealidade objectiva. Se dizemos simplesmente: √© um objecto ‚ÄĒ inserimos no elenco de emblemas que nos rodeia um equ√≠voco melindroso,

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O Jugo da Maquinaria Política

Os interesses comuns do g√©nero humano s√£o enumer√°veis e ponder√°veis, por√©m a maquinaria pol√≠tica existente obscurece-os por causa da luta em torno do poder entre diferentes na√ß√Ķes e partidos. M√°quina diferente, que n√£o exigisse modifica√ß√Ķes legislativas ou constitucionais e que n√£o fosse muito dif√≠cil de criar, minaria a fortaleza da paix√£o nacional e partid√°ria e focalizaria a aten√ß√£o sobre medidas benfazejas a todos, em vez de concentr√°-la em prejudicar o inimigo. No meu entender, √© por esta directriz, e n√£o pelo governo nacionalmente partid√°rio, que se encontrar√° a sa√≠da dos perigos que actualmente amea√ßam a civiliza√ß√£o. O saber existe, e a boa vontade; ambos por√©m continuar√£o impotentes enquanto n√£o possuirem org√£os pr√≥prios para se fazerem ouvir.

Em vez de tentar proteger-se de ambientes negativos, é preferível ampliar a sua força e vitalidade. Quando o seu corpo, mente e coração irradiam energia, poder e luz, protegem-no automaticamente e dispersam a negatividade que encontra.

O Mal só nos Afecta na Medida em que o Deixarmos

Os homens (diz uma antiga máxima grega) são atormentados pelas ideias que têm das coisas, e não pelas próprias coisas. Haveria um grande ponto ganho para o alívio da nossa miserável condição humana se pudéssemos estabelecer essa asserção como totalmente verdadeira. Pois, se os males só entraram em nós pelo nosso julgamento, parece que está em nosso poder desprezá-los ou transformá-los em bem. Se as coisas se entregam à nossa mercê, por que não dispomos delas ou não as moldarmos para vantagem nossa? Se o que denominamos mal e tormento não é nem mal nem tormento por si mesmo, mas somente porque a nossa imaginação lhe dá essa qualidade, está em nós mudá-la. E, tendo essa escolha, se nada nos força, somos extraordinariamente loucos de bandear para o partido que nos é o mais penoso e dar às doenças, à indigência e ao desvalor um gosto acre e mau, se lhes podemos dar um gosto bom e se, a fortuna fornecendo simplesmente a matéria, cabe a nós dar-lhe a forma.
Porém vejamos se é possível sustentar que aquilo que denominamos por mal não o é em si mesmo, ou pelo menos que, seja ele qual for, depende de nós dar-lhe outro sabor e outro aspecto,

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Todo o Génio é um Degenerado

Sendo certo que todo o g√©nio √© um degenerado (nem superior, nem inferior, porque h√° s√≥ degenerados de uma esp√©cie, mau grado a absurda escapat√≥ria dos psiquiatras modern style), cert√≠ssimo √©, sem d√ļvida, que entre os g√©nios, os da intelig√™ncia assumem um relevo m√°ximo de degenera√ß√£o. Um chefe pol√≠tico, um grande general, s√£o, no que g√©nios, degenerados, porque s√£o desvios do tipo normal e originais na sua ac√ß√£o e na sua individualidade. Mas s√£o normais porque s√£o homens de ac√ß√£o, porque vivem no meio da vida, e n√£o se pode fazer isso sem uma certa adapta√ß√£o a ela. O mais revolucion√°rio dos g√©nios pol√≠ticos tem de se adpatar ao que quer destruir para o poder destruir. Tem de mergulhar na vida que quer substituir para poder agir sobre ela.
Não assim na esfera da inteligência e da emoção intelectualizada Рna da filosofia e na da arte, digo. Sobre ser original, o artista, o pensador é um inadaptado às formas normais da vida, por isso que nem age no sentido da actividade normal (porque é original), nem age no que age, age vulgarmente (porque, em lugar de ter uma acção vulgar, orienta a sua vida sobretudo para a sensação e para a inteligência e não para a acção,

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Quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana, os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem.

Eternidade não era só o tempo, mas algo como a certeza enraizadamente profunda de não poder contê-lo no corpo por causa da morte; a impossibilidade de ultrapassar a eternidade era eternidade; e também era eterno um sentimento em pureza absoluta, quase abstracto.