Poemas sobre Procura

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Poemas de procura escritos por poetas consagrados, filósofos e outros autores famosos. Conheça estes e outros temas em Poetris.

Anseio

Oh, quem me dera embalado
Nesse berço vaporoso,
Nuvens do c√©u azulado…
Onde os meus olhos repouso
J√° de tanto olhar cansado!

De tanto olhar à procura
De um bem que o fosse deveras;
De uma paz, de uma ventura
Dessas venturas sinceras,
Se as pode haver sem mistura.

Mas h√°, sem d√ļvida: creio
Neste desejo entranh√°vel!
H√°-de haver um rosto, um seio
De amor e gozo inef√°vel
Donde mesmo este amor veio!

Este amor que a vós me prende,
Nuvens do céu azulado!
E a v√≥s, l√Ęmpadas que acende
Depois do Sol apagado
Quem… de Quem tudo depende!

Joga Todo o Teu Ser na Breve Ideia

Joga todo o teu ser na breve ideia
que incerta entre o corrente te procura
pra l√° do que banal te prende e enleia
e pelo destac√°-la emerge pura.

Fazê-lo é dar-lhe já o que perdura.
Porque a banalidade que a medeia
como à pedra vulgar por entre a areia
esquece o que em tom√°-la a rareia.

Ser homem é escolher o que o oriente
e ser-lhe o mais a margem que lhe mente.

A Piedosa Beppa

Enquanto o meu corpo for belo
√Č pecado ser piedosa,
√Č sabido que Deus gosta das mulheres,
E das bonitas sobretudo.
Ele perdoar√°, tenho a certeza,
Facilmente ao pobre fradezinho
Que tanto procura a minha companhia
Como muitos outros fradezinhos.

Não é um velhorro padre da Igreja,             .
Não, é jovem, muitas vezes vermelho,
Muitas vezes, apesar da mais cinzenta tristeza,
Pleno de desejo e de ci√ļme.
N√£o gosto dos velhos.
Ele n√£o gosta das velhas:
Que admir√°veis e s√°bios
S√£o os caminhos do Senhor!

A Igreja sabe viver,
Sonda os cora√ß√Ķes e os rostos,
Insiste em perdoar-me…
Quem n√£o me perdoar√°, ent√£o?
Três palavras na ponta da língua,
Uma reverência e ide embora:
O pecado deste minuto
Apagar√° o antigo.

Bendito seja Deus na Terra,
Gosta das raparigas bonitas
E perdoa de bom grado
Os tormentos do amor.
Enquanto o meu corpo for belo
√Č pena ser piedosa;
Case o diabo comigo
Quando eu j√° n√£o tiver dentes.

Português Vulgar

O meu gato deixa-se ficar
em casa, arejando o prato
e o caixote das areias. J√° n√£o vai
de cauda erguida contestar o domínio
dos pedantes de raça, pelos
quintais que restam. O meu gato
é um português vulgar, um tigre
doméstico dos que sabem caçar ratos e
arreganhar dentes a ordens despóticas. Mas
desistiu de tudo, desde os comícios nocturnos
das traseiras até ao soberano desprezo
pela ração enlatada, pelo mercantilismo
veterinário ou pela subserviência dos cães
vizinhos. J√° falei deste gato
noutro poema e da sua genealogia
marinheira, embarcada nas antigas
naus. Se o quiserem descobrir, leiam
esse poema, num livro certamente difícil
de encontrar. E quem procura hoje
livros de poemas? Eu ainda procuro,
nos olhos do meu gato, os
dias maiores de Abril.

√Č Noite, M√£e

As folhas já começam a cobrir
o bosque, m√£e, do teu outono puro…
S√£o tantas as palavras deste amor
que presas os meus l√°bios retiveram
pra colocar na tua face, m√£e!…

Continuamente o bosque se define
em lividez de p√Ęntanos agora,
e aviva sempre mais as desprendidas
folhas que tornam minha dor maior.
No ch√£o do sangue que me deste, humilde
e triste, as beijo. Um dia pra contigo
terei sido cruel: a minha boca,
em cada latejar do vento pelos ramos,
procura, seca, o teu perd√£o imenso…

√Č noite, m√£e: aguardo, olhos fechados,
que uma qualquer manh√£ me ressuscite!…

A Arte de Ser Amada

Eu sou líquida mas recolhida
no íntimo estanho de uma jarra
e em tua boca um clavicórdio
quer recordar-me que sou √°ria

aérea vária porém sentada
perfil que os flamingos voaram.
Pelos canteiros eu conto os ger√Ęnios
de uns tantos anos que nos separam.

Teu amor de planta submarina
procura um h√ļmido lugar.
Sabiamente preencho a piscina
que te dê o hábito de afogar.

Do que n√£o viste a minha idade
te inquieta como a ciência
do mundo ser muito velho
três vezes por mim rodeado
sem saber da tua existência.

Pensas-me a ilha e me sitias
de violinos por todos os lados
e em tua pele o que eu respiro
é um ar de frutos sossegados.

Che Guevara

Contra ti se ergueu a prudência dos inteligentes e o arrojo
[dos patetas
A indecis√£o dos complicados e o primarismo
Daqueles que confundem revolução com desforra

De poster em poster a tua imagem paira na sociedade de
[consumo
Como o Cristo em sangue paira no alheamento ordenado das
[igrejas

Porém
Em frente do teu rosto
Medita o adolescente à noite no seu quarto
Quando procura emergir de um mundo que apodrece

Em Todas as Ruas te Encontro

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a √°gua e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto    tão perto    tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco

N√£o Precisas de me Procurar

Aqui n√£o precisas de me procurar
para me encontrares, que eu estou,
omnipresente, em todo o ch√£o que pisas,
duplicando a tua sombra,
deixando um rasto de brisa,
um aroma de urze na marca dos teus passos.
Com esta roupa visitaremos os p√°tios,
os átrios de dança e do encantamento.
As nuvens aninhadas atr√°s da lua,
na olorosa paz da madrugada,
s√£o o mapa das err√Ęncias da fala
enquanto o coração, indefeso, capitula.

Procuro e n√£o te encontro

Procuro e n√£o te encontro
n√£o paro, nem volto atr√°s
Eu sei, dizem todos que é loucura
Eu andar à tua procura
Sabendo bem onde tu est√°s!
Procuro e n√£o te encontro
Procuro nem sei o quê!
Só sei, que por vezes ficamos frente a frente
E ao ver-te ali finalmente
Procuro, mas n√£o te encontro!

Preferes a outra e queres
Que eu nunca, v√° ter contigo
Por isso, tenho um caminho marcado
E vou procurar-te ao passado
Para lembrar o amor antigo
Procuro e n√£o te encontro,
Procuro, nem sei o quê
Só sei, que por vezes ficamos frente a frente
E ao ver-te ali finalmente
Procuro, mas… n√£o te encontro!

Lembra-te

Lembra-te
que todos os momentos
que nos coroaram
todas as estradas
radiosas que abrimos
ir√£o achando sem fim
seu ansioso lugar
seu bot√£o de florir
o horizonte
e que dessa procura
extenuante e precisa
n√£o teremos sinal
sen√£o o de saber
que ir√° por onde fomos
um para o outro
vividos

Queixa das almas jovens censuradas

Dão-nos um lírio e um canivete
e uma alma para ir à escola
mais um letreiro que promete
raízes, hastes e corola

D√£o-nos um mapa imagin√°rio
que tem a forma de uma cidade
mais um relógio e um calendário
onde n√£o vem a nossa idade

D√£o-nos a honra de manequim
para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prémio de ser assim
sem pecado e sem inocência

Dão-nos um barco e um chapéu
para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
levado à cena num teatro

Penteiam-nos os cr√Ęneos ermos
com as cabeleiras das avós
para jamais nos parecermos
connosco quando estamos sós

Dão-nos um bolo que é a história
da nossa historia sem enredo
e não nos soa na memória
outra palavra que o medo

Temos fantasmas t√£o educados
que adormecemos no seu ombro
somos vazios despovoados
de personagens de assombro

D√£o-nos a capa do evangelho
e um pacote de tabaco
d√£o-nos um pente e um espelho
pra pentearmos um macaco

Dão-nos um cravo preso à cabeça
e uma cabeça presa à cintura
para que o corpo não pareça
a forma da alma que o procura

D√£o-nos um esquife feito de ferro
com embutidos de diamante
para organizar j√° o enterro
do nosso corpo mais adiante

D√£o-nos um nome e um jornal
um avi√£o e um violino
mas n√£o nos d√£o o animal
que espeta os cornos no destino

D√£o-nos marujos de papel√£o
com carimbo no passaporte
por isso a nossa dimens√£o
não é a vida,

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Mais Nada se Move em Cima do Papel

mais nada se move em cima do papel
nenhum olho de tinta iridescente pressagia
o destino deste corpo

os dedos cintilam no h√ļmus da terra
e eu
indiferente à sonolência da língua
ouço o eco do amor há muito soterrado

encosto a cabeça na luz e tudo esqueço
no interior desta √Ęnfora alucinada

desço com a lentidão ruiva das feras
ao nervo onde a boca procura o sul
e os lugares dantes povoados
ah meu amigo
demoraste tanto a voltar dessa viagem

o mar subiu ao degrau das manh√£s idosas
inundou o corpo quebrado pela serena desilus√£o

assim me habituei a morrer sem ti
com uma esferográfica cravada no coração

Esta Noite Morrer√°s

Esta noite morrer√°s.
Quando a lua vier tocar-me o rosto
ter√°s partido do meu leito
e aquele que procurar a marca dos teus passos
encontra urtigas crescendo
por sobre o teu nome.
Esta noite morrer√°s.
Quando a lua vier tocar-me o rosto
ter√°s partido do meu leito
e uma gota de sangue ressequido
é a marca dos teus passos.
No coração do tempo pulsa um maquinismo ínscio
e na casa do tempo a hora é adorno.
Quando a lua vier tocar-me o rosto a tua sombra extinta marca
o fim de um eclipse hor√°rio de uma partida iminente e o tempo
apaga a marca dos teus passos sobre o meu nome.
Constante.
O mar é isso.
A lua vir tocar-me o rosto e encontrar urtigas crescendo
por sobre o teu nome.
O mar é tu morreste.
O mar é ser noite e vir a lua tocar-me o rosto quando tu par-
tiste e no meu leito crescem folhas sangue.
A febre é uma pira incompreensível como a aparição da lua
e a opacidade do mar.
No meu leito a lua vai tocar-me o rosto e a tua ausência é um
prisma,

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O Teu Amor, Bem Sei

o teu amor, bem sei, é uma palavra musical,
espalha-se por todos n√≥s com a mesma ignor√Ęncia,
o mesmo ar alheio com que fazes girar, suponho, os epiciclos;
ergues os ombros e dizes, hoje, amanh√£, nunca mais,
surpreende o vigor, a plenitude
das coxas masculinas, habituadas ao cansaço,
separamo-nos, à procura de sinais mais fixos,
e o circuito das chamas recomeça.

é um país subtil, o olho franco das mulheres,
h√° nos passeios garrafas com leite apenas cinzento,
os teus pais disseram: o melhor de tudo é ser engenheiro,
morrer de casaco, com todas as pir√Ęmides acesas,
viajar de navio de buenos aires a montevideu.
esta é a viagem que não faremos nunca, soltos
na minuciosa tarde dos l√°bios,
√°gil pobreza.

permanentemente floresce o horizonte em colinas,
os animais olham por dentro, cheios de vazio,
como um ladrão de pouca perícia a luz
desfaz devagarmente os corpos.
ele exclama: quando me libertar√°s da tosca voz dormida,
para que seja
alto e altivo o coração da coisas? até quando aguardarei,
no harmonioso beliche, que a tua vis√£o cesse?

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A Noite na Ilha

Dormi contigo toda a noite
junto ao mar, na ilha.
Eras doce e selvagem entre o prazer e o sono,
entre o fogo e a √°gua.

Os nossos sonos uniram-se
talvez muito tarde
no alto ou no fundo,
em cima como ramos que um mesmo vento agita,
em baixo como vermelhas raízes que se tocam.

0 teu sono separou-se
talvez do meu
e andava à minha procura
pelo mar escuro
como dantes,
quando ainda n√£o existias,
quando sem te avistar
naveguei a teu lado
e os teus olhos buscavam
o que agora
‚ÄĒ p√£o, vinho, amor e c√≥lera ‚ÄĒ
te dou às mãos cheias,
porque tu és a taça
que esperava os dons da minha vida.

Dormi contigo
toda a noite enquanto
a terra escura gira
com os vivos e os mortos,
e ao acordar de repente
no meio da sombra
o meu braço cingia a tua cintura.
Nem a noite nem o sono
puderam separar-nos.

Dormi contigo
e, ao acordar, tua boca,

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o homem que j√° n√£o sou

n√£o me olhes agora que estou
mais velho e n√£o correspondo em
nada ao homem que
amaste, procura encarar a tristeza
sem me incluíres, seria demasiado
cruel que me usasses para a
dor. para ti
quis trazer as coisas mais belas
e em tudo o que fiz pus o
cuidado meticuloso de quem
ama. n√£o me obrigues a cortar os
pulsos quando fores num minuto ao
jardim com o c√£o

esta noite, sem notares, sustive a
respiração e quase morri. não deste
por nada. julgaste que voltei a
ressonar e até terás esboçado um
sorriso. e se eu pudesse morrer
enquanto sorris, pergunto

deixo para depois, ou talvez
desista. mas n√£o pode ser se
tu me olhares em busca de tudo o que
j√° n√£o existe. n√£o pode ser, levo a
faca maior para debaixo do meu
travesseiro, juro-te que me
mato se continuares assim

O Sono

O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim ‚ÄĒ
Esse sono
Parecer√° aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.

Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilus√Ķes,
√Č o sono da s√≠ntese de todas as desesperan√ßas,
√Č o sono de haver mundo comigo l√° dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.

O sono que desce sobre mim
√Č contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.

H√° um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,

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Balada do Poema que n√£o H√°

Quero escrever um poema
Um poema não sei de quê
Que venha todo vermelho
Que venha todo de negro
Às de copas às de espadas
Quero escrever um poema
Como de sortes cruzadas

Quero escrever um poema
Como quem escreve o momento
Cheiro de terra molhada
Abril com chuva por dentro
E este ramo de alfazema
Por sobre a tua almofada
Quero escrever um poema
Que seja de tudo ou nada

Um poema não sei de quê
Que traga a notícia louca
Da história que ninguém crê
Ou esta afta na boca
Esta noite sem sentido
Coisa pouca coisa pouca
Tão aquém do pressentido
Que me dói não sei porquê

Quero um poema ao contr√°rio
Deste estado que padeço
Meu cavalo solit√°rio
A cavalgar no avesso
De um verso que não conheço

Que venha de capa e espada
Ou de chicote na m√£o
Sobre esta noite acordada
Quero um poema noitada
Um poema até mais não

Quero um poema que diga
Que nada h√° que dizer
Sen√£o que a noite castiga
Quem procura uma cantiga
Que não é de adormecer

Poema de amor e morte
No reino da Dinamarca
Ser ou n√£o ser eis a sorte
O resto é silêncio e dor
Poema que traga a marca
Do Castelo de Elsenor

Quero o poema que me dê
Aquela m√ļsica antiga
Da Proven√ßa e da Tosc√Ęnia
Vinho velho de Chianti
Com Ezra Pound em Rapallo
E versos de Cavalcanti
Ou Guilherme de Aquit√Ęnia
Dormindo sobre um cavalo

E com ele ent√£o dizer
O meu poema est√° feito
Não sei de quê nem sobre quê

Dormindo sobre um cavalo

Quero o poema perfeito
Que ninguém há-de escrever
Que ele traga a estrela negra
Do canto e da solid√£o
Ou aquela toutinegra
De Cam√Ķes quando escrevia
S√ībolos rios que v√£o

Que venha como um destino
Às de copas às de espadas
Que venha para viver
Que venha para morrer
Se tiver que ser ser√°
E n√£o h√° cartas marcadas
Só assim poderá ser
O poema que n√£o h√°

Pronto para Receber a Felicidade

Estava tudo pronto para receber a felicidade,
e tu n√£o vinhas.

Amei-te muito antes de te amar. √Čramos o que
os amantes eram e nem precis√°vamos de
corpo para isso, porque o que dizíamos nos
satisfazia, e sempre que a vida acontecia era um
ao outro que tínhamos de falar. Se há coisa que
temo no mundo é o teu fim. Passo horas a sentir-me
indestrutível, a ter a certeza de que nada me
toca, de que nada me poder√° doer o suficiente para
me fazer recuar, e depois vens tu. Tu e a tua imagem
a perder de vista, os teus olhos quando me olhas, a
tua boca quando me falas, e é então que percebo
que sou finito, pobre humano, e desato a chorar à
procura do telefone e de uma palavra tua que
me conven√ßa de que ainda existes. √Č na possibilidade
do teu fim que encontro a humildade.

Era o dia mais lindo de sempre na terra onde eu estava,
e tu n√£o vinhas.

N√£o se sabe onde acaba o mundo mas eu sei que
a vida acaba no fundo dos teus l√°bios.

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