Cita√ß√Ķes sobre Preven√ß√£o

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Um estado n√£o √© uma mera sociedade, ter um lugar comum, estabelecido para a preven√ß√£o m√ļtua de crime ou pelo bem das trocas(‚Ķ). A sociedade pol√≠tica existe para a√ß√Ķes nobres e n√£o de mero companheirismo.

Estabelecer Princípios

Existem pessoas que têm propensão para modelar a sua vida de acordo com princípios definidos, Рe outras que gostam de forjar os seus princípios de acordo com os acasos do seu destino pessoal. Em ambos os casos trata-se apenas de experimentar tornar a vida o mais cómoda possível, quando o importante é, apesar de tudo, enfrentar cada acontecimento, desembaraçado de qualquer preconceito e prevenção, mesmo correndo o risco de um constante extravio.

Não Mostrar Satisfação Consigo Mesmo

Viva, nem descontente, que √© pouquidade, nem satisfeito consigo mesmo, que √© nescidade. Nasce essa satisfa√ß√£o no mais das vezes da ignor√Ęncia, e vai ter uma felicidade n√©scia que, embora satisfa√ßa o gosto, n√£o sustenta o cr√©dito. Como n√£o percebe as superlativas perfei√ß√Ķes nos outros, contenta-se com qualquer vulgar mediocridade em si. Sempre foi √ļtil, al√©m de prudente, a desconfian√ßa, ou como preven√ß√£o para que as coisas saiam bem, ou para consolo quando saiam mal; pois o desaire da sorte n√£o surpreende quem j√° o temia. O pr√≥prio Homero √†s vezes dormita, e Alexandre cai do seu estado e do seu engano. As coisas dependem de muitas circunst√Ęncias, e a que triunfa num lugar e em tal ocasi√£o, em outra malogra. Mas a incorrigibilidade do n√©scio est√° em ter convertido em flor a mais v√£ satisfa√ß√£o, cuja semente est√° sempre a brotar.

Sobre o Falso

Somos falsos de maneiras diferentes. Há homens falsos que querem parecer sempre o que não são. Outros há de melhor fé, que nasceram falsos, se enganam a si próprios o nunca vêem as coisas tal como são. Há alguns cujo espírito é estreito e o gosto falso. Outros têm o espírito falso, mas alguma correcção no gosto. E ainda há outros que não têm nada de falso, nem no gosto nem no espírito. Estes são muito raros, já que, em geral, não há quase ninguém que não tenha alguma falsidade algures, no espírito ou no gosto.
O que torna essa falsidade t√£o universal, √© que as nossas qualidades s√£o incertas e confusas e a nossa vis√£o tamb√©m: n√£o vemos as coisas tal como s√£o, avaliamo-las aqu√©m ou al√©m do que elas valem e n√£o as relacionamos connosco da forma que lhes conv√©m e que conv√©m ao nosso estado e √†s nossas qualidades. Esse erro de c√°lculo traz consigo um n√ļmero infinito de falsidades no gosto e no esp√≠rito: o nosso amor-pr√≥prio lisonjeia-se como tudo que se nos apresenta sob a apar√™ncia de bem; mas como h√° v√°rias formas de bem que sensibilizam a nossa vaidade ou o nosso temperamento,

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Símios Aperfeiçoados

√Č preciso viver em estado de preven√ß√£o. N√£o ir na enxurrada do colectivismo e morrer afogado num bairro econ√≥mico ou numa col√≥nia balnear, resistir √†s press√Ķes pol√≠ticas mirabolantes, quer sejam de uma banda ou de outra, manter a condi√ß√£o do homem-artista em luta com o homem-massa foi sempre o que em mim se tornou claro desde que aos poucos tomei posse da minha personalidade. √Č fatal que se caminhe para a sanidade de vida das classes baixas, √© humano que isso se fa√ßa, no entanto tamb√©m √© humano, mais talvez, que se lute desesperadamente para que a condi√ß√£o mais sagrada do homem evolua libertando-se das massas satisfeitas com a assist√™ncia m√©dica, televis√£o e funeral pago. Essa massa vai criar um novo esp√≠rito animal, vai catalogar-se em Darwin e, convencidos que essa massa est√° feliz, constatamos ao fim de pouco tempo que esses grandes grupos de popula√ß√Ķes standardizadas deixaram de pensar e o seu sentir √© apenas tactual, sem nada de sublima√ß√£o em momentos mais √≠ntimos.
O mundo que pensa, do artista e do intelectual, tem de libertar-se do incómodo desses homens que trouxeram como contribuição para a humanidade uma ideia abstracta do colectivo em marcha, que passaram a emitir sons,

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Tremo por Ti que √Čs o Meu √önico Amigo

António,

Tenho imensas coisas que te dizer e n√£o sei o que hei-de dizer, t√£o arreliada estou e t√£o sem cabe√ßa para pensar a coisa mais insignificante deste mundo. Que linda noite, tu vais passar, Amigo querido! E eu? A pensar que a maldade e a estupidez desta vida que no nosso desgra√ßado pa√≠s √© um horror, me pode fazer o mal maior que a algu√©m se pode fazer. Tenho medo, tenho medo, meu amor. Este desassossego cont√≠nuo p√Ķe-me doente e faz-me doida.

Então eu hei-de passar a minha triste vida a tremer por ti? Eu tenho pouca sorte, e quando enfim encontro no meu caminho alguém que gosta de mim, por mim, como se deve gostar, que pensa na minha felicidade, no meu sossego, alguém que se digna ver que eu tenho alma a sentir, quando encontro enfim no mundo o que julgara não encontrar nunca, hei-de andar como o avarento a tremer pelo tesoiro que levou anos, uma vida inteira a conquistar e que lhe podem roubar num momento. Eu tenho pouca sorte! Que Deus tenha piedade de mim.

Quereria dizer-te muitas coisas mas nem sei o que; só tenho vontade de chorar e de gritar desesperadamente,

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O Subjectivo é Objectivo, e o Objectivo é Subjectivo

Assaz dif√≠cil √© decidir o que seja objectivamente a verdade, mas, no trato com os homens, n√£o h√° que se deixar aterrorizar por isso. Existem crit√©rios que para o primeiro s√£o suficientes. Um dos mais seguros consiste em objectar a algu√©m que uma asser√ß√£o sua √© “demasiado subjectiva”. Se se utilizar, e com aquela indigna√ß√£o em que ressoa a furiosa harmonia de todas as pessoas sensatas, ent√£o h√° motivo para se ficar alguns instantes em paz consigo. Os conceitos do subjectivo e objectivo inverteram-se por completo. Diz-se objectiva a parte incontroversa do fen√≥meno a sua ef√≠gie inquestionavelmente aceite, a fachada composta de dados classificados, portanto, o subjectivo; e denomina-se subjectivo o que tal desmorona, acede √† experi√™ncia espec√≠fica da coisa, se livra das opini√Ķes convencionais a seu respeito e instaura a rela√ß√£o com o objecto em substitui√ß√£o da decis√£o maiorit√°ria daqueles que nem sequer chegam a intu√≠-lo, e menos ainda a pens√°-lo – logo, o objectivo.
A futilidade da objecção formal da relatividade subjectiva patenteia-se no seu próprio terreno, o dos juízos estéticos. Quem alguma vez, pela força da sua precisa reacção em face da seriedade da disciplina de uma obra artística, se submete à sua lei formal imanente,

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As Regras do Método

(…) em vez desse grande n√ļmero de preceitos que constituem a l√≥gica, julguei que me bastariam os quatro seguintes, contanto que tomasse a firme e constante resolu√ß√£o de n√£o deixar uma s√≥ vez de os observar.
O primeiro consistia em nunca aceitar como verdadeira qualquer coisa sem a conhecer evidentemente como tal; isto √©, evitar cuidadosamente a precipita√ß√£o e a preven√ß√£o; n√£o incluir nos meus ju√≠zos nada que se n√£o apresentasse t√£o clara e t√£o distintamente ao meu esp√≠rito, que n√£o tivesse nenhuma ocasi√£o para o p√īr em d√ļvida.
O segundo, dividir cada uma das dificuldades que tivesse de abordar no maior n√ļmero poss√≠vel de parcelas que fossem necess√°rias para melhor as resolver.
O terceiro, conduzir por ordem os meus pensamentos, começando pelos objectos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir pouco a pouco, gradualmente, até ao conhecimento dos mais compostos; e admitindo mesmo certa ordem entre aqueles que não se precedem naturalmente uns aos outros.
E o √ļltimo, fazer sempre enumera√ß√Ķes t√£o complexas e revis√Ķes t√£o gerais, que tivesse a certeza de nada omitir.