Cita√ß√Ķes sobre Profeta

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Frases sobre profeta, poemas sobre profeta e outras cita√ß√Ķes sobre profeta para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Poeta Castrado, N√£o!

Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corol√°rio
poema de m√£o em m√£o
l√£zudo publicit√°rio
malabarista cabr√£o.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado n√£o!

Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como j√° disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:

Da fome j√° n√£o se fala
– √© t√£o vulgar que nos cansa –
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?

Do frio não reza a história
– a morte √© branda e letal –
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?

E o resto que pode ser
o poema dia a dia?

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Natal

1

A voz clamava no Deserto.

E outra Voz mais suave,
Lírio a abrir, esvoaçar incerto,
Tímido e alvente, de ave
Que larga o ninho, melodia
Nascente, docemente,
Uma outra Voz se erguia…

A voz clamava no Deserto…

Anunciando
A outra Voz que vinha:
Balbuciar de fonte pequenina,
Dando
√Ä luz da Terra o seu primeiro beijo…
Inef√°vel an√ļncio, dealbando
Entre as estrelas moribundas.

2

Das entranhas profundas
Do Mundo, eco do Verbo, a profecia,
– √Ä dist√Ęncia de S√©culos, – dizia,
Pressentia
Fragor de sismos, o dum mundo ruindo,
Redimindo
Os c√°rceres do mundo…

A voz dura e ardente
Clamava no Deserto…

Natal de Primavera,
A nova Luz nascera.
Voz do céu, Luz radiante,
Mais humana e mais doce
E irm√£ dos Poetas
Que a voz trovejante
Dos profetas
Solit√°rios.

3

A divina alvorada
Trazia
Lírios no regaço
E rosas.
Natal. Primeiro passo
Da secular Jornada,
Era um canto de Amor
A anunciar Calv√°rios,

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Cada nação tem o seu profeta; cada nação tem a sua época

Cada nação tem o seu profeta; cada nação tem a sua época.

A felicidade n√£o est√° no mundo exterior. Somente no mundo interior existe a felicidade. Quem pensa que a felicidade est√° no mundo exterior, ser√° ludibriado pelos falsos profetas.

Basta saber algumas l√≠nguas, e ler o livro sagrado de algumas religi√Ķes, pra verificar que s√≥ existe um Deus, que deu a cada pa√≠s seu pr√≥prio profeta – sempre p√©ssimo tradutor

Não Te Leves Tão a Sério

Em todas as palestras que dou, reservo alguns minutos para este tema e, se poss√≠vel, logo no in√≠cio da conversa. Fa√ßo-o porque quero que a soma de todas as pessoas que me ouvem possam, rapidamente, ser um grupo. O objetivo √© aproxim√°-las da minha energia e desconstruir padr√Ķes. Muitas vezes, em certos indiv√≠duos, denoto uma forte resist√™ncia ao abra√ßo de um desconhecido, ao vibrar com uma m√ļsica que pede saltos e explos√Ķes de alegria e ao riso.
E porque √© que isto acontece? Porque est√£o a levar os padr√Ķes que gerem as suas vidas demasiado a s√©rio.

– ¬ęEu n√£o toco assim numa pessoa que n√£o conhe√ßo¬Ľ; ¬ęAi que vergonha, p√īr-me aqui aos saltos¬Ľ; ¬ęAlguma vez na vida, vou achar gra√ßa ao que ele disse? Convencido¬Ľ.
Estes exemplos são de gente real. De gente que se acha superior, mais educada e mais engraçada. Mas serão? Ou será esta gente de uma extrema insegurança? E estes exemplos de alguém que se sente ameaçado, com medo que lhe caia a máscara e extremamente vulnerável?

Aprendi que o palco, o microfone e as centenas de olhos na minha dire√ß√£o j√° me d√£o um status mais do que suficiente para criar a ilus√£o de que sou mais do que o meu p√ļblico.

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O amor!… diz bem… √Č bem triste record√°-lo; mas o rid√≠culo manda sufocar as expans√Ķes de um cora√ß√£o que n√£o envelheceu ainda. Dizem que os cabelos brancos s√£o vener√°veis. Se o s√£o, √© s√≥ nos patriarcas, nos profetas, e nos ap√≥stolos.

Meditação

Às vezes, quando a noite vem caindo,
Tranquilamente, sossegadamente,
Encosto-me à janela e vou seguindo
A curva melancólica do Poente.

N√£o quero a luz acesa. Na penumbra,
Pensa-se mais e pensa-se melhor.
A luz magoa os olhos e deslumbra,
E eu quero ver em mim, ó meu amor!

Para fazer exame de consciência
Quero silêncio, paz, recolhimento
Pois só assim, durante a tua ausência,
Consigo libertar o pensamento.

Procuro ent√£o aniquilar em mim,
A nefasta influência que domina
Os meus nervos cansados; mas por fim,
Reconheço que amar-te é minha sina.

Longe de ti atrevo-me a pensar
Nesse estranho rigor que me acorrenta:
E tenho a sensação do alto mar,
Numa noite selvagem de tormenta.

Tens no olhar magias de profeta
Que sabe ler no c√©u, no mar, nas brasas…
Adivinhas… Serei a borboleta
Que vendo a luz deixa queimar as asas.

No entanto ‚ÄĒ v√™ l√° tu!‚ÄĒ Eu n√£o lamento
Esta vontade que se imp√Ķe √† minha…
Nem me revolto… cedo ao encantamento…
‚ÄĒ Escrava que n√£o soube ser Rainha!

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O Homem é um Deus que se Ignora

Dentro do homem existe um Deus desconhecido: n√£o sei qual, mas existe – dizia S√≥crates soletrando com os olhos da raz√£o, √† luz serena do c√©u da Gr√©cia, o problema do destino humano. E Cristo com os olhos da f√© lia no horizonte anuveado das vis√Ķes do profeta esta outra palavra de consola√ß√£o – dentro do homem est√° o reino dos c√©us. Profundo, alt√≠ssimo, acordo de dois g√©nios t√£o distantes pela p√°tria, pela ra√ßa, pela tradi√ß√£o, por todos os abismos que uma fatalidade misteriosa cavou entre os irm√£os infelizes, violentamente separados, duma mesma fam√≠lia! Dos dois p√≥los extremos da hist√≥ria antiga, atrav√©s dos mares insond√°veis, atrav√©s dos tempos tenebrosos, o g√©nio luminoso e humano das ra√ßas √≠ndicas e o g√©nio sombrio, mas profundo, dos povos sem√≠ticos se enviam, como primeiro mas firme penhor da futura unidade, esta sauda√ß√£o fraternal, palavra de vida que o mundo esperava na ang√ļstia do seu caos – o homem √© um Deus que se ignora.
Grande, soberana consolação de ver essa luz de concórdia raiar do ponto do horizonte aonde menos se esperava, de ver uma vez unidos, conciliados esses dois extremos inimigos, esses dois espíritos rivais cuja luta entristecia o mundo, ecoava como um tremendo dobre funeral no coração retalhado da humanidade antiga!

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A Ignor√Ęncia n√£o Exclui a Firmeza de Opini√£o

Tendo estudado a sabedoria em livros traduzidos do grego, do chin√™s ou do s√Ęnscrito, tenho uma certa desvantagem em rela√ß√£o aos ignorantes que s√≥ aprenderam em jornais desportivos ou revistas de moda. Quando enfrento um assunto dif√≠cil cuja elucida√ß√£o requer anos de reflex√£o, sinto-me intimidado com a consci√™ncia da minha insufici√™ncia, que me trava os impulsos no momento em que eles, impelidos pelo propulsor da sua ignor√£ncia, est√£o seguros de ter encontrado, ainda antes de ter procurado. Como posso faz√™-los compreender que tenho raz√£o em n√£o proclamar que a tenho, antes de dedicar tempo a demonstrar-lhes que est√£o errados? N√£o, eles n√£o desistem. De resto, as minhas hesita√ß√Ķes atrai√ßoam-me. A verdade √© uma flecha que vai direita ao alvo. Os escr√ļpulos intelectuais s√£o tremuras do esp√≠rito. Se visar mal, como posso atingir o alvo?
Apercebemo-nos de que a ignor√Ęncia n√£o exclui a firmeza de opini√£o. Existe at√© uma cumplicidade objectiva entre elas. Quanto menos sabem, mais ostentam, diz o profeta. A indig√™ncia intelectual tira partido do seu pretenso parentesco com a Verdade. Contudo, √© preciso ser ing√©nuo para pensar que o saber liberta o esp√≠rito dessa lei de gravita√ß√£o que faz com que todo o pensamento orbite em torno da Verdade.

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Parem eu confesso sou poeta cada manhã que nasce me nasce uma rosa na face parem eu confesso sou poeta só meu amor é meu deus eu sou o seu profeta.

Um Herói não se Declara

Aquele que se exp√Ķe √† morte deve estar √† altura de incutir √† sua √©poca a for√ßa da exaspera√ß√£o. Se, pois, vejo um homem at√© ent√£o completamente desconhecido dos seus contempor√Ęneos aparecer afirmando que est√° pronto a sacrificar a sua vida e a enfrentar a morte, muito tranquilamente ent√£o (…) eu demitiria este profeta. Nunca um tal homem chegaria ao ponto de ser condenado √† morte pela sua √©poca, ainda que, por outro lado, tivesse realmente a coragem de morrer e a isso estivesse disposto. Ele n√£o conhece o segredo; pensa evidentemente que os seus contempor√Ęneos, os mais fortes, se encarregar√£o da execu√ß√£o, quando ele deveria ser de tal modo superior ao seu tempo que n√£o o deixasse, permanecendo ele pr√≥prio passivo, cumprir sozinho o seu trabalho de tal modo superior que n√£o lho indicasse mas livremente o constrangesse a sair-se bem dele.

Cegueira de Olhos Abertos

A cegueira que cega cerrando os olhos, não é a maior cegueira; a que cega deixando os olhos abertos, essa é a mais cega de todas: e tal era a dos Escribas e Fariseus. Homens com os olhos abertos e cegos. Com olhos abertos, porque, como letrados, liam as Escrituras e entendiam os Profetas; e cegos, porque vendo cumpridas as profecias, não viam nem conheciam o profetizado.
(…) Esta mesma cegueira de olhos abertos divide-se em tr√™s esp√©cies de cegueira ou, falando medicamente, em cegueira da primeira, da segunda, e da terceira esp√©cie. A primeira √© de cegos, que v√™em e n√£o v√™em juntamente; a segunda de cegos que v√™em uma coisa por outra; a terceira de cegos que vendo o demais, s√≥ a sua cegueira n√£o v√™em.

Eu n√£o sou um profeta nem um homem da idade da pedra, sou apenas um mortal como potencial de super-homem. Estou a viver.