Passagens sobre PrudĂȘncia

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O valor que nĂŁo tem por fundamento a prudĂȘncia chama-se temeridade, e as façanhas dos temerĂĄrios devem atribuir-se mais Ă  sorte do que Ă  coragem.

Os Livros NĂŁo SĂŁo Coisas Mortas

Porque os livros nĂŁo sĂŁo de todo coisas mortas (…) preservando, como um frasco, a mais pura extracção do intelecto que os criou. Sei que sĂŁo tĂŁo vivos e vigorosamente produtivos como os fabulosos dentes de um dragĂŁo e sendo fomentados podem unir homens armados. Por outro lado, a nĂŁo ser que se use de toda a prudĂȘncia, destruir um bom homem Ă© quase o mesmo que destruir um bom livro; quem destrĂłi um homem destrĂłi uma criatura razoĂĄvel; mas aquele que destrĂłi um bom livro destrĂłi a prĂłpria razĂŁo, destrĂłi a imagem de Deus. Muitos homens constituem um fardo para o mundo; mas um bom livro Ă© a encarnação preciosa de um espĂ­rito superior, conservado e estimado com o objectivo de viver para alĂ©m da morte.

O Encanto da Vida

Todas as noites acordado atĂ© desoras, Ă  espera da Ășltima cena de pancadaria num jogo de futebol, do Ășltimo insulto num debate parlamentar, do Ășltimo discurso demagĂłgico num comĂ­cio eleitoral, da Ășltima pirueta dum cabotino entrevistado, da Ășltima farsa no palco internacional. CrucificaçÔes masoquistas, que a prudĂȘncia desaconselha e a imprudĂȘncia impĂ”e. Vou deste mundo farto de o conhecer e faminto de o descobrir.

Mas nĂŁo hĂĄ perspicĂĄcia, nem constĂąncia de atenção capazes de lhe prefigurar os imprevistos. O que acontece hoje excede sempre o que sucedeu ontem. A violĂȘncia, o facciosismo, a ambição de poder, a crueldade e o exibicionismo nĂŁo tĂȘm limites. Felizmente que a abnegação, a generosidade e o altruĂ­smo tambĂ©m nĂŁo. E o encanto da vida Ă© precisamente esse: nenhum excesso nela ser previsĂ­vel. Nem no mal nem no bem. E nĂŁo me canso de o verificar, de surpresa em surpresa, Ă  luz dos acontecimentos.

Quando julgo que estou devidamente informado sobre o amor, sobre o Ăłdio, sobre a santidade, sobre a perfĂ­dia, sobre as virtudes e os defeitos humanos, acabo por concluir que soletro ainda o ĂĄ-bĂȘ-cĂȘ da realidade. Cabeçudo como sou, teimo na aprendizagem. Hoje fizeram-me a revelação surpreendente de que um avarento meu conhecido,

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A LusitĂąnia

A terra mais ocidental de todas Ă© a LusitĂąnia. E porque se chama Ocidente aquela parte do mundo? Porventura porque vivem ali menos, ou morrem mais os homens? NĂŁo; senĂŁo porque ali vĂŁo morrer, ali acabam, ali se sepultam e se escondem todas as luzes do firmamento. Sai no Oriente o Sol com o dia coroado de raios, como Rei e fonte da Luz: sai a Lua e as Estrelas com a noite, como tochas acesas e cintilantes contra a escuridade das trevas, sobem por sua ordem ao ZĂ©nite, dĂŁo volta ao globo do mundo resplandecendo sempre e alumiando terras e mares; mas em chegando aos Horizontes da LusitĂąnia, ali se afogam os raios, ali se sepultam os resplendores, ali desaparece e perece toda aquela pompa de luzes.
E se isto sucede aos lumes celestes e imortais; que nos lastimamos, Senhores, de ler os mesmos exemplos nas nossas Histórias? Que foi um Afonso de Albuquerque no Oriente? Que foi um Duarte Pacheco? Que foi um D. João de Castro? Que foi um Nuno da Cunha, e tantos outros Heróis famosos, senão uns Astros e Planetas lucidíssimos, que assim como alumiaram com estupendo resplendor aquele glorioso século, assim escurecerão todos os passados?

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Os sĂĄbios aproveitam-se dos tolos mais do que os tolos se aproveitam dos sĂĄbios, uma vez que os sĂĄbios evitam os erros dos tolos, enquanto estes Ășltimos nĂŁo imitam a prudĂȘncia dos sĂĄbios.

Os vĂ­cios entram na composição da virtude assim como os venenos entram na composição dos remĂ©dios. A prudĂȘncia mistura-os e atenua-os, e deles se serve utilmente conta os males da vida.

Che Guevara

Contra ti se ergueu a prudĂȘncia dos inteligentes e o arrojo
[dos patetas
A indecisĂŁo dos complicados e o primarismo
Daqueles que confundem revolução com desforra

De poster em poster a tua imagem paira na sociedade de
[consumo
Como o Cristo em sangue paira no alheamento ordenado das
[igrejas

Porém
Em frente do teu rosto
Medita o adolescente Ă  noite no seu quarto
Quando procura emergir de um mundo que apodrece

As pessoas precisam de trĂȘs coisas: prudĂȘncia no Ăąnimo, silĂȘncio na lĂ­ngua e vergonha na cara.

A Confiança é o Elo entre a Sociedade e a Amizade

Ainda que a sinceridade e a confiança estejam relacionadas, sĂŁo, no entanto, diferentes: a sinceridade consiste em abrir o coração e em mostrarmo-nos tal como somos por amor da verdade. Odeia o disfarce e quer reparar as suas faltas, mesmo que para isso seja preciso diminui-las pelo valor da confissĂŁo. Quanto Ă  confiança, esta nĂŁo nos concede o mesmo grau de liberdade, as suas regras sĂŁo mais rigorosas, requer mais prudĂȘncia e moderação. Ora, nem sempre estamos livres para obedecer a estes requisitos. NĂŁo somos sĂł nĂłs, no que a ela diz respeito, que estamos envolvidos, porque os nossos interesses misturam-se quase sempre com os dos outros. Requer uma enorme justeza para nĂŁo levar os nossos amigos a entregarem-se, pelo facto de nĂłs nos termos entregado, como para lhes oferecer um presente, com a Ășnica intenção de aumentar o preço do que nĂłs damos.
Fica-se sempre satisfeito com o facto de os outros depositarem confiança em nĂłs porque Ă© um tributo que oferecemos ao nosso mĂ©rito, Ă© um depĂłsito que fazemos Ă  nossa confiança, sĂŁo, enfim, fianças que lhes dĂŁo algum direito sobre nĂłs, isto Ă©, aceitamos uma certa dependĂȘncia Ă  qual nos sujeitamos voluntariamente. NĂŁo, nĂŁo Ă© minha intenção destruir com as minhas palavras a confiança,

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O Comportamento que Gera InfluĂȘncia

Um homem sincero e verdadeiro nas suas palavras, prudente e circunspecto nas suas acçÔes, terĂĄ influĂȘncia, mesmo entre os bĂĄrbaros de centro e do norte. Um homem que nĂŁo Ă© nem sincero, nem verdadeiro nas suas palavras, nem prudente e circunspecto nas suas acçÔes, terĂĄ alguma influĂȘncia, mesmo numa cidade ou numa aldeia? Quando estiverdes em pĂ©, imaginai essas quatro virtudes (a sinceridade, a veracidade, a prudĂȘncia e a circunspecção) conservando-se perto de vĂłs, diante dos vossos olhos. Quando estiverdes num carro, contemplai-as sentadas ao vosso lado. Desse modo, adquirireis influĂȘncia.

Felicidade e Prazer

Devemos estudar os meios de alcançar a felicidade, pois, quando a temos, possuĂ­mos tudo e, quando nĂŁo a temos, fazemos tudo por alcançå-la. Respeita, portanto, e aplica os princĂ­pios que continuadamente te inculquei, convencendo-te de que eles sĂŁo os elementos necessĂĄrios para bem viver. Pensa primeiro que o deus Ă© um ser imortal e feliz, como o indica a noção comum de divindade, e nĂŁo lhe atribuas jamais carĂĄcter algum oposto Ă  sua imortalidade e Ă  sua beatitude. Habitua-te, em segundo lugar, a pensar que a morte nada Ă©, pois o bem e o mal sĂł existem na sensação. De onde se segue que um conhecimento exacto do facto de a morte nada ser nos permite fruir esta vida mortal, poupando-nos o acrĂ©scimo de uma ideia de duração eterna e a pena da imortalidade. Porque nĂŁo teme a vida quem compreende que nĂŁo hĂĄ nada de temĂ­vel no facto de se nĂŁo viver mais. É, portanto, tolo quem declara ter medo da morte, nĂŁo porque seja temĂ­vel quando chega, mas porque Ă© temĂ­vel esperar por ela.
É tolice afligirmo-nos com a espera da morte, visto ser ela uma coisa que não faz mal, uma vez chegada. Por conseguinte, o mais pavoroso de todos os males,

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Imitadores

Os homens nĂŁo descendem dos macacos, mas desenvolvem todos os esforços para o fazer crer. O pecado original aproximou-nos dos animais e toda a alma Ă©, de uma maneira ou de outra, uma crestomia zoolĂłgica. O que Dante diz das ovelhas – «e o que uma faz primeiro as outras imitam» – poder-se-ia aplicar a quase todos nĂłs.
Desde que AdĂŁo resolveu imitar Eva e mordeu o fruto, somos, a despeito da nossa ilusĂŁo em contrĂĄrio, uma sucessĂŁo infinita de cĂłpias. Um Ășnico cunho – em regra, chamado gĂ©nio – basta para imprimir milhares e milhares daquelas moedas vulgares que circulam pela Terra. E o gĂ©nio nem sempre se liberta da servidĂŁo universal da imitação. Toda a vida Ă© um mosaico de plĂĄgios.
A maioria imita por preguiça, para se poupar o trabalho de procurar e inventar, ou por prudĂȘncia, que aconselha os caminhos percorridos e as experiĂȘncias coroadas de ĂȘxito. Compreende-se que a humildade, embora rara, leve naturalmente quem a possui a imitar aqueles que reconhece superiores, mas a prĂłpria soberba, que deveria afastar da repetição, torna-nos macacos. Se viver Ă© distinguir-se, o orgulhoso deveria providenciar para nĂŁo se parecer com ninguĂ©m. Mas a inveja, sob a sonante designação da emulação,

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