Cita√ß√Ķes sobre Relatividade

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O humor: centelha divina que descobre o mundo na sua ambig√ľidade moral e o homem em sua profunda incompet√™ncia para julgar os outros: o humor: embriaguez da relatividade das coisas humanas, estranho prazer nascido da certeza de que n√£o h√° certeza.

Você entende a relatividade quando vê que 1 hora com a sua namorada parece 1 minuto, e 1 minuto sentado num formigueiro parece 1 hora

A Sabedoria do Romance

O homem deseja um mundo em que o bem e o mal sejam nitidamente discern√≠veis, porque nele h√° o desejo, inato e indom√°vel, de julgar antes de compreender. Sobre esse desejo s√£o fundadas as religi√Ķes e as ideologias. Estas n√£o se podem conciliar com o romance a n√£o ser que traduzam a linguagem de relatividade e de ambiguidade dele para o seu discurso apod√≠tico e dogm√°tico. Exigem que algu√©m tenha raz√£o: ou Anna Karenina √© v√≠tima de um d√©spota limitado, ou Karenine √© v√≠tima de uma mulher imoral; ou ent√£o K., inocente, √© esmagado por um tribunal injusto, ou ent√£o, por tr√°s do tribunal, est√° escondida a justi√ßa divina e K. √© culpado.
Neste ¬ęou ent√£o-ou ent√£o¬Ľ est√° contida a incapacidade de suportar a relatividade essencial das coisas humanas, a incapacidade de olhar de frente a aus√™ncia do Juiz supremo. Por causa desta incapacidade, a sabedoria do romance (a sabedoria da incerteza) √© dif√≠cil de aceitar e de compreender.

A Tirania Individual e a Tirania Colectiva

As diverg√™ncias de opini√£o n√£o resultam, como por vezes supomos, das desigualdades de instru√ß√£o daqueles que as manifestam. Elas notam-se, com efeito, em indiv√≠duos dotados de intelig√™ncia e de instru√ß√£o equivalentes. Disso se convencer√° quem percorrer as respostas aos grandes inqu√©ritos colectivos destinados a elucidar certas quest√Ķes bem definidas.
Entre os in√ļmeros exemplos fornecidos pela leitura das suas actas, mencionarei apenas um, muito t√≠pico, publicado nos Anais de Psicologia do sr. Binet. Querendo informar-se quanto aos efeitos da redu√ß√£o do programa de hist√≥ria da filosofia nos liceus, enviou um question√°rio a todos os professores incumbidos desse ensino. As respostas foram nitidamente contradit√≥rias, pois uns declaravam desastroso o que os outros julgavam excelente. ¬ęN√£o se compreende¬Ľ, conclui o Sr. Binet com melancolia, ¬ęque uma reforma que consterna um professor, pare√ßa excelente a um dos seus colegas. Que li√ß√£o para eles sobre a relatividade das opini√Ķes humanas, mesmo entre pessoas competentes!¬Ľ.
Contradi√ß√Ķes da mesma esp√©cie invariavelmente se manifestaram em todos os assuntos e em todos os tempos. Para chegar √† ac√ß√£o, o homem teve, entretanto, de escolher entre essas opini√Ķes contr√°rias. Como operar tal escolha, sendo a raz√£o muito fraca para a determinar?
Somente dois m√©todos foram descobertos at√© hoje: aceitar a opini√£o da maioria ou a de um √ļnico,

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Einstein, autor da famosa Teoria da Relatividade, descobriu que os raios luminosos também estão sujeitos à força da gravidade e se refratam. Há quem afirme que a força da gravidade é resultante da ação do éter; mas, na realidade, ela é a força de amor ou força unificadora manifestada pela Grande Vida.

O Subjectivo é Objectivo, e o Objectivo é Subjectivo

Assaz dif√≠cil √© decidir o que seja objectivamente a verdade, mas, no trato com os homens, n√£o h√° que se deixar aterrorizar por isso. Existem crit√©rios que para o primeiro s√£o suficientes. Um dos mais seguros consiste em objectar a algu√©m que uma asser√ß√£o sua √© “demasiado subjectiva”. Se se utilizar, e com aquela indigna√ß√£o em que ressoa a furiosa harmonia de todas as pessoas sensatas, ent√£o h√° motivo para se ficar alguns instantes em paz consigo. Os conceitos do subjectivo e objectivo inverteram-se por completo. Diz-se objectiva a parte incontroversa do fen√≥meno a sua ef√≠gie inquestionavelmente aceite, a fachada composta de dados classificados, portanto, o subjectivo; e denomina-se subjectivo o que tal desmorona, acede √† experi√™ncia espec√≠fica da coisa, se livra das opini√Ķes convencionais a seu respeito e instaura a rela√ß√£o com o objecto em substitui√ß√£o da decis√£o maiorit√°ria daqueles que nem sequer chegam a intu√≠-lo, e menos ainda a pens√°-lo – logo, o objectivo.
A futilidade da objecção formal da relatividade subjectiva patenteia-se no seu próprio terreno, o dos juízos estéticos. Quem alguma vez, pela força da sua precisa reacção em face da seriedade da disciplina de uma obra artística, se submete à sua lei formal imanente,

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Se a minha teoria da relatividade estiver correta, a Alemanha dirá que sou alemão, e a França, que sou cidadão do mundo. Mas se eu estiver errado, a França sustentará que sou alemão, e a Alemanha garantirá que sou judeu.

Quando você se senta junto à uma garota legal por duas horas, parece que foi um minuto. Quando você senta em um fogão quente por um minuto, parece que foram duas horas. Isso é relatividade.