Cita√ß√Ķes sobre Reprova√ß√£o

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Frases sobre reprova√ß√£o, poemas sobre reprova√ß√£o e outras cita√ß√Ķes sobre reprova√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Descobrir os Vícios dos Outros

Eis agora um bom m√©todo para descobrir os v√≠cios de uma pessoa. Come√ßa por conduzir a conversa para os v√≠cios mais correntes, depois aborda mais em particular os que pensas que possam afligir o teu interlocutor. Fica a saber que se mostrar√° extremamente duro na reprova√ß√£o e den√ļncia do v√≠cio de que ele pr√≥prio padece. Assim se v√™em muitas vezes pregadores fustigar com a maior veem√™ncia os v√≠cios que os aviltam.
Para desmascarar um falso, consulta-o acerca de um determinado assunto. Depois, passados alguns dias, volta a falar-lhe nesse mesmo assunto. Se, da primeira vez, te quis induzir em erro, a opinião que desta segunda vez te dará será diferente: quer a Diniva Providência que depressa esqueçamos as nossas próprias mentiras.
Finge-te bem informado acerca de um caso de que, na realidade, não sabes grande coisa, na presença de pessoas das quais tenhas motivos para crer que estão perfeitamente ao corrente: verás que se trairão, ao corrigirem o que disseres.
Quando vires um homem afectado por um grande desgosto, aproveita a ocasi√£o para o lisonjear e consolar. √Č muitas vezes nestas circunst√Ęncias que deixar√° transparecer os seus pensamentos mais secretos e ocultos.
Leva as pessoas –

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No fundo, agradece-se que não haja grandes governantes; eles trazem a ordem, portanto a proibição de escolha a uma consciência em estado de profunda reprovação. Um governante iluminado causa mais males do que duzentos que estejam pouco empenhados na felicidade humana.

Se √© verdade que coisas h√° que nos s√£o desconhecidas, verdade √© tamb√©m que o Homem nos √© desconhecido. A que correspondem ent√£o ¬ęaprova√ß√£o¬Ľ e ¬ęreprova√ß√£o¬Ľ?

Prejudicar a Estupidez

A reprova√ß√£o do ego√≠smo, que se pregou com tamanha convic√ß√£o casmurra, prejudicou certamente, no conjunto, esse sentimento (em benef√≠cio, hei-de repeti-lo milhares e milhares de vezes, dos instintos greg√°rios do homem), e prejudicou-o, nomeadamente no facto de o ter despojado da sua boa consci√™ncia e de lhe ter ordenado a procurar em si pr√≥prio a verdadeira fonte de todos os males. ¬ęO teu ego√≠smo √© a maldi√ß√£o da tua vida¬Ľ, eis o que se pregou durante mil√©nios: esta cren√ßa, como eu ia dizendo, fez mal ao ego√≠smo; tirou-lhe muito esp√≠rito, serenidade, engenhosidade e beleza; bestializou-o, tornou-o feio, envenenado.
Os fil√≥sofos antigos indicavam, ao contr√°rio, uma fonte completamente diferente para o mar; os pensadores n√£o cessaram de pregar desde S√≥crates: ¬ę√Č a vossa irreflex√£o, s√£o a vossa estupidez, o vosso h√°bito de vegetar obedecendo √† regra e de vos subordinar ao ju√≠zo do pr√≥ximo, que vos impedem t√£o amiudadamente de serdes felizes; somos n√≥s, pensadores, que o somos mais, porque pensamos¬Ľ. N√£o nos perguntemos aqui se este serm√£o contra a estupidez tem mais fundamentos do que o serm√£o contra o ego√≠smo; o que √© certo √© que despojou a estupidez da sua boa consci√™ncia: estes fil√≥sofos foram prejudiciais √† estupidez!

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Saber Aconselhar

Quando queres dar a entender a algu√©m que est√° errado, come√ßa por falar-lhe doutras coisas, acabando por chegar, como por acaso, aos actos que merecem reprova√ß√£o. Descreve-os, ent√£o, de modo caricatural, diz todo o mal que pensas deles, mas f√°-los acompanhar de circunst√Ęncias diferentes, de modo a que a pessoa que queres aconselhar n√£o se sinta directamente atingida. Procura que te escute de boa vontade, sem zangar-se; alegra a conversa com algumas piadas e, se de s√ļbito o vires fazer m√° cara, mostra um ar c√Ęndido e interroga-o nesse sentido. Finalmente, misturando-as com considera√ß√Ķes diversas, aborda as soulu√ß√Ķes a considerar num caso como o que te preocupa.

O Princípio da Simpatia e Antipatia

O princípio da simpatia e antipatia tende ao máximo a pecar por severidade excessiva. Tende ele a aplicar castigo em muitos casos em que é injusto fazê-lo, e, em casos em que se justifica uma punição, a aplicar severidade maior do que a merecida. Não existe acto algum imaginável, por mais trivial e por menos censurável que seja, que o princípio da simpatia e antipatia não encontre algum motivo para punir. Quer se trate de diferenças de gosto, quer se trate de diferenças de opinião, sempre se encontra motivo para punir. Não existe nenhum desacordo, por mais trivial que seja, que a perseverança não consiga transformar num incidente sério. Cada qual se torna, aos olhos do seu semelhante, um inimigo e, se a lei o permitir, um criminoso. Este é um dos aspectos sob os quais a espécie humana se distingue Рpara seu desabono Рdos animais.
Por princ√≠pio de simpatia e antipatia entendo o princ√≠pio que aprova ou desaprova certas ac√ß√Ķes, n√£o na medida em que estas tendem a aumentar ou a diminuir a felicidade da parte interessada, mas simplesmente pelo facto de que algu√©m se sente disposto a aprov√°-las ou reprov√°-las.Os partid√°rios deste princ√≠pio mant√™m que a aprova√ß√£o ou a reprova√ß√£o constituem uma raz√£o suficiente em si mesma,

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Para resistir aos elogios e √†s reprova√ß√Ķes n√£o h√° receitas. Para que os elogios e as reprova√ß√Ķes tenham para n√≥s sentido, s√≥ formando um c√≠rculo, em que haja conhecimento dos nossos des√≠gnios e das nossas normas.