Passagens sobre Responsabilidade

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Frases sobre responsabilidade, poemas sobre responsabilidade e outras passagens sobre responsabilidade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Para Além do Hoje

Cada vez mais se vive o momento. Fugimos do passado e temos medo do futuro, o que implica que somos forçados a viver um presente demasiado pequeno.

Os tempos de descanso devem ser ocasião de trabalho interior. Mas, vai sendo cada vez mais raro encontrar gente com memória, assim com também é raro encontrar pessoas com discernimento suficiente para se comprometerem em projetos a longo prazo.

Navega-se √† vista… sem riscos, sem sucessos nem fracassos… sem sentido. Vamos dando as respostas m√≠nimas ao mundo e aos outros, em vez de sermos protagonistas dos nossos sonhos e her√≥is apesar das nossas derrotas.
O passado e o futuro não são mentira. São partes da verdade. Sou o que fui e o que serei. Uma identidade que vive no tempo, uma coerência que se constrói através diferentes espaços e tempos, amando o que há de eterno em cada momento. Elevando o espírito acima da realidade concreta do mundo.

Uma exist√™ncia aut√™ntica ‚Äď uma vida com valor ‚Äď constr√≥i-se com uma estrutura s√≥lida, equilibrada e aberta a horizontes mais long√≠nquos em termos temporais. Um presente maior, com mais passado e mais futuro. Sermos quem somos, de olhos abertos.

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A Culpa é uma Doença

A culpa √© uma doen√ßa que te arrasta e se alastra aos outros. De um momento para o outro, tu pr√≥prio, por habitua√ß√£o, culpasse por tudo e por nada, por situa√ß√Ķes em que podias ter feito melhor e por outras em que nada havia a fazer. Muitos de n√≥s residem no condom√≠nio da culpa. √Č essa a sua zona de conforto, pois foi a ela que se acostumaram e n√£o conhecem nada para l√° dos limites dessa emo√ß√£o. Depois √© a altura de eles ensinarem aos outros que somos todos culpados √† vez, passam o testemunho do pecado aos conhecidos, familiares, amigos e filhos e, pronto, c√° andamos todos num ciclo penoso de gera√ß√£o em gera√ß√£o.
Há solução? Claro! Há sempre solução para tudo.
√Č preponderante viver com a convic√ß√£o de que apenas somos culpados de alguma coisa se agirmos com inten√ß√£o de magoar, caso contr√°rio somos apenas respons√°veis. N√£o, n√£o √© a mesma coisa. A culpa sufoca-nos, a responsabilidade empurra-nos para a a√ß√£o e promove a mudan√ßa.
De que forma, ent√£o, posso eu parar este ciclo vicioso?
РNão permitindo que te considerem culpado seja do que for e se insistirem em fazê-lo expulsa essas pessoas da tua vida.

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Ser Feliz é uma Responsabilidade Muito Grande

Ser feliz √© uma responsabilidade muito grande. Pouca gente tem coragem. Tenho coragem mas com um pouco de medo. Pessoa feliz √© quem aceitou a morte. Quando estou feliz demais, sinto uma ang√ļstia amorda√ßante: assusto-me. Sou t√£o medrosa. Tenho medo de estar viva porque quem tem vida um dia morre. E o mundo me violenta. Os instintos exigentes, a alma cruel, a crueza dos que n√£o t√™m pudor, as leis a obedecer, o assassinato ‚ÄĒ tudo isso me d√° vertigem como h√° pessoas que desmaiam ao ver sangue: o estudante de medicina com o rosto p√°lido e os l√°bios brancos diante do primeiro cad√°ver a dissecar. Assusta-me quando num relance vejo as entranhas do esp√≠rito dos outros. Ou quando caio sem querer bem fundo dentro de mim e vejo o abismo intermin√°vel da eternidade, abismo atrav√©s do qual me comunico fantasmag√≥rica com Deus.

√Č preponderante viver com a convic√ß√£o de que apenas somos culpados de alguma coisa se agirmos com inten√ß√£o de magoar, caso contr√°rio somos apenas respons√°veis. N√£o, n√£o √© a mesma coisa. A culpa sufoca-nos, a responsabilidade empurra-nos para a a√ß√£o e promove a mudan√ßa.

A Indiferença ou a Paixão pelos Outros

O que √© mais proveitoso ‚ÄĒ perguntava eu ‚ÄĒ representar o mundo como pequeno ou como grande? Vejamos como eu resolvia o assunto: os homens eminentes, os capit√£es famosos, os estadistas competentes, em suma, todos os conquistadores e todos os chefes que se elevam pela viol√™ncia acima dos outros homens, devem ser feitos de tal maneira que o Mundo lhes deve parecer como um tabuleiro de damas. Se assim n√£o fosse, eles n√£o teriam a rudeza e a impassibilidade necess√°rias para subordinarem audaciosamente aos seus imprevis√≠veis planos a felicidade e os sofrimentos dos indiv√≠duos isolados, sem se importarem nada com isso. Em contrapartida, uma t√£o limitada concep√ß√£o pode levar os homens a n√£o realizarem coisa alguma, porque todo aquele que considera a humanidade como uma coisa sem import√Ęncia acabar√° por a achar insignificante e por so√ßobrar na indiferen√ßa e na passividade. Desdenhoso de tudo, preferir√° a in√©rcia √† ac√ß√£o sobre os esp√≠ritos, sem contar que a sua insensibilidade, a sua aus√™ncia de simpatia e a sua letargia chocar√£o toda a gente, ofendendo constantemente um mundo imbu√≠do do seu pr√≥prio valor. Assim se lhe fechar√£o todas as vias de um sucesso imprevisto. Ser√° mais razo√°vel ‚ÄĒ perguntava eu, ent√£o ‚ÄĒ ver na humanidade qualquer coisa de grande,

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O Tele-Lixo

Se a √ļnica coisa que oferecerem √†s pessoas for tele-lixo e omitirem que existem outras coisas, elas acreditar√£o que n√£o existe mais nada para l√° do lixo. Nestes momentos, a audi√™ncia √© a rainha e por causa dela √© l√≠cito uma pessoa at√© matar a av√≥. Os meios de comunica√ß√£o t√™m grande parte da responsabilidade nisto, embora seja necess√°rio perguntar quem move os seus fios. Por detr√°s h√° sempre um banco ou um governo. Um jornal independente? Uma r√°dio livre? Uma televis√£o objectiva? Isso n√£o existe. Essa mistura, o tele-lixo e os meios de comunica√ß√£o dependentes, provoca que a sociedade esteja gravemente doente.

Até que a grande massa do povo seja preenchida com o sentido da responsabilidade pelo bem-estar do outro, a justiça social nunca poderá ser alcançada.

Maus Tratos

Por v√°rias vezes nos chegaram aos ouvidos as not√≠cias de maus tratos. Resolvemo-nos, um dia, a tirar o caso a limpo e a fazer observar por m√©dicos de confian√ßa aqueles que se queixavam desses maus tratos. Devo dizer-lhe que se chegou √† conclus√£o de que os presos mentiam, para tirar efeitos pol√≠ticos, na maioria dos casos, mas quero dizer-lhe, tamb√©m, realmente, que algumas vezes falavam verdade. √Č claro que eram tomadas sempre, em casos desses, imediatas provid√™ncias, e foi essa a raz√£o de se terem dado algumas altera√ß√Ķes nos quadros da Pol√≠cia. Atribuir a responsabilidade, portanto, ao Governo desses maus tratos √© prova de ignor√Ęncia ou de m√°-f√©.
(…) No entanto, chegou-se √† conclus√£o de que os presos maltratados eram sempre, ou quase sempre, tem√≠veis bombistas que se recusavam a confessar, apesar de todas as habilidades da Pol√≠cia, onde tinham escondidas as suas armas criminosas e mortais. S√≥ depois de empregar esses meios violentos √© que eles se decidiam a dizer a verdade. E eu pergunto a mim pr√≥prio, continuando a reprimir tais abusos, se a vida de algumas crian√ßas e de algumas pessoas indefesas n√£o vale bem, n√£o justifica largamente, meia d√ļzia de safan√Ķes a tempo nessas criaturas sinistras…

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Os economicistas perceberam que precisam da comunicação social e servem-se dela para não mudar as coisas. A comunicação social tem muita responsabilidade na desagregação a que se tem assistido na União Europeia. Por exemplo, fala-se em reformas mas o que se vê são contra-reformas.

Homem para Deus

Ele vai só ele não tem ninguém
onde morrer um pouco toda a morte que o espera
Se é ele o portador do grande coração
e sabe abrir o seio como a terra
temei n√£o partam dele as grandes nega√ß√Ķes
Que h√° de comum entre ele e quem na juventude foi
que m√£o estendem eles um ao outro
por sobre tanta morte que nos dias veio?
E no seu coração que todo o homem ri e sofre
√© l√° que as esta√ß√Ķes recolhem findo o fogo
onde aquecer as mãos durante a tentação
é lá que no seu tempo tudo nasce ou morre
N√£o leva mais de seu que esse pequeno orgulho
de saber que decerto qualquer coisa acabar√°
quando partir um dia para n√£o voltar
e que ent√£o finalmente uma atitude sua h√°-de implicar
embora diminuta uma qualquer consequência
O que deus ter√° visto nele para morrer por ele?
Oh que responsabilidade a sua
Que não dê como a árvore sobre a vida simples sombra
que faça mais do que crescer e ir perdendo vestes

Oh que difícil não é criar um homem para deus

O brasileiro n√£o est√° preparado para ser o maior do mundo em coisa nenhuma. Ser o maior do mundo em qualquer coisa, mesmo em cuspe √† dist√Ęncia, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade.

O verdadeiro amor é uma expressão da produtividade interna e compreende solicitude, respeito, responsabilidade e conhecimento.

Vive Plenamente

Vê se consegues apanhar-te a lamentar-te, quer por palavras quer por pensamentos, por causa de determinada situação em que te encontres, do que as outras pessoas fazem ou dizem, do teu meio envolvente, da situação da tua vida, ou até mesmo por causa do tempo. Uma lamentação é sempre uma não aceitação daquilo que é. E traz invariavelmente consigo uma carga negativa inconsciente. Quando te lamentas, tu próprio te fazes de vítima. Quando elevas a voz, estás no teu poder. Por isso muda a situação tomando providências, levantando a voz se for necessário ou possível; deixa a situação ou aceita-a. Tudo o mais é loucura.

De certa forma, a inconsci√™ncia ordin√°ria est√° sempre ligada √† recusa do Agora. O Agora, evidentemente, tamb√©m significa o aqui. Est√°s a resistir ao teu aqui e agora? H√° pessoas que s√≥ est√£o bem onde n√£o est√£o. O seu “aqui” nunca √© suficientemente bom. Atrav√©s da auto-observa√ß√£o, v√™ se √© esse o teu caso. Estejas onde estiveres, est√° l√° plenamente. Se achares que o teu aqui e agora √© intoler√°vel e te deixa infeliz, tens tr√™s op√ß√Ķes √† escolha: ou te retiras da situa√ß√£o, ou a mudas, ou a aceitas totalmente. Se quiseres tomar a responsabilidade pela tua vida,

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Encostei-me

Encostei-me para trás na cadeira de convés e fechei os olhos,
E o meu destino apareceu-me na alma como um precipício.
A minha vida passada misturou-se com a futura,
E houve no meio um ruído do salão de fumo,
Onde, aos meus ouvidos, acabara a partida de xadrez.

Ah, balouçado
Na sensação das ondas,
Ah, embalado
Na idéia tão confortável de hoje ainda não ser amanhã,
De pelo menos neste momento n√£o ter responsabilidades nenhumas,
De n√£o ter personalidade propriamente, mas sentir-me ali,
Em cima da cadeira como um livro que a sueca ali deixasse.

Ah, afundado
Num torpor da imagina√ß√£o, sem d√ļvida um pouco sono,
Irrequieto t√£o sossegadamente,
Tão análogo de repente à criança que fui outrora
Quando brincava na quinta e n√£o sabia √°lgebra,
Nem as outras √°lgebras com x e y’s de sentimento.

Ah, todo eu anseio
Por esse momento sem import√Ęncia nenhuma
Na minha vida,
Ah, todo eu anseio por esse momento, como por outros an√°logos ‚ÄĒ
Aqueles momentos em que n√£o tive import√Ęncia nenhuma,
Aqueles em que compreendi todo o vácuo da existência sem inteligência para o
compreender
E havia luar e mar e a solid√£o,

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Memória vs Recordação РAs Armas da Juventude e da Velhice

Recordar-se n√£o √© o mesmo que lembrar-se; n√£o s√£o de maneira nenhuma id√™nticos. A gente pode muito bem lembrar-se de um evento, rememor√°-lo com todos os pormenores, sem por isso dele ter a recorda√ß√£o. A mem√≥ria n√£o √© mais do que uma condi√ß√£o transit√≥ria da recorda√ß√£o: ela permite ao vivido que se apresente para consagrar a recorda√ß√£o. Esta distin√ß√£o torna-se manifesta ao exame das diversas idades da vida. O velho perde a mem√≥ria, que geralmente √© de todas as faculdades a primeira a desaparecer. No entanto, o velho tem algo de poeta; a imagina√ß√£o popular v√™ no velho um profeta, animado pelo esp√≠rito divino. Mas a recorda√ß√£o √© a sua melhor for√ßa, a consola√ß√£o que os sustenta, porque lhe d√° a vis√£o distante, a vis√£o de poeta. Ao inv√©s, o mo√ßo possui a mem√≥ria em alto grau, usa dela com facilidade, mas falta-lhe o m√≠nimo dom de se recordar. Em vez de dizer: ¬ęaprendido na mocidade, conservado na velhice¬Ľ, poder√≠amos propor: ¬ęmem√≥ria na mocidade, recorda√ß√£o na velhice¬Ľ. Os √≥culos dos velhos s√£o graduados para ver ao perto; mas o mo√ßo que tem de usar √≥culos, usa-os para ver ao longe; porque lhe falta o poder da recorda√ß√£o, que tem por efeito afastar,

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O Amor Social

√Č necess√°rio voltar a sentir que precisamos uns dos outros, que temos uma responsabilidade para com os outros e o mundo, que vale a pena sermos bons e honestos. Vivemos j√° muito tempo na degrada√ß√£o moral, baldando-nos √† √©tica, √† bondade, √† f√©, √† honestidade; chegou o momento de reconhecer que esta alegre superficialidade de pouco nos serviu. Uma tal destrui√ß√£o de todo o fundamento da vida social acaba por nos colocar uns contra os outros, na defesa dos pr√≥prios interesses, provoca o despertar de novas formas de viol√™ncia e crueldade e impede o desenvolvimento de uma verdadeira cultura do cuidado do meio ambiente.

O exemplo de Santa Teresa de Lisieux convida-nos a p√īr em pr√°tica o pequeno caminho do amor, a n√£o perder a oportunidade de uma palavra gentil, de um sorriso, de qualquer pequeno gesto que semeie paz e amizade. Uma ecologia integral √© feita tamb√©m de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a l√≥gica da viol√™ncia, da explora√ß√£o, do ego√≠smo. Pelo contr√°rio, o mundo do consumo exacerbado √©, simultaneamente, o mundo que maltrata a vida em todas as suas formas.

O amor, cheio de pequenos gestos de cuidado m√ļtuo, √© tamb√©m civil e pol√≠tico,

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Tudo quanto nas nossas institui√ß√Ķes, leis e costumes √© moralmente valioso, teve origem nas manifesta√ß√Ķes do sentimento de justi√ßa de in√ļmeros indiv√≠duos ao longo dos tempos. As institui√ß√Ķes s√£o impotentes no sentido moral, se n√£o forem apoiadas e alimentadas pelo sentido de responsabilidade de indiv√≠duos vivos.