Cita√ß√Ķes sobre Administra√ß√£o

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A administração é uma questão de habilidades, e não depende da técnica ou experiência. Mas é preciso antes de tudo saber o que se quer.

A Miss√£o da Assembleia da Rep√ļblica

Se ontem se podia afirmar que a miss√£o hist√≥rica da Assembleia Constituinte consistia em dar viabilidade √† democracia em Portugal, hoje podemos dizer que sobre a Assembleia da Rep√ļblica recai o essencial da tarefa de a concretizar na pr√°tica do Estado que a recente Constitui√ß√£o reformulou. (…) A Assembleia da Rep√ļblica tem de vir a ser a consci√™ncia pol√≠tica vis√≠vel deste Povo, tornando-se num espelho fiel das suas necessidades e anseios, das suas dificuldades e esperan√ßas e, ao mesmo tempo, no centro impulsionador da ac√ß√£o colectiva. (…) A Assembleia da Rep√ļblica tem de ser o espa√ßo da cr√≠tica justa e l√ļcida ao Governo e √† administra√ß√£o p√ļblica e da den√ļncia oportuna das situa√ß√Ķes que intoleravelmente oprimem, exploram e alienam a pessoa humana, lembrando tamb√©m a cada momento o que, sendo exequ√≠vel, ainda n√£o foi feito no dom√≠nio da a√ß√£o do Estado e dos poderes locais.

Promulgar leis, e n√£o propugnar por essas leis, fazendo que se guardem, mais √© vitup√©rio do legislador do que administra√ß√£o da rep√ļblica.

A primeira tarefa a cargo da ciência da administração, se ela desejar prestar sua contribuição e não confundir e iludir, será a de definir a natureza específica de sua própria matéria.

Tu √Čs uma Mulher Rara

Minha Anuska, onde foste buscar a ideia de que és uma mulher como outra qualquer? Tu és uma mulher rara, e, além do mais, a melhor de todas as mulheres. Tu própria não sonhas as qualidades que tens. Não só diriges a casa e as minhas coisas, como a nós todos, caprichosos e enervantes, a começar por mim e a acabar no Aléxis. Nos meus trabalhos desces ao mais pequeno pormenor, não dormes o suficiente, ocupada com a venda dos meus livros e com a administração do jornal. Contudo, conseguimos apenas economizar alguns copeques Рquanto aos rublos, onde estão eles?

Mas a teu lado nada disso tem import√Ęncia. Devias ser coroada rainha, e teres um reino para governar: juro-te que o farias melhor que ningu√©m. N√£o te falta intelig√™ncia, bom senso, sentido da ordem e, at√©… cora√ß√£o. Perguntas como posso eu amar uma mulher t√£o velha e feia como tu A√≠, sim, mentes. Para mim √©s um encanto, n√£o tens igual, e qualquer homem de sentimentos e bom gosto to dir√°, se atentar em ti. Por isso √© que √†s vezes sinto ci√ļmes. Tu pr√≥pria nem sabes a maravilha que s√£o os teus olhos, o sorriso e a anima√ß√£o que p√Ķes na conversa.

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Um Século de Discursos sem Resultados

O eterno ¬ędeficit¬Ľ; o mist√©rio tenebroso das contas e da d√≠vida p√ļblica; o espectro da bancarrota; a quebra da moeda; o ¬ędeficit¬Ľ da balan√ßa comercial; a insufici√™ncia econ√≥mica; a mis√©ria agr√≠cola; a irriga√ß√£o do Alentejo; o repovoamento florestal; as estradas; os portos; o analfabetismo; o abandono das popula√ß√Ķes rurais; a pesca; a marinha mercante ; a administra√ß√£o colonial; a instru√ß√£o e rearmamento do Ex√©rcito; a reconstru√ß√£o da marinha de guerra; a viciosa educa√ß√£o da gente portuguesa; a emigra√ß√£o; o quadro das nossas rela√ß√Ķes internacionais; a quest√£o religiosa ‚ÄĒ tudo isto absorveu literalmente um s√©culo de discursos, toneladas de artigos e n√£o deu um passo, salvo sempre o respeito pelos esfor√ßos honestos e realiza√ß√Ķes parciais √ļteis, entre as quais se destacam o fomento das comunica√ß√Ķes e a ocupa√ß√£o colonial.

De Palavras Está o País Farto

Governe-se com o parlamento, √© esse o meu maior desejo, mas para isso √© necess√°rio que ele tamb√©m fa√ßa alguma coisa. √Č preciso obras e n√£o palavras. De palavras, bem o sabemos, est√° o Pa√≠s farto. N√£o quer discuss√Ķes pol√≠ticas das quais pouco ou nenhum bem lhe vir√°, o que quer √© que se discuta administra√ß√£o, que se discutam medidas que lhe sejam √ļteis. Assim poder√° o Pa√≠s interessar-se pelo parlamento; com discuss√Ķes de mera pol√≠tica, interessar√° os amadores de esc√Ęndalos v√°rios, esses sim, mas far√° com que a parte sensata e trabalhadora do Pa√≠s se desinteresse por completo daquilo que para nada lhe servir√°. Por estes motivos √© que eu acho in√ļtil para n√£o dizer… perniciosa, uma nova abertura do parlamento.

A atribui√ß√£o pr√≥pria dos pretores, em Roma, era a administra√ß√£o da justi√ßa. NENHUM HOMEM S√ĀBIO DEIXAR√Ā DE SE ESPANTAR COM A CEGUEIRA DO ESP√ćRITO HUMANO.

Detalhes Importantes da Governação

Um sábio evita dizer ou fazer o que não sabe. Se os nomes não condizem com as coisas, há confusão de linguagem e as tarefas não se executam. Se as tarefas não se executam, o bem-estar e a harmonia são negligenciados. Sendo estes negligenciados, os suplícios e demais castigos não são proporcionais às faltas, o povo não sabe mais o que fazer. Um princípe sábio dá às coisas os nomes adequados e cada coisa deve ser tratada segundo o significado do seu nome. Na escolha dos nomes deve-se estar muito atento.
(…) Suponhamos que um homem aprenda as trezentas odes de Chen King e que, em seguida, se fosse encarregado de uma parte da administra√ß√£o, mostrasse pouca habilidade; se fosse enviado em miss√£o a pa√≠ses estrangeiros, mostrasse incapacidade para resolver por si mesmo; de que lhe teria servido toda a sua literatura?
(…) Se o pr√≥prio pr√≠ncipe √© virtuoso, o povo cumprir√° os seus deveres sem que lhe ordene; se o pr√≥prio pr√≠ncipe n√£o √© virtuoso, pouco importa que d√™ ordens; o povo n√£o as seguir√°.

Política de Verdade

(…) Represento uma pol√≠tica de verdade e de sinceridade, contraposta a uma pol√≠tica de mentira e de segredo. Advoguei sempre que se fizesse a pol√≠tica da verdade, dizendo-se claramente ao povo a situa√ß√£o do Pa√≠s, para o habituar √† ideia dos sacri¬≠f√≠cios que haviam um dia de ser feitos, e tanto mais pesados quanto mais tardios.
Advoguei sempre a política do simples bom senso contra a dos gran­diosos planos, tão grandiosos e tão vastos que toda a energia se gastava em admirá-los, faltando-nos as forças para a sua execução.
Advoguei sempre uma pol√≠tica de administra√ß√£o, t√£o clara e t√£o sim¬≠ples como a pode fazer qualquer boa dona de casa ‚ÄĒ pol√≠tica comezinha e modesta que consiste em se gastar bem o que se possui e n√£o se despen¬≠der mais do que os pr√≥prios recursos.

Reclamar com Espalhafato

Pelo facto de uma situa√ß√£o de crise (por exemplo, os v√≠cios de uma administra√ß√£o, a corrup√ß√£o e o favoritismo em agremia√ß√Ķes pol√≠ticas ou eruditas) ser descrita com forte exagero, essa descri√ß√£o perde, na verdade, o seu efeito junto das pessoas sensatas, mas actua tanto mais fortemente sobre as que o n√£o s√£o (as quais teriam permanecido indiferentes ante uma exposi√ß√£o bem comedida). Como estas, por√©m, constituem uma significativa maioria e albergam em si uma maior for√ßa de vontade e um gosto mais impetuoso pela ac√ß√£o, esse exagero torna-se pretexto para inqu√©ritos, puni√ß√Ķes, promessas, reorganiza√ß√Ķes. √Č nessa medida que √© rent√°vel descrever situa√ß√Ķes cr√≠ticas em termos exagerados.

Conduta Apropriada

A maior parte das pessoas deixa-se irritar e exasperar pelos actos de neglig√™ncia, n√£o apenas de parentes e amigos como, inclusive, dos inimigos. Os ralhos, a irascibilidade, a inveja, a malevol√™ncia e o ci√ļme maligno s√£o pr√≥prios, t√£o-somente, das pessoas infectadas por tais pestil√™ncias, que afligem e oprimem gente insensata; brigas de vizinhos, apatia de amigos, mau procedimento de funcion√°rios no desempenho das suas obriga√ß√Ķes, s√£o inst√Ęncias disso. Coloca-te em lugar de destaque na lista das pessoas que abominam semelhante conduta; como os doutores em S√≥focles, que ¬ębile amarga com rem√©dio amargo purgam¬Ľ, exibes indigna√ß√£o e exaspera√ß√£o para fazer parelha com as suas paix√Ķes e destemperos. Isto √© il√≥gico. O neg√≥cio confiado √† tua administra√ß√£o √© realizado, em boa parte, n√£o por pessoas de car√°cter recto e direito, como instrumentos apropriados √† execu√ß√£o de um trabalho, mas por ferramentas tortas e defraudadas. N√£o imagines que seja de tua responsabilidade corrigi-las, ou que tal seja f√°cil de fazer. Mas se as usares de conformidade com o que s√£o, do mesmo modo por que os m√©dicos usam botic√Ķes ou pin√ßas cir√ļrgicas, revestindo-te da calma e da modera√ß√£o exigidas pela situa√ß√£o, o prazer que experimentar√°s com a tua s√°bia conduta ser√° maior do que o teu vexame pela crueza e deprava√ß√£o dos outros.

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O melhor será que não pertençamos a partido algum, porque a política não é uma essência de ser, como a religião, a ciência ou a arte, nas quais todos deveríamos estar: é uma pura fatalidade histórica, como a economia, ou a administração, como também a medicina ou a engenharia.

Versos Curtos e Compridos

Como poeta actuante, combati o meu pr√≥prio ensimesmamento. Por isso, o debate entre o real e o subjectivo se decidiu dentro do meu pr√≥prio ser. Sem pretens√Ķes de aconselhar ningu√©m, os resultados podem auxiliar as minhas experi√™ncias Vejamo-los de relance.
√Č natural que a minha poesia esteja exposta tanto √† opini√£o da cr√≠tica elevada como submetida √† paix√£o do libelo. Isto faz parte do jogo. Sobre este aspecto da discuss√£o n√£o tenho voz, mas tenho voto. Para a cr√≠tica essencial, o meu voto s√£o os meus livros, a minha poesia inteira. Para o libelo inamistoso, tenho tamb√©m direito de voto ‚ÄĒ e este tamb√©m √© constitu√≠do pela minha pr√≥pria e constante cria√ß√£o.
Se soa a vaidade o que digo, pode ser que tenham razão. No meu caso, trata-se da vaidade do artesão que exerceu um oficio por muitos anos com amor indelével.
Mas há uma coisa com que estou satisfeito: de uma maneira ou outra, fiz respeitar, pelo menos na minha pátria, o ofício de poeta, a profissão da poesia.

Na época em que comecei a escrever, o poeta era de dois géneros. Uns, eram poetas grandes senhores que se faziam respeitar pelo seu dinheiro,

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A Falsa Emancipação da Mulher

Actualmente, tem-se a pretens√£o de que a mulher √© respeitada. Uns cedem-lhe o lugar, apanham-lhe o len√ßo: outros reconhecem-lhe o direito de exercer todas as fun√ß√Ķes, de tomar parte na administra√ß√£o, etc.; mas a opini√£o que t√™m dela √© sempre a mesma – um instrumento de prazer. E ela sabe-o. Isso em nada difere da escravatura. A escravatura mais n√£o √© do que a explora√ß√£o por uns do trabalho for√ßado da maioria. Assim, para que deixe de haver escravatura √© necess√°rio que os homens cessem de desejar usufruir o trabalho for√ßado de outrem e considerem semelhante coisa como um pecado ou vergonha. Entretanto, eles suprimem a forma exterior da escravatura, depois imaginam, persuadem-se de que a escravatura est√° abolida mas n√£o v√™em, n√£o querem ver que ela continua a existir porque as pessoas procedem sempre de maneira id√™ntica e consideram bom e equitativo aproveitar o trabalho alheio. E desde que isso √© julgado bom, torna-se inveit√°vel que apare√ßam homens mais fortes ou mais astutos dispostos a passar √† ac√ß√£o. A escravatura da mulher reside unicamente no facto de os homens desejarem e julgarem bom utiliz√°-la como instrumento de prazer. Hoje em dia, emancipam-na ou concedem-lhe todos os direitos iguais aos do homem,

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Como a Europa Vê Portugal

O ju√≠zo que de Badajoz para c√° se faz de Portugal n√£o nos √© favor√°vel… N√£o falo aqui de Portugal, como estado pol√≠tico. Sob esse aspecto, gozamos uma razo√°vel venera√ß√£o. Com efeito n√≥s n√£o trazemos √† Europa complica√ß√Ķes importunas; mantemos dentro da fronteira uma ordem suficiente; a nossa administra√ß√£o √© correctamente liberal; satisfazemos com honra os nossos compromissos financeiros. Somos o que se pode dizer um ¬ępovo de bem¬Ľ… A Europa reconhece isto; e todavia olha para n√≥s com um desd√©m manifesto. Porqu√™? Porque nos considera uma na√ß√£o de med√≠ocres, digamos francamente a dura palavra, porque nos considera uma ¬ęna√ß√£o de est√ļpidos¬Ľ.

A Doença da Disciplina

Das fei√ß√Ķes de alma que caracterizam o povo portugu√™s, a mais irritante √©, sem d√ļvida, o seu excesso de disciplina. Somos o povo disciplinado por excel√™ncia. Levamos a disciplina social √†quele ponto de excesso em que cousa nenhuma, por boa que seja ‚ÄĒ e eu n√£o creio que a disciplina seja boa ‚ÄĒ por for√ßa que h√°-de ser prejudicial.
Tão regrada, regular e organizada é a vida social portuguesa que mais parece que somos um exército de que uma nação de gente com existências individuais. Nunca o português tem uma acção sua, quebrando com o meio, virando as costas aos vizinhos. Age sempre em grupo, sente sempre em grupo, pensa sempre em grupo. Está sempre à espera dos outros para tudo. E quando, por um milagre de desnacionalização temporária, pratica a traição à Pátria de ter um gesto, um pensamento, ou um sentimento independente, a sua audácia nunca é completa, porque não tira os olhos dos outros, nem a sua atenção da sua crítica.
Parecemo-nos muito com os alem√£es. Como eles, agimos sempre em grupo, e cada um do grupo porque os outros agem.
Por isso aqui, como na Alemanha, nunca é possível determinar responsabilidades; elas são sempre da sexta pessoa num caso onde só agiram cinco.

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Pouco mais é necessário para erguer um Estado, da mais primitiva barbárie até o mais alto grau de opulência, além de paz, de baixos impostos e de boa administração da justiça: todo o resto corre por conta do curso natural das coisas.