Cita√ß√Ķes sobre Adult√©rio

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Frases sobre adult√©rio, poemas sobre adult√©rio e outras cita√ß√Ķes sobre adult√©rio para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

H√° uma lei em Nova Iorque segundo a qual s√≥ se concede um div√≥rcio no caso de adult√©rio de um dos c√īnjuges. Bem, eu me ofereci para a tarefa.

O Novo Conhecimento

Quando fazemos amor com uma nova mulher, vimo-nos por causa da paix√£o. Quando fazemos amor com uma esposa, vimo-nos por causa da fric√ß√£o. A paix√£o √© lux√ļria idolatrada pelo fr√©mito. O fr√©mito no casamento √© reduzido a cinzas, e o que resta √© uma lux√ļria insignificante, uma contribui√ß√£o inevit√°vel √† fisiologia.
S√≥ depois do meu casamento √© que eu percebi at√© que ponto a paix√£o √© espiritual. A alma perde o fr√©mito, que s√≥ se obt√©m atrav√©s da novidade. Lutar pela novidade √© o mesmo que lutar pelo conhecimento, acerca do qual Deus nos advertiu. Se o conhecimento √© pecaminoso, ent√£o tudo o que √© novo √© pecaminoso. √Č por isso que a for√ßa dos la√ßos familiares se baseia na tradi√ß√£o e no costume antigo. A intrus√£o da novidade, do novo conhecimento no casamento, s√≥ o destr√≥i. Cada adult√©rio √© uma renova√ß√£o do pecado do conhecimento.
No casamento, a espiritualidade do frémito pela nossa mulher não desaparece, transforma-se em filhos, transforma-se na alma da criança. Talvez seja por isso que a Igreja Católica, embora ciente de que o frémito desaparece no casamento, considera a cópula pecaminosa se não tiver o objecitvo de engravidar. Esta proibição prolonga a vida da paixão,

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N√£o h√° Casamento com Lux√ļria

No casamento a revitaliza√ß√£o da lux√ļria s√≥ pode ser conseguida enfraquecendo e destruindo os seus la√ßos. Quero dizer, amantes. √Č por isso que a lux√ļria se torna um pecado, pois est√° destinada a morrer, e se ainda se acende isso s√≥ acontece por causa das mulheres fora do casamento. √Č assim que chegamos √† ideia original de pecado quando a lux√ļria √© a inimiga do amor. A c√≥pula entre marido e mulher n√£o √© pecaminosa porque √© feita sem lux√ļria. Todos os casos extraconjugais s√£o luxuriosos e por isso pecaminosos. Assim, todas as tentativas de reavivar a lux√ļria no casamento s√£o m√°s, incluindo o afastamento.
Porque reacender a lux√ļria por um curto per√≠odo amea√ßa um casamento, sujeitando a esposa √† tenta√ß√£o de adult√©rio na separa√ß√£o. O casamento foi criado para destruir a paix√£o embora a princ√≠pio atraia com paix√£o. Calcar a paix√£o com a paix√£o.
O casamento seduz com a legitimidade e com a disponibilidade da lux√ļria. Ao fazermos o juramento de fidelidade, n√£o suspeitamos que estamos tamb√©m a renunciar √† lux√ļria. O casamento foi criado para distrair as pessoas da lux√ļria com a ajuda da lux√ļria. Por isso, para bem de um casamento forte, tem se aguentar o seu desaparecimento.

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A Hipocrisia do Ser

Para que servem esses p√≠ncaros elevados da filosofia, em cima dos quais nenhum ser humano se pode colocar, e essas regras que excedem a nossa pr√°tica e as nossas for√ßas? Vejo frequentes vezes proporem-nos modelos de vida que nem quem os prop√Ķe nem os seus auditores t√™m alguma esperan√ßa de seguir ou, o que √© pior, desejo de o fazer. Da mesma folha de papel onde acabou de escrever uma senten√ßa de condena√ß√£o de um adult√©rio, o juiz rasga um peda√ßo para enviar um bilhetinho amoroso √† mulher de um colega. Aquela com quem acabais de ilicitamente dar uma cambalhota, pouco depois e na vossa pr√≥pria presen√ßa, bradar√° contra uma similar transgress√£o de uma sua amiga com mais severidade que o faria P√≥rcia.
E h√° quem condene homens √† morte por crimes que nem sequer considera transgress√Ķes. Quando jovem, vi um gentil-homem apresentar ao povo, com uma m√£o, versos de not√°vel beleza e licenciosidade, e com outra, a mais belicosa reforma teol√≥gica de que o mundo, de h√° muito √†quela parte, teve not√≠cia.
Assim v√£o os homens. Deixa-se que as leis e os preceitos sigam o seu caminho: n√≥s tomamos outro, n√£o s√≥ por desregramento de costumes, mas tamb√©m frequentemente por termos opini√Ķes e ju√≠zos que lhes s√£o contr√°rios.

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A liberdade de amar não é menos sagrada que a liberdade de pensar. O que hoje se chama adultério, há muito tempo se chamou heresia.

A política, a guerra, o casamento, o crime, o adultério. Tudo o que existe no mundo tem algo a ver com dinheiro.

A mancha do adult√©rio em mim se alastra. Trago no sangue o crime da lux√ļria, pois se ambos somos um, e prevaricas, na carne trago todo o teu veneno, por teu cont√°gio me tornando impura.

A Voltinha é uma Instituição Nacional

Agora que os Portugueses voltam a casar-se pela Igreja e a fazer juramentos solenes de fidelidade onde prometem que n√£o ir√£o enganar os c√īnjuges (mesmo que os c√īnjuges fiquem intoleravelmente leprosos ou ma√ßadores ou miser√°veis), as pessoas t√™m de saber enfrentar as facilidades, dificuldades e d√ļvidas da fidelidade.
Por exemplo, ¬ęa voltinha¬Ľ √© uma institui√ß√£o nacional. Dar ¬ęuma voltinha¬Ľ com algu√©m n√£o √© andar com algu√©m ‚ÄĒ √© ¬ęver como anda¬Ľ.
Como quem d√° uma voltinha ao quarteir√£o na motocicleta do padeiro. Monta-se, pega-se de empurr√£o, d√°-se a voltinha, desmonta-se e desliga-se. ¬ęChegaste a andar com ele?¬Ľ, pergunta uma parola mais curta. ¬ę√Čs parva!, ‚ÄĒ responde a mais alta, ‚ÄĒ dei s√≥ uma voltinha!¬Ľ.
A ideia √© que a voltinha ¬ęn√£o vale¬Ľ. N√£o se fala, n√£o se paga, n√£o se recorda, n√£o se conta; enfim, ¬ęn√£o conta¬Ľ. As voltinhas est√£o para as rela√ß√Ķes humanas como os brindes da Ju√° para o sistema econ√≥mico portugu√™s: n√£o entram no or√ßamento. Quando se vai ¬ędar uma voltinha¬Ľ com algu√©m, n√£o se vai nem com muita vontade nem com muita pressa ‚ÄĒ vai-se. N√£o faz sentido dizer que se ¬ędeseja¬Ľ dar uma voltinha com algu√©m. As voltinhas n√£o s√£o o resultado de grandes planos e sedu√ß√Ķes ‚ÄĒ ¬ęproporcionam-se¬Ľ (eis o verbo moderno mais est√ļpido).

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A Portugalite

Entre as afec√ß√Ķes de boca dos portugueses que nem a pasta medicinal Couto pode curar, nenhuma h√° t√£o generalizada e galopante como a Portugalite. A Portugalite √© uma inflama√ß√£o nervosa que consiste em estar sempre a dizer mal de Portugal. √Č altamente contagiosa (transmite-se pela saliva) e at√© hoje n√£o se descobriu cura.

A Portugalite √© contra√≠da por cada portugu√™s logo que entra em contacto com Portugal. √Č uma doen√ßa n√£o tanto ven√©rea como venal. Para compreend√™-la √© necess√°rio estudar a rela√ß√£o de cada portugu√™s com Portugal. Esta rela√ß√£o √© semelhante a uma outra que j√° √© cl√°ssica na literatura. Suponhamos ent√£o que Portugal √© fundamentalmente uma meretriz, mas que cada portugu√™s est√° apaixonado por ela. Est√° sempre a dizer mal dela, o que √© compreens√≠vel porque ela trata-o extremamente mal. Chega at√© a julgar que a odeia, porque n√£o acha uma √ļnica raz√£o para am√°-la. Contudo, existem cinco sinais ‚ÄĒ t√≠picos de qualquer grande e arrastada paix√£o ‚ÄĒ que demonstram que os portugueses, contra a vontade e contra a l√≥gica, continuam apaixonados por ela, por muito afectadas que sejam as ¬ębocas¬Ľ que mandam.

Em primeiro lugar, estão sempre a falar dela. Como cada português é um amante atraiçoado e desgraçado pela mesma mulher,

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Um Casamento não se Mantém pelo Desejo, mas pela Vontade

Permanecer fiel num casamento n√£o √© algo que se fa√ßa por desejo, mas por vontade. A sede de outras mulheres n√£o desaparece, mas aumenta com o tempo. Contudo, o respeito, o amor e o medo de arriscar uma rela√ß√£o preciosa mant√™m uma pessoa afastada do adult√©rio. Muitos homens escondem o seu desejo por outras mulheres t√£o profundamente dentro de si que ficam horrorizados quando ainda v√™em as suas cintila√ß√Ķes. Outros olham isso com desprendimento, como para um animal numa jaula, uma jaula da sua vontade.

Escrever é Triste

Escrever é triste. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Os dedos sobre o teclado, as letras se reunindo com maior ou menor velocidade, mas com igual indiferença pelo que vão dizendo, enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza, inclusive a simples claridade da hora, vedada a você, que está de olho na maquininha. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália, puré de palavras, reflexos no espelho (infiel) do dicionário.
O que voc√™ perde em viver, escrevinhando sobre a vida. N√£o apenas o sol, mas tudo que ele ilumina. Tudo que se faz sem voc√™, porque com voc√™ n√£o √© poss√≠vel contar. Voc√™ esperando que os outros vivam, para depois coment√°-los com a maior cara-de-pau (“com isen√ß√£o de largo espectro”, como diria a bula, se seus escritos fossem produtos medicinais). Selecionando os retalhos de vida dos outros, para objeto de sua divaga√ß√£o descompromissada. Sereno. Superior. Divino. Sim, como se fosse deus, rei propriet√°rio do universo, que escolhe para o seu jantar de not√≠cias um terremoto, uma revolu√ß√£o, um adult√©rio grego ‚ÄĒ √†s vezes nem isso, porque no painel imenso voc√™ escolhe s√≥ um besouro em campanha para verrumar a madeira.

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Os jogos de azar são indecentes para os medíocres, o adultério também.

Em latim, adultério que dizer alteração, adulteração, colocar uma coisa em lugar de outra, crime de falsidade, uso de chaves falsas, contrato falso. Daí o nome adultério dado a quem profana o leito conjugal, como chave falsa introduzida em fechadura alheia.

O adultério certamente não pode ser cometido sem a participação de duas pessoas.