O Amor e a Vida
O amor é uma imagem da nossa vida. Tanto o primeiro como a segunda estão sujeitos às mesmas revoluções e mudanças. A sua juventude é resplandecente, alegre e cheia de esperanças porque somos felizes por ser jovens tal como somos felizes por amar. Este agradabilíssimo estado leva-nos a procurar outros bens muito sólidos. Não nos contentamos nessa fase da vida com o facto de susbsistirmos, queremos progredir, ocupamo-nos com os meios para nos aperfeiçoarmos e para assegurar a nossa boa sorte. Procuramos a protecção dos ministros, mostrando-nos solícitos e não aguentamos que outrem queira o mesmo que temos em vista. Este estímulo cumula-nos de mil trabalhos e esforços que logo se apagam quando alcançamos o desejado. Todas as nossas paixões ficam então satisfeitas e nem por sombras podemos imaginar que a nossa felicidade tenha fim.
No entanto, esta felicidade raramente dura muito e fatiga-se da graça da novidade. Para possuirmos o que desejámos não paramos de desejar mais e mais. Habituamo-nos ao que temos, mas os mesmos haveres não conservam o seu preço, como nem sempre nos tocam do mesmo modo. Mudamos imperceptivelmente sem disso nos apercebermos. O que já adquirimos torna-se parte de nós mesmos e sofreríamos muito com a sua perda,
Passagens sobre Amor
4569 resultadosAs mulheres deverão temer mais o amor dos homens do que o seu ódio.
O amor é um egoísmo a dois.
O amor é a ânsia pela metade de nós que perdemos.
O melhor do amor é sentir-se que se tem todos os namorados que se quer, e só ter um.
A idade não nos protege do amor. Mas o amor, até certo ponto, protege-nos da idade.
O amor é o princípio de tudo, a razão de tudo, o fim de tudo.
Beber sem ter sede e fazer amor a qualquer momento minha senhora, são as únicas coisas que nos distinguem dos outros animais.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um minuto de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.
Amor não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção.
O amor abre os olhos à mulher e fecha-os ao homem.
A ausência cura o amor.
Há apenas um único número real: o número um. E o amor, aparentemente, é o melhor expoente dessa singularidade.
Quando o amor quiser falar, a razão deverá calar-se.
O primeiro amor que entra no coração é o último que sai da memória.
O amor é um grande exagero da diferença entre uma pessoa e todas as outras.
A emoção do amor dá-nos a todos nós uma ilusão enganadora de conhecermos o outro.
O amor nasce de quase nada e morre de quase tudo.
Do primeiro amor gosta-se mais, dos outros gosta-se melhor.
O amor acaba quando acaba o que há nele de impossível.