Cita√ß√Ķes sobre Aprendizes

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Estou a fazer filmes há uns bons anos e muito do que levo para o cinema nasce de uma reflexão generosa, de aprendiz, que faço da literatura. Tudo nesta vida que levamos tem uma duração estabelecida, um momento para acabar, incluindo os valores monetários, menos as histórias que contamos. As histórias que os livros nos contam duram para sempre e o mesmo espero das histórias trazidas pelo cinema.

Vantagens e Desvantagens dos H√°bitos

Os pensamentos dos homens s√£o muito concordantes com as suas inclina√ß√Ķes; as suas palavras e os seus discursos concordam com as suas opini√Ķes infusas ou apreendidas; mas as suas ac√ß√Ķes resultam daquilo a que est√£o acostumados. Eis porque, como Maquiavel muito bem notou (ainda que num exemplo mal inspirado), ningu√©m deve confiar na for√ßa da natureza, nem na jact√Ęncia das palavras, se n√£o estiverem corroboradas pelo h√°bito. O exemplo que ele apresenta √© que, na execu√ß√£o de uma conspira√ß√£o ousada, ningu√©m se deve fiar na ferocidade aparente ou nas promessas resolutas de qualquer pessoa, e que o empreendimento deve ser confiado a quem tiver j√° alguma vez manchado as suas m√£os com sangue.
(…) A predomin√Ęncia do costume √© por toda a parte vis√≠vel; de tal maneira que ficar√≠amos admirados de ouvir os homens declarar, protestar, prometer, fazer solenes juramentos, e depois v√™-los proceder como tinham feito antes: como se fossem imagens mortas ou engenhos movidos apenas pelas rodas do costume. Vemos tamb√©m o que √© o reino ou a tirania do costume.
(…) J√° que o costume √© o principal magistrado da vida humana, deve o homem por todos os meios prover √† obten√ß√£o de bons costumes.

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O Perd√£o e a Promessa

Se n√£o f√īssemos perdoados, eximidos das consequ√™ncias daquilo que fizemos, a nossa capacidade de agir ficaria por assim dizer limitada a um √ļnico acto do qual jamais nos recuperar√≠amos; ser√≠amos para sempre as v√≠timas das suas consequ√™ncias, √† semelhan√ßa do aprendiz de feiticeiro que n√£o dispunha da f√≥rmula m√°gica para desfazer o feiti√ßo. Se n√£o nos obrig√°ssemos a cumprir as nossas promessas n√£o ser√≠amos capazes de conservar a nossa identidade; estar√≠amos condenados a errar desamparados e desnorteados nas trevas do cora√ß√£o de cada homem, enredados nas suas contradi√ß√Ķes e equ√≠vocos – trevas que s√≥ a luz derramada na esfera p√ļblica pela presen√ßa de outros que confirmam a identidade entre o que promete e o que cumpre poderia dissipar. Ambas as faculdades, portanto, dependem da pluralidade; na solid√£o e no isolamento, o perd√£o e a promessa n√£o chegam a ter realidade: s√£o no m√°ximo um papel que a pessoa encena para si mesma.

Qual é o Seu Tipo de Sabedoria?

H√° dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior. A sabedoria inferior √© medida por quanto uma pessoa sabe e, a superior, pela consci√™ncia que ela tem do que n√£o sabe. Os verdadeiros s√°bios s√£o os mais convictos da sua ignor√Ęncia. Desconfiem das pessoas autossuficientes. A arrog√Ęncia √© um atentado contra a lucidez e a intelig√™ncia.

A sabedoria superior tolera, a inferior julga; a superior compreende, a inferior culpa; a superior perdoa, a inferior condena. A sabedoria inferior é cheia de diplomas, na superior ninguém se gradua, não há mestres nem doutores, todos são eternos aprendizes.

Filosofia √© provoca√ß√£o e d√ļvida: jamais certeza e ensino. Plat√£o se perdeu quando fundou a Academia. Virou dono da verdade e aprendiz de tirano.

O Primeiro Amor

Quest√£o √© curiosa nesta Filosofia, qual seja mais precioso e de maiores quilates: se o primeiro amor, ou o segundo? Ao primeiro ningu√©m pode negar que √© o primog√©nito do cora√ß√£o, o morgado dos afectos, a flor do desejo, e as prim√≠cias da vontade. Contudo, eu reconhe√ßo grandes vantagens no amor segundo. O primeiro √© bisonho, o segundo √© experimentado; o primeiro √© aprendiz, o segundo √© mestre: o primeiro pode ser √≠mpeto, o segundo n√£o pode ser sen√£o amor. Enfim, o segundo amor, porque √© segundo, √© confirma√ß√£o e ratifica√ß√£o do primeiro, e por isso n√£o simples amor, sen√£o duplicado, e amor sobre amor. √Č verdade que o primeiro amor √© o primog√©nito do cora√ß√£o; por√©m a vontade sempre livre n√£o tem os seus bens vinculados. Seja o primeiro, mas n√£o por isso o maior.

Sou um eterno aprendiz que no traçado da história tenta entender quem sou. Sou apenas um caminhante a procura de mim mesmo.

À Beleza

Não tens corpo, nem pátria, nem família,
N√£o te curvas ao jugo dos tiranos.
Não tens preço na terra dos humanos,
Nem o tempo te rói.
√Čs a ess√™ncia dos anos,
O que vem e o que foi.

√Čs a carne dos deuses,
O sorriso das pedras,
E a candura do instinto.
√Čs aquele alimento
De quem, farto de p√£o, anda faminto.

√Čs a gra√ßa da vida em toda a parte,
Ou em arte,
Ou em simples verdade.
√Čs o cravo vermelho,
Ou a moça no espelho,
Que depois de te ver se persuade.

√Čs um verso perfeito
Que traz consigo a força do que diz.
√Čs o jeito
Que tem, antes de mestre, o aprendiz.

√Čs a beleza, enfim. √Čs o teu nome.
Um milagre, uma luz, uma harmonia,
Uma linha sem tra√ßo…
Mas sem corpo, sem pátria e sem família,
Tudo repousa em paz no teu regaço.

Amador sem coisa amada

Resolvi andar na rua
com os olhos postos no ch√£o.
Quem me quiser que me chame
ou que me toque com a m√£o.

Quando a ang√ļstia embaciar
de tédio os olhos vidrados,
olharei para os prédios altos,
para as telhas dos telhados.

Amador sem coisa amada,
aprendiz colegial.
Sou amador da existência,
n√£o chego a profissional.

Tudo o que você precisa você já tem. Você já é completo, você é inteiro, uma pessoa total, não um aprendiz a caminho de algum outro lugar.