Passagens sobre Arrogantes

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Frases sobre arrogantes, poemas sobre arrogantes e outras passagens sobre arrogantes para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

M√°ximas do Nosso Saber

O que sabemos, sabemo-lo afinal apenas para n√≥s mesmos. Se falo com algu√©m daquilo que julgo saber, acontece que imediatamente ele sup√Ķe saber o assunto melhor que eu, e sou obrigado a regressar a mim mesmo com o meu saber. O que sei bem, sei-o apenas para mim. Uma palavra pronunciada por outro raramente constitui um est√≠mulo. Na maior parte das vezes suscita contradi√ß√£o, paralisia ou indiferen√ßa.
Instruamo-nos primeiro a n√≥s pr√≥prios e seremos depois capazes de receber instru√ß√Ķes dos outros.
Em boa verdade aprendemos sempre em livros que n√£o somos capazes de avaliar. O autor de um livro que f√īssemos capazes de avaliar teria que aprender connosco.
Muitos h√° que t√™m orgulho no que sabem. Face ao que n√£o sabem costumam ser arrogantes. No fundo s√≥ se sabe quando se sabe pouco. √Ä medida que cresce o saber, crece igualmente a d√ļvida.

Todos os Fins S√£o Neutralizados

Todos os fins são neutralizados, e os juízos de valor viram-se uns contra os outros:
Dizemos bom aquele que só escuta o seu coração, mas também aquele que só escuta o seu dever;
Dizemos que é bom o indulgente, o pacífico, mas também dizemos que é bom o valente, o inflexível, o rígido;
Dizemos bom aquele que não pratica a violência contra si próprio, mas também dizemos bom o herói, que triunfa de si mesmo;
Dizemos bom o amigo da verdade absoluta, mas também dizemos bom o homem piedoso, que tudo transfigura;
Dizemos bom aquele que é altaneiro, mas também dizemos bom o homem piedoso;
Dizemos bom o homem distinto, o aristocrata, mas também dizemos bom aquele que não é, nem desdenhoso, nem arrogante;
Dizemos bom o homem cordato, que evita conflitos, mas também dizemos bom o que deseja a luta e a vitória;
Dizemos bom aquele que quer ser sempre o primeiro, mas também dizemos bom aquele que não deseja sobrepor-se a ninguém.

Do mesmo modo como, via de regra, n√£o se perder√° um amigo por lhe negar um empr√©stimo, mas muito facilmente por lhe conceder, tamb√©m n√£o se perder√° nenhum amigo por conta de um tratamento orgulhoso e um pouco negligente, mas ami√ļde em virtude de excessiva amabilidade e solicitude, que fazem com que ele se torne arrogante e insuport√°vel, o que ent√£o produz a ruptura.

Tradi√ß√£o significa conceder votos √† mais obscura de todas as classes: nossos ancestrais. √Č a democracia dos mortos. A tradi√ß√£o recusa submeter-se a essa arrogante oligarquia que meramente ocorre estar andando por a√≠.

Fundamentalistas d√£o um toque de arrogante intoler√Ęncia e r√≠gida indiferen√ßa para com aqueles que n√£o compartilham suas vis√Ķes de mundo.

Por favor, não me chamem arrogante só porque digo a verdade. Sou campeão europeu e penso que sou especial.

A Utilidade dos Inimigos

A utilidade dos inimigos √© um daqueles temas cruciais em que um compilador de lugares-comuns como Plutarco p√īde dar a m√£o a um arguto preceptor de her√≥is como Gracian y Morales e a um paradoxista como Nietzsche. Os argumentos s√£o sempre esses – e todos o sbaem.
Os inimigos como os √ļnicos verdadeiros; como aqueles que, conservando os olhos sempre voltados para cima, obrigam √† circunspec√ß√£o e ao caminho rectil√≠neo; como auxiliares de grandeza, porque obrigam a superar as m√°s vontades e os obst√°culos; como est√≠mulos do aperfei√ßoamento de si e da vigil√Ęncia; como antagonistas que impelem para a competi√ß√£o, a fecundidade, a supera√ß√£o cont√≠nua. Mas s√£o bem vistos, sobretudo, como prova segura da grandeza e da fortuna.
Quem n√£o tem inimigos √© um santo – e √†s vezes os santos t√™m inimigos – ou uma nulidade ambulante, o √ļltimo dos √ļltimos. E alguns, por arrog√Ęncia, imaginam ter mais inimigos do que na realidade t√™m ou tentam consegui-los, para obter, pelo menos por esse caminho, a certeza da sua superioridade.
Mas todos os registadores utilitários da utilidade de inimigos esquecem que essas vantagens são pagas por um preço elevado e só constituem vantagens enquanto somos, e não sabemos ser,

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√Č f√°cil ser rico sem ser arrogante; j√° n√£o √© t√£o f√°cil ser pobre, sem murmurar.

Quanto mais arrogante for a pessoa, mais evidenciar√° sua pequenez interior. Quem tem pouco valor age com arrog√Ęncia para parecer importante, mas com isso mostra apenas sua insignific√Ęncia.

O mestre disse: O pr√≥digo √© arrogante e o avaro √© mesquinho. √Č prefer√≠vel a mesquinhez √† arrog√Ęncia.

Sucede com frequência que os espíritos mais mesquinhos são os mais arrogantes e soberbos, assim como os espíritos mais generosos são os mais modestos e humildes.

Tanto a ciência como a religião estão muito atrasadas e são, desproporcionalmente, arrogantes e ambiciosas de mais, querendo ou sonhando explicar tudo o que é, sempre foi e manter-se-á incompreensível. Para o nosso bem ou mal: não somos capazes de fazer ideia.

Guardar-se da arrog√Ęncia. Isso constitui uma quest√£o de princ√≠pio para os dirigentes, mas √© tamb√©m uma importante condi√ß√£o para manter a unidade. Nem mesmo aqueles que n√£o cometeram erros graves e conseguiram grandes √™xitos no trabalho devem ser arrogantes.

O militarismo √© uma esp√©cie de n√≥doa nas grandes realiza√ß√Ķes da civiliza√ß√£o moderna. Hero√≠smo encomendado, viol√™ncia regulamentada, patriotismo arrogante tornam vil e abomin√°vel qualquer guerra de agress√£o. Por minha parte preferia ser fuzilado a tomar parte numa luta desse tipo.

Breve como um raio que brilha nas trevas e após o brilho volta a ser treva novamente; assim é o brilho de superioridade na face do arrogante.

As Qualidades dos Outros

Devido ao homem ter tendência para ser parcial para com aqueles a quem ama, injusto para com aqueles a quem odeia, servil para com os seus superiores, arrogante para com os seus inferiores, cruel ou indulgente para com os que estão na miséria ou na desgraça, é que se torna tão difícil encontrar alguém capaz de exercer um julgamento perfeito sobre as qualidades dos outros.

Nunca Conheci quem Tivesse Levado Porrada

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos t√™m sido campe√Ķes em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possiblidade do soco;
Eu que tenho sofrido a ang√ļstia das pequenas coisas rid√≠culas,
Eu que verifico que n√£o tenho par nisto neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi sen√£o princ√≠pe –

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√Č arrogante a classe dos cientistas-naturalistas que querem liquidar Deus completamente, como sup√©rfluo, substituindo-o pelas leis naturais. Substituem uma id√©ia inintelig√≠vel por outra equivalente. Sob a presun√ß√£o de controle e compreensibilidade bem humanas sobre a natureza.

Deixar Sempre as Coisas a Meio

A grandeza, o verdadeiro luxo, est√° nessa displic√™ncia algo aristocr√°tica, n√£o na pior ace√ß√£o da palavra, de deixar sempre as coisas a meio: esse copo de conhaque que se abandona na varanda do bar, as moedas que nunca mais se acabam de recolher da bandejinha em que o criado nos trazia o troco, os pratos por limpar, as tardes inteiras de torpor e moleza, desperdi√ßadas sem culpa porque sobra vida, porque haver√° tempo. Essa √© a atitude que se op√Ķe √† do miser√°vel a quem a necessidade mais visceral e mesquinha faz ver poesia nesse sorver at√© √† √ļltima gota o que a vida lhe oferece. E n√£o deita nada fora, ent√£o, e guarda para amanh√£, e mesquinhamente esconde as sobras para as aproveitar depois como um c√£o saciado que enterra os ossos junto de uma √°rvore para n√£o desperdi√ßar nem um grama de alimento; e molha no chocolate todos os churros que fazem parte da dose, mesmo a rebentar de cheio, caibam ou n√£o dentro do seu est√īmago. E mil vezes prefer√≠vel deixar sempre qualquer coisa no prato, desdenhar com eleg√Ęncia de parte do festim; jantar, por exemplo, com uma senhora admir√°vel e permitir graciosamente que escape viva. E,

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