Cita√ß√Ķes sobre Conspira√ß√£o

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Oratória: uma conspiração entre o discurso e a acção para enganar a inteligência. Uma tirania atenuada pela estenografia.

As desordens da mocidade s√£o outras tantas conspira√ß√Ķes contra a velhice; pagam-se caras, √† tarde, as loucuras da manh√£.

Os desatinos da juventude s√£o conspira√ß√Ķes contra a velhice; pagam-se caro, ao anoitecer, as loucuras da manh√£.

Vantagens e Desvantagens dos H√°bitos

Os pensamentos dos homens s√£o muito concordantes com as suas inclina√ß√Ķes; as suas palavras e os seus discursos concordam com as suas opini√Ķes infusas ou apreendidas; mas as suas ac√ß√Ķes resultam daquilo a que est√£o acostumados. Eis porque, como Maquiavel muito bem notou (ainda que num exemplo mal inspirado), ningu√©m deve confiar na for√ßa da natureza, nem na jact√Ęncia das palavras, se n√£o estiverem corroboradas pelo h√°bito. O exemplo que ele apresenta √© que, na execu√ß√£o de uma conspira√ß√£o ousada, ningu√©m se deve fiar na ferocidade aparente ou nas promessas resolutas de qualquer pessoa, e que o empreendimento deve ser confiado a quem tiver j√° alguma vez manchado as suas m√£os com sangue.
(…) A predomin√Ęncia do costume √© por toda a parte vis√≠vel; de tal maneira que ficar√≠amos admirados de ouvir os homens declarar, protestar, prometer, fazer solenes juramentos, e depois v√™-los proceder como tinham feito antes: como se fossem imagens mortas ou engenhos movidos apenas pelas rodas do costume. Vemos tamb√©m o que √© o reino ou a tirania do costume.
(…) J√° que o costume √© o principal magistrado da vida humana, deve o homem por todos os meios prover √† obten√ß√£o de bons costumes.

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N√£o h√° d√ļvida de que as conspira√ß√Ķes s√£o, √†s vezes, preparadas por homens de talento; mas s√£o sempre executadas por feras.

Quando n√£o se quer reconhecer que se √© um imbecil, culpam-se os outros. Ali√°s, basta ver que todas as religi√Ķes do mundo resultaram de conspira√ß√Ķes: h√° sempre um deus que fez isto ou aquilo. Mesmo que tenha sido eu a matar semelhantes numa guerra, logo se aponta para uma maquina√ß√£o da divindade e que √© respons√°vel pelo ato.

Aquele que das ondas trava a agitação, também sabe dos maus deter a conspiração.

A Educação das Crianças

A educa√ß√£o das crian√ßas como conspira√ß√£o da parte dos adultos. Atra√≠mo-las dos seus livres rompantes para as nossas moradas estreitas com ilus√Ķes em que talvez acreditemos, mas n√£o no sentido que pretendemos. (Quem n√£o gostaria de ser nobre? Fechar a porta.)
O valor do acto de dar rédeas livres aos nossos vícios consiste em que eles se erguem à vista com toda a sua força e todo o seu tamanho, mesmo que, na excitação da indulgência, só tenhamos deles um leve vislumbre. Não se aprende a ser marinheiro com exercícios numa poça de água, embora demasiados exercícios nessa poça de água nos possam provavelmente tornar incapazes de ser marinheiros.

As M√£es?

Fossem estes dias uma fonte que
brotasse.
Manchas de azul, um rasto de neve em pleno céu,
colmeias,
mel, uma exaltação de asas.

Mas é assim:
metais que revestem a pele e as armaduras,
bronze, ferro, formas que perduram, malhas, ameaçados
tecidos que nos moldam ‚ÄĒ
quem borda ainda,
quem se atreve √† min√ļcia das rendas?

As m√£es?
elas vinham cedo, eram como um rumor de levadas,
atravessando as terras.
Eram as mesmas m√£os trabalhando sedas, afagos e
uma conspiração de cores e agulhas frias,
mães de silêncio bordando a treva e o sono, a longa
noite dos filhos.

Herdei uma beleza amarga,
o temor das sombras, dos rel√Ęmpagos que embatiam
na inf√Ęncia,
no dorso das colinas,
no coração mais triste.

Um estrondo de muralhas, diques, batalhas que
deflagram,
uma ciência aterradora:
não quero outra véspera de espadas, a coroação do
sangue,
patíbulos onde a cabeça se expande,
rolando como a poeira e os astros,
repercutindo como um sino no choro das m√£es.

N√£o quero um bordado de horas antigas,

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√Čs Linda

√Čs linda. E nem sabes quantos peda√ßos de beleza tive de juntar para chegar a esta conclus√£o. Para te construir, tive de misturar a conspira√ß√£o das searas com a tristeza do choupo, a inquieta√ß√£o da cotovia com o cheiro lavado do vento do ocidente. E a firmeza repartida dos livros, com a alegria explosiva dos mios√≥tis e a luz escura das violetas. Juntei depois um pouco de ansiedade das estrelas, a paci√™ncia das casas √† beira da fal√©sia, a espuma da terra, o respirar do sul, as perguntas de gesso que se fazem √† lua. Acrescentei-lhe a can√ß√£o das margens e pequenos peda√ßos da ang√ļstia do olhar. N√£o esqueci a intimidade do frio nem a dor branca que habita o cora√ß√£o dos muros. Por fim, deitei na tua pele o sono dos alperces, aos teus m√ļsculos prometi a viol√™ncia das cascatas, no teu sexo acordei a mem√≥ria do universo.
A tua beleza est√° no meu desejo, nos meus olhos, na minha desigual maneira de te amar. √Čs linda, repito. Mas tenta n√£o encarar o que te digo como um elogio.

Pessoas do mesmo of√≠cio raramente se encontram, mesmo que em alegria ou divers√£o, mas se tiver lugar, a conversa acaba na conspira√ß√£o contra o p√ļblico, ou em qualquer artif√≠cio para fazer subir os pre√ßos.

H√° livros que s√≥ falam de sexo. Outros, como os meus, falam de conspira√ß√Ķes. Quando um autor escreve muito sobre um tema √© porque sente falta disso na vida, ou seja, os que escrevem muito sobre sexo, n√£o o praticam. Os que escrevem sobre conspira√ß√Ķes, n√£o conspiram nem s√£o paranoicos.