Cita√ß√Ķes sobre Degrada√ß√£o

19 resultados
Frases sobre degrada√ß√£o, poemas sobre degrada√ß√£o e outras cita√ß√Ķes sobre degrada√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Quanto Mais se Ama Mais Fraco se √Č

Nas rela√ß√Ķes amorosas o √ļnico sentimento que n√£o funciona √© o da piedade. Quando √© o caso de que se devesse manifestar, o que surge n√£o √© a piedade mas o asco ou a irrita√ß√£o. Eis porque em rela√ß√£o alguma se √© t√£o cruel. Todos os sentimentos t√™m o seu contraponto. Exclu√≠da a piedade, a crueldade n√£o o tem. Por experi√™ncia se pode saber quanto se sofre quando n√£o se √© amado. Mas isso de nada vale quando se n√£o ama quem nos ama: √©-se de pedra e implac√°vel. Decerto, tudo se pode pedir e obter. Excepto que nos amem, porque nenhum sentir depende da nossa vontade. Mas s√≥ no amor se √© intolerante e cruel. Porque mostar amor a quem nos n√£o ama rebaixa-nos a um n√≠vel de degrada√ß√£o. E a degrada√ß√£o s√≥ nos d√° l√°stima e repulsa. A √ļnica possibilidade de se ser amado por quem nos n√£o ama √© parecer que se n√£o ama. Ent√£o n√£o se desce e assim o outro n√£o sobe. E ent√£o, porque n√£o sobe, ele tem menos apre√ßo por si, ou seja, mais apre√ßo pelo amante. O jogo do amor √© um jogo de for√ßas. Quanto mais se ama mais fraco se √©.

Continue lendo…

A história da escravidão africana na América é um abismo de degradação e miséria que se não pode sondar.

Aquilo em que se Tem Mais Vaidade é o Corpo

Aquilo em que se tem mais vaidade √© o corpo. Mesmo que aleijado, h√° sempre um pormenor que nos envaidece. Comp√ī-lo. Arranj√°-lo. O careca puxa o cabelo desde o cacha√ßo ou do olho do c√ļ para tapar a degrada√ß√£o. O marreco faz peito. O espelho √© para todos o grande dialogante. Passa-se a uma vitrina e olha-se de soslaio a ver como se vai. Uma mulher perfeita (e um homem) n√£o inveja o intelectual, o artista. O inverso √© que √©. Muitas mulheres (e homens) cultivam a excepcionalidade do seu esp√≠rito ou engenho por complexo ou vingan√ßa. Quando se n√£o tem j√° vaidade no corpo, est√°-se no fim. Mas mesmo num leito de morte nos queremos ¬ęcompostos¬Ľ. ¬ęN√£o me descomponhas¬Ľ ‚ÄĒ disse a marquesa de T√°vora ao carrasco, uns momentos antes de ser decapitada. Tomam-se provid√™ncias para como se h√°-de ir no caix√£o. A degrada√ß√£o do corpo √© a √ļltima coisa que se aceita. Hoje lavei o carro e vesti um cal√ß√£o para me n√£o molhar. Dei uma vista de olhos ao espelho. Grumos, tumefac√ß√Ķes pelas pernas. N√£o gostei. N√£o muito tempo. Lembrou-me um certo professor. Tinha a bossa da orat√≥ria. E ent√£o contava: escrevia um discurso e lia. Parecia-lhe p√©ssimo.

Continue lendo…

Dizer N√£o

Diz NÃO à liberdade que te oferecem, se ela é só a liberdade dos que ta querem oferecer. Porque a liberdade que é tua não passa pelo decreto arbitrário dos outros.

Diz NÃO à ordem das ruas, se ela é só a ordem do terror. Porque ela tem de nascer de ti, da paz da tua consciência, e não há ordem mais perfeita do que a ordem dos cemitérios.

Diz N√ÉO √† cultura com que queiram promover-te, se a cultura for apenas um prolongamento da pol√≠cia. Porque a cultura n√£o tem que ver com a ordem policial mas com a inteira liberdade de ti, n√£o √© um modo de se descer mas de se subir, n√£o √© um luxo de ¬ęelitismo¬Ľ, mas um modo de seres humano em toda a tua plenitude.

Diz N√ÉO at√© ao p√£o com que pretendem alimentar-te, se tiveres de pag√°-lo com a ren√ļncia de ti mesmo. Porque n√£o h√° uma s√≥ forma de to negarem negando-to, mas infligindo-te como pre√ßo a tua humilha√ß√£o.

Diz NÃO à justiça com que queiram redimir-te, se ela é apenas um modo de se redimir o redentor. Porque ela não passa nunca por um código,

Continue lendo…

Devo à Paisagem as Poucas Alegrias que Tive no Mundo

Devo √† paisagem as poucas alegrias que tive no mundo. Os homens s√≥ me deram tristezas. Ou eu nunca os entendi, ou eles nunca me entenderam. At√© os mais pr√≥ximos, os mais amigos, me cravaram na hora pr√≥pria um espinho envenenado no cora√ß√£o. A terra, com os seus vestidos e as suas pregas, essa foi sempre generosa. √Č claro que nunca um panorama me interessou como gargarejo. √Č mesmo um favor que pe√ßo ao destino: que me poupe √† degrada√ß√£o das habituais paneladas de prosa, a descrever de cor caminhos e florestas. As dobras, e as cores do ch√£o onde firmo os p√©s, foram sempre no meu esp√≠rito coisas sagradas e √≠ntimas como o amor. Falar duma encosta coberta de neve sem ter a alma branca tamb√©m, retratar uma folha sem tremer como ela, olhar um abismo sem fundura nos olhos, √© para mim o mesmo que gostar sem l√≠ngua, ou cantar sem voz. Vivo a natureza integrado nela. De tal modo, que chego a sentir-me, em certas ocasi√Ķes, pedra, orvalho, flor ou nevoeiro. Nenhum outro espect√°culo me d√° semelhante plenitude e cria no meu esp√≠rito um sentido t√£o acabado do perfeito e do eterno. Bem sei que h√° gente que encontra o mesmo universo no jogo dum m√ļsculo ou na linha dum perfil.

Continue lendo…

O Homem Deveria ser a Medida de Tudo

O homem deveria ser a medida de tudo. De facto, ele √© um estranho no mundo que criou. N√£o soube organizar este mundo para ele, porque n√£o possu√≠a um conhecimento positivo da sua pr√≥pria natureza. O enorme avan√ßo das ci√™ncias das coisas inanimadas em rela√ß√£o √†s dos seres vivos √©, portanto, um dos acontecimentos mais tr√°gicos da hist√≥ria da humanidade. O meio constru√≠do pela nossa intelig√™ncia e pelas nossas inten√ß√Ķes n√£o se ajusta √†s nossas dimens√Ķes nem √† nossa forma. N√£o nos serve. Sentimo-nos infelizes. Degeneramos moralmente e mentalmente.
S√£o precisamente os grupos e as na√ß√Ķes em que a civiliza√ß√£o industrial atingiu o apogeu que mais enfraquecem. Neles, o retorno √† barb√°rie √© mais r√°pido. Permanecem sem defesa perante o meio adverso que a ci√™ncia lhes forneceu. Na verdade, a nossa civiliza√ß√£o, tal como as que a antecederam, criou condi√ß√Ķes em que, por raz√Ķes que n√£o conhecemos exactamente, a pr√≥pria vida se torna imposs√≠vel. A inquieta√ß√£o e a infelicidade dos habitantes da nova cidade t√™m origem nas institui√ß√Ķes pol√≠ticas, econ√≥micas e sociais, mas sobretudo na sua pr√≥pria degrada√ß√£o. S√£o v√≠timas do atraso das ci√™ncias da vida em rela√ß√£o √†s da mat√©ria.

A Solid√£o do Artista

Diz-se √†s vezes de certas pessoas, e para isso se reprovar, que t√™m dupla personalidade. Mas dupla ou m√ļltipla t√™m-na normalmente os artistas. Ela √© pelo menos a do conv√≠vio exterior e a do seu intimismo. Se trazem esta para a rua, s√£o quase sempre insuport√°veis. S√≥ se suporta o que √© de um profundo interesse, quando isso √© rent√°vel. Imagino que o capitalista tenha na sua vida √≠ntima um mundo de cifr√Ķes. Se o cifr√£o vier √† rua, tem ainda cota√ß√£o. Mas o artista? Mesmo a coisa min√ļscula da sua pequena vaidade √© irritante. Um pol√≠tico pode blasonar pimponice, que tem adeptos a aplaudir. O artista √© um condenado, com o ferrete da ignom√≠nia. O seu dever social √© ocultar a degrada√ß√£o ou ent√£o marginalizar-se. Para efeitos c√≠vicos ou mundanos, s√≥ depois de bem morto. A solid√£o √© assim o seu destino. A√≠ sofre ou tem alegrias, a√≠ obedece a um estranho mandato que lhe passaram na eternidade. Discreto, envergonhado, todo o seu esfor√ßo, no dom√≠nio das rela√ß√Ķes, √© esconder a sua mancha. Nenhum povo existe sen√£o pelo seu esp√≠rito. Somos o que somos pelo que foi excep√ß√£o dos que nos precederam. Mas o dia a dia n√£o √© espiritual,

Continue lendo…

A Justa Medida, sem Grandezas nem Excessos

Uma grande alma distingue-se por desprezar a grandeza, e por preferir a justa medida aos excessos, j√° que a primeira se limita ao que √© √ļtil e indispens√°vel √† vida, enquanto os √ļltimos se tornam nocivos pelo pr√≥prio facto de serem sup√©rfluos. √Č assim que a fertilidade excessiva prejudica as searas, os colmos partem-se com o peso e a demasiada abund√Ęncia de gr√£o n√£o chega a amadurecer. O mesmo ocorre com as almas corro√≠das por um bem estar desmesurado, do qual usam em preju√≠zo n√£o s√≥ dos outros como de si pr√≥prias. Nenhum inimigo inflingiu a algu√©m golpes t√£o duros como aqueles que certas pessoas sofrem ocasionados pelos pr√≥prios prazeres. S√≥ uma coisa pode desculpar a imodera√ß√£o, a louca voluptuosidade de tal gente: √© que sofrem a consequ√™ncia dos seus actos.
N√£o √© sem raz√£o, ali√°s, que uma tal loucura se apodera delas: o desejo de ultrapassar os limites naturais descamba necessariamente na desmesura. A necessidade natural tem o seu termo pr√≥prio, enquanto as necessidades artificiais derivadas do prazer nunca conhecem limita√ß√Ķes. A utilidade serve de medida ao que √© indispens√°vel; mas por que padr√£o aferir o que √© sup√©rfluo? Por conseguinte, muitos afundam-se em prazeres sem os quais,

Continue lendo…

A Vida n√£o Cabe numa Teoria

A vida… e a gente p√Ķe-se a pensar em quantas maravilhosas teorias os fil√≥sofos arquitectaram na severidade das bibliotecas, em quantos belos poemas os poetas rimaram na pobreza das mansardas, ou em quantos fechados dogmas os te√≥logos n√£o entenderam na solid√£o das celas. Nisto, ou ent√£o na conta do sapateiro, na degrada√ß√£o moral do s√©culo, ou na triste pequenez de tudo, a come√ßar por n√≥s.
Mas a vida é uma coisa imensa, que não cabe numa teoria, num poema, num dogma, nem mesmo no desespero inteiro dum homem.
A vida √© o que eu estou a ver: uma manh√£ majestosa e nua sobre estes montes cobertos de neve e de sol, uma manta de panasco onde uma ovelha acabou de parir um cordeiro, e duas crian√ßas ‚ÄĒ um rapaz e uma rapariga ‚ÄĒ silenciosas, pasmadas, a olhar o milagre ainda a fumegar.

lamento para a língua portuguesa

não és mais do que as outras, mas és nossa,
e crescemos em ti. nem se imagina
que alguma vez uma outra língua possa
p√īr-te incolor, ou inodora, insossa,
ser remédio brutal, mera aspirina,
ou tirar-nos de vez de alguma fossa,
ou dar-nos vida nova e repentina.
mas é o teu país que te destroça,
o teu próprio país quer-te esquecer
e a sua condição te contamina
e no seu dia-a-dia te assassina.
mostras por ti o que lhe vais fazer:
vai-se por c√° mingando e desistindo,
e desde ti nos deitas a perder
e fazes com que fuja o teu poder
enquanto o mundo vai de nós fugindo:
ruiu a casa que és do nosso ser
e este anda por isso desavindo
connosco, no sentir e no entender,
mas sem que a desavença nos importe
nós já falamos nem sequer fingindo
que só ruínas vamos repetindo.
talvez seja o processo ou o desnorte
que mostra como é realidade
a relação da língua com a morte,
o nó que faz com ela e que entrecorte
a corrente da vida na cidade.

Continue lendo…

Magoar alguém é transferir para outrém a degradação que temos em nós.

Eu acredito que a disseminação do catolicismo é o meio mais horrível de degradação política e social deixado no mundo.

O Amor é o Contraegoísmo

Cada vez mais pessoas est√£o preocupadas consigo mesmas. Cuidam de si de uma forma t√£o dedicada que se poderia supor que est√£o a construir algo de verdadeiramente belo e forte; mas n√£o… os resultados s√£o normalmente fracos e fr√°geis. Gente manipul√°vel que se deixa abater por uma simples brisa… cultivam o eu como a um deus, mas s√£o facilmente derrubados pela m√≠nima contrariedade.

Tendo a originalidade por moda n√£o ser√° paradoxal que a sociedade esteja a tornar-se cada vez mais uniforme? Como a multid√£o tende sempre a nivelar-se por baixo, estamos a tornar-nos cada vez piores.

Hoje parece n√£o haver tempo nem espa√ßo para um cuidado mais fundo com a nossa ess√™ncia ‚Äď s√£o poucos os que hoje t√™m amigos verdadeiros com quem aprendem, a quem se d√£o e de quem recebem valores essenciais.
Por medo da solid√£o quer-se conhecer gente, cada vez mais gente. Talvez o facto de se buscar uma quantidade de amizades mais do que a qualidade das mesmas explique por que, afinal, h√° cada vez mais solid√£o… sempre que prefiro partir em busca do novo, escolho abandonar aquele(s) com quem estava.

O sucesso das redes virtuais é hoje um sintoma,

Continue lendo…

A Hist√≥ria √© um Criar e Desfazer de Ilus√Ķes

A Hist√≥ria √© um criar e desfazer de ilus√Ķes. Em todos os dom√≠nios, sobretudo no do pensar. Admitamos que √© antes um desfazer de ilus√Ķes at√© √† verdade final. Cercados do nada, antes e depois, o indiv√≠duo, a esp√©cie, a pr√≥pria terra, o sistema solar, o universo com a degrada√ß√£o da energia, que √© que quer dizer uma ¬ęilus√£o¬Ľ? √Č o acordar de um sonho num sonho. Que significa o entusiasmo com o desfazer do que nos iludiu? Mas continuar a sonhar num sonho de segundo grau √© n√£o saber que se continua. Com essa ignor√Ęncia se faz a grandeza do homem. Ou com o ignorar, mas como se n√£o. A verdade perfeita √© o nada que nos cerca. Mas no nada nem sequer se sabe que n√£o h√° nada. S√≥ portanto na ilus√£o pode haver tudo. E, nesse caso, continuemos.

Porque Escrevo?

Escrever. Porque escrevo? Escrevo para criar um espa√ßo habit√°vel da minha necessidade, do que me oprime, do que √© dif√≠cil e excessivo. Escrevo porque o encantamento e a maravilha s√£o verdade e a sua sedu√ß√£o √© mais forte do que eu. Escrevo porque o erro, a degrada√ß√£o e a injusti√ßa n√£o devem ter raz√£o. Escrevo para tornar poss√≠vel a realidade, os lugares, tempos que esperam que a minha escrita os desperte do seu modo confuso de serem. E para evocar e fixar o percurso que realizei, as terras, gentes e tudo o que vivi e que s√≥ na escrita eu posso reconhecer, por nela recuperarem a sua essencialidade, a sua verdade emotiva, que √© a primeira e a √ļltima que nos liga ao mundo. Escrevo para tornar vis√≠vel o mist√©rio das coisas. Escrevo para ser. Escrevo sem raz√£o.

Era televis√£o e futebol. Constru√≠ram est√°dios e essa rede impressionante de telecomunica√ß√Ķes por todo o Brasil, e ao mesmo tempo uma degrada√ß√£o crescente em termos de educa√ß√£o e sa√ļde. Tudo isso foi descuidado.

O Amor Social

√Č necess√°rio voltar a sentir que precisamos uns dos outros, que temos uma responsabilidade para com os outros e o mundo, que vale a pena sermos bons e honestos. Vivemos j√° muito tempo na degrada√ß√£o moral, baldando-nos √† √©tica, √† bondade, √† f√©, √† honestidade; chegou o momento de reconhecer que esta alegre superficialidade de pouco nos serviu. Uma tal destrui√ß√£o de todo o fundamento da vida social acaba por nos colocar uns contra os outros, na defesa dos pr√≥prios interesses, provoca o despertar de novas formas de viol√™ncia e crueldade e impede o desenvolvimento de uma verdadeira cultura do cuidado do meio ambiente.

O exemplo de Santa Teresa de Lisieux convida-nos a p√īr em pr√°tica o pequeno caminho do amor, a n√£o perder a oportunidade de uma palavra gentil, de um sorriso, de qualquer pequeno gesto que semeie paz e amizade. Uma ecologia integral √© feita tamb√©m de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a l√≥gica da viol√™ncia, da explora√ß√£o, do ego√≠smo. Pelo contr√°rio, o mundo do consumo exacerbado √©, simultaneamente, o mundo que maltrata a vida em todas as suas formas.

O amor, cheio de pequenos gestos de cuidado m√ļtuo, √© tamb√©m civil e pol√≠tico,

Continue lendo…

Valoriza-se mais o Ter que o Ser

A primeira fase da domina√ß√£o da economia sobre a vida social levou, na defini√ß√£o de toda a realiza√ß√£o humana, a uma evidente degrada√ß√£o do ser em ter. A fase presente da ocupa√ß√£o total da vida social em busca da acumula√ß√£o de resultados econ√≥micos conduz a uma busca generalizada do ter e do parecer, de forma que todo o ¬ęter¬Ľ efectivo perde o seu prest√≠gio imediato e a sua fun√ß√£o √ļltima. Assim, toda a realidade individual tornou-se social e directamente dependente do poderio social obtido.

(…) O espect√°culo √© o herdeiro de toda a fraqueza do projecto filos√≥fico ocidental, que foi uma compreens√£o da actividade dominada pelas categorias do ver; assim como se baseia no incessante alargamento da racionalidade t√©cnica precisa, proveniente deste pensamento. Ele n√£o realiza a filosofia, ele filosofa a realidade. √Č a vida concreta de todos que se degradou em universo especulativo.
A filosofia, enquanto poder do pensamento separado, e pensamento do poder separado, nunca pode por si própria superar a teologia. O espectáculo é a reconstrução material da ilusão religiosa. A técnica espectacular não dissipou as nuvens religiosas onde os homens tinham colocado os seus próprios poderes desligados de si: ela ligou-os somente a uma base terrestre.

Continue lendo…