Cita√ß√Ķes sobre Desempregados

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Os desempregados pensam que ser√£o felizes se conseguirem emprego e os enfermos pensam que ser√£o felizes se conseguirem sa√ļde. N√£o percebem que no mundo existem muitas pessoas que, apesar de terem emprego e sa√ļde, s√£o infelizes.

A felicidade √© n√£o estar triste; n√£o estar doente; n√£o estar desempregado e n√£o ser obrigado a pensar em todas as outras coisas que antecedem – e excluem, automaticamente, por quest√Ķes b√°sicas de necessidades – a considera√ß√£o da felicidade. √Č entristecer com raz√£o, mas sem resultado. Ser feliz √© poder fingir, convincentemente, que se tem raz√£o para andar triste ou n√£o.

Antes Ter um Bom Rendimento do que Ser Insinuante

A menos que se tenha muito dinheiro, não vale a pena ser uma pessoa encantadora. O sentimentalismo é privilégio dos ricos, não é profissão para desempregados. Os pobres devem ser práticos e prosaicos. Antes ter um bom rendimento do que ser insinuante.

Vivemos numa Paz de Animais Domésticos

Uma cobra de água numa poça do choupal, a gozar o resto destes calores, e umas meninas histéricas aos gritinhos, cheias de saber que o bicho era tão inofensivo como uma folha.
Por fidelidade a um mandato profundo, o nosso instinto, diante de certos factos, ainda quer reagir. Mas logo a raz√£o acode, e o uivo do plasma acaba num cacarejo convencional. Todos os tratados e todos os preceptores nos explicaram j√° quantas esp√©cies de of√≠dios existem e o soro que neutraliza a mordedura de cada um. Herdamos um mundo j√° quase decifrado, e sabemos de cor as ervas que n√£o devemos comer e as feras que nos n√£o podem devorar. Vivemos numa paz de animais dom√©sticos, vacinados, com os dentes caninos a trincar past√©is de nata, tendo aos p√©s, submissos, os antigos pesadelos da nossa ignor√Ęncia. Passamos pela terra como espectros, indo aos jardins zool√≥gicos e bot√Ęnicos ver, pacata e s√†biamente, em jaulas e canteiros, o que j√° foi perigo e mist√©rio. E, por mais que nos custe, n√£o conseguimos captar a alma do brinquedo esventrado. O homem selvagem, que teve de escolher tudo, de separar o trigo do joio, de mondar dos seus reflexos o que era manso e o que era bravo,

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A Europa é um Comboio Disparado e sem Freios

Foi a falta de solidariedade que fez na Europa 18 milh√Ķes de desempregados, ou s√£o eles t√£o-somente o efeito mais vis√≠vel da crise de um sistema para o qual as pessoas n√£o passam de produtores a todo o momento dispens√°veis e de consumidores obrigados a consumir mais do que necessitam? A Europa, estimulada a viver na irresponsabilidade, √© um comboio disparado, sem freios, onde uns passageiros se divertem e os restantes sonham com isso.

Que √© demasiada metaf√≠sica para um s√≥ tenor, n√£o h√° d√ļvida; mas a perda da voz explica tudo, e h√° fil√≥sofos que s√£o, em resumo, tenores desempregados.

Não posso admitir que se olhe para o desemprego como se fosse uma realidade abstracta. O desemprego são desempregados! E um desempregado, sobretudo de longa duração, é um homem que, pouco a pouco, perde a sua autodignidade, perde respeito por si e pelos outros. Num jovem é muito pior: sente que lhe estão a roubar o futuro. E daqui resulta ou a desistência, a passividade, ou a evasão perversa, ou a revolta. Em muitos países as grandes revoltas foram feitas pela juventude, que não aceita que lhe roubem o futuro!