Cita√ß√Ķes sobre Despesas

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Frases sobre despesas, poemas sobre despesas e outras cita√ß√Ķes sobre despesas para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Renda anual de vinte libras, despesa de dezanove libras, dezanove xelins e seis pence, resultado: felicidade. Renda anual de vinte libras, despesa anual de vinte libras e seis pence, resultado: desespero.

√Č injusto que toda a sociedade contribua para custear uma despesa cujo benef√≠cio vai a apenas uma parte dessa sociedade.

Funeral: um cortejo atrav√©s do qual demonstramos o nosso respeito para com os mortos, enriquecendo o cangalheiro, e refor√ßamos a nossa dor com uma despesa que torna mais pungentes as nossas lam√ļrias e mais abundantes as nossas l√°grimas.

Quantos São os que Sabem Ser Donos de Si Próprios?

Apenas julgamos comprar aquilo que nos custa dinheiro, enquanto consideramos gratuito o que pagamos com a nossa pr√≥pria pessoa. Coisas que n√£o querer√≠amos comprar se em troca dev√™ssemos dar a nossa casa, ou uma quinta de recreio, ou de rendimento, estamos inteiramente dispostos a obt√™-las a troco de ansiedades e de perigos, para tal sacrificando a honra, a liberdade, o tempo. A tal ponto √© verdade que a nada damos menos valor do que a n√≥s pr√≥prios! Fa√ßamos, portanto, em todas as nossas decis√Ķes e actos, o mesmo que fazemos ao abordar qualquer vendedor: perguntemos o pre√ßo da mercadoria que desejamos.
Frequentemente pagamos ao mais alto pre√ßo algo por que nada dever√≠amos dar. Posso indicar-te muitos bens cuja aquisi√ß√£o, mesmo por oferta, nos custa a liberdade: ser√≠amos donos de n√≥s pr√≥prios se n√£o f√īssemos possuidores de tais bens.
Deves meditar no que te digo, quer se trate de lucros quer de despesas. ¬ęEste objecto vai estragar-se¬Ľ. Ora, √© uma coisa exterior; t√£o facilmente passar√°s sem ela como passaste antes de a ter. Se tiveste esse objecto bastante tempo, perde-lo depois de saciado; se pouco tempo, perde-lo antes de te habituares a ele. ¬ęGanhar√°s menos dinheiro¬Ľ. E menos preocupa√ß√Ķes,

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Que louv√°vel e √ļtil pr√°tica essa de gastar com as despesas de casamento a ter√ßa parte do dote e de come√ßar a empobrecer, com o ac√ļmulo de coisas sup√©rfluas, dando ao estofador uma parte das economias que se guardam para comer e dormir sossegados!

N√£o h√° futuro econ√≥mico e social poss√≠vel quando o problema principal n√£o √© o excesso de consumo privado, com o que nos querem convencer, mas o excesso de consumo p√ļblico, a monstruosidade das despesas p√ļblicas.

Solução melhor é não enlouquecer mais do que já enlouquecemos, não tanto por virtude, mas por cálculo. Controlar essa loucura razoável: se formos razoavelmente loucos não precisaremos desses sanatórios porque é sabido que os saudáveis não entendem muito de loucura. O jeito é se virar em casa mesmo, sem testemunhas estranhas. Sem despesas.

Com a mania francesa e burguesa de reduzir todas as regi√Ķes e todas as ra√ßas ao mesmo tipo de civiliza√ß√£o, o mundo ia tornar-se numa monotonia abomin√°vel. Dentro em breve um touriste faria enormes sacrif√≠cios, despesas sem fim, para ir a Tumbuctu – para qu√™? Para encontrar l√° pretos de chap√©u alto, a ler o Jornal dos Debates.

A Verdadeira Leitura

As obras dos grandes poetas até hoje não foram lidas pela humanidade, porque só grandes poetas podem lê-las. Só foram lidas como a multidão lê as estrelas, quando muito astrologicamente, e não astronomicamente. A maioria dos homens aprendeu a ler tendo em vista a utilidade mesquinha, do mesmo modo que aprendeu a calcular para tomar nota das receitas e despesas e não ser trapaceado nos negócios; mas da leitura como exercício intelectual nobre, pouco ou nada sabe; contudo isso é que é leitura em accepção elevada, não aquela que nos embala como um luxo e adormenta as nossas mais nobres faculdades, e sim a que nos mantém expectantes e à qual devotamos as nossas horas mais alertas e despertas.

A Nossa Vida é Estilhaçada pelo Pormenor

Vivemos mesquinhamente, quais formigas, ainda que a fábula nos relate que há muito tempo atrás fomos transformados em homens; como os pigmeus lutamos com gruas; e é erro sobre erro, remendo sobre remendo, e a nossa melhor virtude decorre de uma miséria supérflua e evitável. A nossa vida é estilhaçada pelo pormenor.
Um homem honesto dificilmente precisa de contar para al√©m dos seus dez dedos das m√£os, acrescentando, em caso extremo, os seus dez dedos dos p√©s, e o resto que se amontoe. Simplicidade, simplicidade, simplicidade! Digo: ocupai-vos de dois ou tr√™s afazeres, e n√£o de cem ou mil; contai meia d√ļzia em vez de um milh√£o e tomai nota das receitas e despesas na ponta do polegar. A meio do agitado mar da vida civilizada, tantas s√£o as nuvens, as tempestades, as areias movedi√ßas, tantos s√£o os mil e um imprevistos a ser levados em conta, que para n√£o se afundar, para n√£o ir a pique antes de chegar ao porto, um homem tem de ser um grande calculista para lograr √™xito.
Simplificar, simplificar, simplificar. Em vez de tr√™s refei√ß√Ķes por dia, se preciso for, comer apenas uma; em vez de cem pratos, cinco; e reduzir proporcionalmente as outras coisas.

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O Dinheiro Tem uma Qualidade Detergente

O dinheiro tem, entre outras incont√°veis virtudes, uma qualidade detergente. E m√ļltiplas qualidades nutricionais. Alegra-te os belos olhos, engorda-te as bochechas, permite-te esse modo de ocupares uma poltrona, de pernas bem esticadas e jornal nas m√£os. D√°-te essas m√£os impolutas que emergem dos punhos de algod√£o branco da camisa. J√° n√£o √©s tu quem vagueia √† noite. Podes contratar quem capture, degole e esfole as presas que constituem os ingredientes indispens√°veis do cozido ou da paella dos domingos. Assim se fez sempre nas casas das boas fam√≠lias.

N√£o √© o senhor da casa que desfere o golpe fatal ao coelho, n√£o √© a senhora que crava a faca no pesco√ßo da galinha e a depena, com o pote de barro entre as pernas, cheio de p√£o migado que o sangue h√° de empapar como deve ser, para o rico ensopado. Aos senhores os animais chegam sempre j√° cozinhados, servidos numa bandeja coberta por uma reluzente camp√Ęnula de prata, ou na ca√ßarola, guarnecidos, irreconhec√≠veis de t√£o desfigurados e, por isso mesmo, apetitosos na sua aparente inoc√™ncia. Assim se fez sempre, assim se continua a fazer; n√≥s pr√≥prios adquirimos em poucos anos esse privilegiado estatuto, a ilus√£o de sermos todos senhores: em remotos pavilh√Ķes industriais,

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O supérfluo deixa de ser supérfluo. O desperdício deixa de ser desperdício. Não precisas restringir drasticamente as despesas. Basta tua mente se enriquecer, para que se manifeste a provisão infinita que existe dentro de ti.

Nada devo, e quando contraio uma dívida cuido logo de pagá-la, e a escrituração das despesas de minha casa pode ser examinada a qualquer hora. Não ajunto dinheiro.

As Verdadeiras Necessidades não Têm Gostos

Nenhum conselho me parece mais √ļtil para te dar do que este (e que nunca √© demais repetir!): limita sempre tudo aos desejos naturais que tu podes satisfazer com pouca ou nenhuma despesa, evitando, contudo, confundir v√≠cios com desejos. Porventura te interessa saber em que tipo de mesa, em que baixela de prata te √© servida a refei√ß√£o, ou se os escravos te servem com bom ritmo e solicitude? A natureza s√≥ necessita de uma coisa: a comida. (…) A fome dispensa pretens√Ķes, apenas reclama ser saciada, sem cuidar grandemente com qu√™. O triste prazer da gula vive atormentado na √Ęnsia de continuar com vontade de comer mesmo quando saciado, de buscar o modo como atulhar, e n√£o apenas encher o est√īmago, de achar maneira de excitar a sede extinta logo √† primeira golada! Tem, por isso toda a raz√£o Hor√°cio quando diz que a sede n√£o se interessa pela esp√©cie de copo ou pela eleg√Ęncia da m√£o que o serve.
Se achas que t√™m para ti muita import√Ęncia os cabelos encaracolados do escravo, ou a transpar√™ncia do copo que te p√Ķe √† frente, √© porque n√£o est√°s com sede. Entre outros benef√≠cios que devemos √† natureza conta-se este,

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