CitaĆ§Ć£o de

Vontade Intuitiva

Devemos tomar como guias das nossas consideraƧƵes nĆ£o as imagens da fantasia, mas sim conceitos claramente pensados. Na maioria das vezes, entretanto, ocorre o contrĆ”rio. Mediante uma investigaĆ§Ć£o mais minuciosa, descobriremos que, em Ćŗltima instĆ¢ncia, o que decide as nossas resoluƧƵes nĆ£o sĆ£o, na maioria das vezes, os conceitos e juĆ­zos, mas uma imagem fantasiosa que representa e substitui uma das alternativas.
(…) Em especial na juventude, a meta da nossa felicidade fixa-se na forma de algumas imagens que pairam diante de nĆ³s e amĆ­ude persistem pela metade da vida, ou atĆ© mesmo por toda ela. SĆ£o verdadeiros fantasmas provocadores: se alcanƧados, esvaecem-se, e a experiĆŖncia ensina-nos que nada realizam do outrora prometido.
(…) Ɖ bem natural que assim se passe, pois, por ser imediato, o que Ć© intuitivo faz efeito mais directo sobre a nossa vontade do que o conceito, o pensamento abstracto, que fornece apenas o universal sem o particular. Ɖ justamente este Ćŗltimo que contĆ©m a realidade: ele sĆ³ pode agir indirectamente sobre a nossa vontade. E, no entanto, sĆ³ o conceito mantĆ©m a palavra: portanto, Ć© Ć­ndice de formaĆ§Ć£o cultural confiar apenas nele. Decerto, por vezes precisarĆ” de elucidaĆ§Ć£o e parĆ”frase mediante certas imagens, mas, cum grano salis [com a devida limitaĆ§Ć£o].