Passagens sobre Metades

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Frases sobre metades, poemas sobre metades e outras passagens sobre metades para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Tu pode desperdiçar toda a segunda metade da tua vida a recuperar dos erros da primeira.

Dan√ßa melhor quando estou cansado, se j√° perdi metade do f√īlego sei que vai sair tudo certo, os m√ļsculos responder√£o.

A riqueza mais profunda e pessoal da segunda metade da sua vida são os seus filhos. Pode escrever sobre os seus pais quando estes tiverem falecido, mas os seus filhos continuarão a estar aí, e vai querer que eles o vão visitar quando estiver num lar.

Os Comunistas

… Passaram bastantes anos desde que ingressei no Partido… Estou contente… Os comunistas constituem uma boa fam√≠lia… T√™m a pele curtida e o cora√ß√£o valoroso… Por todo o lado recebem pauladas… Pauladas exclusivamente para eles… Vivam os espiritistas, os mon√°rquicos, os aberrantes, os criminosos de v√°rios graus… Viva a filosofia com fumo mas sem esqueletos… Viva o c√£o que ladra e que morde, vivam os astr√≥logos libidinosos, viva a pornografia, viva o cinismo, viva o camar√£o, viva toda a gente menos os comunistas… Vivam os cintos de castidade, vivam os conservadores que n√£o lavam os p√©s ideol√≥gicos h√° quinhentos anos… Vivam os piolhos das popula√ß√Ķes miser√°veis, viva a for√ßa comum gratuita, viva o anarco-capitalismo, viva Rilke, viva Andr√© Gide com o seu coribantismo, viva qualquer misticismo… Tudo est√° bem… Todos s√£o her√≥icos… Todos os jornais devem publicar-se… Todos devem publicar-se, menos os comunistas… Todos os pol√≠ticos devem entrar em S√£o Domingos sem algemas… Todos devem festejar a morte do sanguin√°rio Trujillo, menos os que mais duramente o combateram… Viva o Carnaval, os derradeiros dias do Carnaval… H√° disfarces para todos… Disfarces de idealistas crist√£os, disfarces de extrema-esquerda, disfarces de damas beneficentes e de matronas caritativas… Mas, cuidado, n√£o deixem entrar os comunistas…

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O Excesso de Leitura

Acredito que entre os maiores espíritos alguma vez existentes, muitos não leram metade sequer do que lê qualquer sábio mediano dos nossos dias, e que sabiam infinitamente menos do que ele. Também acredito que mais do que um, dentre os nossos sábios mais vulgares, talvez pudesse ter sido um grande homem se não tivesse lido tudo.
O excesso de leitura comporta uma consequência nociva: gasta o sentido das palavras; os pensamentos só se exprimem pouco mais ou menos. A expressão só assenta na ideia como uma roupa folgada.

H√°, mesmo, inveja da boa. Inveja que faz andar, que faz mexer, que faz fazer. Inveja de quem faz o bom ‚Äď e √© s√≥ a inveja de quem faz o bom que cria o excelente. E √© s√≥ a inveja de quem cria o excelente que cria a perfei√ß√£o. Sem inveja, o mundo era metade do que √©.

O Espírito é a Arma da Diplomacia

Ser espirituoso √© metade de ser diplomata. (…) O esp√≠rito move tudo e n√£o responde por coisa alguma: ele √© a eloqu√™ncia da alegria, e o entrincheiramento das situa√ß√Ķes dif√≠ceis: salva uma crise fazendo sorrir: condensa em duas palavras a cr√≠tica de uma institui√ß√£o: disfar√ßa √†s vezes a fraqueza de uma opini√£o, acentua outras vezes a for√ßa de uma ideia: √© a mais fina salvaguarda dos que n√£o querem definir-se francamente: tira a intransig√™ncia √†s convic√ß√Ķes, fazendo-lhes c√≥cegas: substitui a raz√£o quando n√£o substitui a ci√™ncia, d√° uma posi√ß√£o no mundo, e, adoptado como um sistema, derruba um imp√©rio. E, sobretudo pelo indefinido que d√° √† conversa√ß√£o, ele √© a arma verdadeira da diplomacia.

Julgo poder ser verdadeiro o facto de a sorte ser √°rbitro de metade das nossas ac√ß√Ķes, mas que, mesmo assim, ela permite-nos governar a outra metade ou parte dela.

Apoteose

Mastros quebrados, singro num mar d’Ouro
Dormindo f√īgo, incerto, longemente…
Tudo se me igualou num sonho rente,
E em metade de mim hoje s√≥ m√≥ro…

S√£o tristezas de bronze as que inda choro –
Pilastras mortas, marmores ao Poente…
Lagearam-se-me as √Ęnsias brancamente
Por claustros falsos onde nunca √≥ro…

Desci de mim. Dobrei o manto d’Astro,
Quebrei a taça de cristal e espanto,
Talhei em sombra o Oiro do meu rastro…

Findei… Horas-platina… Olor-brocado…
Luar-√Ęnsia… Luz-perd√£o… Orquideas pranto…

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

– √ď pantanos de Mim – jardim estagnado…

N√£o Digas Nada!

N√£o digas nada!
Nem mesmo a verdade
H√° tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender ‚ÄĒ
Tudo metade
De sentir e de ver…
N√£o digas nada
Deixa esquecer

Talvez que amanh√£
Em outra paisagem
Digas que foi v√£
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada…
Mas ali fui feliz
N√£o digas nada.

A vida consiste de metade de mentiras que a gente é obrigado a dizer, e metade de verdades que a gente é obrigado a calar.

Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um.

O Medo do Sucesso

H√° muitas pessoas com um enorme potencial e s√≥ n√£o o materializam porque t√™m medo de deixar de ser quem s√£o se atingirem determinado patamar. Ora isto √© o maior sinal de que, e desculpa se estou a falar de ti, por muito que penses saber quem √©s, a verdade √© que n√£o fazes ideia do que pensas ser. Ningu√©m que saiba ser vive com medo de deixar de s√™-lo √† medida que vai conquistando novos mundos. Ningu√©m que saiba ser deixa de ser o que verdadeiramente √©, ainda que a terra desabe ou o para√≠so se torne parte dos seus dias. Quem √©, √©, ponto final, e n√£o desenvolveres os teus dons com medo de abandonares quem pensas ser, √© como condenares-te √† morte pela asfixia da frustra√ß√£o, √© como se metade de ti soubesse o caminho e a outra metade te puxasse para tr√°s, √© como estares t√£o perto do que √©s e t√£o longe de vires a s√™-lo. O desgaste ser√° um saco de pl√°stico √† volta do teu pesco√ßo, cada vez mais apertado e tu mais ofegante at√© ao dia em que deixas de acreditar e pereces. √Č isso que queres? Outro dos motivos para o medo do sucesso √© a possibilidade de perder pessoas,

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O talento do historiador consiste em compor um conjunto verdadeiro com elementos que s√£o verdadeiros apenas pela metade.

[…], creio que se pode admitir que a sorte seja √°rbitra da metade dos nossos atos, mas que nos permite o controle sobre a outra metade, aproximadamente.