Passagens sobre √öltimos

618 resultados
Frases sobre √ļltimos, poemas sobre √ļltimos e outras passagens sobre √ļltimos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Porque Escrevo?

Escrever. Porque escrevo? Escrevo para criar um espa√ßo habit√°vel da minha necessidade, do que me oprime, do que √© dif√≠cil e excessivo. Escrevo porque o encantamento e a maravilha s√£o verdade e a sua sedu√ß√£o √© mais forte do que eu. Escrevo porque o erro, a degrada√ß√£o e a injusti√ßa n√£o devem ter raz√£o. Escrevo para tornar poss√≠vel a realidade, os lugares, tempos que esperam que a minha escrita os desperte do seu modo confuso de serem. E para evocar e fixar o percurso que realizei, as terras, gentes e tudo o que vivi e que s√≥ na escrita eu posso reconhecer, por nela recuperarem a sua essencialidade, a sua verdade emotiva, que √© a primeira e a √ļltima que nos liga ao mundo. Escrevo para tornar vis√≠vel o mist√©rio das coisas. Escrevo para ser. Escrevo sem raz√£o.

Atingir a Felicidade

Embora seja poss√≠vel atingir a felicidade, a felicidade n√£o √© uma coisa simples. Existem muitos n√≠veis. O Budismo, por exemplo, refere-se a quatro factores de contentamento ou felicidade: os bens materiais, a satisfa√ß√£o mundana, a espiritualidade e a ilumina√ß√£o. O conjunto destes factores abarca a totalidade da busca pessoal de felicidade. Deixemos de lado, por ora, as aspira√ß√Ķes √ļltimas a n√≠vel religioso ou espiritual, como a perfei√ß√£o e a ilumina√ß√£o, e concentremo-nos unicamente sobre a alegria e a felicidade, tal como as concebemos a n√≠vel mundano. A este n√≠vel, existem certos elementos-chave que n√≥s reconhecemos convencionalmente como contribuindo para o bem-estar e a felicidade. A sa√ļde, por exemplo, √© considerada como um factor necess√°rio para o bem-estar. Um outro factor s√£o as condi√ß√Ķes materiais ou os bens que possu√≠mos. Ter amigos e companheiros, √© outro. Todos n√≥s concordamos que para termos uma vida feliz precisamos de um c√≠rculo de amigos com quem nos possamos relacionar emocionalmente e em quem possamos confiar.

Portanto, todos estes factores s√£o causas de felicidade. Mas para que um indiv√≠duo possa utiliz√°-los plenamente e gozar de uma vida feliz e preenchida, a chave √© o estado de esp√≠rito. √Č crucial. Se utilizarmos as condi√ß√Ķes favor√°veis que possu√≠mos,

Continue lendo…

O √ļltimo esfor√ßo da raz√£o √© reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a ultrapassam.

Os Doentes S√£o o Maior Perigo da Humanidade

Se t√£o normal √© o homem em estado morboso, tanto mais de devem estimar os raros exemplos de pot√™ncia f√≠sica e corpural, os acidentes felizes da esp√©cie humana, e tanto mais devem ser preservados do ar infecto os seres robustos. Faz-se assim ?…
Os doentes s√£o o maior perigo para os s√£os; daqueles v√™m todos os males. J√° se reparou suficientemente nisto?… Decerto se n√£o deve desejar que diminua a viol√™ncia entre os homens; porque esta viol√™ncia obriga os homens a serem fortes, e mant√©m na sua integridade o tipo do homem robusto. O tem√≠vel e desastroso √© o grande t√©dio do homem e a sua grande compaix√£o. Se algum dia estes elementos se unirem, dar√£o √° luz irremissivelmente a monstruosa ¬ę√ļltima¬Ľ vontade, a sua vontade do nada, o niilismo.
E efectivamente tudo est√° j√° preparado para este fim. Os que t√™m olhos, ouvidos, nariz, percebem por todos os lados a atmosfera de um manic√≥mio e de um hospital, em todas as partes do mundo civilizado, europeizado. Os doentes s√£o o maior perigo da humanidade; n√£o os maus, n√£o as ¬ęferas de rapina¬Ľ. Os desgra√ßados, os vencidos, os impotentes, os fracos s√£o os que minam a vida e envenenam e destroem a nossa confian√ßa.

Continue lendo…

Vida, que no ralador das paix√Ķes se esvai, tem uma lousa erguida onde os √°tomos agridoces da exist√™ncia l√° se v√£o caindo. Pois bem, erga-se essa lousa. A √ļltima contrac√ß√£o do pulm√£o do apaixonado, √© a paix√£o purificada… morre-se: – pois bem, seja teu esse √ļltimo suspiro.

Vinho

Do amor tu n√£o dir√°s: provo, mas n√£o me embriago,
que n√£o basta provar para sentir o amor.
√Č preciso sorv√™-lo at√© o √ļltimo trago
se a embriaguez é que dá seu profundo sabor.

Teu amor deve ter profundidade e cor
n√£o deve ser um sonho doentio e vago,
se assim for, ent√£o sim, podes te dar por pago
que este é o preço da vida e todo o seu valor.

Transborda a tua taça, ergue-a nas mãos, e brinda
o momento feliz que viveste e n√£o finda,
que só o amor que embriaga e que nos leva a extremos

pode glorificar os sentidos e a vida,
e vencendo a raz√£o que nos tolhe e intimida,
nos faz reaver, de pronto, as horas que perdemos!

Para a Salvação da Democracia

Ora a democracia cometeu, a meu ver, o erro de se inclinar algum tanto para Maquiavel, de ter apenas pluralizado os pr√≠ncipes e ter constitu√≠do em cada um dos cidad√£os um aspirante a opressor dos que ao mesmo tempo declarava seus iguais. Ser esmagada pelos condottieri que disp√Ķem das lan√ßas mercen√°rias ou pela coaliz√£o dos que manejam o boletim de voto √© para a consci√™ncia o mesmo choque violento e o mesmo intoler√°vel abuso; um tirano das ilhas vale os trinta de Atenas e os milhares de espartanos. Pode ser esta a origem de muita reac√ß√£o que parece incompreens√≠vel; h√° almas que se entregaram a outros campos porque se sentiam feridas pela prepot√™ncia de indiv√≠duos que defendiam atitudes morais s√≥ fundadas na utilidade social, na combina√ß√£o pol√≠tica. E de facto, o que se tem realizado √©, quase sempre, um arremedo de democracia sem verdadeira liberdade e sem verdadeira igualdade, exactamente porque se tomou como base do sistema uma rela√ß√£o do homem com o homem e n√£o uma rela√ß√£o do homem com o esp√≠rito de Deus. Por outras palavras: para que a democracia se salve e regenere √© urgente que se busque assent√°-la em fundamentos metaf√≠sicos e se procure a origem do poder n√£o nos caprichos e disposi√ß√Ķes individuais,

Continue lendo…

√Č Absurdo Falar da Ignor√Ęncia da Juventude

Para recuperar a minha juventude era capaz de fazer tudo no mundo, excepto gin√°stica, levantar-me cedo, ou ser respeit√°vel. A Juventude! N√£o h√° nada que se lhe compare. √Č absurdo falar da ignor√Ęncia da juventude. Hoje em dia s√≥ tenho algum respeito pelas opini√Ķes das pessoas muito mais novas do que eu. Parecem-me estar √† minha frente. A vida revelou-lhes a sua √ļltima maravilha. Quanto aos velhos, contradigo-os sempre. √Č uma quest√£o de princ√≠pio. Se lhe pedirmos opini√£o sobre uma coisa que aconteceu ontem, eles d√£o-nos solenemente as opini√Ķes correntes em 1820, quando as pessoas usavam golas altas, acreditavam em tudo e n√£o sabiam absolutamente nada.

A solid√£o concede ao homem intelectualmente superior uma vantagem dupla: primeiro, a de estar s√≥ consigo mesmo; segundo, a de n√£o estar com os outros. Esta √ļltima ser√° altamente apreciada se pensarmos em quanta coer√ß√£o, quanto dano e at√© mesmo quanto perigo toda a conviv√™ncia social traz consigo.

Aonde, Amor Cruel, aonde me Guias?

Aonde, amor cruel, aonde me guias?
S√£o estes os teus bosques consagrados
Onde só vejo peitos lacerados,
Cora√ß√Ķes em extremas agonias?

Só respondem as duras penedias
A míseros gemidos em vão dados;
Olhos formosos, rostos delicados
S√£o ministros das tuas tiranias.

Já me rasgam o peito em mil pedaços:
Marcia me disparou acerbos tiros,
L√° vai fugindo com velozes passos.

Suspende, ó ninfa, os apressados giros,
Deixa cruel, ao menos, que em teus braços
Amintas lance os √ļltimos suspiros.

O √ļltimo ref√ļgio do oprimido √© a ironia, e nenhum tirano, por mais violento que seja, escapa a ela. O tirano pode evitar uma fotografia, n√£o pode impedir uma caricatura. A morda√ßa aumenta a mordacidade.

Ninguém é Feliz quando Treme pela sua Felicidade

Ningu√©m √© feliz quando treme pela sua felicidade. N√£o se apoia em bases s√≥lidas quem tira a sua satisfa√ß√£o de bens exteriores, pois acabar√° por perder o bem-estar que obteve. Pelo contr√°rio, um bem que nasce dentro de n√≥s √© permanente e constante, e vai sempre crescendo at√© ao nosso √ļltimo momento; todos os demais bens ante os quais se extasia o vulgo s√£o bens ef√©meros. “E ent√£o? Quer isso dizer que s√£o in√ļteis e n√£o podem dar satisfa√ß√£o?” √Č evidente que n√£o, mas apenas se tais bens estiverem na nossa depend√™ncia, e n√£o n√≥s na depend√™ncia deles. Tudo quanto cai sob a al√ßada da fortuna pode ser proveitoso e agrad√°vel na condi√ß√£o de o seu benefici√°rio ser senhor de si pr√≥prio em vez de ser servo das suas propriedades. √Č um erro pensar-se, Luc√≠lio, que a fortuna nos concede o que quer que seja de bom ou de mau; ela apenas d√° a mat√©ria com que se faz o bom e o mau, d√°-nos o material de coisas que, nas nossas m√£os, se transformam em boas ou m√°s.
O nosso espírito é mais poderoso do que toda a espécie de fortuna, ele é quem conduz a nossa vida no bom ou no mau sentido,

Continue lendo…

Retrato de Mulher Triste

Vestiu-se para um baile que n√£o h√°.
Sentou-se com suas √ļltimas j√≥ias.
E olha para o lado, imóvel.

Est√° vendo os sal√Ķes que se acabaram,
embala-se em valsas que não dançou,
levemente sorri para um homem.
O homem que n√£o existiu.

Se alguém lhe disser que sonha,
levantará com desdém o arco das sobrancelhas,
Pois jamais se viveu com tanta plenitude.

Mas para falar de sua vida
tem de abaixar as quase infantis pestanas,
e esperar que se apaguem duas infinitas l√°grimas.

Poeminha Sentimental

O meu amor, o meu amor, Maria
√Č como um fio telegr√°fico da estrada
Aonde v√™m pousar as andorinhas…
De vez em quando chega uma
E canta
(N√£o sei se as andorinhas cantam, mas v√° l√°!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A √ļltima que passou
Limitou-se a fazer coc√ī
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.

Despondency

Deix√°-la ir, a ave, a quem roubaram
Ninho e filhos e tudo, sem piedade…
Que a leve o ar sem fim da soledade
Onde as asas partidas a levaram…

Deix√°-la ir, a vela, que arrojaram
Os tuf√Ķes pelo mar, na escuridade,
Quando a noite surgiu da imensidade,
Quando os ventos do Sul levantaram…

Deix√°-la ir, a alma lastimosa,
Que perdeu fé e paz e confiança,
√Ä morte queda, √† morte silenciosa…

Deix√°-la ir, a nota desprendida
D’um canto extremo… e a √ļltima esperan√ßa…
E a vida… e o amor… Deix√°-la ir, a vida!

A teoria da nega√ß√£o, que considera ef√™mero o mundo fenom√™nico, quando n√£o se fundamenta na certeza da exist√™ncia do Eu divino (Imagem Verdadeira), degenera em pessimismo e niilismo. A mesma teoria da nega√ß√£o, quando se alicer√ßa na certeza da exist√™ncia do Eu divino (Imagem Verdadeira), torna-se a maior das filosofias otimistas. Esta √ļltima √© a Seicho-No-Ie.

Saberei Conquistá-la Através de Todos os Sacrifícios

Perdoe-me se me apaixonei a este ponto de si. Mas n√£o passarei daqui, nem ningu√©m me ver√°! Fechado num quarto da pousada, espero a sua resposta. Esperarei seis horas por umas linhas suas e depois volto para Paris. J√° nem sei viver, vagueio por a√≠, ferido de morte. Prefiro cansar-me em longos passeios a cavalo, a consumir-me na solid√£o, ou no meio de pessoas que deixaram de me entender… Ordene-me que parta e n√£o tornar√° a ser atormentada por um homem a quem um m√™s bastou para perder a raz√£o.
Muito gostaria de surpreender o seu primeiro pensamento ao acordar; n√£o posso descrever-lhe o reconhecimento que me enche o cora√ß√£o, este cora√ß√£o que reclama apenas a sua amizade, que saber√° conquist√°-la atrav√©s de todos os sacrif√≠cios, que √© completamente vosso at√© ao seu √ļltimo alento.
N√£o me conformo com a ideia de ser abandonado. O seu interesse √©-me mil vezes mais preciso do que a pr√≥pria vida, mas saberei moderar a express√£o dos meus sentimentos e n√£o terei outras aspira√ß√Ķes do que as que me forem permitidas; tamb√©m saberei esconder-lhe os meus temores; respeitarei o seu repouso – mas v√™-la-ei, e nunca mais haver√° felicidade na minha vida se n√£o puder consagrar-lha inteiramente.

Continue lendo…

Como as coisas √ļltimas s√£o mais verdadeiras e mais manifestas que as primeiras

Como as coisas √ļltimas s√£o mais verdadeiras e mais manifestas que as primeiras, as futuras s√£o ainda mais verdadeiras.