Passagens sobre Últimos

618 resultados
Frases sobre Ășltimos, poemas sobre Ășltimos e outras passagens sobre Ășltimos para ler e compartilhar. Leia as melhores citaçÔes em Poetris.

Poeminha Sentimental

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vĂȘm pousar as andorinhas…
De vez em quando chega uma
E canta
(NĂŁo sei se as andorinhas cantam, mas vĂĄ lĂĄ!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A Ășltima que passou
Limitou-se a fazer cocĂŽ
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor Ă© sempre o mesmo:
As andorinhas Ă© que mudam.

Despondency

DeixĂĄ-la ir, a ave, a quem roubaram
Ninho e filhos e tudo, sem piedade…
Que a leve o ar sem fim da soledade
Onde as asas partidas a levaram…

DeixĂĄ-la ir, a vela, que arrojaram
Os tufÔes pelo mar, na escuridade,
Quando a noite surgiu da imensidade,
Quando os ventos do Sul levantaram…

DeixĂĄ-la ir, a alma lastimosa,
Que perdeu fé e paz e confiança,
À morte queda, Ă  morte silenciosa…

DeixĂĄ-la ir, a nota desprendida
D’um canto extremo… e a Ășltima esperança…
E a vida… e o amor… DeixĂĄ-la ir, a vida!

A teoria da negação, que considera efĂȘmero o mundo fenomĂȘnico, quando nĂŁo se fundamenta na certeza da existĂȘncia do Eu divino (Imagem Verdadeira), degenera em pessimismo e niilismo. A mesma teoria da negação, quando se alicerça na certeza da existĂȘncia do Eu divino (Imagem Verdadeira), torna-se a maior das filosofias otimistas. Esta Ășltima Ă© a Seicho-No-Ie.

Saberei Conquistå-la Através de Todos os Sacrifícios

Perdoe-me se me apaixonei a este ponto de si. Mas nĂŁo passarei daqui, nem ninguĂ©m me verĂĄ! Fechado num quarto da pousada, espero a sua resposta. Esperarei seis horas por umas linhas suas e depois volto para Paris. JĂĄ nem sei viver, vagueio por aĂ­, ferido de morte. Prefiro cansar-me em longos passeios a cavalo, a consumir-me na solidĂŁo, ou no meio de pessoas que deixaram de me entender… Ordene-me que parta e nĂŁo tornarĂĄ a ser atormentada por um homem a quem um mĂȘs bastou para perder a razĂŁo.
Muito gostaria de surpreender o seu primeiro pensamento ao acordar; nĂŁo posso descrever-lhe o reconhecimento que me enche o coração, este coração que reclama apenas a sua amizade, que saberĂĄ conquistĂĄ-la atravĂ©s de todos os sacrifĂ­cios, que Ă© completamente vosso atĂ© ao seu Ășltimo alento.
NĂŁo me conformo com a ideia de ser abandonado. O seu interesse Ă©-me mil vezes mais preciso do que a prĂłpria vida, mas saberei moderar a expressĂŁo dos meus sentimentos e nĂŁo terei outras aspiraçÔes do que as que me forem permitidas; tambĂ©m saberei esconder-lhe os meus temores; respeitarei o seu repouso – mas vĂȘ-la-ei, e nunca mais haverĂĄ felicidade na minha vida se nĂŁo puder consagrar-lha inteiramente.

Continue lendo…

Como as coisas Ășltimas sĂŁo mais verdadeiras e mais manifestas que as primeiras

Como as coisas Ășltimas sĂŁo mais verdadeiras e mais manifestas que as primeiras, as futuras sĂŁo ainda mais verdadeiras.

Para Além do Hoje

Cada vez mais se vive o momento. Fugimos do passado e temos medo do futuro, o que implica que somos forçados a viver um presente demasiado pequeno.

Os tempos de descanso devem ser ocasião de trabalho interior. Mas, vai sendo cada vez mais raro encontrar gente com memória, assim com também é raro encontrar pessoas com discernimento suficiente para se comprometerem em projetos a longo prazo.

Navega-se Ă  vista… sem riscos, sem sucessos nem fracassos… sem sentido. Vamos dando as respostas mĂ­nimas ao mundo e aos outros, em vez de sermos protagonistas dos nossos sonhos e herĂłis apesar das nossas derrotas.
O passado e o futuro nĂŁo sĂŁo mentira. SĂŁo partes da verdade. Sou o que fui e o que serei. Uma identidade que vive no tempo, uma coerĂȘncia que se constrĂłi atravĂ©s diferentes espaços e tempos, amando o que hĂĄ de eterno em cada momento. Elevando o espĂ­rito acima da realidade concreta do mundo.

Uma existĂȘncia autĂȘntica – uma vida com valor – constrĂłi-se com uma estrutura sĂłlida, equilibrada e aberta a horizontes mais longĂ­nquos em termos temporais. Um presente maior, com mais passado e mais futuro. Sermos quem somos, de olhos abertos.

Continue lendo…

O fator em Ășltima anĂĄlise determinante da histĂłria Ă© a produção e a reprodução da vida imediata.

A ConsistĂȘncia do Ser

Diz-se que quem modifica de tempos a tempos as suas ideias nĂŁo merece qualquer confiança, porque faz supor que as suas Ășltimas afirmaçÔes sĂŁo tĂŁo errĂłneas como as anteriores. E, por outro lado, quem mantĂ©m as suas primeiras ideias e nĂŁo as abandona facilmente, passa por teimoso e iludido. Perante estes dois juĂ­zos opostos da crĂ­tica, hĂĄ sĂł uma opção a fazer: permanecer-se aquilo que se Ă©, e seguir-se apenas o prĂłprio juĂ­zo.

TĂ©dio

Sobre minh’alma, como sobre um trono,
Senhor brutal, pesa o aborrecimento.
Como tardas em vir, Ășltimo outono,
Lançar-me as folhas Ășltimas ao vento!

Oh! dormir no silĂȘncio e no abandono,
SĂł, sem um sonho, sem um pensamento,
E, no letargo do aniquilamento,
Ter, Ăł pedra, a quietude do teu sono!

Oh! deixar de sonhar o que nĂŁo vejo!
Ter o sangue gelado, e a carne fria!
E, de uma luz crepuscular velada,

Deixar a alma dormir sem um desejo,
Ampla, fĂșnebre, lĂșgubre, vazia
Como uma catedral abandonada!…

Conta Comigo Sempre

Conta comigo sempre. Desde a sĂ­laba inicial atĂ© Ă  Ășltima gota de sangue. Venho do silĂȘncio incerto do poema e sou, umas vezes constelação e outras vezes ĂĄrvore, tantas vezes equilĂ­brio, outras tantas tempestade. A nossa memĂłria Ă© um mistĂ©rio, recordo-me de uma mĂșsica maravilhosa que nunca ouvi, na qual consigo distinguir com clareza as flautas, os violinos, o oboĂ©.
O sonho Ă©, e serĂĄ sempre e apenas, dos vivos, dos que mastigam o pĂŁo amadurecido da dĂșvida e a carne deslumbrada das pupilas. Estou entre vazios e plenitudes, encho as mĂŁos com uma fragilidade que Ă© um pĂĄssaro sĂĄbio e distraĂ­do que se aninha no coração e se alimenta de amor, esse amor acima do desejo, bem acima do sofrimento.
Conta comigo sempre. Piso as mesmas pedras que tu pisas, ergo-me da face da mesma moeda em que te reconheço, contigo quero festejar dias antigos e os dias que hão-de vir, contigo repartirei também a minha fome mas, e sobretudo, repartirei até o que é indivisível. Tu sabes onde estou.
Sabes como me chamo. Estarei presente quando jå mais ninguém estiver contigo, quando chegar a hora decisiva e não encontrares mais esperança, quando a tua antiga coragem vacilar.

Continue lendo…

Como Provar a Vida

Com a idade, como castigo dos excessos da juventude mas tambĂ©m como consolação, começa-se a provar as coisas que dantes se consumiam sem pensar. AtĂ© quase morrer de uma hepatite alcĂłolica eu bebia «whiskey» como se fosse ĂĄgua: o «uisce beatha» gaĂ©lico; a ĂĄgua da vida. Agora, com o fĂ­gado restaurado por anos de abstinĂȘncia, apenas provo.
Suspeito que seja assim com todos os prazeres – atĂ© o de acordar bem disposto ou passar um dia sem dores ou respirar como se quer ou nĂŁo precisar de mais ninguĂ©m para funcionar. Parecem prazeres pequenos quando ainda temos prazeres maiores com os quais podemos comparĂĄ-los. Mas tornam-se prazeres enormes quando sĂŁo os Ășnicos de que somos capazes.
Sei que a Ășltima felicidade de todos nĂłs serĂĄ repararmos no Ășltimo momento em que conseguimos provar a vida que vivemos e achĂĄ-la – nĂŁo tanto apesar como por causa de tudo – boa.

Amamos, e chegamos antes da hora; amamos ainda, e chegamos no Ășltimo minuto; jĂĄ nĂŁo amamos, e chegamos atrasados.

Literatura Real e Literatura Aparente

Em todas as Ă©pocas, existem duas literaturas que caminham lado a lado e com muitas diferenças entre si: uma real e outra apenas aparente. A primeira cresce atĂ© se tornar uma leitura permanente. Exercida por pessoas que vivem para a ciĂȘncia ou para a poesia, ela segue o seu caminho com seriedade e tranquilidade, produzindo na Europa pouco menos de uma dĂșzia de obras por sĂ©culo, que, no entanto, permanecem. A outra, exercida por pessoas que vivem da ciĂȘncia ou da poesia, anda a galope, com rumor e alarido por parte dos interessados, trazendo anualmente milhares de obras ao mercado. ApĂłs poucos anos, porĂ©m, as pessoas perguntam: Onde estĂŁo essas obras? Onde estĂĄ a sua glĂłria tĂŁo prematura e ruidosa? Por isso, pode-se tambĂ©m chamar esta Ășltima de literatura que passa, e aquela, de literatura que fica.