Passagens sobre Alternativas

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Frases sobre alternativas, poemas sobre alternativas e outras passagens sobre alternativas para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Por um Mundo Escutador

N√£o existe alternativa: a globaliza√ß√£o come√ßou com o primeiro homem. O primeiro homem (se √© que alguma vez existiu ¬ęum primeiro¬Ľ homem) era j√° a humanidade inteira. Essa humanidade produziu infinitas respostas adaptativas. O que podemos fazer, nos dias de hoje, √© responder √† globaliza√ß√£o desumanizante com uma outra globaliza√ß√£o, feita √† nossa maneira e com os nossos prop√≥sitos. N√£o tanto para contrapor. Mas para criar um mundo plural em que todos possam mundializar e ser mundializados. Sem hegemonia, sem domina√ß√£o. Um mundo que escuta as vozes diversas, em que todos s√£o, em simult√Ęneo, centro e periferia.

S√≥ h√° um caminho. Que n√£o √© o da imposi√ß√£o. Mas o da sedu√ß√£o. Os outros necessitam conhecer-nos. Porque at√© aqui ¬ęeles¬Ľ conhecem uma miragem. O nosso retrato – o retrato feito pelos ¬ęoutros¬Ľ – foi produzido pela sedimenta√ß√£o de estere√≥tipos. Pior do que a ignor√Ęncia √© essa presun√ß√£o de saber. O que se globalizou foi, antes de mais, essa ignor√Ęncia disfar√ßada de arrog√Ęncia. N√£o √© o rosto mas a m√°scara que se veicula como retrato.
A questão é, portanto, a de um outro conhecimento. Se os outros nos conhecerem, se escutarem a nossa voz e, sobretudo, se encontrarem nessa descoberta um motivo de prazer,

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Se fossem escolher entre alternativas, as decis√Ķes seriam f√°ceis. Uma decis√£o inclui a sele√ß√£o e a formula√ß√£o de alternativas.

Temos de Ser o que Nos Apetecer

Se n√£o mudares, os outros fazem de ti o que querem.

A velha m√°xima ¬ęSe est√°s mal, muda-te¬Ľ faz mesmo todo o sentido.

Se não nos sentimos bem com determinado relacionamento, se não estamos felizes no nosso trabalho, se não conseguimos encarar certa pessoa ou se, simplesmente, não nos sentimos bem naquele jantar, naquele ginásio ou naquela viagem, só nos resta uma alternativa: mudar.

Acontece que, e apesar de parecer simples, essa decisão é extremamente delicada. E porquê? Porque uma vez mais colocamos o mundo inteiro à nossa frente. Em vez de nos respeitarmos e levarmos a cabo o nosso desejo de liberdade, saindo de onde estamos para onde queremos estar, não, deixamo-nos ficar mesmo que o amor já não exista, mesmo que o patrão ou os colegas nos tratem mal, mesmo que continuemos a ser julgados ou cobrados pela mãe, pelo pai, pelo tio ou pelo cão e por aí adiante. Não mudamos e o caldo entorna-se. Ou seja, é o pior dos dois mundos.
N√£o comemos a sopa, n√£o nos nutrimos, e ainda nos queimamos por andarmos constantemente nas m√£os de uns e outros.

As pessoas relacionam-se mais por medo de se perderem umas às outras ou por necessidade de dominarem alguém do que por se amarem genuinamente,

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Como é que se Esquece Alguém que se Ama?

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa Рcomo é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas t√™m de morrer; os amores de acabar. As pessoas t√™m de partir, os s√≠tios t√™m de ficar longe uns dos outros, os tempos t√™m de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. √Č preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem p√īr-se processos e ac√ß√Ķes de despejo a quem se tem no cora√ß√£o, fazer os maiores escarc√©us, entrar nas maiores peixeiradas, mas n√£o se podem despejar de repente. Elas n√£o saem de l√°. Est√ļpidas! √Č preciso aguentar. J√° ningu√©m est√° para isso, mas √© preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura √© aceitar-se que se est√° doente. √Č preciso paci√™ncia. O pior √© que vivemos tempos imediatos em que j√° ningu√©m aguenta nada. Ningu√©m aguenta a dor. De cabe√ßa ou do cora√ß√£o.

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Sinto a f√ļria de suas palavras, mas n√£o entendo nada do que voc√™ diz. tradu√ß√£o alternativa: Eu percebo uma f√ļria em suas palavras, mas n√£o as palavras.

A arte só oferece alternativas a quem não está prisioneiro dos meios de comunicação de massas.

Vive Plenamente

Vê se consegues apanhar-te a lamentar-te, quer por palavras quer por pensamentos, por causa de determinada situação em que te encontres, do que as outras pessoas fazem ou dizem, do teu meio envolvente, da situação da tua vida, ou até mesmo por causa do tempo. Uma lamentação é sempre uma não aceitação daquilo que é. E traz invariavelmente consigo uma carga negativa inconsciente. Quando te lamentas, tu próprio te fazes de vítima. Quando elevas a voz, estás no teu poder. Por isso muda a situação tomando providências, levantando a voz se for necessário ou possível; deixa a situação ou aceita-a. Tudo o mais é loucura.

De certa forma, a inconsci√™ncia ordin√°ria est√° sempre ligada √† recusa do Agora. O Agora, evidentemente, tamb√©m significa o aqui. Est√°s a resistir ao teu aqui e agora? H√° pessoas que s√≥ est√£o bem onde n√£o est√£o. O seu “aqui” nunca √© suficientemente bom. Atrav√©s da auto-observa√ß√£o, v√™ se √© esse o teu caso. Estejas onde estiveres, est√° l√° plenamente. Se achares que o teu aqui e agora √© intoler√°vel e te deixa infeliz, tens tr√™s op√ß√Ķes √† escolha: ou te retiras da situa√ß√£o, ou a mudas, ou a aceitas totalmente. Se quiseres tomar a responsabilidade pela tua vida,

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Em todas as disputas acaba-se por chegar a um ponto em que nenhuma das partes tem completa raz√£o nem completa falta dela, e o compromisso √© a √ļnica alternativa para aqueles que seriamente desejam a paz e a estabilidade.

Cada Indivíduo é Único

A vida √©, intrinsecamente, uma tremenda aceita√ß√£o inconsciente. Aceitou totalmente os seus olhos? Aceitou totalmente o seu corpo? Aceitou totalmente a vida que leva? Esta ideia de aceita√ß√£o total que nos √© imposta torna-nos infelizes, porque est√° continuamente a fazer compara√ß√Ķes. H√° sempre algu√©m que tem uns olhos mais bonitos, um corpo mais forte e que possui mais conhecimentos. E a pessoa sente-se sempre inferior e esta inferioridade vai-nos corroendo o cora√ß√£o. Tornamo-nos cada vez mais infelizes, mas o motivo foi criado desnecessariamente por n√≥s. N√£o h√° necessidade de nos compararmos com os outros, porque n√£o existe ningu√©m com quem nos possamos comparar.
Cada indiv√≠duo √© √ļnico. E seja o que for, √© dessa maneira que a exist√™ncia quer que esse indiv√≠duo seja. Desfrute disso.
Substitua a palavra ¬ęaceita√ß√£o¬Ľ, porque n√£o √© uma palavra muito feliz. Aceita√ß√£o √© uma coisa que tem de se fazer, n√£o h√° alternativa. H√° pessoas mais bonitas, h√° pessoas mais ricas, h√° pessoas mais fortes. E o que √© que podemos fazer? Aceitar.
Eu n√£o ensino a aceita√ß√£o desta maneira. A minha ideia de aceita√ß√£o √© completamente diferente da de todas as religi√Ķes.
Eu proclamo a sua unicidade.
Cada um de n√≥s √© apenas aquela pessoa particular e n√£o existe ningu√©m –

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Os Dias Ricos

√Č bom ter um dia complicado se formos n√≥s a complic√°-lo, √† medida que vamos andando. S√£o os dias ricos. Nunca sabemos o que vamos fazer a seguir mas fazemos sempre qualquer coisa a seguir, para n√£o interromper a cadeia.

Em vez de jantarmos em casa ou jantarmos fora, entramos num restaurante onde costumamos jantar e comemos apenas um petisco, um aperitivo. Os anfitri√Ķes tamb√©m apreciam a mudan√ßa. √Č como ir cumpriment√°-los.

Metemos conversa com um casal que s√≥ nos parece japon√™s porque queremos que seja, para lhes perguntar como preparam a massa Shirataki, que tem zero calorias. Perguntamos de onde s√£o? Da Holanda, respondem. Os preconceitos, no sentido de pr√©-ju√≠zos ou pensamentos j√° feitos (na verdade, substitutos e obst√°culos do conhecimento), s√£o cada vez mais in√ļteis.

Os hábitos são diferentes. Para celebrá-los, nem é preciso esquecê-los ou trocá-los por alternativas, felizes ou desagradáveis. O melhor é interrompê-los e acrescentar-lhes desvios espontaneamente decididos que enaltecem, através da diversão, a felicidade subjacente.

Os dias ricos levam outro dia inteiro a contar. Só fazer a lista do que se fez cansa tão bem como nadar um quilómetro, devagarinho, num oceano vivo que nos consente.

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O Homem e a M√°quina

À técnica seria absurdo que a recusássemos, lhe recusássemos a espantosa facilitação da vida, por mais que a essa vida ela perturbe Рcomo aos seus doutrinadores. Uma máquina é pura, desde a inocência com que se nos revela, ou seja precisamente a exterioridade em que se nos dá. Mas uma inocência é uma abertura à realização do que o não é. O destino de uma máquina tem o destino que lhe dermos, e um dos piores é o finalizá-la nela própria. Assim e para lá da criação do seu próprio espaço, por uma máquina, da alteração que a sua própria existência em nós promove, todo o problema se decide no lugar-comum desta alternativa: remeter a máquina ao homem ou degradar o homem à máquina.

Uma mulher é, às vezes, uma alternativa satisfatória à masturbação. Claro que ela exige muito mais imaginação da nossa parte.

Existem momentos na vida em que a √ļnica alternativa poss√≠vel √© perder o controle.

Saber se o homem é livre exige saber se ele pode ter um amo. A absurdidade particular deste problema é que a própria noção que possibilita o problema da liberdade lhe retira, ao mesmo tempo, todo o seu sentido. Porque diante de Deus, mais que um problema da liberdade, há um problema do mal. A alternativa conhecida: ou não somos livres e o responsável pelo mal é Deus todo-poderoso, ou somos livres e responsáveis, mas Deus não é todo-poderoso. Todas as sutilezas das escolas nada acrescentaram nem tiraram de decisivo a este paradoxo.

√Č a natureza, e a vantagem, das pessoas fortes levantarem as quest√Ķes cruciais e formar uma opini√£o clara sobre elas. Os fracos sempre t√™m que decidir entre alternativas que n√£o s√£o suas.

Vontade Intuitiva

Devemos tomar como guias das nossas considera√ß√Ķes n√£o as imagens da fantasia, mas sim conceitos claramente pensados. Na maioria das vezes, entretanto, ocorre o contr√°rio. Mediante uma investiga√ß√£o mais minuciosa, descobriremos que, em √ļltima inst√Ęncia, o que decide as nossas resolu√ß√Ķes n√£o s√£o, na maioria das vezes, os conceitos e ju√≠zos, mas uma imagem fantasiosa que representa e substitui uma das alternativas.
(…) Em especial na juventude, a meta da nossa felicidade fixa-se na forma de algumas imagens que pairam diante de n√≥s e am√≠ude persistem pela metade da vida, ou at√© mesmo por toda ela. S√£o verdadeiros fantasmas provocadores: se alcan√ßados, esvaecem-se, e a experi√™ncia ensina-nos que nada realizam do outrora prometido.
(…) √Č bem natural que assim se passe, pois, por ser imediato, o que √© intuitivo faz efeito mais directo sobre a nossa vontade do que o conceito, o pensamento abstracto, que fornece apenas o universal sem o particular. √Č justamente este √ļltimo que cont√©m a realidade: ele s√≥ pode agir indirectamente sobre a nossa vontade. E, no entanto, s√≥ o conceito mant√©m a palavra: portanto, √© √≠ndice de forma√ß√£o cultural confiar apenas nele. Decerto, por vezes precisar√° de elucida√ß√£o e par√°frase mediante certas imagens,

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