Canto Esponjoso

Bela
esta manhĂŁ sem carĂȘncia de mito,
E mel sorvido sem blasfémia.

Bela
esta manhĂŁ ou outra possĂ­vel,
esta vida ou outra invenção,
sem, na sombra, fantasmas.

Umidade de areia adere ao pé.
Engulo o mar, que me engole.
Valvas, curvos pensamentos, matizes da luz
azul
completa
sobre formas constituĂ­das.

Bela
a passagem do corpo, sua fusĂŁo
no corpo geral do mundo.
Vontade de cantar. Mas tĂŁo absoluta
que me calo, repleto.