Passagens sobre Possível

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Frases sobre poss√≠vel, poemas sobre poss√≠vel e outras passagens sobre poss√≠vel para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Mesmo que estejas doente, não deves manter remédios e aparelhos terapêuticos à cabeceira de tua cama. Na medida do possível, procura manter a aparência de quem não está doente, pois assim te curarás mais depressa. Contudo, não deves forçar-te a fazer coisas que teu estado não permite.

A amizade, entre um homem e uma mulher, √© (o leitor que escolha): um bico de obra; uma coisa muito linda; ainda mais complicado que o amor; absolutamente imposs√≠vel; amizade da parte da mulher e ast√ļcia da parte do homem; ast√ļcia da parte da mulher e amizade da parte do homem; s√≥ √© poss√≠vel se a mulher for forte e feia; imposs√≠vel se o homem for minimamente atraente; receita certa para a desgra√ßa; prel√ļdio certo para o romance; indescrit√≠vel; inenarr√°vel; sempre desej√°vel; o que Deus quiser; o diabo.

A Asfixia do Artista pela Sociedade

Eu tenho medo das ¬ęteses¬Ľ quando se apoderam de um artista jovem, sobretudo nos come√ßos da sua carreira. E sabem o que eu temo? Muito simplesmente que n√£o consiga os objectos da tese. Pensar√° um simp√°tico cr√≠tico, a quem li h√° pouco e cujo nome agora n√£o vou citar, que toda a obra art√≠stica isenta de tese pr√©via, realizada exclusivamente com um objectivo art√≠stico, e at√© de assunto inteiramente secund√°rio e n√£o correspondendo a nada de ¬ętendencioso¬Ľ possa resultar nuns proveitos para o seu objectivo ainda que √† primeira vista d√™ a impress√£o de satisfazer apenas ¬ęuma ociosa curiosidade¬Ľ? Porventura as nossas pessoas cultas ainda n√£o se deram conta do que pode passar-se no cora√ß√£o e na intelig√™ncia dos nossos escritores e artistas jovens? Que confus√£o de ideias e de sentimentos preconcebidos!

Sob a press√£o da sociedade, o jovem poeta sufoca na alma o seu natural anelo de espraiar-se em formas singulares; receia que condenem a sua ¬ęociosa curiosidade¬Ľ; reprime essas formas que lhe brotam do fundo da alma; nega-lhes vida e aten√ß√£o e arranca de dentro, entre espamos, o tema que √† sociedade agrada, que √© grato √† opini√£o liberal e social. Mas que erro t√£o horrivelmente c√Ęndido e ing√©nuo,

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Superstição e princípios é o que torna a vida possível; alcança-se um inferno de virtude através de um céu de vícios. Tão facilmente? Tão imundamente? Tão inacreditavelmente? A superstição é fácil.

Felicidade, Glória, Imaginação, Inteligência e Inspiração

Numa vida profundamente atormentada seria possível muitas vezes encontrar-se felicidade para várias outras existências. Da felicidade que um homem malbarata, sem lhe suspeitar o valor, outros homens tirariam alegria para toda a vida, assim como as sobras da mesa do rico dariam para sustento de mais de um pobre.

A gl√≥ria √© um processo de apuramento que nunca p√°ra. √Ä medida que a humanidade envelhece e que as suas recorda√ß√Ķes se v√£o amontoando, tornam-se necess√°rias novas selec√ß√Ķes. S√©culos inteiros s√£o depurados nesses escrut√≠nios, sem que sobreviva um nome sequer. Um dia os imortais ir√£o unir-se aos an√≥nimos no esquecimento final.

√Č a imagina√ß√£o, tocha divina apensa ao esp√≠rito do homem, que lhe permite mover-se nas trevas da cria√ß√£o. Assim os peixes das profundezas oce√Ęnicas trazem um facho que os ilumina na noite eterna. Sem isto para que lhes serviriam os olhos? Sem imagina√ß√£o, que utilidade teria para o homem a intelig√™ncia?

O homem de letras tem falhas pronunciadas de intelig√™ncia, a ponto de parecer est√ļpido ao homem de neg√≥cios. N√£o deixa por√©m por isso de se considerar, onde quer que se encontre, o mais inteligente da roda. Nada √© mais absurdo do que essa superioridade,

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A qu√≠mica que produz a vida √© reproduzida facilmente por todo o cosmo. Parece improv√°vel que sejamos os √ļnicos seres inteligentes. √Č poss√≠vel mas improv√°vel!

O homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o impossível.

Resgatar o Prazer de Viver

√Č poss√≠vel resgatar o prazer de viver, √© poss√≠vel treinar a emo√ß√£o para ser jovem, desprendida, livre, feliz.

Primeiro: Contemple o belo nos pequenos eventos da vida.
Tenha sempre atividades programadas fora da sua agenda pelo menos uma vez por semana. Valorize aquilo que o dinheiro não compra e que não dá prestígio.
Treine dez minutos por dia a contemplar a anatomia das flores, a gastar tempo a ver o brilho das estrelas, a experimentar o prazer de penetrar no mundo das pessoas.
Não viva em função de grandes eventos, aprenda a extrair o prazer dos pequenos estímulos da rotina diária.

Segundo: Irrigue o palco da mente com pensamentos agrad√°veis.
Treine trazer diariamente à sua memória aquilo que lhe traz esperança, serenidade e encanto pela vida. Pense em conquistar pessoas e em superar os seus obstáculos. Pense em ser íntimo do Autor da vida e conhecer os mistérios da existência.
Os seus maiores inimigos est√£o dentro de si. N√£o se deixe derrotar ou perturbar por pensamentos que lhe roubam a tranquilidade e o prazer de viver.
Treine ver o lado positivo de todas as coisas negativas. Os negativistas veem os raios,

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A Toler√Ęncia √© um Atributo dos Fortes

A emo√ß√£o √© um campo de energia em cont√≠nuo estado de transforma√ß√£o. Produzimos centenas de emo√ß√Ķes di√°rias. Elas organizam-se, desorganizam-se e reorganizam-se num processo cont√≠nuo e inevit√°vel. O ideal seria que o c√≠rculo de transforma√ß√£o da emo√ß√£o seguisse uma trajet√≥ria prazerosa, ou seja, que um sentimento de alegria se transformasse num sentimento de paz, que se transformasse numa rea√ß√£o de amor, que se transformasse numa experi√™ncia contemplativa. Mas, na realidade, o que ocorre na vida de cada ser humano √© que a alegria se converte em ansiedade, o prazer em irritabilidade, enfim, as emo√ß√Ķes alternam-se.

Não é possível para a natureza humana ter uma emoção continuamente prazerosa. Não existe, como muitos psicólogos pensam, equilíbrio emocional. A emoção passa por inevitáveis ciclos diários. No entanto, a emoção é mais saudável quanto mais estável ela for e quanto mais perdurarem os sentimentos que alimentam o prazer e a serenidade.

A toler√Ęncia √© um atributo dos fortes e n√£o dos fracos. A toler√Ęncia produz profunda estabilidade no campo da energia emocional. S√≥ se constr√≥i a toler√Ęncia quando se constr√≥i primeiro a capacidade de compreender as limita√ß√Ķes dos outros.

Quanto mais uma pessoa for intolerante, mais ser√° invadida pelos comportamentos dos outros,

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Liberdade e Constrangimento S√£o Dois Aspectos da Mesma Necessidade

Liberdade e constrangimento s√£o dois aspectos da mesma necessidade, que √© ser aquele e n√£o um outro. Livre de ser aquele, n√£o livre de ser um outro. (…) N√£o h√° quem o n√£o saiba. Os que reclamam a liberdade reclamam a moral interior, para que nem assim o homem deixe de ser governado. O gendarme – dizem eles de si para si – est√° no interior. E os que solicitam a coac√ß√£o afirmam-te que ela √© liberdade de esp√≠rito. Tu, na tua casa, tens a liberdade de atravessar as antec√Ęmaras, de medir a passos largos as salas, uma por uma, de empurrar as portas, de subir ou descer as escadas. E a tua liberdade cresce √† medida que aumentam as paredes e as peias e os ferrolhos. E disp√Ķes de um n√ļmero tanto maior de actos poss√≠veis onde escolher aquele que h√°s-de praticar, quantas mais obriga√ß√Ķes te imp√īs a dura√ß√£o das tuas pedras. E, na sala comum, onde assentas arraiais no meio da desordem, deixas de dispor de liberdade, passa a haver dissolu√ß√£o.
E, afinal de contas, todos sonham com uma e a mesma cidade. Mas um reclama para o homem, tal como ele é, o direito de agir.

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Para desenvolver as √°reas nobres da emo√ß√£o √© preciso aprender a gerir os pensamentos. Somente assim √© poss√≠vel reeditar o filme da nossa hist√≥ria registado na mem√≥ria e sofrer mudan√ßas substanciais na personalidade. Existimos para escalar o topo das montanhas, ainda que tenhamos de passar pelos vales da ansiedade e das frustra√ß√Ķes. √Č importante entendermos as causas do passado para reorganizarmos o presente, mas √© igualmente importante gerirmos os pensamentos e as emo√ß√Ķes do presente para acelerarmos o processo.

O estudo √© um trabalho em que somos obrigados a p√īr toda a nossa vontade para realiz√°-lo com o maior rendimento poss√≠vel.

Eu procuro o mais possível ser como o gato, um gato bem manso de maneira que a vida venha, me pegue pelo cachaço e me leve onde isso for conveniente para a vida.

Canto Esponjoso

Bela
esta manhã sem carência de mito,
E mel sorvido sem blasfémia.

Bela
esta manhã ou outra possível,
esta vida ou outra invenção,
sem, na sombra, fantasmas.

Umidade de areia adere ao pé.
Engulo o mar, que me engole.
Valvas, curvos pensamentos, matizes da luz
azul
completa
sobre formas constituídas.

Bela
a passagem do corpo, sua fus√£o
no corpo geral do mundo.
Vontade de cantar. Mas t√£o absoluta
que me calo, repleto.

Psican√°lise e Arte

As cria√ß√Ķes, obras de arte, s√£o imagin√°rias satisfa√ß√Ķes de desejos inconscientes, do mesmo modo que os sonhos, e, tanto como eles, s√£o, no fundo, compromissos, dado que se v√™em for√ßadas a evitar um conflito aberto com as for√ßas de repress√£o. Todavia, diferem dos conte√ļdos narcisistas, associais, dos sonhos, na medida em que s√£o destinadas a despertar o inteesse noutras pessoas e s√£o capazes de evocar e satisfazer os mesmos desejos que nelas se encontram inconscientes. √Ä parte isto, fazem uso do prazer perceptivo da beleza formal, aquilo a que chamei um pr√©mio-est√≠mulo. Aquilo que a psican√°lise foi capaz de fazer consistiu em captar as rela√ß√Ķes entre as impress√Ķes da vida do artista, as suas experi√™ncias causais e as suas obras e, a partir delas, reconstruir a sua constitui√ß√£o e os impulsos que se movem dentro dele. N√£o se deve julgar que o salaz que procura uma obra de arte se anule pelo conhecimento obtido pela an√°lise. A este respeito √© poss√≠vel que o profano espere acaso demasiado da an√°lise, mas deve advertir-se que ela n√£o esclarece os dois problemas que s√£o, provavelmente, os mais interessantes para ele: n√£o esclarece quanto √† natureza dos dotes do artista, nem pode explicar os meios de que o artista se serve para trabalhar a t√©cnica art√≠stica.

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Tudo é possível, nada é impossível. Não deixes que te armadilhem de cálculos e labirintos. São demasiado fáceis de construir. Quando mal entendidos, são máquinas de guerra.

O futuro é uma espécie de banco ao qual vamos remetendo, um a um, os cheques de nossas esperanças. Ora, não é possível que todos os cheques sejam sem fundo.