Passagens sobre Completos

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Frases sobre completos, poemas sobre completos e outras passagens sobre completos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A ignor√Ęncia que se conhece, se julga e se condena n√£o √© uma ignor√Ęncia completa: para que o seja, √© preciso que se ignore a si mesma.

Sua existência foi tão completa e tão ligada à verdade que provavelmente na hora de entregar-se e findar, teria pensado, se tivesse o hábito de pensar: eu nunca fui.

O Carácter é Inalterável

O que √© que se pode perguntar das pessoas com palavras? O que vale a resposta que uma pessoa d√° com palavras e n√£o com a realidade da sua vida?… Vale pouco (…) S√£o poucas as pessoas cujas palavras correspondem por completo √† realidade das suas vidas. Talvez seja esse o fen√≥meno mais raro da vida. Na altura, ainda n√£o o sabia. Agora n√£o me refiro aos mentirosos, aos safados. S√≥ penso que conhecer a verdade, adquirir experi√™ncias, de nada serve, porque ningu√©m consegue mudar o seu car√°cter. Talvez n√£o se possa fazer mais nada na vida que adaptar √† realidade com intelig√™ncia e cautela essa outra realidade inalter√°vel, o car√°cter pessoal. √Č a √ļnica coisa que podemos fazer. E mesmo assim, n√£o ser√≠amos mais s√°bios, nem mais protegidos…

A felicidade é a experiência suprema do seu regresso a casa, do sentir-se tranquilo e em paz com a existência, numa completa unidade e harmonia.

Torniquete

A t√īmbola anda depressa,
Nem sei quando ir√° parar –
Aonde, pouco me importa;
O importante √© que pare…
– A minha vida n√£o cessa
De ser sempre a mesma porta
Eternamente a abanar…

Abriu-se agora o sal√£o
Onde h√° gente a conversar.
Entrei sem hesita√ß√£o –
Somente o que se vai dar?
A meio da reuni√£o,
Pela certa disparato,
Volvo a mim a todo o pano:

Às cambalhotas desato,
E salto sobre o piano…
РVai ser bonita a função!
Esfrangalho as partituras,
Quebro toda a caqueirada,
Arrebento à gargalhada,
E fujo pelo sagu√£o…

Meses depois, as gazetas
Darão críticas completas,
Indecentes e patetas,
Da minha √ļltima obra…
E eu Рprà cama outra vez,
Curtindo febre e revés,
Tocado de Estrela e Cobra…

O Saber Ajuda em Todas as Actividades

O mero fil√≥sofo √© geralmente uma personalidade pouco admis¬≠s√≠vel no mundo, pois sup√Ķe-se que ele em nada contribui para o be¬≠nef√≠cio ou para o prazer da sociedade, porquanto vive distante de toda comunica√ß√£o com os homens e envolto em princ√≠pios e no√ß√Ķes igualmente distantes de sua compreens√£o. Por outro lado, o mero ig¬≠norante √© ainda mais desprezado, pois n√£o h√° sinal mais seguro de um esp√≠rito grosseiro, numa √©poca e uma na√ß√£o em que as ci√™ncias florescem, do que permanecer inteiramente destitu√≠do de toda esp√©cie de gosto por estes nobres entretenimentos. Sup√Ķe-se que o car√°cter mais perfeito se encontra entre estes dois extremos: conserva igual capacidade e gosto para os livros, para a sociedade e para os neg√≥cios; mant√©m na conversa√ß√£o discernimento e delicadeza que nascem da cultura liter√°ria; nos neg√≥cios, a probidade e a exatid√£o que resultam naturalmente de uma filosofia conveniente. Para difundir e cultivar um car√°cter t√£o aperfei√ßoado, nada pode ser mais √ļtil do que as com¬≠posi√ß√Ķes de estilo e modalidade f√°ceis, que n√£o se afastam em demasia da vida, que n√£o requerem, para ser compreendidas, profunda apli¬≠ca√ß√£o ou retraimento e que devolvem o estudante para o meio de homens plenos de nobres sentimentos e de s√°bios preceitos,

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A Liberdade e a Justiça

A revolu√ß√£o do s√©culo XX separou arbitrariamente, para fins desmesurados de conquista, duas no√ß√Ķes insepar√°veis. A liberdade absoluta mete a justi√ßa a rid√≠culo. A justi√ßa absoluta nega a liberdade. Para serem fecundas, as duas no√ß√Ķes devem descobrir os seus limites uma dentro da outra. Nenhum homem considera livre a sua condi√ß√£o se ela n√£o for ao mesmo tempo justa, nem justa se n√£o for livre. Precisamente, n√£o pode conceber-se a liberdade sem o poder de clarificar o justo e o injusto, de reivindicar todo o ser em nome de uma parcela de ser que se recusa a extinguir-se. Finalmente, tem de haver uma justi√ßa, embora bem diferente, para se restaurar a liberdade, √ļnico valor imperec√≠vel da hist√≥ria. Os homens s√≥ morrem bem quando o fizeram pela liberdade: pois, nessa altura, n√£o acreditavam que morressem por completo.

O Subjectivo é Objectivo, e o Objectivo é Subjectivo

Assaz dif√≠cil √© decidir o que seja objectivamente a verdade, mas, no trato com os homens, n√£o h√° que se deixar aterrorizar por isso. Existem crit√©rios que para o primeiro s√£o suficientes. Um dos mais seguros consiste em objectar a algu√©m que uma asser√ß√£o sua √© “demasiado subjectiva”. Se se utilizar, e com aquela indigna√ß√£o em que ressoa a furiosa harmonia de todas as pessoas sensatas, ent√£o h√° motivo para se ficar alguns instantes em paz consigo. Os conceitos do subjectivo e objectivo inverteram-se por completo. Diz-se objectiva a parte incontroversa do fen√≥meno a sua ef√≠gie inquestionavelmente aceite, a fachada composta de dados classificados, portanto, o subjectivo; e denomina-se subjectivo o que tal desmorona, acede √† experi√™ncia espec√≠fica da coisa, se livra das opini√Ķes convencionais a seu respeito e instaura a rela√ß√£o com o objecto em substitui√ß√£o da decis√£o maiorit√°ria daqueles que nem sequer chegam a intu√≠-lo, e menos ainda a pens√°-lo – logo, o objectivo.
A futilidade da objecção formal da relatividade subjectiva patenteia-se no seu próprio terreno, o dos juízos estéticos. Quem alguma vez, pela força da sua precisa reacção em face da seriedade da disciplina de uma obra artística, se submete à sua lei formal imanente,

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Segurar a pequena mão dele, sentir os seus dedos pequenos a agarrarem a minha mão é uma justificação óbvia para tudo, para a vida. Vale a pena nascer, crescer, vale a pena a adolescência inteira, todos os sacrifícios, vale a pena a responsabilidade, vale a pena sair pelo desconhecido e estar preparado para o impossível, vale a pena ler obras completas, passar dias fechado apenas a ler, vale a pena comer sopa, aprender a fazer sopa, vale a pena lavar loiça para ter a oportunidade de segurar-lhe a mão.

O Constante Desejo de Mudança Cega o Progresso

Penso, baseando-me em todos os dados que de h√° um ano para c√° nos saltam aos olhos, que se pode afirmar que qualquer progresso deve acarretar necessariamente n√£o um avan√ßo ainda maior mas, ao fim e ao cabo, a nega√ß√£o do progresso e o retorno ao ponto de partida. A hist√≥ria do g√©nero humano prova-o. No entanto, a confian√ßa cega desta gera√ß√£o, e da que a precedeu, nas ideias modernas, no advento de n√£o sei que era da humanidade que deveria marcar uma profunda transforma√ß√£o – mas que, no meu entender, para influenciar o destino de cada um deveria antes de mais afect√°-lo na pr√≥pria natureza do homem -, esta confian√ßa no futuro, que nada nos s√©culos que nos precederam justifica, constitui seguramente a √ļnica garantia desses bens futuros, dessas revolu√ß√Ķes t√£o desejadas pela vontade dos homens.
N√£o ser√° evidente que o progresso, ou seja a marcha progressiva das coisas – tanto para o bem como para o mal -, acabou, hoje, por conduzir a sociedade √† beira de um abismo, onde ela poder√° facilmente vir a cair para dar lugar √† mais completa barb√°rie? E a raz√£o disso, a √ļnica raz√£o para que isso suceda, n√£o residir√° nessa lei que neste mundo imp√Ķe a todas as outras: isto √©,

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O Homem Perfeito

A virtude subdivide-se em quatro aspectos: refrear os desejos, dominar o medo, tomar as decis√Ķes adequadas, dar a cada um o que lhe √© devido. Concebemos assim as no√ß√Ķes de temperan√ßa, de coragem, de prud√™ncia e de justi√ßa, cada qual comportando os seus deveres espec√≠ficos. A partir de qu√™, ent√£o, concebemos n√≥s a virtude? O que no-la revela √© a ordem por ela pr√≥pria estabelecida, o decoro, a firmeza de princ√≠pios, a total harmonia de todos os seus actos, a grandeza que a eleva acima de todas as conting√™ncias. A partir daqui concebemos o ideal de uma vida feliz, fluindo segundo um curso inalter√°vel, com total dom√≠nio sobre si mesma. E como √© que este ideal aparece aos nossos olhos? Vou dizer-te.
O homem perfeito, possuidor da virtude, nunca se queixa da fortuna, nunca aceita os acontecimentos de mau humor, pelo contr√°rio, convicto de ser um cidad√£o do universo, um soldado pronto a tudo, aceita as dificuldades como uma miss√£o que lhes √© confiada. N√£o se revolta ante as desgra√ßas como se elas fossem um mal originado pelo azar, mas como uma tarefa de que ele √© encarregado. ¬ęSuceda o que suceder¬Ľ, ‚ÄĒ diz ele ‚ÄĒ ¬ęo caso √© comigo;

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Tudo o que você precisa você já tem. Você já é completo, você é inteiro, uma pessoa total, não um aprendiz a caminho de algum outro lugar.

As Decis√Ķes Nas Fam√≠lias

As decis√Ķes nas fam√≠lias ou se tomam no caso de um perfeito acordo entre os c√īnjuges ou, ent√£o, quando existe uma separa√ß√£o completa entre eles. Se as rela√ß√Ķes entre eles flutuam entre os dois extremos nada √© poss√≠vel decidir. Muitos casais levam anos e anos numa esp√©cie de ponto-morto, inc√≥modo para ambos, s√≥ porque n√£o existe entre eles nem acordo nem separa√ß√£o absoluta.

Voc√™s s√£o o sentido, o significado, e viver √©, em si mesmo, uma experi√™ncia intrinsecamente completa. A vida n√£o precisa que lhe acrescentemos mais nada. Tudo o que a vida precisa √© que a vivamos na sua plenitude. Se a vivermos apenas parcialmente, n√£o sentiremos o arrebatamento de estarmos vivos. √Č como um qualquer mecanismo que apenas funciona parcialmente…

O homem que s√≥ tem as qualidades pr√≥prias da sua idade e do seu estado √© o homem admir√°vel. O que re√ļne a essas grandes qualidades os pequenos defeitos que lhe s√£o cong√©neres √© o homem completo.

Zele por este momento. Mergulhe em suas particularidades. Seja sens√≠vel a que voc√™ √©, ao seu desafio, √† sua realidade. Livre-se dos subterf√ļgios. Pare de criar problemas desnecess√°rios para si mesmo. Este √© o tempo de realmente viver; de se entregar por completo √† situa√ß√£o em que voc√™ est√° agora.