Passagens sobre Frequência

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Frases sobre frequ√™ncia, poemas sobre frequ√™ncia e outras passagens sobre frequ√™ncia para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Os Exemplos são Guias que nos Desencaminham com Frequência

Seja qual for a diferen√ßa que exista entre os bons e os maus exemplos, convenhamos que ambos d√£o mau resultado. Nem sequer sei se os crimes de Tib√©rio ou de Nero nos afastam mais dos v√≠cios do que os exemplos paradigm√°ticos dos grandes homens que supostamente nos encaminham para a virtude. Veja-se como a valentia de Alexandre produziu gabarolas! Veja-se at√© que ponto a gl√≥ria de C√©sar permitiu actos antip√°ticos! Repare-se como Roma e Esparta louvaram virtudes selvagens! Di√≥genes criou tantos fil√≥sofos importunos, C√≠cero citou tagarelas, Pomp√≥nio √Ātico citou pessoas med√≠ocres e pregui√ßosas, M√°rio e Sila, pessoas vingativas, Lucullus, pessoas voluptuosas, Alcib√≠ades e Ant√≥nio citaram debochados e Cap√£o citou pessoas teimosas! Todos estes famosos prot√≥tipos produziram um n√ļmero enorme de m√°s reprodu√ß√Ķes. As virtudes s√£o vizinhas dos v√≠cios. Os exemplos s√£o guias que nos desencaminham com frequ√™ncia e, como estamos t√£o cheios de mentiras, n√£o deixamos de us√°-las tanto para nos afastarmos do caminho da virtude como para segui-lo.

Perdoar e Esquecer

Perdoar e esquecer equivale a jogar pela janela experi√™ncias adquiridas com muito custo. Se uma pessoa com quem temos liga√ß√£o ou conv√≠vio nos faz algo de desagrad√°vel ou irritante, temos apenas de nos perguntar se ela nos √© ou n√£o valiosa o suficiente para aceitarmos que repita segunda vez e com frequ√™ncia semelhante tratamento, e at√© de maneira mais grave. Em caso afirmativo, n√£o h√° muito a dizer, porque falar ajuda pouco. Temos, portanto, de deixar passar essa ofensa, com ou sem reprimenda; todavia, devemos saber que agindo assim estaremos a expor-nos √† sua repeti√ß√£o. Em caso negativo, temos de romper de modo imediato e definitivo com o valioso amigo ou, se for um servente, dispens√°-lo. Pois, quando a situa√ß√£o se repetir, ser√° inevit√°vel que ele fa√ßa exactamente a mesma coisa, ou algo inteiramente an√°logo, apesar de, nesse momento, nos assegurar o contr√°rio de modo profundo e sincero. Pode-se esquecer tudo, tudo, menos a si mesmo, menos o pr√≥prio ser, pois o car√°cter √© absolutamente incorrig√≠vel e todas as ac√ß√Ķes humanas brotam de um princ√≠pio √≠ntimo, em virtude do qual, o homem, em circunst√Ęncias iguais, tem sempre de fazer o mesmo, e n√£o o que √© diferente. (…) Por conseguinte,

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Pesada Noite

A noite cai de bruços,
cai com o peso fundo do cansaço,
cai como pedra, como braço,
cai como um século de cera,
aos tombos, aos soluços,
entre a maçã maciça e a perene pêra,
entre a tarde e o crep√ļsculo,
dilatação da madrugada, elástica,
cai, de borracha,
imita√ß√£o de m√ļsculo,
cai, parecendo que se agacha
na sombra, e feminina, e √°gil
salta, com molas de gin√°stica
nos pés, o abismo
do press√°gio,
a noite, essa mandíbula do trismo,
tétano e espasmo,
ao mesmo tempo, a noite
amorosa, à espreita do orgasmo,
ferina, mas também açoite,
contraditória
como existir esquecimento
no íntimo do homem,
na intimidade viva da memória,
reminiscências que o consomem
fugindo com o vento,
a noite, a noite acata
tudo que ocorre,
tanto aquele que mata
quanto aquele que morre,
a noite, a sensação e aguda
de um sono
fechando os olhos, invencível
como fera que estuda
a vítima, abandono
completo, fuga, salto
nas garras do impossível,
a noite pétrea do basalto,

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Sabedoria de Vida é Usufruir o Presente

N√£o permitir a manifesta√ß√£o de grande j√ļbilo ou grande lamento em rela√ß√£o a qualquer acontecimento, uma vez que a mutabilidade de todas as coisas pode transform√°-lo completamente de um instante para o outro; em vez disso, usufruir sempre o presente da maneira mais serena poss√≠vel: isso √© sabedoria de vida. Em geral, por√©m, fazemos o contr√°rio: planos e preocupa√ß√Ķes com o futuro ou tamb√©m a saudade do passado ocupam-nos de modo t√£o cont√≠nuo e duradouro, que o presente quase sempre perde a sua import√Ęncia e √© negligenciado; no entanto, somento o presente √© seguro, enquanto o futuro e mesmo o passado quase sempre s√£o diferentes daquilo que pensamos. Sendo assim, iludimo-nos uma vida inteira.
Ora, para o eudemonismo, tudo isso √© bastante positivo, mas uma filosofia mais s√©ria faz com que justamente a busca do passado seja sempre in√ļtil, e a preocupa√ß√£o com o futuro o seja com frequ√™ncia, de modo que somente o presente constitui o cen√°rio da nossa felicidade, mesmo se a qualquer momento se vier a transformar-se em passado e, ent√£o, tornar-se t√£o indiferente como se nunca tivesse existido.

A tirania tem de bom o despertar com frequência o sentimento nacional; ou a destroem ou ela se destrói.

Os homens brigam com mais frequ√™ncia por via das palavras. √Č por palavras que eles matam e se fazem matar com maior empenho.

Seguro Emocional

Com frequência, comento com os meus alunos da licenciatura em psicanálise e psicologia multifocal que uma das tarefas mais nobres e relevantes do Eu é mapear, esquadrinhar os nossos fantasmas e reeditar as nossas janelas traumáticas. De outro modo, podemos fazer parte do rol dos que falam sobre maturidade mas são verdadeiras crianças no território da emoção, pois não sabem ser minimamente criticados, contrariados e, além disso, têm a necessidade neurótica de poder e de que o mundo gravite na sua órbita.

Certa vez, perguntei a executivos das cinquenta empresas psicologicamente mais saud√°veis do pa√≠s: ¬ęQuem tem algum tipo de seguro?¬Ľ Todos responderam que tinham. Em seguida, indaguei: ¬ęQuem tem um seguro emocional?¬Ľ Ningu√©m arriscou levantar a m√£o. Foram sinceros. Como podemos falar de empresas saud√°veis sem mencionar os mecanismos b√°sicos para proteger a emo√ß√£o? S√≥ fazemos um seguro daquilo que nos √© caro. Mas, infelizmente, a mais importante propriedade tem tido um valor irrelevante.

Em geral, estes profissionais s√£o √≥timos para a empresa, mas carrascos de si mesmos. Acertam no trivial, mas erram muito no essencial. E eu? E o leitor? Ainda que possamos dizer que a mente humana √© a mais complexa de todas as ¬ęempresas¬Ľ,

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Enchi com frequ√™ncia uma p√°gina de lam√ļrias, quando na verdade estava cheio de for√ßa e de alegria.

N√≥s nos transformamos naquilo que praticamos com frequ√™ncia. A perfei√ß√£o, portanto, n√£o √© um ato isolado. √Č um h√°bito.

Educação. A educação é um prosseguimento da geração e, com frequência, uma espécie de embelezamento posterior da mesma.

Os Parceiros mais Vigorosos

A experi√™ncia mostra que os homens r√ļsticos, de esp√≠rito mais grosseiro, d√£o parceiros sexuais mais vigorosos e desej√°veis; deitar-se com um carroceiro √© com frequ√™ncia mais gratificante que deitar-se com um gentil-homem.

Posses e Capacidade atrapalham a Felicidade

Foi observado em todas as √©pocas que as vantagens da natureza, ou da fortuna, contribu√≠ram muito pouco para a promo√ß√£o da felicidade; e que aqueles a quem o esplendor da sua classe social, ou a extens√£o das suas capacidades, colocou no topo da vida humana n√£o deram muitas vezes ocasi√£o justa de inveja por parte dos que olham para eles de uma condi√ß√£o mais baixa; quer seja que a aparente superioridade incite a grandes des√≠gnios e os grandes des√≠gnios corram naturalmente o risco de insucessos fatais; ou que o destino da humanidade seja a mis√©ria, os infort√ļnios daqueles cuja emin√™ncia atraiu sobre eles a aten√ß√£o universal foram mais cuidadosamente registados, porque, em geral, eram mais bem observados e foram, na realidade, mais consp√≠cuos do que outros, mas n√£o com maior frequ√™ncia nem severidade.

Teorias Precipitadas

√Č vulgar uma teoria ser resultado da precipita√ß√£o de um entendimento impaciente que, desejoso de se ver livre dos fen√≥menos, os substitui por imagens, conceitos, ou com frequ√™ncia por meras palavras. Pressente-se, e por vezes v√™-se at√© com clareza, que se trata apenas de expedientes. Mas n√£o √© sabido que a paix√£o e o partidarismo se deixam atrair pelos expedientes? E com toda a raz√£o, porque tanta falta lhes fazem.
(…) Avan√ßar precipitadamente para o fim a alcan√ßar, sem reflectir sobre os meios. Como se, para poder ajudar t√£o cedo quanto poss√≠vel uma ciran√ßa de ber√ßo, lhe quis√©ssemos matar o pai.
Se atentarmos em certos problemas de Arist√≥teles ficamos supreendidos com o dom de observa√ß√£o e com a imensidade de coisas que n√£o escapavam ao olhar dos gregos. E contudo cometiam o erro da precipita√ß√£o, j√° que saltavam imediatamente dos fen√≥menos para a explica√ß√£o, de onde resultaram formula√ß√Ķes teor√©ticas totalmente inadequadas. Trata-se todavia de um erro geral que ainda hoje continua a ser cometido.

Com que frequência costuma vê-lo? РTodos os dias. Não podia sentir-me feliz se não o visse todos os dias. Ele é-me absolutamente necessário.

O mistério em que envolvemos os nossos desígnios revela muitas vezes mais fraqueza do que discrição, e com frequência prejudica-nos mais.

Vive Plenamente

Vê se consegues apanhar-te a lamentar-te, quer por palavras quer por pensamentos, por causa de determinada situação em que te encontres, do que as outras pessoas fazem ou dizem, do teu meio envolvente, da situação da tua vida, ou até mesmo por causa do tempo. Uma lamentação é sempre uma não aceitação daquilo que é. E traz invariavelmente consigo uma carga negativa inconsciente. Quando te lamentas, tu próprio te fazes de vítima. Quando elevas a voz, estás no teu poder. Por isso muda a situação tomando providências, levantando a voz se for necessário ou possível; deixa a situação ou aceita-a. Tudo o mais é loucura.

De certa forma, a inconsci√™ncia ordin√°ria est√° sempre ligada √† recusa do Agora. O Agora, evidentemente, tamb√©m significa o aqui. Est√°s a resistir ao teu aqui e agora? H√° pessoas que s√≥ est√£o bem onde n√£o est√£o. O seu “aqui” nunca √© suficientemente bom. Atrav√©s da auto-observa√ß√£o, v√™ se √© esse o teu caso. Estejas onde estiveres, est√° l√° plenamente. Se achares que o teu aqui e agora √© intoler√°vel e te deixa infeliz, tens tr√™s op√ß√Ķes √† escolha: ou te retiras da situa√ß√£o, ou a mudas, ou a aceitas totalmente. Se quiseres tomar a responsabilidade pela tua vida,

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O Risco de Nunca termos Conhecido a nossa Verdadeira Alma

São muito raros aqueles que morrem tendo possuído verdadeiramente a sua alma. Com frequência, nem sequer a conheceram. Desde a primeira idade, tiveram na sua frente os exemplos que lhes pareciam óptimos e, a pouco e pouco, lhes moldaram, comprimiram e mascararam a sua natureza. Se essa natureza era baixa e pobre e os exemplos foram bem escolhidos, a imitação evitou mais um idiota ou delinquente.
Todavia, em muitos casos, trata-se de naturezas ricas e generosas que teriam podido dar mais do que obtiveram com o m√©todo quadr√ļmano – e vale muito mais um talento pequeno, mas novo, do que a imita√ß√£o med√≠ocre de um g√©nio.
Mas quase ningu√©m se atreve a ser o que √© e todos querem ser outros. E como nem a todos se adapta o modelo que escolheram, a imita√ß√£o resulta quase sempre inferior ao modelo: um desenho tosco efectuado numa parede vale sempre mais do que uma c√≥pia da Sibila de Miguel √āngelo.
Mas o homem n√£o pode deixar de copiar e n√£o faz sen√£o copiar: √© um fabricante de duplicados. Porque quer ter uma r√©plica do mundo, reduzida √†s propor√ß√Ķes humanas e aos seus gostos.

Se acrescentas pouco ao pouco,
mas com frequência, logo esse pouco passará a ser muito.

O nosso mundo esquece √†s vezes o valor especial do tempo passado junto ao leito dos doentes, porque somos avassalados pela pressa, pelo frenesim do fazer, do produzir, e nos esquecemos da dimens√£o da gratuitidade, de tomar conta. No fundo, por tr√°s desta atitude est√° com frequ√™ncia uma f√© morna, que esqueceu aquela palavra do Senhor que diz: ¬ęA mim mesmo o fizestes¬Ľ (Mateus 25:40).

A Conversa Nunca é Imparcial

√Č espantoso qu√£o f√°cil e rapidamente a homogeneidade ou a heterogeneidade de esp√≠rito e de √Ęnimo entre os homens se faz manifesta na conversa√ß√£o: ela torna-se sens√≠vel √† menor situa√ß√£o. Entre duas pessoas de natureza substancialmente heterog√©nea, que conversam sobre os assuntos mais estranhos e indiferentes, cada frase de uma desagradar√° mais ou menos √† outra, em muitos casos irritar√°. Naturezas homog√©neas, pelo contr√°rio, sentem de imediato, em tudo, uma certa concord√Ęncia, que, tratando-se de grande homogeneidade, logo converge para a harmonia perfeita, para o un√≠ssono.
A partir disso, explica-se, em primeiro lugar, porque os tipos ordin√°rios s√£o t√£o soci√°veis e em qualquer lugar encontram boa companhia com tanta facilidade – gente estimada, am√°vel e honesta. Com os indiv√≠duos incomuns acontece o contr√°rio, e tanto mais quanto mais distintos forem, de tal maneira que, de tempos em tempos, no seu isolamento, podem alegrar-se por terem descoberto em algu√©m, uma fibra, por menor que seja, homog√©nea √† sua! De facto, cada um s√≥ pode ser para outrem o que este √© para ele. Esp√≠ritos verdadeiramente eminentes fazem o seu ninho nas alturas, como as √°guias, solit√°rios. Em segundo lugar, isso explica por que os indiv√≠duos de disposi√ß√£o igual se re√ļnem de imediato,

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