Passagens sobre Humildes

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O Poeta não é um Pequeno Deus

O poeta n√£o √© um ¬ępequeno deus¬Ľ. N√£o, n√£o √© um ¬ępequeno deus¬Ľ. N√£o est√° amrcado por um destino cabal√≠stico superior ao de quem exerce outros misteres e of√≠cios. Exprimi ami√ļde que o melhor poeta √© o homem que nos entrega o p√£o de cada dia: o padeiro mais pr√≥ximo, que n√£o se julga deus. Cumpre a sua majestosa e humilde tarefa de amassar, levar ao forno, dourar e entregar o p√£o de cada dia, com uma obriga√ß√£o comunit√°ria. E se o poeta chega a atingir essa simples consci√™ncia, a simples consci√™ncia tamb√©m se pode converter em parte de uma artesania colossal, de uma constru√ß√£o simples ou complicada, que √© a constru√ß√£o da sociedade, a transforma√ß√£o das condi√ß√Ķes que rodeiam o homem, a entrega da mercadoria: p√£o, verdade, vinho, sonhos.

Se o poeta se incorpora nessa nunca consumida luta para cada um confiar nas mãos dos outros a sua ração de compromisso, a sua dedicação e a sua ternura pelo trabalho comum de cada dia e de todos os homens, participa no suor, no pão, no vinho, no sonho de toda a humanidade. Só por esse caminho inalienável de sermos homens comuns conseguiremos restituir à poesia o vasto espaço que lhe vão abrindo em cada época,

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A √ļnica via para sair da corrup√ß√£o, a √ļnica via para vencer a tenta√ß√£o √© o servi√ßo. Porque a corrup√ß√£o vem do orgulho, da soberba, e o servi√ßo humilha-nos: √© justamente a caridade humilde a ajudar os outros.

O amor é gratuito. O amor é uma escolha de vida, é uma maneira de ser: é a via da humildade e da solidariedade. Não há uma outra via para este amor: ser humildes e solidários.

¬ęSe tiv√©sseis f√© como um gr√£o de mostarda, dir√≠eis a essa amoreira: “Arranca-te da√≠ e planta-te no mar”, e ela havia de obedecer-vos¬Ľ (Lucas 17:6).

A semente de mostarda é sempre pequeníssima, porém, Jesus diz que basta ter uma fé assim, pequena, mas verdadeira, sincera, para fazer coisas humanamente impossíveis, impensáveis. Todos conhecemos pessoas simples, humildes, mas com uma fé capaz de mover montanhas!

Tenho o desejo de realizar uma tarefa importante na vida. Mas meu primeiro dever est√° em realizar humildes coisas como se fossem grandes e nobres.

A vida crist√£ √© o caminho humilde de uma consci√™ncia que nunca √© r√≠gida, mas est√° sempre em rela√ß√£o com Deus, que sabe arrepender-se e, na sua pobreza, confiar-se a Ele, sem nunca presumir de bastar-se a si mesma. Assim se superam as edi√ß√Ķes revistas e atualizadas daquele mal antigo, denunciado por Jesus na par√°bola: a hipocrisia, a duplicidade de vida, o clericalismo que se faz acompanhar de legalismo, o afastamento do povo.

Nas par√°bolas, Jesus ensina-nos que o Reino entra no mundo de modo humilde e, em sil√™ncio, constantemente se desenvolve se for acolhido por cora√ß√Ķes abertos √† sua mensagem de esperan√ßa e de salva√ß√£o.

O Reino dos C√©us, de facto, √© para todos aqueles que n√£o p√Ķem a sua seguran√ßa nas coisas, mas sim no amor de Deus; para todos quantos t√™m um cora√ß√£o simples, humilde, n√£o se gabam de ser justos e n√£o julgam os outros, para todos quantos sabem sofrer com quem sofre e alegrar-se com quem se alegra, n√£o s√£o violentos, mas misericordiosos, e procuram ser art√≠fices de reconcilia√ß√£o e de paz.

√Č belo ignorar. Sobretudo quando a ignor√Ęncia nos torna humildes e nos encaminha para a bondade, que √© uma luz. Tamb√©m das nebulosas nascem os astros.

As Riquezas e as Honras

As riquezas e as honras s√£o objecto da ambi√ß√£o dos homens, mas se n√£o podem ser alcan√ßadas por meios rectos e honrados, cumpre renunciar a elas. A pobreza e as posi√ß√Ķes humildes merecem a avers√£o e o desprezo dos homens. Se delas n√£o se pode sair por meios rectos e honrados, √© mister neles permanecer. Se o homem abandona as virtudes humanit√°rias, como poder√° merecer o nome que tem?
O homem superior n√£o pode esquecer tais virtudes um momento que seja. Mesmo nas horas de maior apuro e confus√£o, deve pautar a sua conduta por elas.
Recuso-me a discutir com aquele que, pretendendo buscar a verdade, envergonha-se, ao mesmo tempo, de comer e vestir-se mal.

Dedicatória

Este meu livro é todo teu, repara
que ele traduz em sua humilde glória
verso por verso, a estranha trajetória
desta nossa afeição ciumenta e rara!

Beijos! Saudades! Sonhos! Nem notara
tanta cousa afinal na nossa hist√≥ria…
E este verso – √© a feliz dedicat√≥ria…
onde a minha alma inteira se declara…

Abre este livro… E encontrar√°s ent√£o
teu coração, de amor, rindo e cantando,
cantando e rindo com o meu cora√ß√£o…

E se o leres mais alto, quando a sós,
é como se estivesses me escutando
falar de amor com a tua própria voz!

Lisboa

De certo, capital alguma n’este mundo
Tem mais alegre sol e o ceu mais cavo e fundo,
Mais collinas azues, rio d’aguas mais mansas,
Mais tristes prociss√Ķes, mais pallidas crean√ßas,
Mais graves cathedraes – e ruas, onde a esteira
Seja em tardes d’estio a flor de larangeira!

A Cidade √© formosa e esbelta de manh√£! –
√Č mais alegre ent√£o, mais limpida, mais s√£;
Com certo ar virginal ostenta suas graças,
Ha vida, confusão, murmurios pelas praças;
– E, √°s vezes, em roup√£o, uma violeta bella
Vem regar o craveiro e assoma na janella.

A Cidade é beata Рe, ás lucidas estrellas,
O Vicio √° noute sae √°s ruas e √°s viellas,
Sorrindo a perseguir burguezes e estrangeiros;
E á triste e dubia luz dos baços candieiros,
– Em bairos sepulchraes, onde se d√£o facadas –
Corre ás vezes o sangue e o vinho nas calçadas!

As mulheres s√£o v√£s; mas altas e morenas,
D’olhos cheios de luz, nervosas e serenas,
Ebrias de devo√ß√Ķes, relendo as suas Horas;
– Outras fortes, crueis, os olhos c√īr d’amoras,

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[A igualdade serve] para agravar e tornar mais amarga a desigualdade real que nunca pode ser eliminada e que a ordem civil estabelece, tanto para benefício dos que têm de viver em uma condição humilde como dos privilegiados.

Julga-me a gente toda por perdido

Julga-me a gente toda por perdido,
Vendo-me t√£o entregue a meu cuidado,
Andar sempre dos homens apartado
E dos tratos humanos esquecido.

Mas eu, que tenho o mundo conhecido,
E quase que sobre ele ando dobrado,
Tenho por baixo, r√ļstico, enganado
Quem não é com meu mal engrandecido.

V√° revolvendo a terra, o mar e o vento,
Busque riquezas, honras a outra gente,
Vencendo ferro, fogo, frio e calma;

Que eu só em humilde estado me contento
De trazer esculpido eternamente
Vosso fermoso gesto dentro na alma.

A um Mosquito

Invencível mosquito,
√Čmulo do mais livre pensamento,
Sem corpo, e de todo espírito,
Que deste fim a um t√£o alto intento,
Quando precipitado
O céu de Délia acometeste ousado.

As portas de diamante
Cerradas ao clamor de tanta gente
Abriste triunfante,
Zombando da esperança impertinente,
Que entre temor, e espanto
Nunca acabou comigo esperar tanto.

Cupido, que inquieta
Délia sentiu ferida,
Espera, que o sinta,
A lança, que tiraste em sangue tinta,
Que o peito endurecido
√Č prova das setas de Cupido.

Porém de nada disto
Te mostres t√£o soberbo, e presumido,
Que podes sem ser visto
Passar a mais ferir, sem ser sentido,
E para castigar-te,
N√£o ocupas lugar nalguma parte.

Foras de amor ferido,
Se tivera o teu erro algum desconto,
Ou se achara Cupido
Aonde a ponta da seta p√īr o ponto.
Condolação bastante;
Pois não picaste a Délia como amante.

Buscaste a noite escura
Por cometer a Délia mais oculto;
Quem medo te afigura,
Se n√£o faz o teu corpo nenhum vulto,

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Ser humilde com os superiores é um dever; com os iguais, é uma cortesia; com os inferiores, é nobreza; e com todos, segurança!

Somente obedecendo, somente tendo o orgulho humilde, mas sagrado, de obedecer, é que se conquista então o direito de comandar.