Passagens sobre Independência

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Frases sobre independ√™ncia, poemas sobre independ√™ncia e outras passagens sobre independ√™ncia para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Que um Homem Tenha a Força de ser Sincero

A maior parte das pessoas, seduzidas pelas aparências, deixam-se tomar pelos engodos enganadores de uma baixa e servil complacência; tomam-na por um sinal de uma verdadeira amizade; e confundem, como dizia Pitágoras, o canto das sereias com o das musas. Crêem, digo eu, que produz a amizade, como as pessoas simples pensam que a terra fez os Deuses; em lugar de dizerem que foi a sinceridade que a fez nascer como os Deuses criaram os sinais e as potências celestes.
Sim! √Č de uma for√ßa t√£o bruta que a amizade deve provir, e √© de uma bela origem a que tira de uma virtude que d√° origem a tantas outras. As grandes virtudes, que nascem, se ouso diz√™-lo, na parte da alma mais subida e mais divina, parecem estar encadeadas umas nas outras. Que um homem tenha a for√ßa de ser sincero, e vereis uma certa coragem difundida em todo o seu car√°cter, uma independ√™ncia geral, um imp√©rio sobre si mesmo igual ao exercido sobre os outros, uma alma isenta das nuvens do temor e do terror, um amor pela virtude, um √≥dio pelo v√≠cio, um desprezo pelos que se lhe abandonam. De um tronco t√£o nobre e t√£o belo,

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Sucesso é Realização

O sucesso é a realização de qualquer coisa valiosa para si. Pode ser a paz de espírito e felicidade; união no lar e na família; o gosto pelo trabalho; independência financeira; alegria e satisfação por servir os outros; o desenvolvimento das forças construtivas inerentes ao homem; amar a vida e sentir-se satisfeito com o seu carácter, os seus ideais e os trabalhos realizados.
¬ęTalvez ainda se n√£o tivesse encontrado uma defini√ß√£o de sucesso aplic√°vel a todas as pessoas¬Ľ – escreveu Zu Tavern – ¬ęCada um de n√≥s tem a sua ideia pessoal de sucesso, e essa mesma ideia vai-se modificando com a passagem do tempo. Para alguns, sucesso √© igual a fama; para outros, riqueza em dinheiro; para outros ainda, apenas amor e felicidade.¬Ľ
√Č uma lei da natureza humana realizar, ganjear respeito, ser um trabalhador e construtor activo, deixar o mundo um pouco melhor que o encontrado. O homem foi feito para realizar. A maior satisfa√ß√£o da vida prov√©m da realiza√ß√£o. Isto prova-se pela sua estrutura f√≠sica, mental e moral.
Quando faz qualquer coisa – para os outros ou para o seu pr√≥prio bem – √© feliz e sente-se √ļtil.
O desejo de realizar nasce connosco.

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Valem Mais as Vidas do que os Livros

Defende Cleantes a opini√£o de que em nada nos interessam as ideias dos homens e que acima de tudo devemos p√īr o seu car√°cter, a honestidade e a firmeza, a independ√™ncia e a lisura do seu procedimento. Se de pol√≠tica tratamos, Cleantes, que, por defini√ß√£o, √© honesto, sentir-se-√° muito bem representado ou muito bem governado n√£o por aquele que, incluindo nos seus programas de elei√ß√£o ou nas suas declara√ß√Ķes ideias que perfeitamente se harmonizam com as dele, depois aparece apenas como um membro de toda a ra√ßa infinita dos que sobem por fora, mas por aquele que, tendo-o porventua irritado com a sua maneira de pensar, em seguida vem habitar a ilha min√ļscula dos que sobem por dentro. Se de dois candidatos que se apresentam, um est√° no partido contr√°rio ao nosso mas √© um honesto, seguro cidad√£o, e o outro se proclama correligion√°rio, mas nos deixa d√ļvidas sobre a integridade moral, diz Cleantes que ningu√©m deve hesitar: o nosso voto deve ir para o que d√° garantias de uma fiscaliza√ß√£o s√©ria dos neg√≥cios e n√£o deixar√° que se maltrate a Justi√ßa. Sobretudo se formos moralistas, isto √©, se acreditarmos que o mundo se salvar√° pela moral; e, como cumpre a moralistas,

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A Independência da Solidão

O que me importa unicamente √© o que tenho de fazer, n√£o o que pensam os outros. Esta regra, igualmente √°rdua na vida imediata como na intelectual, pode servir para a distin√ß√£o total entre a grandeza e a baixeza. E √© tanto mais dura quanto sempre se encontrar√£o pessoas que acreditam saber melhor do que tu qual √© o teu dever. √Č f√°cil viver no mundo de conformidade com a opini√£o das gentes; √© f√°cil viver de acordo consigo pr√≥prio na solid√£o; mas o grande homem √© aquele que, no meio da turba, mant√©m, com perfeita serenidade, a independ√™ncia da solid√£o.

O amor √© certamente uma das formas favoritas da Natureza para destruir os velhos preconceitos e perspetivas a que nos acomod√°mos. O amor desarruma as nossas cren√ßas perfeitamente organizadas acerca do isolamento e da independ√™ncia, o que pode desencadear perce√ß√Ķes poderosas e uma cadeia de acontecimentos que destr√≥i barreiras, medos e padr√Ķes de pensamento obsoletos.

Dependência do Governo

Diz-se geralmente que, em Portugal, o p√ļblico tem ideia de que o Governo deve fazer tudo, pensar em tudo, iniciar tudo: tira-se daqui a conclus√£o que somos um povo sem poderes iniciadores, bons para ser tutelados, indignos de uma larga liberdade, e inaptos para a independ√™ncia. A nossa pobreza relativa √© atribu√≠da a este h√°bito pol√≠tico e social de depender para tudo do Governo, e de volver constantemente as m√£os e os olhos para ele como para uma Provid√™ncia sempre presente.

Um Certo Grau de Desafogo

Depressa compreendi como para um homem na minha posi√ß√£o se tornava indispens√°vel uma certa riqueza. Seria t√£o desagrad√°vel para mim ter uma excessiva fortuna, como n√£o ter nenhuma. A dignidade e o respeito pr√≥prios s√£o insepar√°veis de um certo grau de desafogo. Eis o que eu aprecio, aquilo de que eu necessito – mais do que as pequenas comodidades que uma riqueza relativa permite. O que se segue a esta necessidade de independ√™ncia √© a tranquilidade de esp√≠rito: √© sentir-se livre dos cuidados e dos empreendimentos ign√≥beis que acarretam sempre as dificuldades monet√°rias. √Č necess√°ria uma grande prud√™ncia para chegar a este estado fundamental e mantermo-nos nele; √© preciso ter constantemente em mente a necessidade desta calma e desta falta de preocupa√ß√Ķes materiais, que nos permite entregarmo-nos completamente aos empreendimentos mais elevados e que impede que a nossa alma e o nosso esp√≠rito se degradem.

Uma enorme massa de gente não está sobre a terra para mais do que dar à luz, após longos e misteriosos cruzamentos de raças, um homem que, entre mil, possua alguma independência.

Um Vento de Ambi√ß√Ķes Econ√≥micas em Todos os Graus

Elementos subversivos fermentam, de mistura com interesses econ√≥micos √† vista, em povos n√£o preparados para a emancipa√ß√£o, que √© hoje a f√≥rmula aliciante das novas servid√Ķes. Independ√™ncias alicer√ßadas em √≥dios pol√≠ticos ou r√°cicos constituem-se em unidades nacionais desprovidas de apoio econ√≥mico e t√©cnico, capaz de valoriz√°-las e faz√™-las progredir. Nacionalismos imprudentes e excessivos cavam a ru√≠na de povos que s√≥ a coopera√ß√£o amig√°vel podia salvar. A miragem do aumento indefinido das riquezas traz as imagina√ß√Ķes em alvoro√ßo: confiantes numa t√©cnica que se afirma de possibilidades ilimitadas, somos batidos por um vento de ambi√ß√Ķes econ√≥micas em todos os graus ‚ÄĒ nos indiv√≠duos, nos povos, no g√©nero humano. E no entanto os homens por toda a parte se mostram desalentados, ansiosos, inquietos, como se a riqueza e as divers√Ķes n√£o trouxessem √†s almas consola√ß√£o nem paz. Os t√£o reclamados direitos da pessoa humana (que muitos julgam ter descoberto agora) parece visarem preferentemente a massa confusa, desumanizada, despersonalizada, e n√£o o homem na integridade e plenitude do seu ser, da sua nobreza e valor infinito.

A grandeza de alma é inseparável da grandeza intelectual, porque implica independência. Mas, sem grandeza intelectual, a grandeza de alma deveria ser contida, pois que cria a desordem, mesmo que tenha a intenção de proceder bem e de obrar com justiça.

O Caminho de um Criador

Creio que tem havido sempre na nossa terra uma descabida preocupação canónica à ilharga de cada artista. Interessa mais ao zelo nacional averiguar se um poeta morreu sacramentado, do que ler os seus versos. Ninguém quer saber se o caminho de um criador o leva à morada das musas e da beleza; espreita-se da janela, mas é para ver se ele vai à missa. Ora isto é de analfabetos, de pessoas que verdadeiramente não sabem nem querem saber do valor de um poema, do mundo de liberdade e de independência que ele encerra. E uma gente assim não me convém, nem tão-pouco o Deus intolerante que servem. Por isso me vou divertindo com as minhas divindades naturais, luciferinamente, certo de que o diabo é ainda uma grande companhia. Foi a ele que Jesus disse que o seu reino não era deste mundo. E o meu, precisamente, é.

O Verdadeiro Filósofo

Se a ideia de Deus n√£o √© conhecida na natureza, deve portanto tratar-se de uma inven√ß√£o humana… Mas n√£o me olheis como se eu n√£o tivesse s√£os princ√≠pios e n√£o fosse um fiel servidor do meu rei. Um verdadeiro fil√≥sofo n√£o pretende de modo algum subverter a ordem natural das coisas. Aceita-a. S√≥ pretende que o deixem cultivar os pensamentos que consolam uma alma forte. Para os outros, √© uma sorte que existam papas e bispos para reter as multid√Ķes da revolta e do crime. A ordem do Estado exige uma uniformidade do comportamento, a religi√£o √© necess√°ria ao povo e o s√°bio deve sacrificar parte da sua independ√™ncia para que a sociedade se mantenha firme.

Se o dinheiro for a sua esperan√ßa de independ√™ncia, voc√™ jamais a ter√°. A √ļnica seguran√ßa verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experi√™ncia e de compet√™ncia.

O mundo está cheio de gente com qualidades naturais de liderança. Os líderes tradicionais, que conduziram a luta pela independência do século XVII, eram homens assim. Mas os tempos mudaram, e a educação tornou-se uma arma muito poderosa no combate para produzir pessoas evoluídas.

Os Expectantes

Entre as defini√ß√Ķes da ilha planet√°ria em que nos encontramos desterrados, uma das mais apropriadas seria: uma grande sala de espera. Uma ter√ßa parte da vida √© anulada numa semimorte, outra gasta em fazer mal a n√≥s mesmos e aos outros e a √ļltima esboroa-se e consome-se na expectativa. Esperamos sempre alguma coisa ou algu√©m – que vem ou n√£o, que passa ou desilude, que satisfaz ou mata. Come√ßa-se, em crian√ßa, a esperar a juventude com impaci√™ncia quase alucinada; depois, quando adolescente, espera-se a independ√™ncia, a fortuna ou porventura apenas um emprego e uma esposa. Os filhos esperam a morte dos pais, os enfermos a cura, os soldados a passagem √† disponibilidade, os professores as f√©rias, os universit√°rios a formatura, as raparigas um marido, os velhos o fim. Quem entrar numa pris√£o verificar√° que todos os reclusos contam os dias que os separam da liberdade; numa escola, numa f√°brica ou num escrit√≥rio, s√≥ encontrar√° criaturas que esperam, contando as horas, o momento da sa√≠da e da fuga. E em toda a parte – nos parques p√ļblicos, nos caf√©s, nas salas – h√° o homem que espera uma mulher ou a mulher que espera um homem. Exames, concursos, noivados, lotarias, semin√°rios,

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Vender seguros, e por muito que de in√≠cio me tenha entusiasmado a ideia de ter um emprego a s√©rio, uma vaga independ√™ncia financeira e uma determinada margem de progress√£o hier√°rquica, t√£o mais consider√°vel quanto me encontrava rodeado de retardados mentais, est√° muito longe de constituir, para mim, a concretiza√ß√£o de um sonho de inf√Ęncia.