Cita√ß√Ķes sobre Indica√ß√£o

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Frases sobre indica√ß√£o, poemas sobre indica√ß√£o e outras cita√ß√Ķes sobre indica√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Todos os homens, por natureza, anseiam o conhecimento. Uma indicação disso é o prazer que tomamos em nossos sentidos, pois, mesmo sendo além de sua utilidade, eles são amados por si mesmos, e acima de todos os outros, o sentido da visão. Pois não só a visão para a ação, porque mesmo quando não vamos agir em nada, preferimos a visão sobre quase todo o resto. A razão disso é que acima de todos os sentidos que nos faz saber, [a visão] traz à tona muitas diferenças entre as coisas.

A Falsa Glória

√Ä gl√≥ria que surge rapidamente, deve-se acrescentar tamb√©m a falsa, ou melhor, a gl√≥ria artificialmente produzida de uma obra, seja por louvor indevido, bons amigos, cr√≠ticos corrompidos, indica√ß√Ķes de superiores e acordos entre inferiores ou pela correctamente suposta incapacidade das massas de julgar. Assemelha-se √†s b√≥ias, com as quais um corpo pesado consegue flutuar na √°gua. Elas carregam-no por mais ou menos tempo, conforme estejam bem cheias e vedadas. No entanto, de qualquer modo o ar vai saindp a pouco a pouco e o corpo acaba por se afundar.

A Morte e o Sexo

A vida d√°-nos indica√ß√Ķes sob v√°rias formas de que a morte n√£o deveria assustar-nos, pelo contr√°rio, que √© agrad√°vel. O sono √©-nos dado como um prot√≥tipo da morte, e lutamos por ele todas as noites, que nos d√° o maior esquecimento da vida. N√£o tememos o esquecimento; desejamo-lo porque nos d√° paz.
O sexo tamb√©m nos sugere como ser√° agrad√°vel a morte, mas n√£o prestamos aten√ß√£o. Se pud√©ssemos morrer duas vezes, ent√£o talvez n√£o rece√°ssemos a segunda vez. Tal como uma virgem receia a dor causada pela introdu√ß√£o do p√©nis, mas sente prazer da segunda vez e fica cheia de vontade de sexo e ansiosa por isso, n√£o prestando aten√ß√£o √† insignific√Ęncia da dor comparada com o prazer que recebe.
Por isso só temos uma morte, para que ao percebermos o seu encanto da primeira vez, não nos sentíssemos mais poderosamente atraídos por ela do que pela vida. Deus não seria capaz de nos manter vivos, como não foi capaz de nos manter na inocência, e estaríamos continuamente a lutar por nos sucidarmos.
O sexo √©-nos dado como uma substitui√ß√£o para a morte m√ļltipla. Depois de nos restabelecermos de uma morte doce, ficamos cheios de vontade de a experimentar outra vez.

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Quando você está irritado ou frustrado, o que é que sai? Seja o que for, é uma boa indicação daquilo que você é feito.

Elementos de Vitória

Est√£o cheias as livrarias de todo o mundo de livros que ensinam a vencer. Muitos deles cont√™m indica√ß√Ķes interessantes, por vezes aproveit√°veis. Quase todos se reportam particularmente ao √™xito material, o que √© explic√°vel, pois √© esse o que supremamente interessa a grande maioria dos homens.
A ci√™ncia de vencer √©, contudo, fac√≠lima de expor; em aplic√°-la, ou n√£o, √© que est√° o segredo do √™xito ou a explica√ß√£o da falta dele. Para vencer – material ou imaterialmente – tr√™s coisas defin√≠veis s√£o precisas: saber trabalhar, aproveitar oportunidades, e criar rela√ß√Ķes. O resto pertence ao elemento indefin√≠vel, mas real, a que, √† falta de melhor nome, se chama sorte.
N√£o √© o trabalho, mas o saber trabalhar, que √© o segredo do √™xito no trabalho. Saber trabalhar quer dizer: n√£o fazer um esfor√ßo in√ļtil, persistir no esfor√ßo at√© o fim, e saber reconstruir uma orienta√ß√£o quando se verificou que ela era, ou se tornou, errada.
Aproveitar oportunidades quer dizer n√£o s√≥ n√£o as perder, mas tamb√©m ach√°-las. Criar rela√ß√Ķes tem dois sentidos – um para a vida material, outro para a vida mental. Na vida material a express√£o tem o seu sentido directo. Na vida mental significa criar cultura.

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Lamento dizer que detecto em mim a indica√ß√£o de que se tivesse nascido em Espanha h√° uns (…) s√©culos, poderia ter dado um excelente inquisidor.

O passado serve para evidenciar as nossas falhas e dar-nos indica√ß√Ķes para o progresso do futuro.

A glória não é uma medalha, mas uma moeda: de um lado tem a Figura, do outro uma indicação de valor. Para os valores maiores não há moedas: são de papel, e esse valor é sempre pouco.

Esta obra √©, na ess√™ncia, uma cr√≠tica √† modernidade ‚Äď n√£o exclu√≠das as ci√™ncias modernas, as artes modernas, e at√© a pol√≠tica moderna -, dando tamb√©m indica√ß√Ķes acerca de um tipo oposto, bem mais que moderno, um tipo nobre, afirmativo.

N√£o h√° Dicas para Namorar e Casar

Nunca me ensinaram as coisas realmente √ļteis: como √© que um rapaz arranja uma noiva, que tipo de anel deve comprar, se pode continuar a sair para os copos com os amigos, se √© preciso pedir primeiro aos pais, se tem de usar anel tamb√©m. Palavra que fui um rapaz que estudou muito e nunca me souberam ensinar isto. Ensinaram-me tudo e mais alguma coisa sobre o sexo e a reprodu√ß√£o, sobre o prazer e a sedu√ß√£o, mas quanto ao namorar e casar, nada. E agora, como √© que eu fa√ßo?

Passei a pente fino as melhores livrarias de Lisboa e n√£o encontrei uma √ļnica obra que me elucidasse. Se quisesse fazer cozinha macrobi√≥tica, descobrir o ¬ęponto G¬Ľ da minha companheira para ajud√°-la a atingir um orgasmo mais recompensador, montar um aqu√°rio, criar m√≠scaros ou construir um tanque Sherman em casa, sim, existe toda uma vasta bibliografia. Para casar, nem um folheto. Nem um ¬ęd√©pliant¬Ľ. Nada. Nem um autocolante. Para apanhar SIDA sei exactamente o que devo fazer. Para apanhar a minha noiva n√£o fa√ßo a mais pequena ideia.

Porque √© que o Minist√©rio da Juventude, em vez de esbanjar fortunas com iniciativas patetas (como aquela piroseira fascist√≥ide dos Descobrimentos) e an√ļncios rid√≠culos (como aqueles ¬ęYa meu,

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