Cita√ß√Ķes sobre Invejosos

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Frases sobre invejosos, poemas sobre invejosos e outras cita√ß√Ķes sobre invejosos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento.

A Ira Nunca √© S√ļbita

A ira nunca √© s√ļbita. Nasce de um longo roer precedente, que ulcerou o esp√≠rito e nele acumulou a for√ßa reactiva necess√°ria para a explos√£o. Daqui resulta que um belo acesso de c√≥lera n√£o √©, de forma alguma, sinal de uma √≠ndole franca e directa. √Č, pelo contr√°rio, revela√ß√£o involunt√°ria de uma tend√™ncia para nutrir dentro de si o rancor – isto √©, de um temperamento fechado, invejoso, e de um complexo de inferioridade.
O conselho de ¬ęestar em guarda contra quem nunca se irrita¬Ľ, significa, portanto, que – todos os homens, acumulando inevitavelmente √≥dio – conv√©m ter especial cuidado com os que nunca se traem por acessos de ira. Quanto a ti, n√£o fazes mal em ser insicero no teu remoer interior, mas em te tra√≠res na explos√£o.

N√£o h√° animal mais abjecto, est√ļpido, cobarde, lament√°vel, ego√≠sta, rancoroso, invejoso, ingrato, que o p√ļblico. √Č o maior dos cobardes, porque de si mesmo tem medo.

A virtude neste mundo é sempre maltratada; os invejosos morrerão, mas a inveja é poupada.

L√°grimas nem sempre significam tristeza, assim como um sorriso n√£o diz que est√° tudo bem… Mas perante uma humanidade f√ļtil e invejosa, √†s vezes √© necess√°rio usar m√°scaras para nos proteger.

Poeminha da Negação da Afirmação

Sou um homem bem comum
sem nenhuma aspiração.
N√£o quero ser general
e muito menos sult√£o.
Sou moderado de gastos,
de ambição reduzida,
n√£o sonho ser big-shot
estou contente da vida.
Nunca invejei o próximo
nem lhe cobiço a mulher,
pego o meu lugar na fila
e seja o que Deus quiser.
N√£o sou mau pai, nem mau esposo,
Grosseiro nem invejoso
Рsó um pouco mentiroso.

A Inveja Passeia pelas Ruas

O homem que não tiver virtude própria sempre invejará a virtude dos outros. A razão disso é que a alma humana nutre-se do bem próprio ou do mal alheio, e aquela que carece de um, aspira a obter o outro, e aquele que está longe de esperar obter méritos de outrem, procurará nivelar-se com ele, destruindo-lhe a fortuna.
As pessoas que são curiosas e indiscretas são geralmente invejosas; porque conhecer muito a respeito da vida alheia não pode resultar do que concerne os próprios negócios. Isso deve provir, portanto, de tomar uma espécie de prazer teatral a admirar a fortuna dos outros. Aliás, quem não se ocupa senão dos próprios negócios não encontra matéria para invejas. Porque a inveja é uma paixão calaceira, isto é, passeia pelas ruas e não fica em casa.

Por Mostrar o Poder da Formosura

Por mostrar o poder da formosura,
que cativo me fez o peito isento,
desenastrava Sílvia ao fresco vento
os cabelos sobre uma fonte pura:

E vendo ao natural sua figura
t√£o bela no cristal h√ļmido e lento
sentiu grande paix√£o no pensamento,
n√£o vendo nele arder nova quentura.

E largando a m√£o resplandecente,
inquietou as √°guas sossegadas
dizendo n√£o sereis mais t√£o ditosas,

Que pois com minha vista morre a gente,
se com me ver n√£o sois chamas tornadas
é porque tendes frio de invejosas.

A Utilidade dos Inimigos

A utilidade dos inimigos √© um daqueles temas cruciais em que um compilador de lugares-comuns como Plutarco p√īde dar a m√£o a um arguto preceptor de her√≥is como Gracian y Morales e a um paradoxista como Nietzsche. Os argumentos s√£o sempre esses – e todos o sbaem.
Os inimigos como os √ļnicos verdadeiros; como aqueles que, conservando os olhos sempre voltados para cima, obrigam √† circunspec√ß√£o e ao caminho rectil√≠neo; como auxiliares de grandeza, porque obrigam a superar as m√°s vontades e os obst√°culos; como est√≠mulos do aperfei√ßoamento de si e da vigil√Ęncia; como antagonistas que impelem para a competi√ß√£o, a fecundidade, a supera√ß√£o cont√≠nua. Mas s√£o bem vistos, sobretudo, como prova segura da grandeza e da fortuna.
Quem n√£o tem inimigos √© um santo – e √†s vezes os santos t√™m inimigos – ou uma nulidade ambulante, o √ļltimo dos √ļltimos. E alguns, por arrog√Ęncia, imaginam ter mais inimigos do que na realidade t√™m ou tentam consegui-los, para obter, pelo menos por esse caminho, a certeza da sua superioridade.
Mas todos os registadores utilitários da utilidade de inimigos esquecem que essas vantagens são pagas por um preço elevado e só constituem vantagens enquanto somos, e não sabemos ser,

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N√£o Louvar nem Censurar

Parece-me que quando se relata uma ac√ß√£o boa ou m√° n√£o se deve nem louv√°-la, nem censur√°-la, pois ela faz sentir muito bem o que √©, sendo melhor deixar livre o julgamento a seu respeito. E, depois, como a maior parte dos louvores prov√™m da adula√ß√£o, a sociedade raramente se compraz com isso, e a maledic√™ncia leva a pensar que se √© invejoso ou maldoso. √Č bem poss√≠vel exaltar as pessoas que se ama, sem falar muito do seu m√©rito; e para os outros que n√£o se estima, √© um favor n√£o dizer nada deles.
Acho também que todo o tipo de gente, mesmo a mais modesta, estima que a consideremos e que a tratemos afavelmente. Há poucas pessoas, não obstante, que toleram ser louvadas quando estão presentes, pois, normalmente, procede-se desastradamente, expondo-as e embaraçando-as. Mas os louvores que honram aquele que os faz, assim como aquele que os recebe, agradam muito quando são descobertos por meio de alguém que os relata, e quando não são suspeitos nem de interesse, nem de adulação e particularmente se são de boa origem. Pois, assim como o afecto é bem acolhido apenas quando vem de uma pessoa amável, também é necessário ter mérito,

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Setentrional

Talvez j√° te n√£o lembres, triste Helena,
Dos passeios que d√°vamos sozinhos,
À tardinha, naquela terra amena,
No tempo da colheita dos bons vinhos.

Talvez j√° te n√£o lembres, pesarosa,
Da casinha caiada em que moramos,
Nem do adro da ermida silenciosa,
Onde nós tantas vezes conversamos.

Talvez já te esquecesses, ó bonina,
Que viveste no campo só comigo,
Que te osculei a boca purpurina,
E que fui o teu sol e o teu abrigo.

Que fugiste comigo da Babel,
Mulher como n√£o h√° nem na Circ√°ssia,
Que bebemos, nós dois, do mesmo fel,
E regamos com prantos uma ac√°cia.

Talvez j√° te n√£o lembres com desgosto
Daquelas brancas noites de mistério,
Em que a Lua sorria no teu rosto
E nas lajes campais do cemitério.

Talvez j√° se apagassem as miragens
Do tempo em que eu vivia nos teus seios,
Quando as aves cantando entre as ramagens
O teu nome diziam nos gorjeios.

Quando, à brisa outoniça, como um manto,
Os teus cabelos de √Ęmbar, desmanchados,
Se prendiam nas folhas dum acanto,

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