Cita√ß√Ķes sobre Irlandeses

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O Provincianismo Português (I)

Se, por um daqueles artifícios cómodos, pelos quais simplificamos a realidade com o fito de a compreender, quisermos resumir num síndroma o mal superior português, diremos que esse mal consiste no provincianismo. O facto é triste, mas não nos é peculiar. De igual doença enfermam muitos outros países, que se consideram civilizantes com orgulho e erro.
O provincianismo consiste em pertencer a uma civiliza√ß√£o sem tomar parte no desenvolvimento superior dela ‚ÄĒ em segui-la pois mimeticamente, com uma subordina√ß√£o inconsciente e feliz. O s√≠ndroma provinciano compreende, pelo menos, tr√™s sintomas flagrantes: o entusiasmo e admira√ß√£o pelos grandes meios e pelas grandes cidades; o entusiasmo e admira√ß√£o pelo progresso e pela modernidade; e, na esfera mental superior, a incapacidade de ironia.
Se h√° caracter√≠stico que imediatamente distinga o provinciano, √© a admira√ß√£o pelos grandes meios. Um parisiense n√£o admira Paris; gosta de Paris. Como h√°-de admirar aquilo que √© parte dele? Ningu√©m se admira a si mesmo, salvo um paran√≥ico com o del√≠rio das grandezas. Recordo-me de que uma vez, nos tempos do “Orpheu”, disse a M√°rio de S√°-Carneiro: “V. √© europeu e civilizado, salvo em uma coisa, e nessa V. √© v√≠tima da educa√ß√£o portuguesa. V. admira Paris,

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Buscam-se as consola√ß√Ķes onde se acham, conforme se v√£o encontrando. √Č um ditado irland√™s ou uma f√≥rmula cat√≥lica; j√° n√£o sei dizer. Tamb√©m n√£o me lembro quem foi o grande pessimista que, quando lhe perguntaram, j√° velho, se havia alguma coisa que ajudava a suportar o peso e a amargura da vida, respondeu que n√£o, que n√£o havia – que s√≥ restava a consola√ß√£o da m√ļsica.

Um homem caminhava a p√©, ofegante, carregando um fardo pesado. Nisso, um carroceiro passou e, penalizado, ofereceu-lhe carona. Contente, o homem subiu na carro√ßa, mas continuou com o fardo nas costas. Ent√£o o carroceiro disse: ‚ÄėPode descarregar o fardo, pois n√£o vou cobrar o carreto‚Äô. E o homem: ‚ÄėJ√° √© um grande favor o senhor me transportar; por isso, eu mesmo levo este fardo‚Äô. Esta √© uma anedota irlandesa. Deus do mundo da Imagem Verdadeira √© o todo de tudo e transporta-nos com fardo e tudo. Logo, n√£o h√° necessidade de carregarmos nosso fardo, estando na ‚Äėcarro√ßa de Deus‚Äô.