Cita√ß√Ķes sobre Jornalismo

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A diferença entre a literatura e o jornalismo é que o jornalismo é ilegível e a literatura não é lida.

Foi um príncipe do jornalismo. Era uma das pessoas que mais admirava em Portugal e sinto a falta do seu pensamento, da sua escrita e luminosidade. Lá, onde ele esteja, tenho a presunção de achar que ia gostar de saber que eu ganhei este prémio com o seu nome.

Os jornalistas são os trabalhadores manuais, os operários da palavra. O jornalismo só pode ser literatura quando é apaixonado.

A Originalidade é Antitética à Novidade

Arte, m√ļsica e literatura significativas n√£o s√£o novas, como s√£o, como se esfor√ßam por ser, as not√≠cias dadas pelo jornalismo. A originalidade √© antit√©tica √† novidade. A etimologia da palavra alerta-nos. Fala de ¬ęin√≠cio¬Ľ e de ¬ęinstaura√ß√£o¬Ľ de um regresso, em subst√Ęncia e em forma, ao in√≠cio. Directamente relacionadas com a sua originalidade e com a sua for√ßa de inova√ß√£o espiritual-formal, as inven√ß√Ķes est√©ticas s√£o ¬ęarcaicas¬Ľ. Trazem em si o pulsar de uma fonte distante.

Vamos Buscar as Nossas Ideias ao Estrangeiro

Que ideias gerais temos? As que vamos buscar ao estrangeiro. Nem as vamos buscar aos movimentos filos√≥ficos profundos do estrangeiro; vamos busc√°-las √† superf√≠cie, ao jornalismo de ideias. E assim as ideias que adoptamos, sem altera√ß√£o nem cr√≠tica, s√£o ou velhas ou superficiais. Falamos a s√©rio nas ideias pol√≠ticas de Le√≥n Blum ou de Edouard Herriot, nenhum dos quais teve alguma vez ideias ‚ÄĒ pol√≠ticas ou outras ‚ÄĒ em sua vida. Falamos a s√©rio em Bourget, Maurras […].

Plagiamos o fascismo e o hitlerismo, plagiamos claramente, com a desvergonha da inconsciência, como a criança imita sem hesitar. Não reparamos que fascismo e hitlerismo, em sua essência, nada têm de novo, porventura nada de aproveitável, como ideias; o que não sabemos imitar, porque seria mais difícil, é a personalidade de Mussolini.

As ideias de Maurras, que qualquer raciocinador hábil desfaz sem dificuldade, se tiver a paciência de vencer o tédio quase insuportável de o ler, passam por leis da natureza, por tão indiscutíveis como, não direi já a teoria atómica, que tem elementos discutíveis, mas o coeficiente de dilatação do ferro, ou a lei de Boyle ou de Mariotte.

Temos poetas de mérito. Que fazem eles?

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O jornalismo moderno tem uma coisa a seu favor. Ao nos oferecer a opini√£o dos deseducados, ele mant√©m-nos em dia com a ignor√Ęncia da comunidade.

Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade.

O jornalismo é popular, mas é popular principalmente como ficção. A vida é um mundo, e a vida vista nos jornais é outro.

A diferença entre literatura e jornalismo é que o jornalismo é ilegível e a literatura não é lida.

A Sensura

A nossa sociedade autoriza tudo o que n√£o a incomoda. Se isto j√° n√£o √© plenamente verdade nos nossos dias, e se estamos em crise, √© porque o interesse imediato dos que est√£o no poder se encontra em contradi√ß√£o com os valores que fundamentam este mesmo poder. √Č-lhes necess√°rio, por exemplo, incentivar o consumo que os enriquece, em detrimento da moral que os legitima. Pela primeira vez, o poder fundamenta-se na confus√£o e n√£o na ordem. Da√≠ a mentira generalizada, de que a l√≠ngua sofre.

A permissividade actual autoriza que se diga tudo porque este tudo já não significa nada. A palavra torna-se inofensiva por privação de sentido. A escrita sofre a mesma privação nas suas formas normalizadas: publicidade, jornalismo, best-sellers, que passam por escrita quando não o são.
O objectivo da antiga censura consistia em tornar o adversário inofensivo, privando-o dos seus meios de expressão; a nova Рque denominei sensura Рesvazia a expressão para a tornar inofensiva, método mais radical e menos visível.

A r√°dio foi para a m√ļsica o que o jornalismo foi para a literatura. Da mesma maneira que n√£o h√° Cervantes que resista entre duas colunas de uma gazeta, n√£o h√° Beethoven que se aguente entre dois fados da Mouraria.

Os Convencidos da Vida

Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear.
Mas também os aturo por escrito. No livro, no jornal. Romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). Será que voltaram os polígrafos? Voltaram, pois, e em força.
Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista.
Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?
(…) No corre-que-corre, o convencido da vida n√£o √© um vaidoso √† toa. Ele √© o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca √© gratuita, todo o rendimento poss√≠vel. Nos neg√≥cios, na pol√≠tica, no jornalismo, nas letras, nas artes. √Č t√£o capaz de aceitar uma condecora√ß√£o como de rejeit√°-la.

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A Religião e o Jornalismo São as Únicas Forças Verdadeiras

Todas as artes s√£o uma futilidade perante a literatura. As artes que se dirigem √† visualidade, al√©m de serem √ļnicos os seus produtos, e perec√≠veis, podendo portanto, de um momento para o outro, deixar de existir, n√£o existem sen√£o para criar ambiente agrad√°vel, para distrair ou entreter ‚ÄĒ exactamente como as artes de representar, de cantar, de dan√ßar, que todos reconhecem como sendo inferiores em rela√ß√£o √†s outras. A pr√≥pria m√ļsica n√£o existe sen√£o enquanto executada, participando portanto da futilidade das artes de representa√ß√£o. Tem a vantagem de durar, em partituras; mas essa n√£o √© como a dos livros, ou coisas escritas, cuja valia est√° em que s√£o partituras acess√≠veis a todos os que sabem ler, existindo ali para a interpreta√ß√£o imediata de quem l√™, e n√£o para a interpreta√ß√£o do executante, transmitida depois ao ouvinte.
As literaturas, porém, são escritas em línguas diferentes, e, como não há possibilidades de haver uma língua universal, nem, se vier a havê-la, será o grego antigo, onde tantas obras de arte se escreveram, ou o latim, ou o inglês ou outra qualquer, e se for uma delas não será as outras, segue que a literatura, sendo escrita para a posteridade, não a atinge senão,

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