O matrimónio só tem quinze dias verdadeiramente felizes: os últimos dias que antecedem o casamento.
Passagens sobre Matrimónio
36 resultadosAntes do matrimónio ele fala e ela escuta; durante a lua-de-mel ambos falam e escutam; mais tarde ela fala e ele não escuta; finalmente gritam os dois e escutam os vizinhos.
O matrimónio é a cova do amor.
Se os esposos não vivessem juntos, haveria mais matrimónios felizes.
A Desventura Máxima é a Solidão
A desventura máxima é a solidão. É tão verdade que o reconforto supremo – a religião – consiste em encontrar uma companhia que nunca falhe – Deus. A oração é um desabafo, como com um amigo. A obra equivale à oração, porque nos põe em contacto com os que dela tirarão proveito. O problema da vida é, portanto, o seguinte: como romper a nossa solidão, como comunicar com os outros. Assim se explica a existência do matrimónio, da paternidade, das amizades. Mas que a felicidade resida nisto, balelas! Porque se deva estar melhor comunicando com os outros do que só, é estranho. É talvez apenas uma ilusão: a maior parte do tempo, estamos muitíssimo bem sós. É agradável ter, de tempos a tempos, um odre em que nos possamos despejar e, em seguida, bebermo-nos a nós próprios: dado que pedimos aos outros apenas aquilo que já temos em nós. É um mistério o motivo por que não basta perscrutar e beber em nós próprios e seja preciso reavermo-nos por intermédio dos outros. (O sexo é um incidente: o que recebemos é momentâneo e casual; pretendemos algo de mais secreto e misterioso de que o sexo é apenas um sinal, um símbolo).
Noutros tempos houve amores platónicos, hoje há matrimónios platónicos.
Em matéria de amor e matrimónio pode mais que os santos o demónio.
No matrimónio, uma profunda análise mútua conduz a uma infinita querela.
O matrimónio não é a lotaria. Na lotaria algumas vezes ganha-se.
O matrimónio é a única união que o tempo pode fortalecer.
Chama-se matrimónio de conveniência o realizado entre duas pessoas que de facto se não convêm.
O sofrimento físico não é nada comparado com o espezinhar desses ternos laços de afeição que formam a base da instituição do matrimónio e da família que une homem e mulher.
O matrimónio é uma experiência química na qual dois corpos inofensivos podem, combinando-se, produzir veneno.
O matrimónio é uma experiência, e cada experiência tem o seu preço.
O matrimónio é um mar, para o qual até agora ainda não se encontrou nenhuma bússola.
O matrimónio é como um processo judicial: um lado está sempre insatisfeito.
A longo prazo uma profissão é como o matrimónio; apenas se sentem os inconvenientes.
O matrimónio é uma viagem ao desconhecido.
Matrimónio – o alto mar para o qual ainda não foi inventada nenhuma bússola.
Ninguém pode pensar que debilitar a família como sociedade natural fundada no matrimónio seja uma coisa que beneficie a sociedade.