Passagens sobre Prestígio

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Frases sobre prest√≠gio, poemas sobre prest√≠gio e outras passagens sobre prest√≠gio para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A Vulgar Que Passou

N√£o eras para os meus sonhos, n√£o eras para a minha vida,
nem para os meus cansaços perfumados de rosas,
nem para a impotência da minha raiva suicida,
n√£o eras a bela e doce, a bela e dolorosa.

N√£o eras para os meus sonhos, n√£o eras para os meus cantos,
não eras para o prestígio dos meus amargos prantos,
n√£o eras para a minha vida nem para a minha dor,
n√£o eras o fugitivo de todos os meus encantos.
N√£o merecias nada. Nem o meu √°spero desencanto
nem sequer o lume que pressentiu o Amor.

Bem feito, é muito bem feito que tenhas passado em vão
que a minha vida n√£o se tenha submetido ao teu olhar,
que aos antigos prantos se n√£o tenha juntado
a amargura dolente de um estéril chorar.

Tu eras para o imbecil que te quisesse um pouco.
(Oh! meus sonhos doces, oh meus sonhos loucos!)
Tu eras para um imbecil, para um qualquer
que n√£o tivesse nada dos meus sonhos, nada,
mas que te daria o prazer animal
o curto e bruto gozo do espasmo final.

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Não existe meio mais certo e eficaz para exercer influência directa sobre o próximo do que o

Não existe meio mais certo e eficaz para exercer influência directa sobre o próximo do que o bom exemplo, a força e o prestígio de uma personalidade modelar.

O Prestígio da Poesia

O prest√≠gio da poesia √© menos ela n√£o acabar nunca do que propriamente come√ßar. √Č um in√≠cio perene, nunca uma chegada seja ao que for. E ficamos estendidos nas camas, enfrentando a perturbada imagem da nossa imagem, assim, olhados pelas coisas que olhamos. Aprendemos ent√£o certas ast√ļcias, por exemplo: √© preciso apanhar a ocasional distrac√ß√£o das coisas, e desaparecer; fugir para o outro lado, onde elas nem suspeitam da nossa consci√™ncia; e apanh√°-las quando fecham as p√°lpebras, um momento, r√°pidas, e rapidamente p√ī-las sob o nosso senhorio, apanhar as coisas durante a sua fortuita distrac√ß√£o, um interregno, um instante obl√≠quo, e enriquecer e intoxicar a vida com essas misteriosas coisas roubadas. Tamb√©m roub√°mos a cara chamejante aos espelhos, roub√°mos √† noite e ao dia as suas inextric√°veis imagens, roub√°mos a vida pr√≥pria √† vida geral, e fomos conduzidos por esse roubo a um equ√≠voco: a condena√ß√£o ou condana√ß√£o de inquilinos da irrealidade absoluta. O que excede a insolv√™ncia biogr√°fica: com os nomes, as coisas, os s√≠tios, as horas, a medida pequena de como se respira, a morte que se n√£o refuta com nenhum verbo, nenhum argumento, nenhum latroc√≠nio.
Vivemos demoniacamente toda a nossa inocência.

A arte de oprimir os povos foi-se modificando. A ambi√ß√£o sofreu grandes altera√ß√Ķes. Agora os homens usam de conte√ļdo cultural, violador de multid√Ķes na sua conduta; n√£o √© a for√ßa do bra√ßo nem o nome de fam√≠lia que alimentam o seu prest√≠gio – √© antes a energia duma convic√ß√£o que se imponha pela utilidade que prometem.

Imagem Fabricada

Na competição em termos de prestígio apenas parece sensato tentarmos aperfeiçoar a nossa imagem em vez de nós próprios. Isso parece ser a forma mais económica e directa para produzirmos o resultado desejado. Acostumados a viver num mundo de pseudo-eventos, celebridades, formas dissolventes, e em imagens-sombra, nós confundimos as nossas sombras com nós próprios. A nós elas parecem mais reais que a realidade. Porque é que elas não deveriam parecer assim aos outros?

Daniel J. . A Guide to Pseudo-Events in America’

Aos Pregadores de Moral

N√£o quero fazer moral, mas dou o seguinte conselho √†queles que a fazem: se quereis tirar √†s melhores coisas todo o prest√≠gio e todo o valor, continuai a falar delas como o fazeis. Fazei disso o centro da vossa moral, repeti de manh√£ √† noite a felicidade da virtude, a tranquilidade da alma, a equidade e a justi√ßa imanente; pelo caminho por onde ides, essas excelentes coisas acabar√£o por ganhar o cora√ß√£o do povo; a voz do povo estar√° do seu lado; mas, passando de m√£o em m√£o, perder√£o toda a sua duradoura; pior: o seu ouro transformar-se-√° em chumbo. Ah! Como sois peritos nessas contra-alquimias! Como sabeis desvalorizar as subst√Ęncias mais preciosas! Tentai, portanto, uma vez, a t√≠tulo de experi√™ncia, uma receita diferente, se n√£o quereis, como at√© agora, conseguir o contr√°rio daquilo que procurais: negai essas excelentes coisas, retirai-lhes o aplauso da multid√£o, entravai a sua circula√ß√£o, voltai a faz√™-las outra vez o objecto de secreto pudor da alma solit√°ria, dizei que a moral √© um fruto proibido! Talvez ganheis ent√£o para a vossa causa a √ļnica esp√©cie de homens que interessa, quero dizer, a ra√ßa dos her√≥is.

O Amor Infinito

Da mulher o que nos comove e enleva √© a parte impoluta que ela tem do c√©u; √© a magia que a fada exercita obedecendo a interno impulso, n√£o sabido dela, n√£o sabido de n√≥s. Ali h√° mensagem de outras regi√Ķes; aqui, no peito arquejante, nos olhos amarados de gozozas l√°grimas, h√° um espirar para o alto, um ir-se o cora√ß√£o avoando desde os olhos, desde o sorriso dela para soberanas e imorredouras alegrias. N√≥s √© que n√£o sabemos nem podemos ver sen√£o o pouquinho desse infinito que nos entre-luz nas gra√ßas do primeiro amor, do segundo amor, de quantos estremecimentos de s√ļbita embriaguez nos fazem crer que despimos o inv√≥lucro de barro e pairamos alados sobre a regi√£o das l√°grimas.

√Č Deus que n√£o quer ou somos n√≥s que n√£o podemos prorrogar a dura√ß√£o ao sonho? Se Deus, que mal faria √† sua divina grandeza que o pequenino guzano o adorasse sempre? Porque vai t√£o r√°pida aquela esta√ß√£o em que o homem √© bom porque ama, e √© caritativo e dadivoso porque tudo sobeja √† sua felicidade? Quando poderam aliar-se um amor puro com a impureza das inten√ß√Ķes? Quais olhos de homem afectivo e como santificado por seu amor recusaram chorar sobre desgra√ßas estranhas?

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Uma das maiores burlas dos nossos tempos terá sido o prestígio da imprensa. Atrás do jornal, não vemos os escritores, compondo a sós o seu artigo. Vemos as massas que o vão ler e que, por compartilhar dessa ilusão, o repetirão como se fosse o seu próprio oráculo.

Valoriza-se mais o Ter que o Ser

A primeira fase da domina√ß√£o da economia sobre a vida social levou, na defini√ß√£o de toda a realiza√ß√£o humana, a uma evidente degrada√ß√£o do ser em ter. A fase presente da ocupa√ß√£o total da vida social em busca da acumula√ß√£o de resultados econ√≥micos conduz a uma busca generalizada do ter e do parecer, de forma que todo o ¬ęter¬Ľ efectivo perde o seu prest√≠gio imediato e a sua fun√ß√£o √ļltima. Assim, toda a realidade individual tornou-se social e directamente dependente do poderio social obtido.

(…) O espect√°culo √© o herdeiro de toda a fraqueza do projecto filos√≥fico ocidental, que foi uma compreens√£o da actividade dominada pelas categorias do ver; assim como se baseia no incessante alargamento da racionalidade t√©cnica precisa, proveniente deste pensamento. Ele n√£o realiza a filosofia, ele filosofa a realidade. √Č a vida concreta de todos que se degradou em universo especulativo.
A filosofia, enquanto poder do pensamento separado, e pensamento do poder separado, nunca pode por si própria superar a teologia. O espectáculo é a reconstrução material da ilusão religiosa. A técnica espectacular não dissipou as nuvens religiosas onde os homens tinham colocado os seus próprios poderes desligados de si: ela ligou-os somente a uma base terrestre.

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Posse Cega

Afligir-se com o que se perdeu e não se rejubilar com o que foi salvo é necedade; só uma criança faria berreiro e atiraria fora o restante dos seus brinquedos se um lhe fosse tomado. Assim procedemos nós, quando a Fortuna nos é adversa num particular: tomamos o resto improfícuo com chorar e lamentarmo-nos.
РQue é que possuímos? Рpode-se perguntar.
Que é que não possuímos? Este homem uma reputação, esse uma família, aquele uma esposa, aquele outro um amigo. No seu leito de morte, Antipater de Tarso fez um inventário das boas coisas que lhe haviam sucedido na vida e nele incluiu, mesmo, uma viagem feliz, que fizera de Cilícia a Atenas. As coisas simples não devem ser negligenciadas, mas levadas em conta. Devemo-nos sentir gratos por estarmos vivos, bem, e por nos ser dado ver o sol; por não haver guerra nem revolução; por a terra e o mar estarem ao dispor de quem deseje plantar ou velejar; por nos ser consentido escolher entre falar e agir ou ficar quietos, em paz, gozando do nosso repouso.
A presença destas bençãos aumentará ainda mais o nosso contentamento se imaginarmos como seria se não estivessem presentes;

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De seu calmo esconderijo,
o ouro vem, dócil e ingênuo;
torna-se pó, folha, barra,
prest√≠gio, poder, engenho…
√Č t√£o claro! – e turva tudo:
honra, amor e pensamento

A Vida é uma Busca

A vida √© uma busca ‚ÄĒ uma busca constante, uma busca desesperada, uma busca sem esperan√ßa, uma busca de algo que n√£o se sabe o que √©. H√° um forte impulso para procurar, mas n√£o se sabe o que se procura. E h√° um certo estado de esp√≠rito em que nada daquilo que consegue lhe dar√° qualquer satisfa√ß√£o. A frustra√ß√£o parece ser o destino da humanidade, porque tudo aquilo que se obt√©m perde o sentido no momento exacto em que se consegue. Come√ßa-se novamente a procurar.
A busca continua, quer se consiga alguma coisa ou n√£o. Parece ser irrelevante o que se tem e o que n√£o se tem, pois a busca continua de qualquer maneira. Os pobres andam √† procura, os ricos andam √† procura, os doentes andam √† procura, os que est√£o bem andam √† procura, os poderosos andam √† procura, os est√ļpidos andam √† procura, os sensatos andam √† procura – e ningu√©m sabe exactamente de qu√™.

Essa mesma procura ‚ÄĒ o que √© e porque existe ‚ÄĒ tem de ser compreendida. Parece haver um hiato no ser humano, na mente humana. Na pr√≥pria estrutura da consci√™ncia humana parece haver um buraco, um buraco negro.

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Se quereis conservar o prestígio da popularidade, criticai tudo o que se faz não fazendo nunca nada. Sede sempre uma esperança.

Falar Sempre, Pensar Nunca

Desde que, com a ajuda do cinema, das soap operas e do horney, a psicologia profunda penetra nos √ļltimos rinc√Ķes, a cultura organizada corta aos homens o acesso √† derradeira possibilidade da experi√™ncia de si mesmo. E esclarecimento j√° pronto transforma n√£o s√≥ a reflex√£o espont√Ęnea, mas o discernimento anal√≠tico, cuja for√ßa √© igual √† energia e ao sofrimento com que eles se obt√™m, em produtos de massas, e os dolorosos segredos da hist√≥ria individual, que o m√©todo ortodoxo se inclina j√° a reduzir a f√≥rmulas, em vulgares conven√ß√Ķes.
At√© a pr√≥pria dissolu√ß√£o das racionaliza√ß√Ķes se torna racionaliza√ß√£o. Em vez de realizar o trabalho de autognose, os endoutrinados adquirem a capacidade de subsumir todos os conflitos em conceitos como complexo de inferioridade, depend√™ncia materna, extrovertido e introvertido, que, no fundo, s√£o pouco menos que incompreens√≠veis. O horror em face ao abismo do eu √© eliminado mediante a consci√™ncia de que n√£o se trata mais do que uma artrite ou de sinus troubles.
Os conflitos perdem assim o seu aspecto amea√ßador. S√£o aceites; n√£o sanados, mas encaixados somente na superf√≠cie da vida normalizada como seu ingrediente inevit√°vel. S√£o, ao mesmo tempo, absorvidos como um mal universal pelo mecanismo da imediata identifica√ß√£o do indiv√≠duo com a inst√Ęncia social;

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O Belo é Necessário

Neste mundo o lindo √© necess√°rio. H√° mui poucas fun√ß√Ķes t√£o importantes como esta de ser encantadora. Que desespero na floresta se n√£o houvesse o colibri! Exalar alegrias, irradiar venturas, possuir no meio das coisas sombrias uma transmuda√ß√£o de luz, ser o dourado do destino, a harmonia, a gentileza, a gra√ßa, √© favorecer-te. A beleza basta ser bela para fazer bem. H√° criatura que tem consigo a magia de fascinar tudo quanto a rodeia; √†s vezes nem ela mesmo o sabe, e √© quando o prest√≠gio √© mais poderoso; a sua presen√ßa ilumina, o seu contato aquece; se ela passa, ficas contente; se p√°ra, √©s feliz; contempl√°-la √© viver; √© a aurora com figura humana; n√£o faz nada, nada que n√£o seja estar presente, e √© quanto basta para edenizar o lar dom√©stico; de todos os poros sai-lhe um para√≠so; √© um √™xtase que ela distribui aos outros, sem mais trabalho que o de respirar ao p√© deles. Ter um sorriso que – ningu√©m sabe a raz√£o – diminui o peso da cadeia enorme arrastada em comum por todos os viventes, que queres que te diga? √© divino.

As palavras…Muitas que hoje desapareceram, ir√£o renascer, muitas, agora cheias de prest√≠gio, cair√£o, se assim o quiser o uso.

Glória Efémera ou Eterna

Via de regra, a glória será tanto mais tardia quanto mais for durável, pois tudo aquilo que é excelente amadurece de maneira lenta. A glória que se tornará póstera assemelha-se a um carvalho que cresce bem lentamente a partir da sua semente; a glória fácil, efémera, assemelha-se às plantas anuais, que crescem rapidamente, e a glória falsa parece-se com erva daninha, que nasce num piscar de olhos e que nos apressamos em arrancar. Esse desenrolar das coisas relaciona-se com o facto de que, quanto mais alguém pertence à posteridade, ou seja, à humanidade geral e inteira, tanto mais estranho será à sua época, pois o que ele produz não é especialmente dedicado a ela como tal, mas só na medida em que a mesma é uma parte da humanidade; logo, as suas obras não são tingidas com a cor local do seu tempo; todavia, em consequência disso, pode acontecer que tal indivíduo passe facilmente como um estranho pela sua época.
Esta prefere apreciar aqueles que tratam os assuntos do seu dia-a-dia ou que servem ao humor do momento, portanto, os factos que pertencem integralmente a ela, que com ela vivem e com ela morrem. Por isso, a hist√≥ria da arte e da literatura ensina geralmente que as mais elevadas realiza√ß√Ķes do esp√≠rito humano,

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Já não compramos laranjas, compramos vitalidade, já não compramos um automóvel, compramos prestígio.