Cita√ß√Ķes sobre Rainhas

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Frases sobre rainhas, poemas sobre rainhas e outras cita√ß√Ķes sobre rainhas para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A Ultima Serenada do Diabo

No tempo em que elle, nas lendas,
Era amante e cortez√£o,
Jogava, e tinha contendas,
Cantava assim em Mil√£o:

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√ď flores meigas, √≥ Bellas!
Para prender os toucados,
Eu dar-vos-hia as estrellas:
– Os alfinetes dourados!

S√≥ pelo amor quebro lan√ßas! –
A Rainha de Navarra
Enleou um dia as tranças
No bra√ßo d’esta guitarra!

Sou um heroe perseguido!…
Mas inda ha luz nos meus rastros;
A lança que me ha ferido
Foi feita do ouro dos astros!

Mas um dia, ó bem amadas!
Eu tornaria √°s alturas…
Subindo pelas escadas
Das vossas tranças escuras!

O amor que em meu peito cabe
Não conta diques, ó bellas!
Só minha guitarra o sabe,
E aquellas velhas estrellas!

√ď batalhas amorosas!
– Era d’aventuras cheia!
√ď brancas noutes saudosas
Que eu andei pela Judea!

√ď flores apetecidas!
Livros escriptos com beijos!
√ď brancas aves fugidas
Dos jardins dos meus desejos!

N√£o me deixeis no abandono
√ď tristes olhos leaes!

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Ela é pura Alice no País das Maravilhas, e no porte tem uma mistura bem dosada de Rainha de Copas com um flamingo.

A Rainha

Nomeei-te rainha.
H√° maiores do que tu, maiores.
H√° mais puras do que tu, mais puras.
H√° mais belas do que tu, h√° mais belas.

Mas tu és a rainha.

Quando andas pelas ruas
ninguém te reconhece.
Ninguém vê a tua coroa de cristal, ninguém olha
a passadeira de ouro vermelho
que pisas quando passas,
a passadeira que n√£o existe.

E quando surges
todos os rios se ouvem
no meu corpo,
sinos fazem estremecer o céu,
enche-se o mundo com um hino.

Só tu e eu,
só tu e eu, meu amor,
o ouvimos.

Alimentar o Ego

Para quem faz do sonho a vida, e da cultura em estufa das suas sensa√ß√Ķes uma religi√£o e uma pol√≠tica, para esse primeiro passo, o que acusa na alma que ele deu o primeiro passo, √© o sentir as coisas m√≠nimas extraordin√°ria ‚ÄĒ e desmedidamente. Este √© o primeiro passo, e o passo simplesmente primeiro n√£o √© mais do que isto. Saber p√īr no saborear duma ch√°vena de ch√° a vol√ļpia extrema que o homem normal s√≥ pode encontrar nas grandes alegrias que v√™m da ambi√ß√£o subitamente satisfeita toda ou das saudades de repente desaparecidas, ou ent√£o nos actos finais e carnais do amor; poder encontrar na vis√£o dum poente ou na contempla√ß√£o dum detalhe decorativo aquela exaspera√ß√£o de senti-los que geralmente s√≥ pode dar, n√£o o que se v√™ ou o que se ouve, mas o que se cheira ou se gosta ‚ÄĒ essa proximidade do objecto da sensa√ß√£o que s√≥ as sensa√ß√Ķes carnais ‚ÄĒ o tacto, o gosto, o olfacto – esculpem de encontro √† consci√™ncia; poder tornar a vis√£o interior, o ouvido do sonho ‚ÄĒ todos os sentidos supostos e do suposto ‚ÄĒ recebedores e tang√≠veis como sentidos virados para o externo: escolho estas, e as an√°logas suponham-se,

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Parabéns, Amada Minha

Hoje é a Maria João, meu amor que me deu a sorte de gostar de ser amada por mim Рe a ilusão, mais frequente do que a felicidade, de amar-me também Рque faz anos, coincidindo com o dia em que nasceu, sempre o primeiro verdadeiro dia de Verão.
Parab√©ns, Maria Jo√£o, Amada minha, rainha das minhas mai√ļsculas e das paci√™ncias do P√öBLICO; princesa de todos os pequenos momentos que se juntam para fazer a minha felicidade permanentemente instant√Ęnea e amea√ßada.

Pensava que ias morrer e matar-me. Não só não morreste como me deixaste viver. O teu amor é a Primavera constante do meu coração mas a tua vida e o teu viver, como se não houvesse nada que te pudesse atrapalhar Рtão longe da sobrevivência que inexplicavelmente é Рé o ano inteiro, desde que nasci, desde a primeira vez que respirei o ar do mundo. E vivi. Facilmente. À tua espera. À espera da tua dificuldade. E do teu génio. E do teu espírito. E de tudo o que tens, sem saber, sem mostrar, sem fazer ideia do que vales, achando apenas que vales muito mais do que mereces. Merecendo, como tu mereces,

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Escrevemos Docemente

Escrevemos docemente. Se a figura
sobe de estar t√£o funda a essa mesa
é que escrever se lembra. E só da altura
de se lembrar percorre a linha acesa

a ponta de escrever, que traça a pura
forma de rosto que abre na tristeza.
E a tristeza ilumina de escultura
penumbras de volumes com que pesa.

Por isso é docemente que da linha
de estar ali aonde sempre esteve
aparece figura de rainha

que sempre foi e agora só se escreve.
E escrevermos é como se na vinha
o sol se iluminasse. E fosse breve.

Meditação

Às vezes, quando a noite vem caindo,
Tranquilamente, sossegadamente,
Encosto-me à janela e vou seguindo
A curva melancólica do Poente.

N√£o quero a luz acesa. Na penumbra,
Pensa-se mais e pensa-se melhor.
A luz magoa os olhos e deslumbra,
E eu quero ver em mim, ó meu amor!

Para fazer exame de consciência
Quero silêncio, paz, recolhimento
Pois só assim, durante a tua ausência,
Consigo libertar o pensamento.

Procuro ent√£o aniquilar em mim,
A nefasta influência que domina
Os meus nervos cansados; mas por fim,
Reconheço que amar-te é minha sina.

Longe de ti atrevo-me a pensar
Nesse estranho rigor que me acorrenta:
E tenho a sensação do alto mar,
Numa noite selvagem de tormenta.

Tens no olhar magias de profeta
Que sabe ler no c√©u, no mar, nas brasas…
Adivinhas… Serei a borboleta
Que vendo a luz deixa queimar as asas.

No entanto ‚ÄĒ v√™ l√° tu!‚ÄĒ Eu n√£o lamento
Esta vontade que se imp√Ķe √† minha…
Nem me revolto… cedo ao encantamento…
‚ÄĒ Escrava que n√£o soube ser Rainha!

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Sem Palavras

Brancas, suaves m√£os de irm√£
Que s√£o mais doces que as das rainhas,
H√£o de pousar em tuas m√£os, as minhas
Numa carícia transcendente e vã.

E a tua boca a divinal manh√£
Que diz as frases com que me acarinhas,
H√° de pousar nas dolorosas linhas
Da minha boca purpurina e s√£.

Meus olhos h√£o de olhar teus olhos tristes;
Só eles te dirão que tu existes
Dentro de mim num riso d’alvorada!

E nunca se amará ninguém melhor;
Tu calando de mim o teu amor,
Sem que eu nunca do meu te diga nada!…

Sim, porque a ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-ma do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.

Tu √Čs uma Mulher Rara

Minha Anuska, onde foste buscar a ideia de que és uma mulher como outra qualquer? Tu és uma mulher rara, e, além do mais, a melhor de todas as mulheres. Tu própria não sonhas as qualidades que tens. Não só diriges a casa e as minhas coisas, como a nós todos, caprichosos e enervantes, a começar por mim e a acabar no Aléxis. Nos meus trabalhos desces ao mais pequeno pormenor, não dormes o suficiente, ocupada com a venda dos meus livros e com a administração do jornal. Contudo, conseguimos apenas economizar alguns copeques Рquanto aos rublos, onde estão eles?

Mas a teu lado nada disso tem import√Ęncia. Devias ser coroada rainha, e teres um reino para governar: juro-te que o farias melhor que ningu√©m. N√£o te falta intelig√™ncia, bom senso, sentido da ordem e, at√©… cora√ß√£o. Perguntas como posso eu amar uma mulher t√£o velha e feia como tu A√≠, sim, mentes. Para mim √©s um encanto, n√£o tens igual, e qualquer homem de sentimentos e bom gosto to dir√°, se atentar em ti. Por isso √© que √†s vezes sinto ci√ļmes. Tu pr√≥pria nem sabes a maravilha que s√£o os teus olhos, o sorriso e a anima√ß√£o que p√Ķes na conversa.

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Soneto XXXXIII

De ua grande Rainha do Oriente
Cante a fama por quanto o Sol rodea,
Que ao grande Salam√£o, Rei de Judea,
Trouxe a planta do b√°lsamo em presente.

Um b√°lsamo melhor, mais excelente,
Outra maior Rainha nos granjea
Para curar ua firida fea
Que o mundo tem na parte que mais sente.

Na face est√° firido e faz j√° termo,
Traz-lhe Maria o b√°lsamo divino
Do mesmo Deus em nossa humanidade.

E como acode o médico ao enfermo
Antes que no seteno perca o tino,
Co’ este rem√©dio vem na sexta idade.

Responso

I
Num castelo deserto e solit√°rio,
Toda de preto, às horas silenciosas,
Envolve-se nas pregas dum sud√°rio
E chora como as grandes criminosas.

Pudesse eu ser o lenço de Bruxelas
Em que ela esconde as l√°grimas singelas.

II
√Č loura como as doces escocesas,
Duma beleza ideal, quase indecisa;
Circunda-se de luto e de tristezas
E excede a melancólica Artemisa.

Fosse eu os seus vestidos afogados
E havia de escutar-lhe os seu pecados.

III
Alta noite, os planetas argentados
Deslizam um olhar macio e vago
Nos seus olhos de pranto marejados
E nas águas mansíssimas do lago.

Pudesse eu ser a Lua, a Lua terna,
E faria que a noite fosse eterna.

IV
E os abutres e os corvos fazem giros
De roda das ameias e dos pegos,
E nas salas ressoam uns suspiros
Dolentes como as s√ļplicas dos cegos.

Fosse eu aquelas aves de pilhagem
E cercara-lhe a fronte, em homenagem.

V
E ela vaga nas praias rumorosas,
Triste como as rainhas destronadas,

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Dois Excertos de Odes

(Fins de duas odes, naturalmente)

I

Vem, Noite antiquíssima e idêntica,
Noite Rainha nascida destronada,
Noite igual por dentro ao silêncio, Noite
Com as estrelas lentejoulas r√°pidas
No teu vestido franjado de Infinito.

Vem, vagamente,
Vem, levemente,
Vem sozinha, solene, com as mãos caídas
Ao teu lado, vem
E traz os montes longínquos para o pé das árvores próximas,
Funde num campo teu todos os campos que vejo,
Faze da montanha um bloco só do teu corpo,
Apaga-lhe todas as diferenças que de longe vejo,
Todas as estradas que a sobem,
Todas as v√°rias √°rvores que a fazem verde-escuro ao longe.
Todas as casas brancas e com fumo entre as √°rvores,
E deixa só uma luz e outra luz e mais outra,
Na dist√Ęncia imprecisa e vagamente perturbadora,
Na dist√Ęncia subitamente imposs√≠vel de percorrer.

Nossa Senhora
Das coisas impossíveis que procuramos em vão,
Dos sonhos que v√™m ter conosco ao crep√ļsculo, √† janela,
Dos propósitos que nos acariciam
Nos grandes terraços dos hotéis cosmopolitas
Ao som europeu das m√ļsicas e das vozes longe e perto,

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Basta umas Palavrinhas

Sentir-se amada, inclu√≠da, admirada, reconhecida, lembrada, toca as ra√≠zes da emo√ß√£o tanto de uma intelectual como de um iletrado, tanto de uma rainha como de um s√ļbdito. Nem mesmo um psiquiatra ou um paciente mutilado por uma psicose e controlado por pensamentos perturbadores escapa a essas necessidades vitais.

Basta umas palavrinhas para nos emocionarmos ou nos magoarmos. Um simples olhar √© o suficiente para ficarmos encantados ou dececionados. Um beijo pode ter mais impacto do que um grande pr√©mio. Um abra√ßo pode ser mais lembrado do que um aumento de ordenado. ¬ęEu aposto em ti! N√£o desistas, conta comigo!¬Ľ, ¬ęPodes superar-te!¬Ľ, pequenas frases como estas ditas em tempos dif√≠ceis tornam-se inesquec√≠veis, mudam rotas, renovam √Ęnimos. As nossas rea√ß√Ķes podem ser mais penetrantes do que um proj√©til.

Ela Ia, Tranq√ľila Pastorinha

Ela ia, tranq√ľila pastorinha,
Pela estrada da minha imperfeição.
Segui-a, como um gesto de perd√£o,
O seu rebanho, a saudade minha…

“Em longes terras h√°s de ser rainha”
Um dia lhe disseram, mas em v√£o…
Seu vulto perde-se na escurid√£o…
S√≥ sua sombra ante meus p√©s caminha…

Deus te dê lírios em vez desta hora,
E em terras longe do que eu hoje sinto
Serás, rainha não, mas só pastora _

Só sempre a mesma pastorinha a ir,
E eu serei teu regresso, esse indistinto
Abismo entre o meu sonho e o meu porvir…

A pr√≥pria √örsula, que era extremamente zelosa da harmonia familiar e que sofria em segredo com os atritos dom√©sticos, permitiu-se dizer certa vez que o pequeno tataraneto tinha assegurado o seu futuro pontifical, porque era “neto de santo e filho de rainha com criador de gados”.

Hoje é o Dia de Todos os Deuses

Hoje é o dia de todos os deuses.
A maresia subir√° breve
ao terceiro andar.

Vir√° como quem pede mais um pouco
desta tarde.
Deixo-me ficar enquanto vou

indecisa como quem n√£o sabe.
Se escolho rainha se rei
só eu decido, só eu sei.

Hoje é o dia de todos os deuses.
A qualquer deles vou pedir
não só a Zeus, não só a Argos,

não só a Afrodite,
a que o amor consente de todos os modos,
à brisa pedirei

que me deixe partir
a voz em arco
e tudo fruir de outro modo

Ainda que hoje n√£o seja o dia
de todos os deuses
direi
não tenho género ou identificação bastante

que se assemelhe
ao estar
preto no preto branco no branco