Passagens sobre Riqueza

399 resultados
Frases sobre riqueza, poemas sobre riqueza e outras passagens sobre riqueza para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A melhor coisa que se pode fazer pelo próximo não é dividir com ele suas riquezas, mas revelar-lhe as dele.

A Sabedoria é a Nossa Salvação

A nossa cultura √© hoje muito superficial, e os nossos conhecimentos s√£o muito perigosos, j√° que a nossa riqueza em mec√Ęnica contrasta com a pobreza de prop√≥sitos. O equil√≠brio de esp√≠rito que haur√≠amos outrora na f√© ardente, j√° se foi: depois que a ci√™ncia destruiu as bases sobrenaturais da moralidade o mundo inteiro parece consumir-se num desordenado individualismo, reflector da ca√≥tica fragmenta√ß√£o do nosso car√°cter.

Novamente somos defrontados pelo problema atormentador de S√≥crates: como encontrar uma √©tica natural que substitua as san√ß√Ķes sobrenaturais j√° sem influ√™ncia sobre a conduta do homem? Sem filosofia, sem esta vis√£o de conjunto que unifica os prop√≥sitos e estabelece a hierarquia dos desejos, malbaratamos a nossa heran√ßa social em corrup√ß√£o c√≠nica de um lado e em loucuras revolucion√°rias de outro; abandonamos num momento o nosso idealismo pac√≠fico para mergulharmos nos suic√≠dos em massa da guerra; vemos surgir cem mil pol√≠ticos e nem um s√≥ estadista; movemo-nos sobre a terra com velocidades nunca antes alcan√ßadas mas n√£o sabemos oara onde vamos, nem se no fim da viagem alcan√ßaremos qualquer esp√©cie de felicidade.
Os nossos conhecimentos destroem-nos. Embebedem-nos com o poder que nos d√£o. A √ļnica salva√ß√£o est√° na sabedoria.

A Acção é o Segredo da Felicidade

Felicidade √© a plena expans√£o dos instintos – e isso confunde-se com mocidade. Para a maioria dos homens, √© o √ļnico per√≠odo da vida em que realmente vivemos; depois dos quarenta anos tudo s√£o reminisc√™ncias, cinzas do que j√° foi chama. A trag√©dia da vida est√° em que s√≥ nos vem a sabedoria quando a mocidade se afasta.
A sa√ļde est√° na ac√ß√£o e portanto a sa√ļde enfeita a mocidade. Ocupar-se sem parar √© o segredo da gra√ßa e metade do segredo do contentamento. N√£o pe√ßas aos deuses riquezas – e sim coisas para fazer.
Na Utopia, disse Thoreau, cada criatura construir√° a sua pr√≥pria casa – e o canto brotar√° espont√Ęneo do cora√ß√£o do homem, como brota do p√°ssaro que constr√≥i o ninho. Mas se n√£o podemos construir a nossa casa, podemos, pelo menos, andar, pular, saltar, correr – velho √© quem apenas assiste a isso. Brinquemos √© t√£o bom como Rezemos – e de resultados mais seguros. Por isso a mocidade tem muita raz√£o em preferir os campos desportivos √†s salas de aula – e em colocar o futebol acima da filosofia.

O furor de um homem depende do seu poder e a sua raiva desenvolve-se conforme a sua riqueza

O furor de um homem depende do seu poder e a sua raiva desenvolve-se conforme a sua riqueza.

Pequenos Poemas Mentais

Mental: nada, ou quase nada sentimental.

I

Quem n√£o sai de sua casa,
n√£o atravessa montes nem vales,
não vê eiras
nem mulheres de infusa,
nem homens de mangual em riste, suados,
quem vive como a aranha no seu redondel
cria mil olhos para nada.
Mil olhos!
Implac√°veis.
E hoje diz: odeio.
Ontem diria: amo.
Mas odeia, odeia com ind√īmitos √≥dios.
E se se aplaca, como acha o tempo pobre!
E a liberdade in√ļtil,
in√ļtil e v√£,
riqueza de miser√°veis.

II

Como sempres, h√°-de-chegar, desde os tempos!
Vozes, cumprimentos, ofegantes entradas.
Mas que vos reunir√°, pensamentos?
Chegais a existir, pensamentos?
√Č prov√°vel, mas desconfiados e inv√°lidos,
Rosnando est√ļpidos, com c√£es.

√ď in√ļteis, aquietai-vos!
Voltai como os c√£es das quintas
ao ponto da partida, decepcionados.
E enrolai-vos tristonhos, rabugentos, desinteressados.

III

Esse gesto…
Esse des√Ęnimo e essa vaidade…
A vaidade ferida comove-me,
comove-me o ser ferido!

A vaidade não é generosa, é egoísta,
Mas chega a ser bela,

Continue lendo…

Um car√°cter bom, moderado e brando pode sentir-se satisfeito em circunst√Ęncias adversas; enquanto que um car√°cter cobi√ßoso, invejoso e mau n√£o se contenta nem mesmo no meio de todas as riquezas.

Riqueza Ilimitada mas Mortal

Eu n√£o posso, pensando bem, descobrir como √© poss√≠vel a n√≥s, que demos tanta import√Ęncia √† riqueza ilimitada e que, para falar a verdade, a divinizamos, n√£o admitir nas nossas almas os males que crescem com ela. Acompanha, com efeito, a riqueza sem medida e sem cora√ß√£o, ligada a ela, e como se diz marchando no mesmo passo, a prodigalidade, e √† medida que a riqueza abre o acesso √†s cidades e √†s casas ela entra junto e coabita. Depois, com o tempo, segundo os s√°bios, esses seres fazem os seus ninhos nas vidas humanas e rapidamente engendram outros seres, no momento da procria√ß√£o, como a cupidez, o orgulho e a lux√ļria, que n√£o s√£o seus bastardos mas filhos leg√≠timos.
Mas se permitir que esses filhos da riqueza avancem na idade, logo para as almas eles engendrar√£o tiranos inexor√°veis, a viol√™ncia, a ilegalidade e a imprud√™ncia. Pois √© assim necessariamente; os homens n√£o olham mais para o alto e n√£o d√£o import√Ęncia ao renome na posteridade, mas a destrui√ß√£o das vidas (dos homens) completa-se pouco a pouco num tal ciclo e a grandeza das almas fenece, enfraquece e n√£o √© mais assunto de emula√ß√£o, quando se reserva a sua admira√ß√£o √†s partes mortais de si mesmo,

Continue lendo…

A Quimera da Felicidade

(…) do alto de uma montanha, inclinei os olhos a uma das vertentes, e contemplei, durante um tempo largo, ao longe, atrav√©s de um nevoeiro, uma cousa √ļnica. Imagina tu, leitor, uma redu√ß√£o dos s√©culos, e um desfilar de todos eles, as ra√ßas todas, todas as paix√Ķes, o tumulto dos imp√©rios, a guerra dos apetites e dos √≥dios, a destrui√ß√£o rec√≠proca dos seres e das cousas. Tal era o espect√°culo, acerbo e curioso espect√°culo. A hist√≥ria do homem e da terra tinha assim uma intensidade que n√£o lhe podiam dar nem a imagina√ß√£o nem a ci√™ncia, porque a ci√™ncia √© mais lenta e a imagina√ß√£o mais vaga, enquanto que o que eu ali via era a condensa√ß√£o viva de todos os tempos. Para descrev√™-la seria preciso fixar o rel√Ęmpago. Os s√©culos desfilavam num turbilh√£o, e, n√£o obstante, porque os olhos do del√≠rio s√£o outros, eu via tudo o que passava diante de mim, – flagelos e del√≠cias, – desde essa cousa que se chama gl√≥ria at√© essa outra que se chama mis√©ria, e via o amor multiplicando a mis√©ria, e via a mis√©ria agravando a debilidade. A√≠ vinham a cobi√ßa que devora, a c√≥lera que inflama, a inveja que baba,

Continue lendo…

Rica Ignor√Ęncia

A ignor√Ęncia degrada as pessoas apenas quando associada √† riqueza. O pobre √© limitado pela sua pobreza e pela sua necessidade; as suas realiza√ß√Ķes substituem nele a instru√ß√£o e ocupam os seus pensamentos. Em contrapartida, os ricos, que s√£o ignorantes, vivem meramente para os seus prazeres e assemelham-se √†s bestas, como se pode ver todos os dias. Quanto a isso, acrescente-se ainda a exproba√ß√£o de que a riqueza e o √≥cio n√£o teriam sido desfrutados para aquilo que lhes confere o maior valor.

A arte é tudo porque só ela tem a duração Рe tudo o resto é nada! As sociedades, os impérios são varridos da Terra, com os seus costumes, as suas glórias, as suas riquezas.

Leia, Ouça, Veja, mas sobretudo, Pense

Se grandes inven√ß√Ķes ou descobertas, como o fogo, a roda ou a alavanca, se fizeram antes que o homem fosse, historicamente, capaz de escrever, tamb√©m se p√Ķe como fora de d√ļvida que mais rapidamente se avan√ßou quando foi poss√≠vel fixar intelig√™ncia em escrita, quando o saber se p√īde transmitir com maior fidelidade do que oralmente, quando biblioteca, em qualquer forma, foi testamento do passado e base de arranque para o futuro. A livro se veio juntar arquivo, para o que mais ligeiro se afigurava; e fora de bibliotecas ou arquivos ficaram os milh√Ķes de p√°ginas de discorrer ou emo√ß√£o humana que mais ligeiras pareceram ainda, ou menos duradouras. Escrevendo ou lendo nos unimos para al√©m do tempo e do espa√ßo, e os limitados bra√ßos se p√Ķem a abra√ßar o mundo; a riqueza de outros nos enriquece a n√≥s. Leia.
Milh√Ķes de homens, por√©m, no mundo actual est√£o incapacitados de escrever e de ler, muito menos porque faltam m√©todos e meios do que incitamento que os levante acima do seu t√£o dif√≠cil quotidiano e vontade de quem mais pode de que seus reais irm√£os mais dependam de si pr√≥prios do que de exteriores e quase sempre enganadoras salva√ß√Ķes. Mais se comunica falando do que de qualquer outra forma;

Continue lendo…

Quando a vossa riqueza prospera não ponhais nela o vosso coração

Quando a vossa riqueza prospera não ponhais nela o vosso coração.

O Rápido Passar do Tempo é Sinal de Inactividade

O √≥cio torna lentas as horas e velozes os anos. A actividade torna r√°pida as horas e lentos os anos. A inf√Ęncia √© a actividade m√°xima, porque ocupada em descobrir o mundo na sua diversidade.
Os anos tornam-se longos na recorda√ß√£o se, ao repens√°-los, encontramos numerosos factos a desenvolver pela fantasia. Por isso, a inf√Ęncia parece longu√≠ssima. Provavelmente, cada √©poca da vida √© multiplicada pelas sucessivas reflex√Ķes das que se lhe seguem: a mais curta √© a velhice, porque nunca ser√° repensada.
Cada coisa que nos aconteceu √© uma riqueza inesgot√°vel: todo o regresso a ela a aumenta e acresce, dota de rela√ß√Ķes e aprofunda. A inf√£ncia n√£o √© apenas a inf√Ęncia vivida, mas a ideia que fazemos dela na juventude, na maturidade, etc. Por isso, parece a √©poca mais importante, visto ser a mais enriquecida por considera√ß√Ķes sucessivas.
Os anos são uma unidade da recordação; as horas e os dias, uma unidade da experiência.