Cita√ß√Ķes sobre Salvadores

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A Consolação no Trabalho Literário

A consola√ß√£o estranha, misteriosa, talvez perigosa, talvez salvadora, que h√° no trabalho liter√°rio: √© um salto para fora da fila dos assassinos, √© um ver o que realmente se est√° a passar. Isto acontece atrav√©s de um g√©nero mais elevado de observa√ß√£o, um g√©nero mais elevado, n√£o mais penetrante, e quanto mais alto menos ao alcance da ¬ęfila¬Ľ, quanto mais independente se torna, tanto mais obediente √†s suas pr√≥prias leis de movimento, tanto mais incalcul√°vel, mais alegre, mais ascendente √© o seu curso.

Hino de Amor

Andava um dia
Em pequenino
Nos arredores
De Nazaré,
Em companhia
De São José,
O bom Jesus,
O Deus Menino.

Eis sen√£o quando
Vê num silvado
Andar piando
Arrepiado
E esvoaçando
Um rouxinol,
Que uma serpente
De olhar de luz
Resplandecente
Como a do Sol,
E penetrante
Como diamante,
Tinha atraído,
Tinha encantado.
Jesus, doído
Do desgraçado
Do passarinho,
Sai do caminho,
Corre apressado,
Quebra o encanto,
Foge a serpente,
E de repente
O pobrezinho,
Salvo e contente,
Rompe num canto
T√£o requebrado,
Ou antes pranto
Tão soluçado,
T√£o repassado
De gratid√£o,
De uma alegria,
Uma expans√£o,
Uma veemência,
Uma express√£o,
Uma cadência,
Que comovia
O coração!
Jesus caminha
No seu passeio,
E a avezinha
Continuando
No seu gorjeio
Enquanto o via;
De vez em quando
L√° lhe passava
A dianteira
E mal poisava,
N√£o afroixava
Nem repetia,
Que redobrava
De melodia!

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Os Lugares-Comuns

Quando o homem que ia casar comigo
chegou a primeira vez na minha casa,
eu estava saindo do banheiro, devastada
de angelismo e carência. Mesmo assim,
ele me olhou com olhos admirados
e segurou minha m√£o mais que
um tempo normal a pessoas
acabando de se conhecer.
Nunca mencionei o facto.
Até hoje me ama com amor
de vagarezas, s√ļbitos chegares.
Quando eu sei que ele vem,
eu fecho a porta para a grata surpresa.
Vou abri-la como o fazem as noivas
e as amantes. Seu nome é:
Salvador do meu corpo.

Uns precisam de 10 dez passos para conseguir algo na vida… eu consegui tudo na e da vida com 1 s√≥ passo: aceitar Jesus Cristo como meu √ļnico e suficiente Salvador.

A vida é curta demais para eu ler todo o grosso dicionário a fim de por acaso descobrir a palavra salvadora.

O Paradoxo da Sociedade totalmente Livre

A pessoa ou instituição que encarregamos de nos tornar felizes têm o direito de se queixarem se lhes recordarmos que, apesar de tudo, continuamos livres e senhores de recalcitrar. Tudo o que não conseguimos realizar sós, diminui a nossa liberdade. O doente nas mãos do médico é como a sociedade nas mãos do salvador Рherói ou partido.
Como? Encarregamo-nos de organizar a sociedade Рisto é, vós próprios, e depois, pretendeis continuar livres.
Precisamente porque não existe sociedade económica pura, toda a organização científica da economia contém em si a afirmação de uma mística Рquer dizer, um credo estatal que atinge também a vida interior, e, assim como o organizador deve eliminar toda a heterodoxia económica, terá igualmente de eliminar as heterodoxias interiores.
Uma sociedade inteiramente orientada do ponto de vista económico e totalmente livre espiritualmente é uma contradição.

A Coragem de Seres Só

Uma arma de triunfo te dei, sobre todas as outras: a coragem de seres s√≥; deixou de te afectar como argumento ou for√ßa esmagadora a alheia opini√£o, as ligeiras correntes e os redemoinhos do mar; rocha pequena, mas segura, sobre ti se h√£o-de erguer, para que ven√ßam a noite, as luzes salvadoras; n√£o te prendem os louvores dos que te querem aliado, nem as amea√ßas dos contr√°rios; tra√ßaste a tua rota e h√°s-de segui-la at√© ao fim, sem que te desviem as variadas press√Ķes. S√≥ e constante, mesmo em face do tempo; os anos que rolam tu os consideras elemento de experi√™ncia; para os homens futuros epis√≥dios sem valor; se eles te abaterem, s√≥ ter√£o abatido o que h√° de menos valioso; e contribuir√£o para que melhor se afirme o que puseste como li√ß√£o da tua vida; a muitos absorve o actual; mas a ti, que tens como tua grande linha de cultura, e porventura tua alma, a posse das largas perspectivas, a hora come√ßando te v√™ firme e firme te abandona. Nenhuma est√≥ica rigidez neste teu porte; antes a compassada lentid√£o, a facilidade male√°vel de bom ginasta; n√£o √© por amor da Humanidade que h√°s-de perder as mais fundas qualidades de homem.

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A Funda

(SALVADOR RUEDA)

O verso é a funda de uma idéia. À teia
Dos fios tr√°-la, sem calhaus, pendida;
Mas, se a tomares, que lhe emprestes vida,
E a tornes digna da atenção alheia.

Funda é o verso. Faiscando, balanceia
No ígneo cérebro a pedra encandescida;
E ao futuro, de s√ļbito impelida,
Caminhando veloz, relampagueia.

O verso é a funda que uma idéia lança.
A pedra passa pela nossa frente
E no giro dos séculos não cansa.

E tu, que és perta e sonhador austero,
Lembra as pedras em funda resistente
Alto lançadas pela mão de Homero!

Se respeitarmos a nossa vida, rejeitaremos todos os salvadores. A todos diremos: “Desapare√ßam! Salvai-vos, isso basta. Esta √© a minha vida e tenho de viv√™-la.” Esfor√ßo-me por restituir a todos os seres humanos o respeito por si pr√≥prios que √© seu por direito e que eles doaram aos outros.

Observando os doentes, noto que quase todos pretendem acreditar em Deus se forem curados. Mas eles est√£o invertendo a ordem: ser√£o curados se acreditarem em Deus. Acreditar em Deus significa sintonizar o ‚Äėradiorreceptor mental‚Äô com Deus. Se n√£o sintonizarmos o r√°dio com a emissora, n√£o poderemos ouvir suas transmiss√Ķes. Quem diz que n√£o √© imagem feita de mat√©ria, nem esp√≠rito que possui apegos. Deus verdadeiro √© √ļnico, √© nosso criador e salvador. E para nos comunicarmos com Deus, devemos ajustar nosso ‚Äėreceptor mental‚Äô √† mesma frequ√™ncia dEle.

O Desespero de Ser Português

Deus, d√°-me for√ßa para delinear, para perceber a s√≠ntese total da psicologia e da hist√≥ria psicol√≥gica da na√ß√£o portuguesa! Todos os dias os jornais me trazem not√≠cias de factos que s√£o humilhantes, para n√≥s, Portugueses. Ningu√©m pode conceber como eu sofro com eles. Ningu√©m pode imaginar o profundo desespero, a enorme dor que perante isto se apodera de mim. Oh, como eu sonho com aquele Marqu√™s de T√°vora que poderia vir redimir a na√ß√£o ‚ÄĒ um salvador, um verdadeiro homem, grande e dominador que nos endireitaria. Mas nenhum sofrimento pode igualar aquele que me leva a perceber que isto n√£o √© mais do que um sonho.

Eu nunca sou feliz, nem nos meus momentos egoístas nem nos meus momentos não egoístas. A minha consolação é ler Antero de Quental. Finalmente, em mim, o espírito de Lutero. Oh, como eu compreendo o profundo sofrimento que era o seu.
Devo escrever o meu livro. Tremo de pensar qual possa ser a verdade. Ainda que seja má tenho que escrevê-lo. Queira Deus que a verdade não seja má!
Gostaria de ter escrito isto num melhor estilo, mas a minha capacidade para escrever desapareceu.

Eu acredito que a Bíblia é a melhor dádiva que Deus deu à humanidade. Todas as coisas boas do Salvador do Mundo nos são ditas através deste Livro.

O Casulo

No casulo:
uma mesa quatro cinco estantes
livros por centenas ou milhares
tijolos de papel onde as traças
acasalam e o caruncho espreita
sólidas muralhas de elvezires onde
a rua n√£o penetra
uma m√°quina de escrever olivetti
com a tinta acumulada nas letras mais redondas
cachimbos barros estanhos medalhas fotos
bonecos marafonas lembranças
retratos alguns gente ida ou vinda
gorros usbeques gorros bailundos leques
japoneses arp√Ķes a√ßorianos sinos de n√£o sei donde
ou sei esperem sinos da tróica em natais nocturnos
marfins africanos óleos desenhos calendários
feitiços da Baía a mão a fazer figas
tudo do melhor contra raios coriscos mau olhado
retratos dizia Jorge o de Salvador J√ļlio o da Morgadinha
Berglin o cientista Kostas o dramaturgo
e outros e outros
Afonso Duarte o das ossadas pórtico
destas lam√ļrias o sorriso sibilino e rugoso
que matou no Nemésio o bicho harmonioso
mais de agora o Umberto Eco barbudo
a filtrar-me com medievismo os gestos tontos
e outros e outros
suecos brasileiros romenos gregos
e ainda aqueles em que a Zita foi escrevendo
a minha sina de andarilho
Tolstoi patrono obcecante um pastor a tocar
pífaro algures nos Balcãs sinais da Bulgária da Polónia
da Finl√Ęndia sinais de tantas partes onde
fui um outro de biografia aberrante
sinais da minha terra também
a minha de verdade e n√£o as outras
a que chamam minhas por distraído palpite
o Lima de Freitas num candeeiro alumiando
a mulher verde-azul em casas assombrada
mestre Marques d’Oliveira num esquisso
de alto coturno a carta de Abel Salazar
que o sol foi comendo n√£o se lendo j√°
o que a censura omitiu
aqui a China também representada
um ícone de Sófia as plácidas cabras
do Calasans o tinteiro de quando
se usavam plumas roubaram-se o missal do Cicogna
um almofariz para esferogr√°ficas furta-cores
a caixa de madeira floreada veio da R√ļssia
deu-ma a Tatiana sob promessa (cumprida)
de a p√īr bem em frente das minhas divaga√ß√Ķes
anémonas nórdicas da Anne
mios√≥tis b√ļlgaros da Rumiana
o poster é alemão Friede den Kindern
nunca pedi a ninguém a decifração
dois horóscopos face a face
cangaceiros nordestinos
o menino ajoelhado do Tó Zé
num gesso já sem braços nem rosto
objectos objectos o pote tem as armas de n√£o lembro
[quem
embora o nome que venha por de cima
seja o meu e eu também no óleo carrancudo
do Zé Lima há um ror de anos
melhor n√£o saber quantos
o molde para o bronze é um perfil onde
desenganadamente me reconheço
tanta bugiganga tanto bazar tanto papel
branco ou impresso uma faca para
apunhalar alguém a cassete de poesias na voz
da Maria Vitorino as esculturas astecas
do Miguel medalhas medalhas outra vez lembranças
agendas sem préstimo canetas gastas mais papéis
letras mi√ļdas ou letras farfalhudas
depende da ocasi√£o
um livro de filigrana
as paredes mal se vêem estantes copiosas já disse
quadros em demasia e ainda
as rendas de minha m√£e em molduras destoadas
ela no retrato de cenho descontente
fitando-me até ao miolo dos desvairos
o bordão de régulo justiceiro
obliquando no trono de cactos
amuletos africanos o mata-borr√£o que foi
de um pide deu-mo o fuzileiro no pós-Abril
uma bela cabeça de mulher do João Fragoso
jarras de sacristia candeias de cobre
sem pavio um samovar de madeira um samurai de
[veludo
os painéis de São Vicente em miniatura
a áurea trombeta do troféu lusíada
de parceria com o Manuel Cargaleiro
áureos pesados troféus o marasmo branco
de Pavia na tela sem idade
livros livros os correios n√£o p√°ram
de mos trazer para maior sufocação
cartas a granel por responder relógio não há mas ouço-o
sem falhar um segundo h√° cordas cord√Ķes medalhas
[medalh√Ķes
armas laur√©is proibi√ß√Ķes
perfumes em minaretes levantinos.

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Retratos do Brasil.

S√£o Paulo (SP)
Quinze milh√Ķes e meio de capiaus juntos.
Sendo alguns capiais de vanguarda.
E outros doutorados pela USP.

Rio de Janeio (RJ)
Os nossos nordestinos s√£o melhores
do que os nordestinos dos outros.

Salvador (BA)
Escritores bermudam no litoral sensual.
Caro escritor:
Nesse calor você merece uma cerveja.

Curitiba (PR)
Pinhais.
P√īsteres do polon√™s papa em plena p√≥lis.
Paredes. Prateleiras. Penteadeiras.
Papa-ceia. Papa-fila. Papa-defunto.
Papada.

Belo Horizonte (MG)
O novo shopping-center rouba
meninas bonitas do
√īnibus que vai pra Universidade.