Passagens sobre Seios

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As lágrimas cuja amargura é pura, são as que não caem no seio de ninguém e que ninguém consola.

A presen√ßa de Deus no seio da humanidade n√£o se realizou num mundo ideal, id√≠lico, mas neste mundo real, marcado por tantas coisas boas e m√°s, marcado por divis√Ķes, malvadezes, pobreza, prepot√™ncias e guerras. Ele optou por habitar a nossa hist√≥ria como ela √©, com todo o peso dos seus limites e dos seus dramas, das nossas dificuldades, dos nossos pecados.

Leio-Te: – O Pranto Dos Meus Olhos Rola:

Leio-te: – o pranto dos meus olhos rola:
– Do seu cabelo o delicado cheiro,
Da sua voz o timbre prazenteiro,
Tudo do livro sinto que se evola …

Todo o nosso romance: – a doce esmola
Do seu primeiro olhar, o seu primeiro
Sorriso, – neste poema verdadeiro,
Tudo ao meu triste olhar se desenrola.

Sinto animar-se todo o meu passado:
E quanto mais as p√°ginas folheio,
Mais vejo em tudo aquele vulto amado.

Ouço junto de mim bater-lhe o seio,
E cuido vê-la, plácida, a meu lado,
Lendo comigo a p√°gina que leio.

O Amor entre o Trigo

Cheguei ao acampamento dos Hern√°ndez antes do meio-dia, fresco e alegre. A minha cavalgada solit√°ria pelos caminhos desertos, o repouso do sono, tudo isso refulgia na minha taciturna juventude.
A debulha do trigo, da aveia, da cevada, fazia-se ainda com éguas. Nada no mundo é mais alegre que ver rodopiar as éguas, trotando à volta do calcadouro do cereal, sob o grito espicaçante dos cavaleiros. Brilhava um sol esplêndido e o ar era um diamante silvestre que fazia brilhar as montanhas. A debulha é uma festa de ouro. A palha amarela acumula-se em montanhas douradas. Tudo é actividade e bulício, sacos que correm e se enchem, mulheres que cozinham, cavalos que tomam o freio nos dentes, cães que ladram, crianças que a cada momento é preciso livrar, como se fossem frutos da palha, das patas dos cavalos.

Oe Hernández eram uma tribo singular. Os homens, despenteados e por barbear, em mangas de camisa e com revólver à cinta, andavam quase sempre besuntados de óleo, de poeiras, de lama, ou molhados até aos ossos pela chuva. Pais, filhos, sobrinhos, primos, eram todos da mesma catadura. Estavam horas inteiras ocupados debaixo de um motor, em cima de um tecto,

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A Flor Do Sonho

A Flor do Sonho, alvíssima, divina,
Miraculosamente abriu em mim,
Como se uma magnólia de cetim
Fosse florir num muro todo em ruína.

Pende em meu seio a haste branda e fina
E não posso entender como é que, enfim,
Essa t√£o rara flor abriu assim! …
Milagre… fantasia… ou, talvez, sina…

√ď flor que em mim nasceste sem abrolhos,
Que tem que sejam tristes os meus olhos
Se eles s√£o tristes pelo amor de ti?!…

Desde que em mim nasceste em noite calma,
Voou ao longe a asa da minh’alma
E nunca, nunca mais eu me entendi…

Poeta Só

Prende-me tua pele
ao perfume dos teus seios
e sinto que o mundo em mim se fechou.

Jardins de vida me trazes,
odor de brilho aberto,
em voo de gaivota
rente ao mar.

Esse fulvo encontro
me encanta à noite
se à janela
procuro o entrelaçado
da tua memória.

Ouço a noite
no céu estelar
cantar a nossa solid√£o:
o meu coração perdido
em teu olhar,
e o odor da tua pele
por mim espera
para que em ti se levante.

Vol√ļpia

Quisera te associar à pureza e à candura
quando pensasse em ti… Mas a emo√ß√£o, teimosa,
transforma sem querer toda a minha ternura
numa estranha lembran√ßa ardente voluptuosa…

Não poderei dizer apenas que és formosa
quando a própria beleza em ti se transfigura,
Рe pela tua carne há pétalas de rosa
e no teu corpo h√° um canto fresco de √°gua pura!

Um sincero pudor vislumbro em teus enleios,
mas se disser que te amo com pureza, eu minto,
– no olhar trago tatuada a vis√£o de teus seios…

E em vão tento associar-te ao céu, à fonte, à flor!
Quando falo de ti, penso em teu corpo, e sinto
que ainda estremece em mim teu √ļltimo estertor!

Alarga os Teus Horizontes

Por que é que combateis? Dir-se-á, ao ver-vos,
Que o Universo acaba aonde chegam
Os muros da cidade, e nem h√° vida
Além da órbita onde as vossas giram,
E além do Fórum já não há mais mundo!

Tal é o vosso ardor! tão cegos tendes
Os olhos de mirar a própria sombra,
Que dir-se-á, vendo a força, as energias
Da vossa vida toda, acumuladas

Sobre um s√≥ ponto, e a √Ęnsia, o ardente v√≥rtice,
Com que girais em torno de vós mesmos,
Que limitais a terra √† vossa sombra…
Ou que a sombra vos torna a terra toda!
Dir-se-√° que o oceano imenso e fundo e eterno,
Que Deus h√° dado aos homens, por que banhem
O corpo todo, e nadem à vontade,
E vaguem a sabor, com todo o rumo,
Com todo o norte e vento, v√£o e percam-se
De vista, no horizonte sem limites…
Dir-se-√° que o mar da vida √© gota d’√°gua
Escassa, que nas mãos vos há caído,
De avara nuvem que fugiu, largando-a…
Tamanho é o ódio com que a uns e a outros
A disputais,

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Liberdade com Limites

H√° muitas esp√©cies de liberdade. Umas tem o mundo de menos, outras tem o mundo de mais. Mas ao dizer que pode haver ¬ęde mais¬Ľ de uma certa esp√©cie de liberdade devo apressar-me a acrescentar que a √ļnica esp√©cie de liberdade que considero indesej√°vel √© aquela que permite diminuir a liberdade de outrem, por exemplo, a liberdade de fazer escravos.
O mundo n√£o pode garantir-se a maior quantidade poss√≠vel de liberdade instituindo, pura e simplesmente, a anarquia, pois nesse caso os mais fortes seriam capazes de privar da liberdade os mais fracos. Duvido de que qualquer institui√ß√£o social seja justific√°vel se contribui para diminuir o quantitativo total de liberdade existente no mundo, mas certas institui√ß√Ķes sociais s√£o justific√°veis apesar do facto de coarctarem a liberdade de um certo indiv√≠duo ou grupo de indiv√≠duos.
No seu sentido mais elementar, liberdade significa a ausência de controles externos sobre os actos de indivíduos ou grupos. Trata-se, portanto, de um conceito negativo, e a liberdade, por si só, não confere a uma comunidade qualquer alta valia.
Os Esquim√≥s, por exemplo, podem dispensar o Governo, a educa√ß√£o obrigat√≥ria, o c√≥digo das estradas, e at√© as complica√ß√Ķes incr√≠veis do c√≥digo comercial. A sua vida,

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Ama-se um Corpo como Instrumento de Amar

Ama-se um corpo como instrumento de amar, como forma de onanismo de que o trabalho √© dele. Ou como √™xtase de um terror paral√≠tico. Ou como orienta√ß√£o ao imposs√≠vel que n√£o est√° l√°. Com raiva desespero de quem j√° n√£o pode mais e n√£o sabe o qu√™. Como avidez insuport√°vel n√£o de o ter tido na m√£o, porque o podemos ter nela, sofregamente, boca seios o volume quente harmonioso da anca e tudo esmagar at√© √† f√ļria, ter o que a√≠ se procura e que √© o que l√° est√°, mas n√£o o que est√° atr√°s disso e √© justamente o que se procura e se n√£o sabe o que √© nem jamais poderemos atingir.

Rosa P√°lida

Rosa p√°lida, em meu seio
Vem, querida, sem receio
Esconder a aflita cor.
Ai!, a minha pobre rosa!
Cuida que é menos formosa
Porque desbotou de amor.

Pois sim… quando livre, ao vento,
Solta de alma e pensamento,
Forte de tua isenção,
Tinhas na folha incendida
O sangue, o calor e a vida
Que ora tens no coração.

Mas n√£o eras, n√£o, mais bela,
Coitada, coitada dela,
A minha rosa gentil!
Coravam-na ent√£o desejos,
Desmaiam-na agora os beijos…
Vales mais mil vezes, mil.

Inveja das outras flores!
Inveja de quê, amores?
Tu, que vieste dos Céus,
Comparar tua beleza
Às filhas da natureza!
Rosa, n√£o tentes a Deus.

E vergonha!… de qu√™, vida?
Vergonha de ser querida,
Vergonha de ser feliz!
Porqu√™?… porqu√™ em teu semblante
A p√°lida cor da amante
A minha ventura diz?

Pois, quando eras t√£o vermelha
N√£o vinha z√Ęng√£o e abelha
Em torno de ti zumbir?
N√£o ouvias entre as flores
Histórias dos mil amores
Que n√£o tinhas,

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Plena Nudez

Eu amo os gregos tipos de escultura:
Pag√£s nuas no m√°rmore entalhadas;
N√£o essas produ√ß√Ķes que a estufa escura
Das modas cria, tortas e enfezadas.

Quero um pleno esplendor, viço e frescura
Os corpos nus; as linhas onduladas
Livres: de carne exuberante e pura
Todas as sali√™ncias destacadas…

Não quero, a Vênus opulenta e bela
De luxuriantes formas, entrevê-la
De transparente t√ļnica atrav√©s:

Quero vê-la, sem pejo, sem receios,
Os braços nus, o dorso nu, os seios
Nus… toda nua, da cabe√ßa aos p√©s!

Terra Do Brasil

Espavorida agita-se a criança,
De noturnos fantasmas com receio,
Mas se abrigo lhe d√° materno seio,
Fecha os doridos olhos e descansa.

Perdida é para mim toda a esperança
De volver ao Brasil; de l√° me veio
Um pugilo de terra; e neste creio
Brando ser√° meu sono e sem tardan√ßa…

Qual o infante a dormir em peito amigo,
Tristes sombras varrendo da memória,
ó doce Pátria, sonharei contigo!

E entre vis√Ķes de paz, de luz, de gl√≥ria,
Sereno aguardarei no meu jazigo
A justiça de Deus na voz da história!

Soneto de amor

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem express√Ķes, nem alma… Abre-me o seio,
Deixa cair as p√°lpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas l√≠nguas se busquem, desvairadas…
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas √°geis e delgadas.

E em duas bocas uma l√≠ngua…, ‚ÄĒ unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois… ‚ÄĒ abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; n√£o digas nada…
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!

À Alma De Minha Mãe

Partiu-se o fio branco e delicado
Dos sonhos de minh’alma desditosa…
E as contas do ros√°rio assim quebrado
Caíram como folhas de uma rosa.

Debalde eu as procuro lacrimosa,
Estas doces relíquias do Passado,
Para guard√°-las na urna perfumosa,
Do meu seio no cofre imaculado.

Aí! se eu ao menos uma só pudesse
D’estas contas achar que me fizesse
Lembrar um mundo de alegrias doidas…

Feliz seria… Mas minh’alma atenta
Em v√£o procura uma continha benta:
Quando partiste m’as levaste todas!

Terra

√ď Terra, am√°vel m√£e da Natureza!
Fecunda em produ√ß√Ķes de imensos entes,
Criadora das próvidas sementes
Que abastam toda a tua redondeza!

Teu amor sem igual, sem par fineza,
Teus maternais efeitos providentes
D√£o vida aos seres todos existentes,
D√£o brio, d√£o vigor, d√£o fortaleza.

Tu rasgas do teu corpo as grossas veias
E as cristalinas fontes de √°gua pura
Tens, para a nossa sede, sempre cheias.

Tu, na vida e na morte, com ternura
Amas os filhos teus, tu te recreias
Em lhes dar, no teu seio, a sepultura.

O Maior Triunfo do Homem

O maior triunfo do homem é quando se convence de que o ridículo é uma coisa sua que existe só para os outros, e, mesmo, sempre que outros queiram. Ele então deixa de importar-se com o ridículo, que, como não está em si, ele não pode matar.

Três coisas tem o homem superior que ensinar-se a esquecer para que possa gozar no perfeito silêncio a sua superioridade Рo ridículo, o trabalho e a dedicação.
Como não se dedica a ninguém, também nada exige da dedicação alheia. Sóbrio, casto, frugal, tocando o menos possível na vida, tanto para não se incomodar como para não aproximar as coisas de mais, a ponto de destruir nelas a capacidade de serem sonhadas, ele isola-se por conveniência do orgulho e da desilusão. Aprende a sentir tudo sem o sentir directamente; porque sentir directamente é submeter-se Рsubmeter-se à acção da coisa sentida.

Vive nas dores e nas alegrias alheias, Whitman ol√≠mpico, Proteu da compreens√£o, sem partilhar de viv√™-las realmente. Pode, a seu talante, embarcar ou ficar nas partidas de navios e pode ficar e embarcar ao mesmo tempo, porque n√£o embarca nem fica. Esteve com todos em todas as sensa√ß√Ķes de todas as horas da sua vida.

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XVII

Por estas noites frias e brumosas
√Č que melhor se pode amar, querida!
Nem uma estrela p√°lida, perdida
Entre a névoa, abre as pálpebras medrosas

Mas um perfume c√°lido de rosas
Corre a face da terra adormecida …
E a névoa cresce, e, em grupos repartida,
Enche os ares de sombras vaporosas:

Sombras errantes, corpos nus, ardentes
Carnes lascivas … um rumor vibrante
De atritos longos e de beijos quentes …

E os céus se estendem, palpitando, cheios
Da tépida brancura fulgurante
De um turbilhão de braços e de seios.

Conquista e Governação

Quando os estados que se conquistam t√™m a tradi√ß√£o de viver segundo as suas leis e em liberdade, para a sua conserva√ß√£o existem tr√™s op√ß√Ķes: a primeira √© a sua destrui√ß√£o; a segunda √© ir para l√° viver o pr√≠ncipe conquistador; e a terceira consiste em deix√°-los viver de acordo com as suas leis, mas exigindo-lhes um tributo e criando no seu seio uma oligarquia que vos garanta a sua fidelidade. Porque, sendo este novo poder uma cria√ß√£o daquele pr√≠ncipe, sabem os seus mandat√°rios que n√£o podem sobreviver sem a sua amizade e apoio, tudo havendo de fazer para manter o novo regime. E mais facilmente se conserva uma cidade habituada a viver livre atrav√©s do consenso dos seus cidad√£os do que de qualquer outro modo.
(…) Na verdade, o √ļnico modo seguro de conservar uma cidade conquistada √© a sua destrui√ß√£o. Quem se torna senhor de uma cidade habituada a viver livre e a n√£o desfa√ßa, pode preparar-se para ser por ela desfeito, porque sempre encontrar√£o grande receptividade no seio da rebeli√£o a recorda√ß√£o da liberdade e das antigas institui√ß√Ķes, as quais nem pela ac√ß√£o do tempo nem pela concess√£o de benesses se apagar√£o da sua mem√≥ria. O que quer que se fa√ßa ou se disponha,

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