Cita√ß√Ķes sobre Unanimidade

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Frases sobre unanimidade, poemas sobre unanimidade e outras cita√ß√Ķes sobre unanimidade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A Verdadeira Religi√£o

Nunca me esquecerei do dia em que, dizendo-lhe ¬ęMas, senhor padre Manuel, a verdade, a verdade, acima de tudo¬Ľ, ele, a tremer, sussurou-me ao ouvido – e isso apesar de estarmos sozinhos no meio do campo: – ¬ęA verdade? A verdade, L√°zaro, √© porventura uma coisa terr√≠vel, uma coisa intoler√°vel, uma coisa mortal; as pessoas simples n√£o conseguiriam viver com ela.¬Ľ
¬ęE porque √© que ma deixa vislumbrar agora aqui, como confiss√£o?¬Ľ, perguntei-lhe. E ele respondeu: ¬ęPorque se n√£o atormentar-me-ia tanto, tanto, que eu acabaria por grit√°-lo no meio da pra√ßa, e isso nunca, nunca, nunca. Eu estou c√° para fazer viver as almas dos meus paroquianos, para os fazer felizes, para fazer com que se sonhem imortais e n√£o para os matar.
O que aqui faz falta √© que eles vivam s√£mente, que vivam em unanimidade de sentido, e com a verdade, com a minha verdade, n√£o viveriam. Que vivam. E √© isto que a Igreja faz, fazer com que vivam. Religi√£o verdadeira? Todas as religi√Ķes s√£o verdadeiras enquanto fazem viver espiritualmente os povos que as professam, enquanto os consolam de terem tido de nascer para morrer, e para cada povo a religi√£o mais verdadeira √© a sua,

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As Culturas de Indivíduo, Grupo, e Sociedade

O termo cultura tem associa√ß√Ķes diferentes conforme temos em mente o desenvolvimento de um indiv√≠duo, de um grupo ou classe ou de toda uma sociedade. √Č parte da minha tesse que a cultura do indiv√≠duo est√° dependente da cultura de um grupo ou classe, e que a cultura do grupo ou classe est√° dependente da cultura de toda a sociedade a que esse grupo ou classe pertence. Por isso, √© a cultura da sociedade que √© fundamental, e √© o significado do termo ¬ęcultura¬Ľ em rela√ß√£o a toda a sociedade que se devia examinar primeiro. Quando o termo ¬ęcultura¬Ľ se aplica √† manipula√ß√£o de organismos inferiores – ao trabalho do bacteriologista ou do agricultor – o significado √© bastante claro porque podemos obter unanimidade a respeito dos fins a serem atingidos, e podemos concordar quanto a t√™-los atingidos ou n√£o. Quando se aplica ao aperfei√ßoamento do intelecto e esp√≠ritos humanos, √© menos prov√°vel que concordemos em rela√ß√£o ao que a cultura √©. O termo em si, significando alguma coisa a que se deve conscientemente aspirar em assuntos humanos, n√£o tem uma uma hist√≥ria longa.

Como alguma coisa a ser alcan√ßada com esfor√ßo deliberado, a ¬ęcultura¬Ľ √© relativamente intelig√≠vel quando nos preocupamos com o acto do indiv√≠duo se autocultivar,

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Como tamb√©m vai sendo costume, foi muito louvada a minha sinceridade, mas, creio que pela primeira vez, esta insist√™ncia e esta unanimidade fizeram-me pensar se realmente existir√° isso a que damos o nome de sinceridade, se a sinceridade n√£o ser√° apenas a √ļltima das m√°scaras que usamos, e, justamente por √ļltima ser, aquela que afinal mais esconde.

A Fal√°cia do Sucesso

Abomin√°vel coisa √© o bom √™xito, seja dito de passagem. A sua falsa parecen√ßa com o merecimento ilude os homens. Para o vulgo, o bom sucesso equivale √† supremacia. A v√≠tima dos logros do triunfo, desse menecma da habilidade, √© a hist√≥ria. S√≥ T√°cito e Juvenal se lhe op√Ķem. Existe na √©poca e sente uma filosofia quase oficial, que envergou a libr√© do bom √™xito e lhe faz o servi√ßo da antec√Ęmara. Fazei por serdes bem sucedido, √© a teoria. Prosperidade sup√Ķe capacidade. Ganhai na lotaria, sereis um homem h√°bil. Quem triunfa √© venerado. Nascei bem-fadado, n√£o queirais mais nada. Tende fortuna, que o resto por si vir√°; sede feliz, julgar-vos-√£o grande. Se pusermos de parte as cinco ou seis excep√ß√Ķes imensas que fazem o esplendor de um s√©culo, a admira√ß√£o contempor√Ęnea √© apenas miopia. Duradora √© ouro. Pouco importa que n√£o sejais ningu√©m, contanto que consigais alguma coisa.
O vulgo √© um narciso velho, que se idolatra a si pr√≥prio e aplaude o vulgar. A faculdade sublime de ser Mois√©s, Esquilo, Dante, Miguel √āngelo ou Napole√£o, decreta-a a multid√£o indistintamente e por unanimidade a quem atinge o alvo que se prop√īs, seja no que for. Que um tabeli√£o se transforme em deputado;

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‘O que fazer?’, √© o que se perguntam, em unanimidade, os poderosos e os subjugados, os revolucion√°rios e os activistas sociais, entendendo sempre com essa quest√£o o que os outros devem fazer; ningu√©m se pergunta quais s√£o as suas pr√≥prias obriga√ß√Ķes.