A vaidade é a sinceridade em pessoa.
Passagens sobre Vaidade
309 resultadosA vaidade do enfeite é uma verdadeira maldição.
A vaidade de muita ciência é prova de pouco saber.
A vaidade é o feminismo do orgulho.
A nossa vaidade gostaria que o que fazemos melhor fosse considerado como aquilo que mais nos custa. Para explicar a origem de certas morais.
Se a vaidade tivesse que abandonar o mundo, metade da virtude desapareceria com ela; quantos de nós somos apenas orgulhosos das nossas várias virtudes!
A vaidade do artista é uma defesa contra os que o negam.
Os costumes dos povos são vaidade, apenas madeira cortada da floresta
Os costumes dos povos são vaidade, apenas madeira cortada da floresta, obra da mão de um artista com o cinzel.
Somos benfazentes mais vezes por vaidade que por virtude.
A vaidade absorve-se na alegria que advém das mínimas vantagens pessoais
A vaidade absorve-se na alegria que advém das mínimas vantagens pessoais, sem se dar conta dos verdadeiros valores morais.
O Poder e o Conhecimento
Entre o conhecimento e o poder existe não só a relação de servilismo, mas também de verdade. Muitos conhecimentos, embora formalmente verdadeiros, são nulos fora de toda a proporção com a repartição de poderes. Quando o médico expatriado diz- “Para mim, Adolf Hitler é um caso patológico” – o resultado clínico acabará talvez por confirmar o seu juízo, mas a desproporção deste com a desgraça objectiva que, em nome do paranóico, se espalha pelo mundo faz de tal diagnóstico, com que se incha o diagnosticador, algo ridículo. Talvez Hitler seja “em si” um caso patológico, mas certamente não “para ele”. A vaidade e a pobreza de muitas manifestações do exílio contra o fascismo ligam-se a este facto. Os que expressam os seus pensamentos na forma de juízo livre, distanciado e desinteressado são os que não foram capazes de assumir nessa forma a experiência da violência, o que torna inútil tal pensamento. O problema, quase insolúvel, consiste aqui em não se deixar imbecilizar nem pelo poder dos outros nem pela impotência própria.
Aspectos da Virtude
O que tomamos por virtudes muitas vezes não passa de um conjunto de acções diversas e de diversos interesses que o acaso e a nossa indústria sabem ajustar; e nem sempre é por valentia e por castidade que os homens são valentes e as mulheres castas.
A virtude não iria longe se a vaidade não lhe fizesse companhia.
(…) Os vícios entram na composição das virtudes como os venenos na dos remédios. A prudência mistura-os, tempera-os, e serve-se deles eficazmente contra os males da vida.
O homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta por aquilo que é. É a vaidade em acção.
Cada um tem a sua vaidade, e a vaidade de cada um é o seu esquecimento de que há outros com alma igual.
Há pessoas cuja vaidade interfere em tudo quanto fazem, mesmo nas leituras.
O Êxito Corrompe
Os êxitos têm apenas por companhia inseparável a confusão e um punhado de ideias baratas sobre o mundo. Notamos de imediato aqueles que têm êxito e gozam a consideração alheia, ficam gordos de uma auto-complacência contente, e a força da vaidade infla-os como balões e quase deixamos de os reconhecer. Deus proteja um bom homem da consideração de terceiros. Se não se tornar mau, ficará pelo menos confuso e perderá a força.
A vaidade faz mais gente feliz do que o orgulho.
Cheguei à firme convicção de que a vaidade é a base de tudo, e de que finalmente o que chamamos de consciência é apenas a vaidade interior.
A vaidade é o alimento dos tolos.
Sobre o Falso
Somos falsos de maneiras diferentes. Há homens falsos que querem parecer sempre o que não são. Outros há de melhor fé, que nasceram falsos, se enganam a si próprios o nunca vêem as coisas tal como são. Há alguns cujo espírito é estreito e o gosto falso. Outros têm o espírito falso, mas alguma correcção no gosto. E ainda há outros que não têm nada de falso, nem no gosto nem no espírito. Estes são muito raros, já que, em geral, não há quase ninguém que não tenha alguma falsidade algures, no espírito ou no gosto.
O que torna essa falsidade tão universal, é que as nossas qualidades são incertas e confusas e a nossa visão também: não vemos as coisas tal como são, avaliamo-las aquém ou além do que elas valem e não as relacionamos connosco da forma que lhes convém e que convém ao nosso estado e às nossas qualidades. Esse erro de cálculo traz consigo um número infinito de falsidades no gosto e no espírito: o nosso amor-próprio lisonjeia-se como tudo que se nos apresenta sob a aparência de bem; mas como há várias formas de bem que sensibilizam a nossa vaidade ou o nosso temperamento,