Passagens sobre Castigo

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Frases sobre castigo, poemas sobre castigo e outras passagens sobre castigo para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

¬ęO castigo √© feito para melhorar aquele que castiga¬Ľ; esta frase representa o √ļltimo recurso dos defensores do castigo.

Eu creio cegamente nos presentimentos. Não falo já daquela previdência dolorosa, de que o espirito se atribula, quando a consciência nos vaticina a próxima ou tardia expiação de um crime. Neste sentimento, por assim dizer, lógico e rigoroso, é o remorso que magoa, é o castigo que se anuncia por um pavor estranho. Quero falar daqueles tremores de dentro, que nos assaltam a alma, derramada nos folguedos de um baile, ou concentrada na meditação de um livro.

As árvores parecem indefesas, mas a sua ausência é o nosso castigo, o seu desaparecimento é o pior dos venenos.

O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam.

Não há temor no amor, mas o perfeito amor lança fora o temor

Não há temor no amor, mas o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor implica um castigo, e o que teme não é perfeito no amor.

O Castigo do Egoísta

Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir com violência intolerável a dor própria. A dor só pode suportar-se tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem. O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula (castigo), tentando em vão aprender a caridade, por interesse.

Os Descrentes

Nunca encontrei um descrente, apenas desvairados inquietos… √© assim que √© melhor trat√°-los. S√£o pessoas diferentes, n√£o se percebe bem o que s√£o: tanto os grandes como os pequenos, os ignorantes como os cultos, mesmo a gente da classe mais simples, tudo neles √© desvario. Porque passam a vida a ler e a interpretar e depois, fartos da do√ßura livresca, continuam perplexos e n√£o conseguem resolver nada.
H√° quem se disperse, de maneira que n√£o consegue atentar em si mesmo. H√° quem seja rijo como pedra, mas no seu cora√ß√£o vagueiam sonhos. H√° tamb√©m o insens√≠vel e f√ļtil que s√≥ quer gozar e ironizar. H√° quem s√≥ tire dos livros florinhas, e mesmo elas consoante a sua opini√£o, e h√° nele desvario e falta de perspic√°cia. E digo mais: h√° muito t√©dio.
O homem pequeno é necessitado, não tem pão, não tem com que sustentar os filhos, dorme na palha áspera, mas tem o coração leve e alegre; é pecador e malcriado, mas mantém na mesma o coração alegre. E o homem grande farta-se de comer e beber, senta-se num montão de ouro, mas tem sempre a mágoa no coração. Há quem domine as ciências mas não se livre do tédio.

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XIV

Viver n√£o pude sem que o fel provasse
Desse outro amor que nos perverte e engana:
Porque homem sou, e homem n√£o h√° que passe
Virgem de todo pela vida humana.

Por que tanta serpente atra e profana
Dentro d’alma deixei que se aninhasse?
Por que, abrasado de uma sede insana,
A impuros l√°bios entreguei a face?

Depois dos l√°bios s√īfregos e ardentes,
Senti duro castigo aos meus desejos
O gume fino de perversos dentes…

E não posso das faces poluídas
Apagar os vestígios desses beijos
E os sangrentos sinais dessas feridas!

Se as mulheres bonitas tivessem todos os amantes que lhes atribuem, n√£o havia maior castigo do que a beleza.

Nós mantivemos a humanidade viva e, no entanto, permitimos que os homens nos desprezassem e venerassem nossos destruidores. Permitimos que eles reverenciassem a incompetência e a brutalidade, os que recebiam o que não mereciam e davam o imerecido. Ao aceitar o castigo não por nossas faltas, mas por nossas virtudes, traímos nosso código e tornamos o deles possível.

A Acção Vai Bem sem a Paixão

Fazemos coisas iguais com for√ßas diversas e diferente esfor√ßo de vontade. A ac√ß√£o vai bem sem a paix√£o. Pois quantas pessoas se arriscam diariamente em guerras que n√£o lhes importam, e se sujeitam aos perigos de batalhas cuja perda n√£o lhes perturbar√° o pr√≥ximo sono? Um homem na sua casa, longe desse perigo que n√£o teria ousado encarar, est√° mais interessado no desfecho dessa guerra e tem a alma mais inquieta do que o soldado que p√Ķe nela o seu sangue e a sua vida. Essa impetuosidade e viol√™ncia de desejo mais atrapalha do que auxilia a condu√ß√£o do que empreendemos, enche-nos de acrim√≥nia e suspei√ß√£o contra aqueles com quem tratamos. Nunca conduzimos bem a coisa pela qual somos possu√≠dos e conduzidos.
Quem emprega nisso apenas o seu discernimento e a sua habilidade procede com mais vivacidade: amolda, dobra, difere tudo √† vontade, de acordo com as exig√™ncias das circunst√Ęncias; erra o alvo sem tormento e sem afli√ß√£o, pronto e intacto para uma nova iniciativa; avan√ßa sempre com as r√©deas na m√£o. Naquele que est√° embriagado por essa intensidade violenta e tir√Ęnica vemos necessariamente muita imprud√™ncia e injusti√ßa; a impetuosidade do seu desejo arrebata-o: s√£o movimentos temer√°rios e, se a fortuna n√£o ajudar muito,

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O Poder da Caricatura

A caricatura √© o meio mais poderoso de desacreditar, no esp√≠rito do povo, os maus governos. √Č o mais rude castigo que se pode inflingir √† sua injusti√ßa e √† sua baixeza. A caricatura faz mais que torn√°-los odiosos, torna-os desprez√≠veis: assim veja-se como a temem e como a vigiam. Nada que os comediantes da cena pol√≠tica tanto temam como o l√°pis da caricatura…

Pecador

Este é o altivo pecador sereno,
Que os soluços afoga na garganta,
E, calmamente, o copo de veneno
Aos l√°bios frios sem tremer levanta.

Tonto, no escuro pantanal terreno
Rolou. E, ao cabo de torpeza tanta,
Nem assim, miser√°vel e pequeno,
Com t√£o grandes remorsos se quebranta.

Fecha a vergonha e as l√°grimas consigo…
E, o coração mordendo impenitente,
E, o coração rasgando castigado,

Aceita a enormidade do castigo,
Com a mesma face com que antigamente
Aceitava a delícia do pecado.

Jonas ia e profetizava, mas no seu cora√ß√£o dizia: ¬ęMerecem o castigo, estavam a pedi-las.¬Ľ Profetizava, mas n√£o rezava, n√£o pedia ao Senhor perd√£o para eles, s√≥ lhes dava pancada. Jonas n√£o rezava, profetizava, era talvez um bom ¬ęprofissional¬Ľ que realizava as suas tarefas, mas nunca abria a porta ao Senhor com a ora√ß√£o.

A Moral não é um Assunto Divino

Dificilmente se encontrar√° um esp√≠rito cient√≠fico, profundamente mergulhado na ci√™ncia, que n√£o se caracterize por uma religiosidade invulgar. Essa religiosidade distingue-se, no entanto, da religiosidade do homem simples. Para este, Deus √© um ser cuja solicitude se espera, cujo castigo se teme ‚ÄĒ um sentimento sublimado, como o que existe nas rela√ß√Ķes entre filho e pai ‚ÄĒ um ser, com o qual se mant√©m uma certa familiaridade, mesmo respeitosa que seja.
O investigador, contudo, est√° imbu√≠do do sentimento da causalidade de tudo o que acontece. O futuro n√£o √©, para ele, menos necess√°rio e determinado que o passado. A moral n√£o √© um assunto divino mas sim puramente humano. A sua religiosidade reside no √™xtase perante a harmonia das leis que regem a natureza, na qual se manifesta uma raz√£o t√£o superior que em compara√ß√£o com ela todas as ideias criadoras do homem e as suas disposi√ß√Ķes, s√£o apenas um lampejo insignificante. Este sentimento √© o princ√≠pio condutor (Leitmotiv) da sua vida e dos seus esfor√ßos, adentro dos limites em que o homem pode elevar-se acima da escravid√£o imposta pelos seus desejos ego√≠stas. E tal sentimento √©, sem d√ļvida, muito pr√≥ximo do que, atrav√©s todos os tempos, animou os esp√≠ritos criadores no dom√≠nio da religi√£o.

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O Amor √© um Acidente, uma Ren√ļncia, um H√°bito, uma Maldi√ß√£o

O amor é um acidente.
Eu estava sentada no regaço de uma mulher de cobre, uma escultura de Henry Moore, e Bill debruçou-se sobre mim e beijou-me nos lábios. E de repente eu amava-o. Amava-o e só isso importava. Reparei nas mãos dele, mãos de pianista. Mãos preparadas para o amor. Ainda hoje gosto de lhe ver as mãos enquanto folheia um livro, enquanto lê um jornal. As mãos dele envelheceram, envelheceram a apertar outras mãos, milhares de outras mãos, a jogar golfe, a assinar autógrafos e documentos importantes. Envelheceram, sim, mas continuam belas. Continuam a excitar-me.
O amor √© uma ren√ļncia. Amar algu√©m √© desistir de amar outros, √© desistir por esse amor do amor de outros. Eu desisti de tudo. A partir desse dia dei-lhe todos os meus dias. Entreguei-lhe os meus sonhos, os meus segredos, as minhas convic√ß√Ķes mais profundas. N√£o me queixo!
N√£o sou ing√©nua nem est√ļpida. Quando digo que o amor √© uma ren√ļncia, quero dizer que foi assim para mim. Para Bill foi sempre uma outra coisa. Eu sabia que ele reparava noutras mulheres, e que outras mulheres reparavam nele. Um homem feio, com poder, √© quase bonito. Um homem bonito,

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