Passagens sobre Cobardes

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A vida inteira √© uma luta em que cada passo √© contestado. Logo, √© uma alma cobarde aquela que, assim que as nuvens negras se condensam ou apenas se mostram no horizonte, abate-se, perde o √Ęnimo e p√Ķe-se a lamentar.

A verdadeira humildade é audaciosa e não encolhida, é generosa e não cobarde. Os humildes não são os tímidos, mas os artífices das grandes obras, precisamente porque sabem pouca coisa e, por isso, são capazes de aprender e de arriscar, sem receio da opinião alheia ou do fracasso.

O Vil Metal

Tim√£o: Ouro amarelo, fulgurante, ouro precioso! (…) Basta uma por√ß√£o dele para fazer do preto, branco; do feio, belo; do errado, certo; do baixo, nobre; do velho, jovem; do cobarde, valente. √ď deuses!, por que isso? O que √© isso, √≥ deuses? (…) [O ouro] arrasta os sacerdotes e os servos para longe do seu altar, arranca o travesseiro onde repousa a cabe√ßa dos √≠ntegros. Esse escravo dourado ata e desata v√≠nculos sagrados; aben√ßoa o amaldi√ßoado; torna ador√°vel a lepra repugnante; nomeia ladr√Ķes e confere-lhes t√≠tulos, genuflex√Ķes e a aprova√ß√£o na bancada dos senadores. √Č isso que faz a vi√ļva anci√£ casar-se de novo (…). Venha, mineral execr√°vel, prostituta vil da humanidade (…) eu o farei executar o que √© pr√≥prio da sua natureza.

Existe um √≥dio √† mentira e √† simula√ß√£o nascido de um conceito irrit√°vel de honra; existe um √≥dio similar nascido da cobardia, dado que a mentira est√° ¬ęproibida¬Ľ por um mandamento divino. Demasiado cobardes para mentir…

Coragem Ilusória

H√° cinco esp√©cies de coragem, assim denominadas segundo a semelhan√ßa: suportam as mesmas coisas, mas n√£o pelos mesmos motivos. Uma √© a coragem pol√≠tica: prov√©m da vergonha; a segunda √© pr√≥pria dos soldados: nasce da experi√™ncia e do facto de conhecer, n√£o – como dizia S√≥crates – os perigos, mas os recursos contra eles; a terceira brota da falta de experi√™ncia e da ignor√Ęncia, e por ela s√£o induzidas as crian√ßas e os loucos, estes quando enfrentam a f√ļria dos elementos, aquelas quando pegam em serpentes. Outra esp√©cie √© a de quem tem esperan√ßa: gra√ßas a ela, arrostam os perigos aqueles que, muitas vezes, tiveram sorte (…) e os √©brios; o vinho, de facto, excita a confian√ßa.
Outra ainda dimana da paix√£o irracional, por exemplo, do amor e da ira.
Se algu√©m est√° enamorado, √© mais temer√°rio que cobarde e enfrenta muitos perigos, como aquele que no Metaponto matou o tirano, ou o cretense de que fala a lenda; o mesmo se passa com a c√≥lera e com a ira. Pois a ira √© capaz de nos p√īr fora de n√≥s. Por isso, se afiguram tamb√©m corajosos os javalis, embora n√£o sejam; quando fora de si, t√™m uma qualidade semelhante,

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N√£o sejamos cobardes para com as nossas ac√ß√Ķes!, n√£o as enjeitemos depois de cometidas! – O remorso de consci√™ncia √© indecoroso.

Uma das maiores desgraças dos homens de bem é serem cobardes. Gemem, calam-se e esquecem.

N√£o h√° animal mais abjecto, est√ļpido, cobarde, lament√°vel, ego√≠sta, rancoroso, invejoso, ingrato, que o p√ļblico. √Č o maior dos cobardes, porque de si mesmo tem medo.

Mania da D√ļvida

Tudo para mim é um duvidar
Com a normalidade sempre em cis√£o,
E o seu incessante perguntar
Cansa meu coração.
As coisas são e parecem e o nada sustém
O segredo da vida que contém.

A presença de tudo sempre perguntando
Coisas de ang√ļstia premente,
Em terrível hesitação experimentando
A minha mente.
√Č falsa a verdade? Qual o seu aparentar
Já que tudo são sonhos e tudo é sonhar?

Perante o mistério vacila a vontade
Em luta dividida dentro do pensar,
E a Raz√£o cede, qual cobarde,
No encontrar
Mais do que as coisas em si revelam ser,
Mas que elas, por si só, não deixam ver.

Nós Trazemos na Alma uma Bomba

A causa depois do efeito. A minha tese √© esta, minha querida ‚Äď n√≥s trazemos na alma uma bomba e o problema est√° em algu√©m fazer lume para a rebentar. N√≥s escolhemos ser santos ou her√≥is ou traidores ou cobardes e assim. O problema est√° em vir a haver ou n√£o uma oportunidade para isso se manifestar. N√≥s fizemos uma escolha na eternidade. Mas quantos sabem o que escolheram? Alguns t√™m a sorte ou a desgra√ßa de algu√©m fazer lume para rebentarem o que s√£o, ver-se o que estava por baixo do que estava por cima. Mas outros v√£o para a cova na ignor√Ęncia. √Äs vezes fazem ensaios porque a press√£o interior √© muito forte. Ou passam a vida √† espera de um sinal, um ind√≠cio elucidativo. Ou passam-na sem saberem que trazem a bomba na alma que √†s vezes ainda rebenta, mesmo j√° no cemit√©rio. Ou quem diz bomba diz por exemplo uma flor para pormos num sorriso. Ou um penso para pormos num lanho. Mas n√£o sabem.

Nunca em amor danou o atrevimento

Nunca em amor danou o atrevimento;
Favorece a Fortuna a ousadia;
Porque sempre a encolhida cobardia
De pedra serve ao livre pensamento.

Quem se eleva ao sublime Firmamento,
A Estrela nele encontra que lhe é guia;
Que o bem que encerra em si a fantasia,
S√£o u~as ilus√Ķes que leva o vento.

Abrir-se devem passos à ventura;
Sem si próprio ninguém será ditoso;
Os princípios somente a Sorte os move.

Atrever-se é valor e não loucura;
Perder√° por cobarde o venturoso
Que vos vê, se os temores não remove.

O amor civiliza o homem mais embrutecido,
faz falar com eleg√Ęncia quem antes era mudo,
faz do cobarde um atrevido,
transforma o preguiçoso em lesto e activo.

Todas as virtudes s√£o coragem; eis porque a palavra cobarde √© a mais grave das inj√ļrias.

Ode Marítima

Sozinho, no cais deserto, a esta manh√£ de Ver√£o,
Olho pro lado da barra, olho pro Indefinido,
Olho e contenta-me ver,
Pequeno, negro e claro, um paquete entrando.
Vem muito longe, nítido, clássico à sua maneira.
Deixa no ar distante atr√°s de si a orla v√£ do seu fumo.
Vem entrando, e a manh√£ entra com ele, e no rio,
Aqui, acolá, acorda a vida marítima,
Erguem-se velas, avançam rebocadores,
Surgem barcos pequenos de tr√°s dos navios que est√£o no porto.
H√° uma vaga brisa.
Mas a minh’alma est√° com o que vejo menos,
Com o paquete que entra,
Porque ele est√° com a Dist√Ęncia, com a Manh√£,
Com o sentido marítimo desta Hora,
Com a doçura dolorosa que sobe em mim como uma náusea,
Como um começar a enjoar, mas no espírito.

Olho de longe o paquete, com uma grande independência de alma,
E dentro de mim um volante começa a girar, lentamente,

Os paquetes que entram de manh√£ na barra
Trazem aos meus olhos consigo
O mistério alegre e triste de quem chega e parte.

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Para cada mulher, a popula√ß√£o feminina √© um ex√©rcito de rivais. Os homens s√£o mais cobardes ‚Äď n√£o aguentam mais do que quatro ou cinco rivais. As mulheres podem com a terra toda.