Cita√ß√Ķes sobre Compaix√£o

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Frases sobre compaix√£o, poemas sobre compaix√£o e outras cita√ß√Ķes sobre compaix√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Compaix√£o Perversa

O prazer de maltratar outr√©m √© distinto da crueldade. Esta consiste em encontrar satisfa√ß√£o na compaix√£o, e atinge o ponto culminante quando a compaix√£o chega a extremos, como quando maltratamos os que amamos; todavia, se fosse algu√©m, que n√£o n√≥s, a magoar os que amamos, ent√£o fic√°vamos furiosos, e a compaix√£o tornar-se-nos-ia dolorosa; mas somos n√≥s a am√°-los e somos n√≥s a mago√°-los…
A compaixão exerce uma infinita atenção: a contradição de dois instintos fortes e opostos actua em nós como atractivo supremo.
(…) A crueldade e o prazer da compaix√£o:
A compaixão aumenta quanto mais conhecemos e mais amamos intensamente quem é objecto dela. Portanto, aquele que trata com crueldade o objecto do seu amor retira da crueldade Рque amplia a compaixão Рa máxima satisfação.
Quando, acima de tudo, nos amamos a nós próprios, o maior prazer que encontramos Рpor meio da compaixão Рpode levar-nos a mostrarmo-nos cruéis para connosco. Heróico da nossa parte é o esforço de completa identificação com aquilo que nos é contrário. A metamorfose do Diabo em Deus representa esse grau de crueldade.

Venda da Alma e Venda do Corpo

N√£o s√≥ as mulheres que casam sem amor, mas apenas por conveni√™ncia; n√£o s√≥ as esposas que continuam a comer o p√£o daquele que j√° n√£o amam e enganam; n√£o s√≥ as mulheres se prostituem. √Č prostituto o escritor que coloca a pena ao servi√ßo das ideias em que n√£o cr√™; o advogado que defende causas que reconhece injustas; quem finge a ades√£o aos mitos e interesses dos poderosos para obter recompensas materiais e morais; o actor e o bobo que se exp√Ķem diante dos idiotas pagantes para arrecadar aplausos e dinheiro; o poeta que abre aos estranhos os segredos da sua alma, amores e melancolias, para obter em compensa√ß√£o um pouco de fama, de dinheiro ou de compaix√£o; e, acima de tudo, √© prostituto o pol√≠tico, o demagogo, o tribuno que todos devem acariciar, seduzir, a todos promete favores e felicidade e a todos se entrega por amor √† popularidade – justamente chamado homem p√ļblico, quase irm√£o de toda a mulher p√ļblica.
Mas quem de entre n√≥s, pelo menos um dia da sua vida, n√£o simulou um sentimento que n√£o tinha e um entusiasmo que n√£o sentia e repetiu uma opini√£o falsa para obter compensa√ß√Ķes, cumplicidades, sorrisos ou benef√≠cios?

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A Virtude do Sofrimento

O sofrimento! Que divino desconhecido! Devemos-lhe tudo o que é bom em nós, tudo o que dá valor à vida; devemos-lhe a compaixão, devemos-lhe a coragem, devemos-lhe todas as virtudes. A terra não passa de um grão de areia no deserto infinito dos mundos. Mas, se o sofrimento se limita à terra, ela é maior que todo o resto do universo.

Estamos Todos Ligados

Estamos todos ligados. Seja em que dimens√£o for, somos todos respons√°veis uns pelos outros e essa √© a primeira premissa para se descobrir a divindade que h√° em n√≥s. Temos todos o mesmo dever, ser felizes e inspirar atrav√©s dessa felicidade. Temos todos a mesma capacidade, mudar. Temos todos o mesmo poder, amar. E todas as nossas a√ß√Ķes, independentemente da energia com que s√£o feitas, v√£o gerar tomadas de consci√™ncia, v√£o semear a mudan√ßa e v√£o seguramente brotar de muitos cora√ß√Ķes aut√™nticas centelhas de compaix√£o e amor. Nada do que possamos fazer √© indiferente e tudo o que temos feito at√© hoje, queiramos ou n√£o, tem tido um enorme impacto em n√≥s, naqueles que nos rodeiam e no todo onde todos habitamos. Sejamos respons√°veis. Sejamos divinos.

Mesmo as mais baixas ‚Äėexpress√Ķes de Vida‚Äô, ou seja, os seres viventes de √≠nfima categoria, manifestam a natureza divina quando as reverenciamos. S√£o dignos de compaix√£o os estudiosos de fen√īmenos espirituais que, efetuando an√°lise incompleta de entidades como Inari, Hachuman e outras, ensinam que √© preciso execrar, desprezar e repudiar tais entidades.

Nao há Virtude sem Agitação Desordenada

Os choques e abalos que a nossa alma recebe pelas paix√Ķes corporais muito podem sobre ela; por√©m podem mais ainda as suas pr√≥prias, pelas quais est√° t√£o fortemente dominada que talvez possamos afirmar que n√£o tem nenhuma outra velocidade e movimento que n√£o os do sopro dos seus ventos, e que, sem a agita√ß√£o destes, ela permaneceria sem ac√ß√£o, como um navio em pleno mar e que os ventos deixassem sem ajuda. E quem sustentasse isso, seguindo o partido dos peripat√©ticos, n√£o nos causaria muito dano, pois √© sabido que a maior parte das mais belas ac√ß√Ķes da alma procedem desse impulso das paix√Ķes e necessitam dele. A valentia, diz-se, n√£o se pode cumprir sem a assist√™ncia da c√≥lera.

Ajax sempre foi valente, mas nunca o foi tanto como na sua loucura (Cícero)

Nem investimos contra os maus e os inimigos com tanto vigor se n√£o estivermos encolerizados; e pretende-se que o advogado inspire a c√≥lera nos ju√≠zes para deles obter justi√ßa. As paix√Ķes excitaram Tem√≠stocles, excitaram Dem√≥stenes e impeliram os fil√≥sofos para trabalhos, vig√≠lias e peregrina√ß√Ķes; conduzem-nos √† honra, √† ci√™ncia, √† sa√ļde – fins √ļteis. E essa falta de vigor da alma para suportar o sofrimento e os desgostos serve para alimentar na consci√™ncia a penit√™ncia e o arrependimento,

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A Caridade como Dever

Ser caritativo quando se pode s√™-lo √© um dever, e h√° al√©m disso muitas almas de disposi√ß√£o t√£o compassiva que, mesmo sem nenhum outro motivo de vaidade ou interesse, acham √≠ntimo prazer em espalhar alegria √† sua volta e se podem alegrar com o contentamento dos outros, enquanto este √© obra sua. Eu afirmo por√©m que neste caso uma tal ac√ß√£o, por conforme ao dever, por am√°vel que ela seja, n√£o tem contudo nenhum verdadeiro valor moral, mas vai emparelhar com outras inclina√ß√Ķes, por exemplo o amor das honras que, quando por feliz acaso topa aquilo que efectivamente √© de interesse geral e conforme ao dever, √© consequentemente honroso e merece louvor e est√≠mulo, mas n√£o estima; pois √† sua m√°xima falta o conte√ļdo moral que manda que tais ac√ß√Ķes se pratiquem, n√£o por inclina√ß√£o, mas por dever.
Admitindo pois que o √Ęnimo desse filantropo estivesse velado pelo desgosto pessoal que apaga toda a compaix√£o pela sorte alheia, e que ele continuasse a ter a possibilidade de fazer bem aos desgra√ßados, mas que a desgra√ßa alheia o n√£o tocava porque estava bastante ocupado com a sua pr√≥pria; se agora, que nenhuma inclina√ß√£o o estimula j√°, ele se arrancasse a esta mortal insensibilidade e praticasse a ac√ß√£o sem qualquer inclina√ß√£o,

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A Imagem Divina

Compaix√£o, Pena, Paz & Amor,
Todos lhes rezam no seu sofrimento;
E a estas virtudes de tanto fulgor
Entregam o seu agradecimento.

Compaix√£o, Pena, Paz & Amor
√Č Deus, nosso pai adorado,
Compaix√£o, Pena, Paz & Amor
√Č o Homem, seu filho amado.

Tem Compaixão humano coração,
E tem a Pena uma face humana,
Amor, a forma divina de eleição
E a Paz, o traje que irmana.

Todo o homem, em todo o clima,
Que, com dor, reza como é capaz,
Reza à forma humana divina,
Amor, Compaix√£o, Pena & Paz.

A humana forma amar é um dever,
Para os ateus, os turcos, os judeus;
Compaix√£o, Amor & Pena, haja onde houver,
Também é lá que encontrareis Deus.

Tradução de Hélio Osvaldo Alves

Quanto Mais se Ama Mais Fraco se √Č

Nas rela√ß√Ķes amorosas o √ļnico sentimento que n√£o funciona √© o da piedade. Quando √© o caso de que se devesse manifestar, o que surge n√£o √© a piedade mas o asco ou a irrita√ß√£o. Eis porque em rela√ß√£o alguma se √© t√£o cruel. Todos os sentimentos t√™m o seu contraponto. Exclu√≠da a piedade, a crueldade n√£o o tem. Por experi√™ncia se pode saber quanto se sofre quando n√£o se √© amado. Mas isso de nada vale quando se n√£o ama quem nos ama: √©-se de pedra e implac√°vel. Decerto, tudo se pode pedir e obter. Excepto que nos amem, porque nenhum sentir depende da nossa vontade. Mas s√≥ no amor se √© intolerante e cruel. Porque mostar amor a quem nos n√£o ama rebaixa-nos a um n√≠vel de degrada√ß√£o. E a degrada√ß√£o s√≥ nos d√° l√°stima e repulsa. A √ļnica possibilidade de se ser amado por quem nos n√£o ama √© parecer que se n√£o ama. Ent√£o n√£o se desce e assim o outro n√£o sobe. E ent√£o, porque n√£o sobe, ele tem menos apre√ßo por si, ou seja, mais apre√ßo pelo amante. O jogo do amor √© um jogo de for√ßas. Quanto mais se ama mais fraco se √©.

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√Čs Feliz?

Só há uma forma de seres feliz: tens de fazer por isso.

√Čs feliz? Queres ser? Fazes alguma coisa por isso?

Se fores, maravilha, transportas a bel√≠ssima responsabilidade de inspirar os outros a s√™-lo tamb√©m. Se ainda n√£o √©s, mas queres s√™-lo, o que tens feito por isso? Andas a respeitar-te mais vezes? A lutar pela viv√™ncia das tuas vontades? Andas mais perto da natureza? J√° consegues dizer mais vezes aquilo que sentes e aquilo que pensas? J√° n√£o p√Ķes sempre os outros √† tua frente? Come√ßaste a cuidar do teu corpo e da tua alimenta√ß√£o? Reduziste os v√≠cios? Se sim, fant√°stico. Parab√©ns! Gosto muito de pessoas felizes, mas a minha admira√ß√£o vai toda para aqueles que, n√£o o sendo ainda, lutam todos os dias para o ser, pela autodescoberta que os far√° refer√™ncia na vida de todos aqueles que os rodeiam. Agora, e por outro lado, se n√£o tens andado a fazer nada disto nem nada semelhante, mais vale assumires que, afinal, ser feliz n√£o √© uma vontade tua. E est√° tudo bem na mesma. Apenas te pe√ßo, em nome da comunidade dos seres humanos que querem viver e desfrutar desta am√°vel oportunidade que nos foi dada de aqui estar,

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A Necessidade do Próximo

N√≥s s√≥ sentimos agrado para com os semelhantes – ou seja pelas imagens de n√≥s pr√≥prios – quando sentimos comprazimento connosco. E quanto mais estamos contentes connosco, mais detestamos o que nos √© estranho: a avers√£o pelo que nos √© estranho est√° na propor√ß√£o da estima que temos por n√≥s. √Č em consequ√™ncia dessa avers√£o que n√≥s destru√≠mos tudo o que √© estranho, ao qual assim mostramos o nosso distanciamento.
Mas o menosprezo por nós próprios pode levar-nos a uma compaixão geral para com a humanidade e pode ser utilizado, intencionalmente, para uma aproximação com os demais.
Temos necessidade do próximo para nos esquecermos de nós mesmos: o que leva à sociabilidade com muita gente.
Somos dados a supor que também os outros têm desgosto com o que são; quando isto se verifica, então receberemos uma grande alegria: afinal, estamos na mesma situação.
E, talqualmente nos vemos forçados a suportar-nos, apesar do desgosto que temos com aquilo que somos, assim nos habituamos a suportar os nossos semelhantes.
Assim, nós deixamos de desprezar os outros; a aversão para com eles diminui, e dá-se a reaproximação.
Eis porque, em virtude da doutrina do pecado e da condenação universal,

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Este é o Prólogo

Deixaria neste livro
toda minha alma.
Este livro que viu
as paisagens comigo
e viveu horas santas.

Que compaix√£o dos livros
que nos enchem as m√£os
de rosas e de estrelas
e lentamente passam!

Que tristeza t√£o funda
é mirar os retábulos
de dores e de penas
que um coração levanta!

Ver passar os espectros
de vidas que se apagam,
ver o homem despido
em Pégaso sem asas.

Ver a vida e a morte,
a síntese do mundo,
que em espaços profundos
se miram e se abraçam.

Um livro de poemas
é o outono morto:
os versos s√£o as folhas
negras em terras brancas,

e a voz que os lê
é o sopro do vento
que lhes mete nos peitos
‚ÄĒ entranh√°veis dist√Ęncias. ‚ÄĒ

O poeta é uma árvore
com frutos de tristeza
e com folhas murchadas
de chorar o que ama.

O poeta é o médium
da Natureza-m√£e
que explica sua grandeza
por meio das palavras.

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O Desfecho

Prometeu sacudiu os braços manietados
E s√ļplice pediu a eterna compaix√£o,
Ao ver o desfilar dos séculos que vão
Pausadamente, como um dobre de finados.

Mais dez, mais cem, mais mil e mais um bili√£o,
Uns cingidos de luz, outros ensang√ľentados…
S√ļbito, sacudindo as asas de tuf√£o,
Fita-lhe a √°gua em cima os olhos espantados.

Pela primeira vez a víscera do herói,
Que a imensa ave do céu perpetuamente rói,
Deixou de renascer às raivas que a consomem.

Uma invisível mão as cadeias dilui;
Frio, inerte, ao abismo um corpo morto rui;
Acabara o suplício e acabara o homem.

A Humana S√ļmula

A Piedade deixaria de existir
Se não fizéssemos nós os Pobres de pedir;
E a Compaixão também acabaria
Se a todos, como nós, feliz chegasse o dia.

E a paz se alcan√ßa com m√ļtuo terror,
Até crescer o egoísmo do amor:
A Crueldade tece ent√£o a sua rede,
E lança seu isco, cuidadosa, adrede.

Senta-se depois com temores sagrados,
E de l√°grimas os ch√£os ficam regados;
A raiz da Humildade ali ent√£o se gera
Debaixo do seu pé, atenta, espera.

Em breve sobre a cabeça se lhe estende
A sombra daquele Mistério que ofende;
√Č a√≠ que Verme e Mosca se sustentam
Do Mistério que ambos acalentam.

E o fruto que gera é o do Engano
Doce ao comer e t√£o malsano;
E o Corvo o seu ninho ali o faz
No mais espesso da sombra que lhe apraz.

Todos os Deuses, quer da terra quer do mar,
P’la Natureza esta √Ārvore foram procurar;
Mas foi em v√£o esta procura insana,
Esta √Ārvore cresce s√≥ na Mente Humana.

Tradução de Hélio Osvaldo Alves

Todos os sentimentos podem conduzir ao amor e √† paix√£o. Todos: o √≥dio, a compaix√£o, a indiferen√ßa, a venera√ß√£o, a amizade, o medo e at√© mesmo o desprezo. Sim, todos os sentimentos… excepto um: a gratid√£o. A gratid√£o √© uma d√≠vida: todo o homem paga as suas d√≠vidas… mas o amor n√£o √© dinheiro.

A verdadeira compaixão não consiste em sofrer pelo outro. Se ajudamos uma pessoa que sofre e nos deixamos invadir por seu sofrimento, é que somos ineficazes e estamos tão somente reforçando nosso ego.

Sem um sentido de equanimidade, amor e compaixão imparcial não pode sequer começar.

Noite de Natal

[A um pequenito, vendedor de jornais]

Bairro elegante, ‚Äď e que mis√©ria!
Roto e faminto, à luz sidéria,
O pequenito adormeceu…

Morto de frio e de cansaço,
As mãos no seio, erguido o braço
Sobre os jornais, que n√£o vendeu.

A noite é fria; a geada cresta;
Em cada lar, sinais de festa!
E o pobrezinho n√£o tem lar…

Todas as portas j√° cerradas!
√ď almas puras, bem formadas,
Vede as estrelas a chorar!

Morto de frio e de cansaço,
As mãos no seio, erguido o braço
Sobre os jornais, que n√£o vendeu,

Em plena rua, que miséria!
Roto e faminto, à luz sidéria,
O pequenito adormeceu…

Em torno dele ‚Äď √≥ dor sagrada!
Ao ver um círculo sem geada
Na sua morna exalação,

Pensei se o frio descaro√°vel
Do pequenino miser√°vel
Teria m√°goa e compaix√£o…

Sonha talvez, pobre inocente!
Ao frio, à neve, ao luar mordente,
Com o pres√©pio de Bel√©m…

Do céu azul, às horas mortas,
Nossa Senhora abriu-lhe as portas
E aos orf√£ozinhos sem ningu√©m…

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Amor, compaixão e preocupação pelos outros são verdadeiras fontes de felicidade.

A compaixão nem sempre é uma virtude. Quem poupa a vida do lobo, condena a morte as ovelhas.