Cita√ß√Ķes sobre Concorr√™ncia

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Frases sobre concorr√™ncia, poemas sobre concorr√™ncia e outras cita√ß√Ķes sobre concorr√™ncia para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Pessoas que vivem plenamente não estão interessadas em fazer coisas melhor do que outras. Procuram dentro de si seus objetivos na vida e sabem que a concorrência reduzirá ainda mais seus esforços para atingir aquilo que realmente desejam.

Cultura Ofuscada

N√£o √© que, no nosso tempo, o representante da cultura seja menos escutado do que no passado o eram o te√≥logo, o artista, o s√°bio, o fil√≥sofo, etc. √Č que, actualmente, tem-se consci√™ncia da massa que vive de mera propaganda. Tamb√©m no passado, as massas viviam de m√° propaganda, mas, ent√£o, sendo a cultura elementar menos difundida, essa massa n√£o imitava as pessoas verdadeiramente cultas e, portanto, n√£o fazia surgir o problema de saber se estava mais ou menos em concorr√™ncia com essas pessoas cultas.

Só vale a pena discutir com as pessoas com as quais já estamos de acordo quanto aos pontos fundamentais; só aí se mantém, na pesquisa, a fraternidade essencial; tudo o resto é concorrência, batalha, luta pelo triunfo; não menos reais por serem disfarçados.

O trabalho incessante, enorme, irrita e exagera o desejo das riquezas; aferventa o c√©rebro, sobreexcita a sensibilidade, a popula√ß√£o cresce, a concorr√™ncia √© √°spera, as necessidades descomedidas, infinitas as complica√ß√Ķes econ√≥micas, e a√≠ est√° sempre entre riscos a vida social. Entre riscos, porque vem a luta dos interesses, a guerra das classes, o assalto das propriedades e por fim as revolu√ß√Ķes pol√≠ticas.

S√≥ √† dist√Ęncia se admira algu√©m, no tempo ou no espa√ßo, porque nos n√£o faz concorr√™ncia. Sinto que enfim come√ßo a ser aceite. Sinal de que j√° vou sendo do passado.

O Poder da Ind√ļstria Cultural

O poder magn√©tico que sobre os homens exercem as ideologias, embora j√° se lhes tenham tornado decr√©pitas, explica-se, para l√° da psicologia, pelo derrube objectivamente determinado da evid√™ncia l√≥gica como tal. Chegou-se ao ponto em que a mentira soa como verdade, e a verdade como mentira. Cada express√£o, cada not√≠cia e cada pensamento est√£o preformados pelos centros da ind√ļstria cultural. O que n√£o traz o vest√≠gio familiar de tal preforma√ß√£o √©, de antem√£o, indigno de cr√©dito, e tanto mais quanto as institui√ß√Ķes da opini√£o p√ļblica acompanham o que delas sai com mil dados factuais e com todas as provas de que a manipula√ß√£o total pode dispor. A verdade que intenta opor-se n√£o tem apenas o car√°cter de inveros√≠mil, mas √©, al√©m disso, demasiado pobre para entrar em concorr√™ncia com o altamente concentrado aparelho da difus√£o.

A Sociedade é Baseada no Instinto Individual

A vida de uma sociedade √©, fundamentalmente, uma vida de ac√ß√£o. As rela√ß√Ķes dos indiv√≠duos adentro dela, s√£o, fundamentalmente, rela√ß√Ķes entre as actividades, entre as ac√ß√Ķes, deles. As rela√ß√Ķes dessa sociedade com outras sociedades – sejam essas rela√ß√Ķes de que esp√©cie forem – s√£o rela√ß√Ķes de qualquer esp√©cie de actividade, s√£o rela√ß√Ķes de ac√ß√£o. √Č, portanto, pelas faculdades que conduzem √† ac√ß√£o que o indiv√≠duo √© directamente social. Ora, como a ci√™ncia constata que s√£o os instintos, os h√°bitos, os sentimentos – tudo quanto em n√≥s constitui o inconsciente, ou o subconsciente – que levam √† ac√ß√£o, segue que √© pelos seus instintos, pelos seus h√°bitos, pelos seus sentimentos – e n√£o pela sua intelig√™ncia – que o indiv√≠duo √© directamente social.
Por que esp√©cie de instintos, por√©m, √© que o indiv√≠duo √© directamente social? Alguns dos seus instintos, como o instinto de conserva√ß√£o e o instinto sexual, s√£o sociais apenas indirectamente. Servindo-os, o indiv√≠duo serve, em √ļltimo resultado, a sociedade a que pertence, porque, mantendo a sua vida, mant√©m a vida de um elemento componente da sociedade a que pertence, e, propagando a esp√©cie, contribui para a continuidade de vida dessa sociedade; mas nem um, nem outro, desses instintos tem um fim directamente social.

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Em Portugal, Ter Amor às Nossas Coisas Implica Dizer Mal Delas

Em Portugal, ter amor às nossas coisas implica dizer mal delas, já que a maior parte delas não anda bem. Nem uma coisa nem outra constitui novidade. Nem dizer mal delas, nem o facto de elas não andarem bem. Será que se diz mal na esperança de que elas se ponham boas? Também não. As nossas causas são quase sempre perdidas. Porquê então?

Porque o nosso maior bem, como António Vieira contradizia, é nunca estarmos satisfeitos. Nas nossas cabeças perversas e almas amarguradas, onde se acham todas as coisas portuguesas tal e qual achamos que deviam ser, Portugal é o país mais perfeito do mundo. Já isso é uma espécie de país, melhor do que os países reais onde as pessoas estão realmente convencidas que as coisas correm muito bem. Aprendemos a viver com esse país. E alguns conseguiram mesmo viver nele.

Desdenhar o que se tem e elogiar o que têm os outros, mas sem querer trocar, é a principal característica do aristocrático feitio do povo português. Às vezes penso que dizemos tanto mal de Portugal e dos portugueses para que não sejam os estrangeiros a fazê-lo. Monopolizamos a maledicência para nos defendermos; para evitar a concorrência.

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A Inutilidade dos Sindicatos

A sindica√ß√£o, sa√≠da da liberdade como o monop√≥lio espont√Ęneo, √© igualmente inimiga dela, e sobretudo das vantagens dela; √©-o com menos brutalidade e evid√™ncia e, por isso mesmo, com mais seguran√ßa. Um sindicato ou associa√ß√£o de classe ‚ÄĒ comercial, industrial, ou de outra qualquer esp√©cie ‚ÄĒ nasce aparentemente de uma congrega√ß√£o livre dos indiv√≠duos que comp√Ķem essa classe; como, por√©m, quem n√£o entrar para esse sindicato fica sujeito a desvantagens de diversa ordem, a sindica√ß√£o √© realmente obrigat√≥ria. Uma vez constitu√≠do o sindicato, passam a dominar nele ‚ÄĒ parte m√≠nima que se substitui ao todo ‚ÄĒ n√£o os profissionais (comerciantes, industriais, ou o que quer que sejam), mais h√°beis e representativos, mas os indiv√≠duos simplesmente mais aptos e competentes para a vida sindical, isto √©, para a pol√≠tica eleitoral dessas agremia√ß√Ķes. Todo o sindicato √©, social e profissionalmente, um mito.
Mais incisivamente ainda: nenhuma associa√ß√£o de classe √© uma associa√ß√£o de classe. No caso especial da sindica√ß√£o na ind√ļstria e no com√©rcio, o resultado √© desaparecerem todas as vantagens da concorr√™ncia livre, sem se adquirir qualquer esp√©cie de coordena√ß√£o √ļtil ou ben√©fica. O car√°ter natural do reg√≠men livre atenua-se, porque surge em meio dele este elemento estranho e essencialmente oposto √† liberdade.

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A competição é só civilizadora enquanto estímulo; como pretexto de abater a concorrência, é uma contribuição para a barbárie.

A Sociedade é um Sistema de Egoísmos Maleáveis

A sociedade √© um sistema de ego√≠smos male√°veis, de concorr√™ncias intermitentes. Como homem √©, ao mesmo tempo, um ente individual e um ente social. Como indiv√≠duo, distingue-se de todos os outros homens; e, porque se distingue, op√Ķe-se-lhes. Como soci√°vel, parece-se com todos os outros homens; e, porque se parece, agrega-se-lhes. A vida social do homem divide-se, pois, em duas partes: uma parte individual, em que √© concorrente dos outros, e tem que estar na defensiva e na ofensiva perante eles; e uma parte social, em que √© semelhante dos outros, e tem t√£o-somente que ser-lhes √ļtil e agrad√°vel. Para estar na defensiva ou na ofensiva, tem ele que ver claramente o que os outros realmente s√£o e o que realmente fazem, e n√£o o que deveriam ser ou o que seria bom que fizessem. Para lhes ser √ļtil ou agrad√°vel, tem que consultar simplesmente a sua mera natureza de homens.
A exacerba√ß√£o, em qualquer homem, de um ou o outro destes elementos leva √† ru√≠na integral desse homem, e, portanto, √† pr√≥pria frustra√ß√£o do intuito do elemento predominante, que, como √© parte do homem, cai com a queda dele. Um indiv√≠duo que conduza a sua vida em linhas de uma moral alt√≠ssima e pura acabar√° por ser ultrajado por toda a gente –

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Da Profundidade do Espírito

A profundeza √© o termo da reflex√£o. Quem quer que tenha o esp√≠rito verdadeiramente profundo, deve ter a for√ßa de fixar o pensamento fugidio; de ret√™-lo sob os olhos para considerar-lhe o fundo, e reduzir a um ponto uma longa cadeia de ideias; √© principalmente √†queles a quem esse esp√≠rito foi dado que a clareza e a justeza s√£o necess√°rias. Quando lhes faltam essas vantagens, as suas vistas ficam embara√ßadas com ilus√Ķes e cobertas de obscuridades. No entanto, como tais esp√≠ritos v√™em sempre mais longe do que os outros nas coisas da sua al√ßada, julgam-se tamb√©m mais pr√≥ximos da verdade do que os demais homens; mas estes, n√£o os podendo seguir nas suas sendas tenebrosas, nem remontar das consequ√™ncias at√© a altura dos princ√≠pios, s√£o frios e desdenhosos para com esse tipo de esp√≠rito que n√£o podem mensurar.
E, mesmo entre as pessoas profundas, como algumas o são em relação às coisas do mundo e outras nas ciências ou numa arte particular, preferindo cada qual o objecto cujos usos melhor conhece, isso também é, de todos os lados, matéria de dissensão.
Finalmente, nota-se um ci√ļme ainda mais particular entre os esp√≠ritos vivazes e os esp√≠ritos profundos, que s√≥ possuem um na falta do outro;

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A sociedade √© um sistema de ego√≠smos male√°veis, de concorr√™ncia intermitentes. Cada homem √©, ao mesmo tempo, um ente individual e um ente social. Como indiv√≠duo distingue-se de todos os outros homens; e, porque se distingue, op√Ķe-se-lhes. Como soci√°vel, parece-se com todos os outros homens; e, porque se parece, agrega-se-lhes.

Oh, Deus, eu que fa√ßo concorr√™ncia a mim mesma. Me detesto. Felizmente os outros gostam de mim. √Č uma tranquilidade. Um sopro de vida.