Cita√ß√Ķes sobre Covardes

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Frases sobre covardes, poemas sobre covardes e outras cita√ß√Ķes sobre covardes para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Mordaças

(fragmento)

O que somos
se n√£o somos mais do que
f√īramos, somos e teremos sido
intactos neste ventre
sombras na Sombra?

Nossos emblemas,
nossa linguagem e espelhos,
vagidos na tarde mansa, o que s√£o se,
rabiscos de uma memória para sempre futura
do que n√£o f√īramos, n√£o somos, nem,
covardes, teremos sido,
j√° n√£o insistem com seu fogo antigo,
e nos perdemos nos v√£os de nosso horror,
amordaçados e quietos,
famintos nesta Fome
que nos corrompe e n√£o nos explica?

Tempestade!

O meu beliche é tal qual o bercinho,
Onde dormi horas que não vêm mais.
Dos seus embalos j√° estou cheiinho:
Minha velha ama s√£o os vendavaes!

Uivam os ventos! Fumo, bebo vinho.
O vapor treme! Abra√ßo a Biblia, aos ais…
Covarde! Que dir√° teu Av√īzinho,
Que foi moreante? Que dir√£o teus Paes?

Coragem! Considera o que has soffrido,
O que soffres e o que ainda soffrer√°s,
E ve, depois, se accaso é permittido

Tal medo √° Morte, tanto apego ao mundo:
Ah! f√īra bem melhor, v√°s onde v√°s,
Antonio, que o paquete fosse ao fundo!

Quem não quer pensar é um fanático, Quem não pode pensar é um idiota, Quem não ousa pensar é um covarde.

A Vida

“A Vida”
II
“. . Tem sido assim e assim ser√°… Mais tarde
o que hoje pensas chamar√°s: – quimera!
E esse esplendor que nos teus olhos arde,
ser√° a vis√£o de extinta primavera…

Escondido à .traição, como uma fera,
bem em silêncio, e sem fazer alarde,
o Destino que é mau e que é covarde,
naquela sombra adiante j√° te espera!

E num requinte de perversidade
faz de cada ilus√£o, de cada sonho,
a ru√≠na de uma dor… e uma saudade…

E se voltares, notar√°s ent√£o
desesperado, ao teu olhar tristonho
que em v√£o sonhaste… e que viveste em v√£o!…”

Por que me prendes? Solta-me covarde!
Deus me deu por gaiola a imensidade:
N√£o me roubes a minha liberdade…
Quero voar! voar!…

Considera√ß√Ķes sobre a Vingan√ßa

A vingan√ßa √© uma esp√©cie de justi√ßa b√°rbara, de tal maneira que quanto mais a natureza humana se inclinar para ela, tanto mais a deve a lei extermin√°-la. Porque a primeira inj√ļria n√£o faz mais que ofender a lei, ao passo que a vingan√ßa da inj√ļria p√Ķe a lei fora do seu of√≠cio. De certo, ao exercer a vingan√ßa, o homem iguala-se ao inimigo; mas, passando sobre ela, √©-lhe superior; porque √© pr√≥prio do pr√≠ncipe perdoar. E tenho a certeza que Salom√£o disse: ¬ę√Č glorioso para um homem desdenhar uma ofensa¬Ľ. O que passou, passou, e √© irrevog√°vel; os homens prudentes j√° t√™m bastante que fazer com as coisas presentes e vindouras; n√£o devem, portanto, preocupar-se com bagatelas como o trabalhar em coisas pret√©ritas.
Não há homem que faça o mal pelo mal, mas apenas na perseguição do lucro, do prazer ou da honra, etc. Porque hei-de ficar ressentido com alguém, apenas pela razão de que ele mais ama a si próprio do que a mim? E se alguém me fez mal, apenas por pura maldade, então, esse é unicamente como a roseira e o cardo que picam e arranham apenas porque não podem de outra forma proceder. A espécie mais tolerável de vingança ainda é aquela que vai contra ofensas que na lei não encontram remédio;

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A riqueza a ti confiada n√£o deve ser consumida irrefletidamente. Empreg√°-la de modo que seja √ļtil √† humanidade ‚Äď esta √© a tua tarefa. Aquele que despende impensadamente a riqueza √© um covarde que transfere sua tarefa aos outros.

Psicologia Humana

A Santos Lostada

Por tr√°s de uns vidros d’√≥culos opacos
Muita vez um le√£o e um tigre rugem,
E como um surdo temporal estrugem
Os ódios dos covardes e dos fracos.

Partir pudesses, ó poeta, em cacos,
Vidros que ocultam almas de ferrugem,
Que espumam de ira, tenebrosas mugem,
Mugem como de dentro de uns buracos.

Que essas sombrias, d√ļbias almas foscas
Que parecem, no entanto, como moscas,
Inofensivas, babam como as lesmas.

Mas tu, em v√£o, tais vidros partirias,
Pois que no mundo, eternamente, as frias
Almas humanas ser√£o sempre as mesmas!

brincávamos a cair nos braços um do outro

brinc√°vamos a cair nos
braços um do outro, como faziam
as actrizes nos filmes com o marlon
brando, e depois suspirávamos e ríamos
sem saber que habituávamos o coração à
dor. queríamos o amor um pelo outro
sem hesita√ß√Ķes, como se a desgra√ßa nos
servisse bem e, a ver filmes, ach√°vamos que
o peito era todo em movimento e n√£o
sabíamos que a vida podia parar um
dia. eu ainda te disse que me doíam os
braços e que, mesmo sendo o rapaz, o
cansaço chegava e instalava-se no meu
poço de medo. tu rias e caías uma e outra
vez à espera de acreditares apenas no que
fosse mais imediato, quando os filmes acabavam,
quando percebíamos que o mundo era
feito de dist√Ęncia e tanto tempo vazio, tu
ficavas muito feminina e abandonada e eu
sofria mais ainda com isso. estavas t√£o
diferente de mim como se j√° tivesses
partido e eu fosse apenas um local esquecido
sem significado maior no teu caminho. tu
dizias que se morrêssemos juntos
entraríamos juntos no paraíso e querias
culpar-me por ser triste de outro modo,

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O forte, o covarde
Seus feitos inveja
De o ver na peleja
Garboso e feroz;
E os tímidos velhos
Nos graves concelhos,
Curvadas as frontes,
Escutam-lhe a voz!

Fim

Nem foi mesmo preciso que você falasse,
era um pressentimento antigo dentro de mim,
h√° muito, na express√£o que havia em sua face
via que o nosso amor ia chegando ao fim…

Hoje, para encontr√°-la, eu quase que n√£o vim…
Era o medo covarde deste desenlace…
E tudo terminou… e foi melhor assim
talvez, para voc√™, que tudo terminasse…

Nosso amor, Рe ninguém há de saber por que,
morreu (bem que o sentimos pelo nosso olhar),
e n√£o somos culpados nem eu, nem voc√™…

E o que é estranho afinal é que tudo acabasse,
sem que nenhum de nós falasse em terminar,
– e assim como se tudo ainda continuasse…