Cita√ß√Ķes sobre Criaturas

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Frases sobre criaturas, poemas sobre criaturas e outras cita√ß√Ķes sobre criaturas para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A injusti√ßa, por √≠nfima que seja a criatura vitimada, revolta-me, transmuda-me, incendeia-me, roubando-me a tranq√ľilidade do cora√ß√£o e a estima pela vida.

√Č tolice dizer que as criaturas s√£o totalmente m√°s, porque em algum aspecto s√£o nocivas

√Č tolice dizer que as criaturas s√£o totalmente m√°s, porque em algum aspecto s√£o nocivas. Podem elas ser nocivas para uns, mas √ļteis para outros.

Certa pessoa muito religiosa que dirigia uma escola dominical recebeu de um amigo o seguinte comunicado: ‚ÄėComprei um √≥rg√£o para ofertar √† sua escola dominical e estou tomando provid√™ncias para envi√°-lo a voc√™‚Äô. Perplexo, o religioso orou fervorosamente a Deus: ‚ÄėSenhor, uma criatura t√£o modesta como eu n√£o merece uma coisa t√£o valiosa‚Äô. Para ele, a escassez era bem-vinda mas o conforto n√£o era merecido.

A Mentira Perfeita

A mentira, a mentira perfeita, acerca das pessoas que conhecemos, sobre as rela√ß√Ķes que com elas tivemos, sobre o nosso m√≥bil em determinada ac√ß√£o formulado por n√≥s de uma forma completamente diferente, a mentira acerca do que somos, acerca do que amamos, acerca do que sentimos pela criatura que nos ama e que julga ter-nos tornado semelhante a ela porque passa o dia a beijar-nos, essa mentira √© das √ļnicas coisas no mundo que nos pode abrir perspectivas sobre algo de novo, de desconhecido, que pode abrir em n√≥s sentidos adormecidos para a contempla√ß√£o do universo que nunca ter√≠amos conhecido.

Somos Vítimas de uma Prolongada Servidão Colectiva

Produto de dois s√©culos de falsa educa√ß√£o fradesca e jesu√≠tica, seguidos de um s√©culo de pseudo-educa√ß√£o confusa, somos as v√≠timas individuais de uma prolongada servid√£o colectiva. Fomos esmagados (…) por liberais para quem a liberdade era a simples palavra de passe de uma seita reaccion√°ria, por livres-pensadores para quem o c√ļmulo do livre-pensamento era impedir uma prociss√£o de sair, de ma√ß√£os para quem a Ma√ßonaria (longe de a considerarem a deposit√°ria da heran√ßa sagrada da Gnose) nunca foi mais do que uma Carbon√°ria ritual. Produto assim de educa√ß√Ķes dadas por criaturas cuja vida era uma perp√©tua trai√ß√£o √†quilo que diziam que eram, e √†s cren√ßas ou ideias que diziam servir, t√≠nhamos que ser sempre dos arredores…

O Prazer do Beneficiador é Sempre Maior do que o do Beneficiado

– N√£o me podes negar um facto, disse ele; √© que o prazer do beneficiador √© sempre maior do que o do beneficiado. Que √© o benef√≠cio? √Č um acto que faz cessar certa priva√ß√£o do beneficiado. Uma vez produzido o efeito essencial, isto √©, uma vez cessada a priva√ß√£o, torna o organismo ao estado anterior, ao estado indiferente. Sup√Ķe que tens apertado em demasia o c√≥s das cal√ßas; para fazer cessar o inc√≥modo, desabotoas o c√≥s, respiras, saboreias um instante de gozo, o organismo torna √† indiferen√ßa, e n√£o te lembras dos teus dedos que praticaram o acto. N√£o havendo nada que perdure, √© natural que a mem√≥ria se esvae√ßa, porque ela n√£o √© uma planta a√©rea, precisa de ch√£o. A esperan√ßa de outros favores, √© certo, conserva sempre no beneficiado a lembran√ßa do primeiro; mas este facto, ali√°s um dos mais sublimes que a filosofia pode achar em seu caminho, explica-se pela mem√≥ria da priva√ß√£o, ou, usando de outra f√≥rmula, pela priva√ß√£o continuada na mem√≥ria, que repercute a dor passada e aconselha a precau√ß√£o do rem√©dio oportuno.
N√£o digo que, ainda sem esta circunst√Ęncia, n√£o aconte√ßa, algumas vezes, persistir a mem√≥ria do obs√©quio, acompanhada de certa afei√ß√£o mais ou menos intensa;

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A criatura ineficaz, hesitante, fr√°gil ‚Äď um telegrama arrasa-o, uma carta leva-o logo a p√īr-se de p√©, reanima-o, o sil√™ncio que se segue √† carta lan√ßa-o para a apatia.

O inferno é a incapacidade de sermos diferentes da criatura segundo a qual ordinariamente nos comportamos.

O Amor Limitado

Algum homem indigno de ser possuidor
De amor velho ou novo, sendo ele próprio falso ou fraco,
Pensou que a sua dor e vergonha seriam menores
Se a sua ira sobre as mulheres descarregasse.
E ent√£o uma lei nasceu:
Que cada uma um só homem conhecesse.
Mas s√£o assim as outras criaturas?

S√£o o sol, a lua, as estrelas proibidos por lei
De sorrir para onde lhes apetece, ou de esbanjar a sua luz?
Divorciam-se os p√°ssaros, ou s√£o censurados
Se abandonam o seu par, ou dormem fora uma noite?
Os animais n√£o perdem as suas pens√Ķes
Ainda que escolham novos amantes,
Mas nós fizémo-nos piores do que eles.

Quem j√° armou belos navios para ancorar nos portos,
Em vez de buscar novas terras, ou negociar com todos?
Ou construiu belas casas, plantou √°rvores e arbustos,
Apenas para as trancar, ou ent√£o deix√°-los cair?
O Bom não é bom, a não ser
Que mil coisas possua,
Mas arruína-se com a avidez.

Tradução de Helena Barbas

Todas as coisas da cria√ß√£o s√£o filhos do Pai e irm√£os do homem… Deus quer que ajudemos aos animais, se necessitam de ajuda. Toda criatura em desgra√ßa tem o mesmo direito a ser protegida.

Do Contraditório como Terapêutica de Libertação

Recentemente, entre a poeira de algumas campanhas pol√≠ticas, tomou de novo relevo aquele grosseiro h√°bito de polemista que consiste em levar a mal a uma criatura que ela mude de partido, uma ou mais vezes, ou que se contradiga, frequentemente. A gente inferior que usa opini√Ķes continua a empregar esse argumento como se ele fosse depreciativo. Talvez n√£o seja tarde para estabelecer, sobre t√£o delicado assunto do trato intelectual, a verdadeira atitude cient√≠fica.
Se há facto estranho e inexplicável é que uma criatura de inteligência e sensibilidade se mantenha sempre sentado sobre a mesma opinião, sempre coerente consigo próprio. A contínua transformação de tudo dá-se também no nosso corpo, e dá-se no nosso cérebro consequentemente. Como então, senão por doença, cair e reincidir na anormalidade de querer pensar hoje a mesma coisa que se pensou ontem, quando não só o cérebro de hoje já não é o de ontem, mas nem sequer o dia de hoje é o de ontem? Ser coerente é uma doença, um atavismo, talvez; data de antepassados animais em cujo estádio de evolução tal desgraça seria natural.
A coer√™ncia, a convic√ß√£o, a certeza s√£o al√©m disso, demonstra√ß√Ķes evidentes ‚ÄĒ quantas vezes escusadas ‚ÄĒ de falta de educa√ß√£o.

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Todo o discurso deve ser construído como uma criatura viva, dotado por assim dizer do seu próprio corpo; não lhe podem faltar nem pés nem cabeça; tem de dispor de um meio e de extremidades compostas de modo tal que sejam compatíveis uns com os outros e com a obra como um todo.

Era uma criatura simp√°tica e terna ‚Äď o tipo de pessoa a quem o t√≠mido se dirige, em busca de protec√ß√£o, ao entrar numa sala que lhe parece hostil. N√£o haveria muitas qualidades francamente superiores a essa.

Não há criatura mais aterradora do que aquela que não é capaz de estar sozinha. Se nem ela se suporta a si mesma, como não há-de ser insuportável para os outros?

De todas as criaturas de Deus, somente uma não pode ser castigada. Essa é o gato. Se fosse possível cruzar o homem com o gato, melhoraria o homem, mas pioraria o gato.

Dois Rumos

Mentir, eis o problema:
minto de vez em quando
ou sempre, por sistema?

Se mentir todo dia,
erguerei um castelo
em alta serrania

contra toda escalada,
e mais ninguém no mundo
me atira seta ervada?

Livre estarei, e dentro
de mim outra verdade
rebrilhar√° no centro?

Ou mentirei apenas
no varejo da vida,
sem alívio de penas,

sem suporte e armadura
ante o império dos grandes,
fr√°gil, fr√°gil criatura?

Pensarei ainda nisto.
Por enquanto n√£o sei
se me exponho ou resisto,

se componho um casulo
e nele me agasalho,
tornando o resto nulo,

ou adiro à suposta
verdade contingente
que, de verdade, mente.

Recordar é Limitar

N√£o fosse a lembran√ßa da mocidade, n√£o se ressentiria a velhice. Toda a doen√ßa consiste em n√£o se poder fazer mais o que se p√īde fazer outrora. Pois o velho, no seu g√©nero, √© decerto uma criatura t√£o perfeita como o mo√ßo na sua.