Cita√ß√Ķes sobre Detalhes

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Frases sobre detalhes, poemas sobre detalhes e outras cita√ß√Ķes sobre detalhes para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Quem faz o bem ao outro deve fazê-lo nos mínimos detalhes. O Bem geral é a justificativa do imoral, do hipócrita e do falso.

Alimentar o Ego

Para quem faz do sonho a vida, e da cultura em estufa das suas sensa√ß√Ķes uma religi√£o e uma pol√≠tica, para esse primeiro passo, o que acusa na alma que ele deu o primeiro passo, √© o sentir as coisas m√≠nimas extraordin√°ria ‚ÄĒ e desmedidamente. Este √© o primeiro passo, e o passo simplesmente primeiro n√£o √© mais do que isto. Saber p√īr no saborear duma ch√°vena de ch√° a vol√ļpia extrema que o homem normal s√≥ pode encontrar nas grandes alegrias que v√™m da ambi√ß√£o subitamente satisfeita toda ou das saudades de repente desaparecidas, ou ent√£o nos actos finais e carnais do amor; poder encontrar na vis√£o dum poente ou na contempla√ß√£o dum detalhe decorativo aquela exaspera√ß√£o de senti-los que geralmente s√≥ pode dar, n√£o o que se v√™ ou o que se ouve, mas o que se cheira ou se gosta ‚ÄĒ essa proximidade do objecto da sensa√ß√£o que s√≥ as sensa√ß√Ķes carnais ‚ÄĒ o tacto, o gosto, o olfacto – esculpem de encontro √† consci√™ncia; poder tornar a vis√£o interior, o ouvido do sonho ‚ÄĒ todos os sentidos supostos e do suposto ‚ÄĒ recebedores e tang√≠veis como sentidos virados para o externo: escolho estas, e as an√°logas suponham-se,

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Um jardim como a vida, precisa ser visto na sua totalidade. Se nos detivermos na beleza de um detalhe, todo o resto parecer√° feio.

Um edifício para ser forte deve ser construído com esmero, tijolo a tijolo, não se descuidando dos pequenos detalhes. Assim também é o amor. Para ser forte deve ser construído dia a dia, nos atos, nos gestos e nas pequenas nuances da convivência.

Só agora sei que eu já tinha tudo, embora do modo contrário: eu me dedicava a cada detalhe do não. Detalhadamente não sendo, eu me provava que Рque eu era.

Os espíritos altamente analíticos vêem quase que só defeitos: quanto mais forte a lente mais imperfeita se mostra a cousa observada. O detalhe é sempre mau.

Todos n√≥s nos preparamos para matar drag√Ķes e terminamos sendo devorados pelas formigas dos detalhes, √†s quais nunca prestamos aten√ß√£o.

A Tragédia e Comédia da Vida

A vida √© um mar repleto de rochedos e turbilh√Ķes, que o homem evita com a m√°xima precau√ß√£o e cautela, embora saiba que, quando consegue insinuar-se por eles como todo o esfor√ßo e arte, justamente por isso acaba por se aproximar e at√© mesmo se dirigir para o seu naufr√°gio maior, total, inevit√°vel e irremedi√°vel, a morte: esta √© o objectivo final da penosa viagem e, para ele, o pior de todos os rochedos dos quais se desviou.
A vida de todo o ser humano flui inteiramene entre o querer e o conseguir. O desejo, conforme a sua natureza, é dor: alcançá-lo significa gerar rapidamente a saciedade. O objectivo era apenas aparente; a posse tira o encanto; o desejo e a necessidade reapresentam-se com um novo aspecto. Quando isso não ocorre, seguem-se a solidão, o vazio e o tédio, contra os quais a luta atormenta tanto quanto contra a miséria.

Quando se observa a vida de cada indivíduo de modo geral, destacando apenas os seus traços mais significativos, percebe-se que ela não passa de uma tragédia; porém, se examinada nos seus detalhes, tem o carácter da comédia.

Eu quero saber como Deus criou este mundo. N√£o estou interessado neste ou naquele fen√īmeno, no espectro deste ou daquele elemento. Eu quero conhecer os pensamentos Dele, o resto s√£o detalhes.

A Verdadeira Beleza de uma Mulher

Uma roupa desacertada, uns dentes ligeiramente tortos, uma mediocridade requintada da alma ‚Äď estes s√£o os tipos de detalhes que fazem uma mulher real, viva. As mulheres que vemos nos cartazes ou em revistas de moda ‚Äď aquelas que todas as mulheres tentam imitar hoje em dia ‚Äď como √© que podem ser atraentes? Elas n√£o t√™m realidade pr√≥pria; s√£o apenas a soma de um conjunto de regras abstractas. Elas n√£o nascem de corpos humanos; elas nascem prontas a servir a partir de computadores.

A Fronteira Entre a Amizade e o Amor

Há na pura amizade um prazer a que não podem atingir os que nasceram medíocres. A amizade pode subsistir entre pessoas do mesmo sexo a diferentes, isenta mesmo de toda a materialidade. Uma mulher, entretanto, olha sempre um homem como um homem; e reciprocamente, um homem olha uma mulher como uma mulher; essa ligação não é paixão nem pura amizade: constitui uma classe aparte.
O amor nasce bruscamente, sem outra reflexão, por temperamento, ou por fraqueza: um detalhe de beleza nos fixa, nos determina. A amizade, pelo contrário, forma-se pouco a pouco, com o tempo, pela prática, por um longo convívio. Quanta inteligência, bondade, dedicação, serviços e obséquios, nos amigos, para fazer, em anos, muito menos do que faz, às vezes, num minuto, um rosto bonito e uma bela mão!
O tempo, que fortalece as amizades, enfraquece o amor. Enquanto o amor dura, subsiste por si, e √†s vezes pelo que parece dever extingui-lo: caprichos, rigores, aus√™ncia, ci√ļme; a amizade, pelo contr√°rio, precisa de alento: morre por falta de cuidados, de confian√ßa, de aten√ß√£o. √Č mais comum ver um amor extremo que uma amizade perfeita.
O amor e a amizade excluem-se um ao outro. Aquele que teve a experiência de um grande amor descuida a amizade;

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As Melhores Ac√ß√Ķes Perdem Efeito Pela Forma Como S√£o Executadas

As melhores ac√ß√Ķes se alteram e enfraquecem pela maneira por que s√£o praticadas, e deixam at√© duvidar das inten√ß√Ķes. Aquele que protege ou louva a virtude pela virtude, que corrige e reprova o v√≠cio por causa do v√≠cio, simplesmente, naturalmente, sem nenhum rodeio, sem nenhuma singularidade, sem ostenta√ß√£o, sem afecta√ß√£o: n√£o usa respostas graves e sentenciosas, ainda menos os detalhes picantes e sat√≠ricos; n√£o √© nunca uma cena que ele representa para o p√ļblico, √© um bom exemplo que d√° e um dever que cumpre; n√£o fornece nada √†s visitas das mulheres, nem ao pavilh√£o, nem aos jornalistas; n√£o d√° a um homem espirituoso mat√©ria para boa anedota. O bem que acaba de fazer √© um pouco menos sabido e conhecido pelos outros, na verdade; mas fez esse bem; que √© que ele queria mais ?

Todos Erramos

Apontamos quase sempre o dedo a quem erra… Condenamos os outros com enorme facilidade. Compreendemo-los pouco, perdoamo-los ainda menos. Mas, ser√° que atirar pedras √© o mais justo, eficaz e melhor?

Temos uma necessidade quase prim√°ria de julgar o comportamento alheio, de o analisar e avaliar ao mais √≠nfimo detalhe, sempre de um ponto de vista superior, como se o sentido da nossa exist√™ncia, a nossa miss√£o, passasse por sentenciar todos quantos cruzam a sua vida com a nossa… condenando-os… na firme convic√ß√£o de que assim estamos a ajudar… a melhorar.

Comete erro em cima de erro quem se dedica a julgar os erros dos outros…

Julgamos de forma absoluta, na maior parte das vezes, generalizando um gesto ou dois, achando que cada pequena a√ß√£o revela tudo quanto h√° a saber sobre determinada pessoa… mais, achamos que cada homem ou √© bom ou √© mau… como se n√£o fossemos todos… de carne e osso… de luz e sombras.
J√° a n√≥s n√£o nos julgamos nem nos deixamos julgar. Consideramos que, no caso espec√≠fico da nossa vida, s√£o tantos os factores que t√™m de se levar em conta (quase todos atenuantes) que se torna imposs√≠vel qualquer tipo de veredicto…

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Carta de Amor

Eu sabia que seria apenas depois de te teres ido embora que iria perceber a completa extensão da minha felicidade e, alas! o grau da minha perda também. Ainda não a consegui ultrapassar, e se não tivesse à minha frente aquela caixinha pequena com a tua doce fotografia, pensaria que tudo não teria passado de um sonho do qual não quereria acordar. Contudo os meus amigos dizem que é verdade, e eu próprio consigo-me lembrar de detalhes ainda mais charmosos, ainda mais misteriosamente encantadores do que qualquer fantasia sonhadora poderia criar. Tem que ser verdade. Martha é minha, a rapariga doce da qual todos falam com admiração, que apesar de toda a minha resistência cativou o meu coração logo no primeiro encontro, a rapariga que eu receava cortejar e que veio para mim com elevada confiança, que fortaleceu a minha confiança em mim próprio e me deu esperanças e energia para trabalhar, na altura que eu mais precisava.

Quando tu voltares, querida rapariga, já terei vencido a timidez e estranheza que até agora me inibiu perante a tua presença. Iremos sentar-nos de novo sozinhos naquele pequeno quarto agradável, vais-te sentar naquela poltrona castanha , eu estarei a teus pés no banquinho redondo,

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Podiam desnudar, nos mínimos detalhes, tudo quanto houvesse feito, dito ou pensado; mas o imo do coração, cujo funcionamento é um mistério para o próprio indivíduo, continuava inexpugnável.

O sucesso ou o insucesso de um grande empreendimento é decidido pela capacidade de dar atenção aos pequenos detalhes.