Cita√ß√Ķes sobre Educa√ß√£o

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Frases sobre educa√ß√£o, poemas sobre educa√ß√£o e outras cita√ß√Ķes sobre educa√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Somos Vítimas de uma Prolongada Servidão Colectiva

Produto de dois s√©culos de falsa educa√ß√£o fradesca e jesu√≠tica, seguidos de um s√©culo de pseudo-educa√ß√£o confusa, somos as v√≠timas individuais de uma prolongada servid√£o colectiva. Fomos esmagados (…) por liberais para quem a liberdade era a simples palavra de passe de uma seita reaccion√°ria, por livres-pensadores para quem o c√ļmulo do livre-pensamento era impedir uma prociss√£o de sair, de ma√ß√£os para quem a Ma√ßonaria (longe de a considerarem a deposit√°ria da heran√ßa sagrada da Gnose) nunca foi mais do que uma Carbon√°ria ritual. Produto assim de educa√ß√Ķes dadas por criaturas cuja vida era uma perp√©tua trai√ß√£o √†quilo que diziam que eram, e √†s cren√ßas ou ideias que diziam servir, t√≠nhamos que ser sempre dos arredores…

Acusar os outros pelos pr√≥prios infort√ļnios √© um sinal de falta de educa√ß√£o; acusar-se a si mesmo mostra que a educa√ß√£o come√ßou; n√£o acusar nem a si mesmo nem aos outros mostra que a educa√ß√£o est√° completa.

A Virtude Pura n√£o Existe nos Dias de Hoje

Numa √©poca t√£o doente como esta, quem se ufana de aplicar ao servi√ßo da sociedade uma virtude genu√≠na e pura, ou n√£o sabe o que ela √©, j√° que as opini√Ķes se corrompem com os costumes (de facto, ouvi-os retratarem-na, ouvi a maior parte glorificar-se do seu comportamento e formular as suas regras: em vez de retratarem a virtude, retratam a pura injusti√ßa e o v√≠cio, e apresentam-na assim falsificada para educa√ß√£o dos pr√≠ncipes), ou, se o sabe, ufana-se erradamente e, diga o que disser, faz mil coisas que a sua consci√™ncia reprova.
(…) Em tal aperto, a mais honrosa marca de bondade consiste em reconhecer o erro pr√≥prio e o alheio, empregar todas as for√ßas a resistir e a obstar √† inclina√ß√£o para o mal, seguir contra a corrente dessa tend√™ncia, esperar e desejar que as coisas melhorem.

A Fraqueza do Idealismo

A arte idealista esquece que h√° no homem – nervos, fatalidades heredit√°rias, sujei√ß√Ķes √†s influ√™ncias determinantes de hora, alimento, atmosfera, etc; irresist√≠veis teimas f√≠sicas, tend√™ncias de carnalidade fatais; resultantes l√≥gicas de educa√ß√£o; ac√ß√Ķes determinantes ao meio, etc,etc; a arte convencional, enfim, mutila o homem moral – como a ci√™ncia convencional mutila o homem f√≠sico; s√£o ambas aprovadas pelos Monsenhores arcebispos de Paris e dadas em leitura nos col√©gios; mas uma ensina falso, como a outra educa falso: ambas nocivas portanto.

O que deve caracterizar a juventude é a modéstia, o pudor, o amor, a moderação, a dedicação, a diligência, a justiça, a educação. São estas as virtudes que devem formar o seu carácter.

Nós não temos educação, temos inspiração, se eu tivesse sido educado eu seria um idiota.

A Inteligência e o Sentido Moral

A intelig√™ncia √© quase in√ļtil para aqueles que s√≥ a possuem a ela. O intelectual puro √© um ser incompleto, infeliz, pois √© incapaz de atingir aquilo que compreende. A capacidade de apreender as rela√ß√Ķes das coisas s√≥ √© fecunda quando associada a outras actividades, como o sentido moral, o sentido afectivo, a vontade, o racioc√≠nio, a imagina√ß√£o e uma certa for√ßa org√Ęnica. S√≥ √© utiliz√°vel √† custa de esfor√ßo.
Os detentores da ciência preparam-se longamente realizando um duro trabalho. Submetem-se a uma espécie de ascetismo. Sem o exercício da vontade, a inteligência mantém-se dispersa e estéril. Uma vez disciplinada, torna-se capaz de perseguir a verdade. Mas só a atinge plenamente se for ajudada pelo sentido moral. Os grandes cientistas têm sempre uma profunda honestidade intelectual. Seguem a realidade para onde quer que ela os conduza. Nunca procuram substituí-la pelos seus próprios desejos, nem ocultá-la quando se torna opressiva. O homem que quiser contemplar a verdade deve manter a calma dentro de si mesmo. O seu espírito deve ser como a água serena de um lago. As actividades afectivas, contudo, são indispensáveis ao progresso da inteligência. Mas devem reduzir-se a essa paixão que Pasteur chamava deus inteiror, o entusiasmo.

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Opinar sem Conhecer

Porque √© que os corpos dentro dos seus caix√Ķes s√£o t√£o pesados ? Ele dizem que √© devido a algum tipo de in√©rcia, que o corpo j√° n√£o √© mais dirigido pelo seu dono… ou alguma tolice desse tipo, em oposi√ß√£o √†s leis da mec√Ęnica e do senso comum. Eu n√£o gosto de ouvir pessoas que n√£o t√™m mais que uma educa√ß√£o geral aventurarem-se a resolver problemas que requerem um conhecimento especial; e connosco isso acontece continuamente. Os cidad√£os gostam muito de dar opini√Ķes sobre assuntos que s√£o do foro do soldado ou at√© mesmo do marechal de campo; enquanto homens que foram educados como engenheiros preferem discutir filosofia e economia pol√≠tica.

Resumindo, diria pensar que a natureza humana, mais do que boa, é excelente; que a sociedade, e nela a educação, ajudando o homem a sobreviver, o tem limitado, e muito, no melhor, que é o seu ser livre.

Para ter um gosto pr√≥prio e julgar com alguma finura das coisas de arte √© necess√°ria uma prepara√ß√£o, uma cultura adequada. E onde tem o homem de trabalho, no nosso tempo, vagares para esse complicada educa√ß√£o, que exige viagens, mil leituras, a longa frequenta√ß√£o dos museus, todo um afinamento particular do esp√≠rito? Os pr√≥prios ociosos n√£o t√™m tempo ‚Äď porque, como se sabe, n√£o h√° profiss√£o mais absorvente do que a vadiagem. Os interesses, os neg√≥cios, a loja, a reparti√ß√£o, a fam√≠lia, a profiss√£o liberal, os prazeres n√£o deixam um momento para as exig√™ncias de uma inicia√ß√£o art√≠stica.

A Imaginação é a Base do Homem

De tal modo a imagina√ß√£o √© a base do homem ‚ÄĒ Joana de novo ‚ÄĒ que todo o mundo que ele tem constru√≠do encontra sua justificativa na beleza da cria√ß√£o e n√£o na sua utilidade, n√£o em ser o resultado de um plano de fins adequados √†s necessidades. Por isso √© que vemos multiplicarem-se os rem√©dios destinados a unir o homem √†s ideias e institui√ß√Ķes existentes ‚ÄĒ a educa√ß√£o, por exemplo, t√£o dif√≠cil ‚ÄĒ e vemo-lo continuar sempre fora do mundo que ele construiu. O homem levanta casas para olhar e n√£o para nelas morar. Porque tudo segue o caminho da inspira√ß√£o. O determinismo n√£o √© um determinismo de fins, mas um estreito determinismo de causas. Brincar, inventar, seguir a formiga at√© seu formigueiro, misturar √°gua com cal para ver o resultado, eis o que se faz quando se √© pequeno e quando se √© grande. √Č erro considerar que chegamos a um alto grau de pragmatismo e materialismo. Na verdade o pragmatismo ‚ÄĒ o plano orientado para um dado fim real ‚ÄĒ seria a compreens√£o, a estabilidade, a felicidade, a maior vit√≥ria de adapta√ß√£o que o homem conseguisse. No entanto fazer as coisas ¬ępara qu√™¬Ľ parece-me, perante a realidade,

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A Piedade

A piedade √© um sentimento natural, que, moderando em cada indiv√≠duo a actividade do amor de si pr√≥prio, concorre para a conserva√ß√£o m√ļtua de toda a esp√©cie. √Č ela que nos leva sem reflex√£o em socorro daqueles que vemos sofrer; √© ela que, no estado de natureza, faz as vezes de lei, de costume e de virtude, com a vantagem de que ningu√©m √© tentado a desobedecer √† sua doce voz; √© ela que impede todo o selvagem robusto de arrebatar a uma crian√ßa fraca ou a um velho enfermo a sua subsist√™ncia adquirida com sacrif√≠cio, se ele mesmo espera poder encontrar a sua alhures; √© ela que, em vez desta m√°xima sublime de justi√ßa raciocinada, faz a outrem o que queres que te fa√ßam, inspira a todos os homens esta outra m√°xima de bondade natural, bem menos perfeita, por√©m mais √ļtil, talvez, do que a precedente: faz o teu bem com o menor mal poss√≠vel a outrem. Em uma palavra, √© nesse sentimento natural, mais do que em argumentos subtis, que √© preciso buscar a causa da repugn√Ęncia que todo o homem experimentaria em fazer mal, mesmo independentemente das m√°ximas da educa√ß√£o. Embora possa competir a S√≥crates e aos esp√≠ritos da sua t√™mpera adquirir a virtude pela raz√£o,

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Todos os homens que foram valiosos em alguma coisa puseram a ênfase na sua própria educação.

Boa e M√° Literatura

O que acontece na literatura n√£o √© diferente do que acontece na vida: para onde quer que se volte, depara-se imediatamente com a incorrig√≠vel plebe da humanidade, que se encontra por toda a parte em legi√Ķes, preenchendo todos os espa√ßos e sujando tudo, como as moscas no ver√£o.
Eis a raz√£o do n√ļmero incalcul√°vel de livros maus, essa erva daninha da literatura que tudo invade, que tira o alimento do trigo e o sufoca. De facto, eles arrancam tempo, dinheiro e aten√ß√£o do p√ļblico – coisas que, por direito, pertencem aos bons livros e aos seus nobres fins – e s√£o escritos com a √ļnica inten√ß√£o de proporcionar algum lucro ou emprego. Portanto, n√£o s√£o apenas in√ļteis, mas tamb√©m positivamente prejudiciais. Nove d√©cimos de toda a nossa literatura actual n√£o possui outro objectivo sen√£o o de extrair alguns t√°leres do bolso do p√ļblico: para isso, autores, editores e recenseadores conjuraram firmemente.
Um golpe astuto e maldoso, porém notável, é o que teve êxito junto aos literatos, aos escrevinhadores que buscam o pão de cada dia e aos polígrafos de pouca conta, contra o bom gosto e a verdadeira educação da época, uma vez que eles conseguiram dominar todo o mundo elegante,

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Liquidar os Defeitos Pouco a Pouco

Legislasse eu em Inglaterra e a minha obra seria completamente diferente. Dentro das ra√ßas, dentro das nacionalidades, h√° duas esp√©cies de defeitos: os defeitos naturais, que podem ser combatidos mas nunca extirpados violentamente, e que nos far√£o sempre distinguir um latino dum eslavo ou dum anglo-sax√£o, e os defeitos incrustados, os v√≠cios adquiridos, que s√£o v√≠cios, sobretudo, de educa√ß√£o, de mentalidade. Ora se √© quase in√ļtil fazer guerra aos primeiros, porque eles t√™m sempre a vit√≥ria, j√° n√£o √© t√£o ideal, t√£o imposs√≠vel, como se diz, desincrustar os √ļltimos, liquid√°-los pouco a pouco… Veja, por exemplo, como o Jap√£o se transformou no curto espa√ßo da vida dum homem…