Passagens sobre Escola

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O Paradoxo da Leitura

O sábio lê livros, mas lê também a vida. O universo é um grande livro e a vida é uma grande escola.
(…) Quanto mais leio mais ignorante fico. A escolha que hoje se depara a qualquer homem educado √© entre a inoc√™ncia que n√£o l√™ e a ignor√Ęncia que l√™ muito.
(…) √Č poss√≠vel sustentar com alguma apar√™ncia de exactid√£o que a imprensa de hoje mata a leitura e a leitura mata o pensamento.

O americano nato nunca pode ser um bailarino. As pernas são longas demais, o corpo flexível e também o espírito livre demais para esta escola de graça afetada e andadas no dedo do pé

A escola foi para mim como um barco: me dava acesso a outros mundos. Contudo, aquele ensinamento n√£o me totalizava. Ao contr√°rio: mais eu aprendia, mais eu sufocava.

Minhas notas na escola variaram de abaixo da média a abaixo de zero. Fui reprovado no exame de Metafísica. O professor me acusou de estar olhando para a alma do rapaz sentado ao meu lado.

A Nossa Avidez Infinita

Todos n√≥s sofremos de uma avidez infinita. As nossas vidas s√£o-nos preciosas, estamos sempre alerta contra os desperd√≠cios. Ou talvez fosse melhor chamar a isso Sentido de Destino Pessoal. Sim. Creio que √© melhor do que avidez. Dever√° a minha vida perder um mil√©simo de polegada da sua plenitude? √Č uma coisa diferente avaliar-se a si pr√≥prio ou vangloriar-se loucamente. E h√° ent√£o os nossos planos, os nossos ideais. Tamb√©m eles s√£o perigosos. Podem consumir-nos como parasitas, comer-nos, sorver-nos e deixar-nos exangues e prostrados. E no entanto estamos constantemente a convidar os parasitas, como se estiv√©ssemos ansiosos por sermos sorvidos e comidos. Isto porque nos ensinaram que n√£o h√° limites para o que um homem pode ser.

Há seiscentos anos um homem era o que o seu nascimento demarcava para ele. Satanás e a Igreja, representante de Deus, lutavam por ele. Ele, pela sua escolha, decidia em parte qual seria o resultado. Mas quer fosse, depois da morte, para o céu ou para o inferno, o seu lugar entre os vivos estava marcado. Não podia ser contestado. Desde então o palco foi novamente arranjado e os seres humanos apenas passeiam nele e, sob este novo ponto de vista,

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Poema da Morte na Estrada

Na berma da estrada, nuns quinhentos metros,
est√£o quinhentos mortos com os olhos abertos.

A morte, num sopro, colheu-os aos molhos.
Nem tiveram tempo para fechar os olhos.

Eles bem sabiam dos bancos da escola
como os homens dignos sucumbem na guerra.
L√° saber, sabiam.
A m√£o firme empunhando a espada ou a pistola,
morrendo sem ceder nem um palmo de terra.

Pois é.
Mas veio de lá a bomba, fulgurante como mil sóis,
não lhes deu tempo para serem heróis.

Eles bem sabiam que o √ļltimo pensamento
devia estar reservado para a p√°tria amada.
L√° saber, sabiam.
Mas veio de lá a bomba e destruiu tudo num só momento.
N√£o lhes deu tempo para pensar em nada.

Agora,
na berma da estrada, nuns quinhentos metros,
s√£o quinhentos mortos com os olhos abertos.

Agradar ao Vulgo é Mau Sinal

¬ęNunca pretendi agradar ao vulgo; daquilo que eu sei o vulgo n√£o gosta, daquilo que o vulgo gosta n√£o quero eu saber.¬Ľ Quem √© o autor? Pareces pensar que eu ignoro que pessoa √© o meu disc√≠pulo!… √Č Epicuro; mas o mesmo te dir√£o os mestres de todas as outras escolas, peripat√©ticos, acad√©micos, est√≥icos, c√≠nicos. Como pode de facto agradar ao vulgo algu√©m a quem s√≥ a virtude agrada? N√£o se conquista o favor popular por processos limpos. Ter√°s de igualar-te primeiro ao vulgo, que s√≥ te aprovar√° quando te considerar um dos seus. Ora para a tua forma√ß√£o a opini√£o que tenhas sobre ti mesmo importa muito mais do que a dos outros. A amizade de pessoas d√ļbias s√≥ se concilia por processos d√ļbios.
Em que te ajudar√° nisto a filosofia, essa arte excelsa que a tudo sobreleva? Precisamente em levar-te a querer agradar mais a ti do que ao vulgo, a avaliar a qualidade, e n√£o o n√ļmero, das pessoas que emitem ju√≠zos sobre ti, a viver sem temor dos deuses ou dos homens, a poder vencer a adversidade ou a p√īr-lhe cobro.

Não é raro ver-se que o coração se amolda à disciplina na escola da adversidade

Não é raro ver-se que o coração se amolda à disciplina na escola da adversidade.

Se os jovens percebessem que serem bons na escola faz com que o resto das suas vidas seja muito mais interessante, estariam muito mais motivados. Est√° t√£o longe no tempo que n√£o conseguem avaliar o que isso ir√° significar para toda a vida.

A vida √© uma escola. Estamos aqui para aprender compaix√£o, n√£o-viol√™ncia, f√© e caridade. Estamos aqui para desaprender as emo√ß√Ķes negativas como medo, raiva, inveja e gan√Ęncia.

A Escola

N√£o podemos negar que a escola n√£o deu aos seus alunos todas as possibilidades que lhes devia dar, desprezou os mal dotados, obrigou-os a actos ou tarefas que lhes depuseram na alma as primeiras sementes do despeito ou da revolta, lhes deu, pelo quase exclusivo cuidado que votou ao saber, deixando na sombra o que √© o mais importante ‚ÄĒ forma√ß√£o do car√°cter e desenvolvimento da intelig√™ncia ‚ÄĒ, todas as condi√ß√Ķes para virem a ser o que s√£o agora; se n√£o sa√≠ram da escola com amor √† escola, a culpa n√£o √© deles, mas da escola. Acresce ainda que, lan√ßados na vida, a escola nunca mais procurou atra√≠-los, nunca mais foi ao encontro dos seus antigos alunos, para lhes aumentar a cultura, os informar e esclarecer sobre novas orienta√ß√Ķes de esp√≠rito, para lhes pedir a sua colabora√ß√£o, o seu interesse na educa√ß√£o das gera√ß√Ķes mais mo√ßas. Houve um corte de rela√ß√Ķes, quando a sua manuten√ß√£o poderia ainda de algum modo apagar as m√°s lembran√ßas que os alunos levavam. Que admira que sintamos agora √† nossa volta paix√£o e rancor? Tivemo-los nas nossas m√£os e n√£o fizemos por eles tudo quanto pod√≠amos, mesmo com as possibilidades econ√≥micas e pedag√≥gicas de que nos cercara o meio;

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Certa pessoa muito religiosa que dirigia uma escola dominical recebeu de um amigo o seguinte comunicado: ‚ÄėComprei um √≥rg√£o para ofertar √† sua escola dominical e estou tomando provid√™ncias para envi√°-lo a voc√™‚Äô. Perplexo, o religioso orou fervorosamente a Deus: ‚ÄėSenhor, uma criatura t√£o modesta como eu n√£o merece uma coisa t√£o valiosa‚Äô. Para ele, a escassez era bem-vinda mas o conforto n√£o era merecido.

Um dos problemas do nosso tempo é que perdemos a capacidade de fazermos as perguntas que são importantes. A escola nos ensinou a dar respostas: a vida nos aconselha a que fiquemos quietos e calados.

Saber se o homem é livre exige saber se ele pode ter um amo. A absurdidade particular deste problema é que a própria noção que possibilita o problema da liberdade lhe retira, ao mesmo tempo, todo o seu sentido. Porque diante de Deus, mais que um problema da liberdade, há um problema do mal. A alternativa conhecida: ou não somos livres e o responsável pelo mal é Deus todo-poderoso, ou somos livres e responsáveis, mas Deus não é todo-poderoso. Todas as sutilezas das escolas nada acrescentaram nem tiraram de decisivo a este paradoxo.

Os Malefícios da Rivalidade na Escola

Poucas serão as escolas em que o mestre não anime entre os alunos o espírito de emulação; aos mais atrasados apontam-se os que avançaram como marcos a atingir e ultrapassar; e aos que ocuparam os primeiros lugares servem os do fim da classe de constantes esporas que os não deixam demorar-se no caminho, cada um se vigia a si e aos outros e a si próprio apenas na medida em que se estabelece um desnível com o companheiro que tem de superar ou de evitar.
A mesquinhez de uma vida em que os outros n√£o aparecem como colaboradores, mas como inimigos, n√£o pode deixar de produzir toda a surda inveja, toda a vaidade, todo o despeito que se marcam em linhas principais na psicologia dos estudantes submetidos a tal regime; nenhum amor ao que se estuda, nenhum sentimento de constante enriquecer, nenhuma vis√£o mais ampla do mundo; esfor√ßo de vencer, temor de ser vencido; √© j√° todo o temperamento de ¬ęstruggle¬Ľ que se afina na escola e lan√ßar√° amanh√£ sobre a terra mais uma turma dos que tudo se desculpam.
Quem n√£o sabe combater ou n√£o tem interesse pela luta ficar√° para tr√°s, entre os piores; e √© certamente esta predomin√Ęncia dada ao esp√≠rito de batalha um dos grandes malef√≠cios dos sistemas escolares assentes sobre a rivalidade entre os alunos;

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Eu encontrei um dia na escola um menino de tamanho m√©dio maltratando um menino menor. Eu o repreendi, mas respondeu: ‘ os grandes me bateram, assim como eu bati nos menores; para mim isso √© justo.’ Nestas palavras ele resumiu a hist√≥ria da ra√ßa humana.