Cita√ß√Ķes sobre Fidelidade

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Frases sobre fidelidade, poemas sobre fidelidade e outras cita√ß√Ķes sobre fidelidade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Muitas pessoas têm a ideia errada do que constitui a felicidade verdadeira. Ela não é alcançada através da auto-satisfação, mas através da fidelidade a um propósito digno.

A Realidade Histórica é Equívoca e Inesgotável

O historiador pertence ao devir que descreve. Está situado após os acontecimentos, mas na mesma evolução. A ciência histórica é uma forma de consciência que uma comunidade toma de si mesma, um elemento da vida colectiva, como o conhecimento de si um aspecto da consciência pessoal, um dos factores do destino individual. Não é ela função simultaneamente da situação actual, que por definição muda com o tempo, e da vontade que anima o sábio, incapaz de se destacar de si mesmo e do seu objecto?
Mas, por outro lado, ao contr√°rio, o historiador busca penetrar a consci√™ncia de outrem. √Č, em rela√ß√£o ao ser hist√≥rico, o outro. Psic√≥logo, estratega ou fil√≥sofo, observa sempre do exterior. N√£o pode nem pensar o seu her√≥i, como este se pensa a si mesmo, nem ver a batalha como o general a viu ou viveu, nem compreender uma doutrina do mesmo modo que o criador.
Finalmente, quer se trate de interpretar um acto ou uma obra, devemos reconstu√≠-los conceptualmente. Ora n√≥s temos sempre de escolher entre m√ļltiplos sistemas, pois a ideia √© ao mesmo tempo imanente e transcendente √† vida: todos os monumentos existem por eles mesmos num universo espiritual, a l√≥gica jur√≠dica e econ√≥mica √© interna √† realidade social e superior √† consci√™ncia individual.

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Tango do Vi√ļvo

Tive dificuldades na minha vida privada. A doce Josie Bliss foi-se convencendo e apaixonando at√© adoecer de ci√ļmes. Se n√£o fosse isso, talvez tivesse continuado indefinidamente ao lado dela. Enterneciam-me os seus p√©s nus, as brancas flores que lhe brilhavam na cabeleira negra. Mas o seu temperamento levava-a at√© paroxismos selvagens. Tinha ci√ļmes e avers√£o √†s cartas que me chegavam de longe; escondia-me os telegramas sem os abrir, olhava com rancor o ar que eu respirava.

Por vezes acordava-me uma luz, um fantasma que se movia por detr√°s da rede do mosquiteiro. Era ela, vestida de branco, brandindo o seu longo e afiado punhal ind√≠gena. Era ela, rondando-me a cama horas inteiras sem se decidir a matar-me. ¬ęQuando morreres, acabar√£o os meus receios¬Ľ, dizia-me. No dia seguinte realizava misteriosos ritos para garantir a minha fidelidade.

Acabaria por me matar. Por sorte, recebi uma mensagem oficial participando-me que fora transferido para Ceilão. Preparei a minha viagem em segredo e um dia, abandonando a minha roupa e os meus livros, saí de casa como de costume e entrei no barco que me levaria para longe.

Deixava Josie Bliss, espécie de pantera birmanesa, na maior dor. Mal o barco começou a mover-se sobre as ondas do golfo de Bengala,

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A fidelidade, na maior parte dos homens, n√£o √© mais que a inven√ß√£o do amor-pr√≥prio para atrair a confian√ßa. √Č uma maneira de nos elevarmos acima dos outros e de nos tornarmos deposit√°rios das coisas mais importantes.

N√£o h√° Casamento com Lux√ļria

No casamento a revitaliza√ß√£o da lux√ļria s√≥ pode ser conseguida enfraquecendo e destruindo os seus la√ßos. Quero dizer, amantes. √Č por isso que a lux√ļria se torna um pecado, pois est√° destinada a morrer, e se ainda se acende isso s√≥ acontece por causa das mulheres fora do casamento. √Č assim que chegamos √† ideia original de pecado quando a lux√ļria √© a inimiga do amor. A c√≥pula entre marido e mulher n√£o √© pecaminosa porque √© feita sem lux√ļria. Todos os casos extraconjugais s√£o luxuriosos e por isso pecaminosos. Assim, todas as tentativas de reavivar a lux√ļria no casamento s√£o m√°s, incluindo o afastamento.
Porque reacender a lux√ļria por um curto per√≠odo amea√ßa um casamento, sujeitando a esposa √† tenta√ß√£o de adult√©rio na separa√ß√£o. O casamento foi criado para destruir a paix√£o embora a princ√≠pio atraia com paix√£o. Calcar a paix√£o com a paix√£o.
O casamento seduz com a legitimidade e com a disponibilidade da lux√ļria. Ao fazermos o juramento de fidelidade, n√£o suspeitamos que estamos tamb√©m a renunciar √† lux√ļria. O casamento foi criado para distrair as pessoas da lux√ļria com a ajuda da lux√ļria. Por isso, para bem de um casamento forte, tem se aguentar o seu desaparecimento.

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Se há uma coisa que destrua a personalidade, essa coisa é a fidelidade às promessas; talvez também o gosto pela verdade.

√ď musas, com o vosso alto engenho, ajudai-me;
ó memória, que escreveste o que vi,
que se prove aqui a tua fidelidade.

O Que se Pode Prometer

Pode-se prometer ac√ß√Ķes, mas n√£o sentimentos, pois estes s√£o involunt√°rios. Quem promete a algu√©m am√°-lo sempre, ou odi√°-lo sempre, ou ser-lhe sempre fiel, promete algo que n√£o est√° em seu poder; mas o que pode perfeitamente prometer s√£o aquelas ac√ß√Ķes que, na verdade, s√£o geralmente as consequ√™ncias do amor, do √≥dio, da fidelidade, mas que tamb√©m podem emanar de outras raz√Ķes, pois a uma ac√ß√£o conduzem diversos caminhos e motivos. A promessa de amar sempre algu√©m significa, portanto: enquanto eu te amar, manifestar-te-ei as ac√ß√Ķes do amor; se eu j√° n√£o te amar, pois, n√£o obstante, receber√°s para sempre de mim as mesmas ac√ß√Ķes, ainda que por outros motivos. De modo que a apar√™ncia de que o amor estaria inalterado e continuaria sendo o mesmo permanece na cabe√ßa das outras pessoas. Promete-se, por conseguinte, a persist√™ncia da apar√™ncia do amor, quando, sem ilus√£o, se promete a algu√©m amor perp√©tuo.

Muitas pessoas têm uma ideia errada sobre o que constitui a verdadeira felicidade. Ela não é alcançada por meio de gratificação pessoal, mas através da fidelidade a um objetivo que valha a pena.

A Fidelidade

As pessoas realmente frívolas são as que só amam uma vez na vida. O que elas chamam lealdade ou fidelidade, chamo eu letargia do hábito ou falta de imaginação. A fidelidade representa na vida emocional o mesmo que a coerência na vida do intelecto, apenas uma confissão de impotência. A fidelidade! Tenho de a analisar um destes dias. Está intimamente associada à paixão da propriedade. Há muitas coisas que atiraríamos fora se não receássemos que outros as apanhassem.

Fidelidade Feminina

Fala-se muito da fidelidade feminina, mas raras vezes se diz o que convém. Do ponto de vista estritamente estético, ela paira como um fantasma por sobre o espírito do poeta, que vemos atravessar a cena em demanda da sua amada, que é também um fantasma preso à espera do amante Рporque quando ele aparece e ela o reconhece, pronto, a estética já não tem mais que fazer. A infedilidade da mulher, que podemos relacionar directamente com a fidelidade precedente, parece relevar essencialmente da ordem moral, visto já que o cíume toca sempre os aspectos de paixão trágica.
Há três casos em que o exame é favorável à mulher: dois mostram a fidelidade, e um a infedilidade. A fidelidade feminina será enorme, excederá tudo quanto a gente possa pensar, enquanto a mulher não tiver a certeza de ser verdadeiramente amada: será muito grande, ainda que nos pareça incompreensível, quando o amante lhe perdoar; no terceiro caso temos a infedilidade.

Fragmento Terceiro

I

Campos de ira, t√£o vasto sentimento
vos afasta. íris morta! Os actos radicais
constroem, em projeto, um fr√°gil
universo ‚Äď a tinta, o espa√ßo √≥ptico.
Descansam os sentidos sobre pródigas
defesas: os filtros turvos, as precau√ß√Ķes
na sua cura. Os nervos tersos
da análise da vida e da matéria.

II

Desviam-se dos livros. Hoje escreve
contra a morte dos olhos, a existência
passível de leitura. Ineptos, os sons
perdem-se na encosta. o vento fere
ainda? Inscrito
na área da cabeça, é esse rastro
ainda vivo. Domino a sua queda, os seus poderes
punitivos, a sua força hereditária.

III

Persistir no imóvel. Preencher
os anos que nos moldam
no vigor da fibra, no duro movimento
interior ‚ÄĒ a que destino, a que imaturo
ritmo, sem preço? Pois é o caro
prémio deste dorso
de o cumprir, pensar, até ao fim.
Ou de saber adestrá-lo até que,
exausto, só impulso
vigore ‚ÄĒ a morte lida
num próximo sentido, ainda vivo.

IV

Como contacto √ļnico,

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A Utilidade da Arte

– Mas, com licen√ßa – dir√£o os senhores – em que se funda; que raz√£o concreta a sua para dizer que a arte nunca pode ser contempor√Ęnea e n√£o corresponde √† realidade quotidiana?
Respondemos.
Em primeiro lugar, se tomarmos em conjunto todos os factos hist√≥ricos, principiando no come√ßo do Mundo e acabando nos nossos dias, veremos que a arte esteve sempre com o homem; respondeu sempre aos seus anseios e ao seu ideal; ajudou-o a procurar este √ļltimo… foi co-natural com ele, evolucionou em un√≠ssono com a sua vida hist√≥rica e morreu tamb√©m ao mesmo tempo que a sua vida hist√≥rica.
Em segundo lugar (e isto é o importante), o génio criador, base de toda a arte, vive no homem como manifestação de uma parte do seu organismo, mas vive inseparável do homem. De onde se conclui que o génio criador não pode tender para outros fins que não sejam os que visa o próprio homem. Se seguisse outro caminho, quereria dizer que se separara dele. E, por conseguinte, teria infrigido as leis da natureza. Mas o homem enquanto são não viola as leis da Natureza (de maneira geral). De onde se conclui que não há nada a temer no que diz respeito à arte: esta não atraiçoará a sua missão.

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Sê incoerente. Porque a vida é incoerente. Porque se um dia acreditaste que o amor era para sempre e que a fidelidade era tudo o que fazia sentido noutro dia podes acreditar que o amor é aquilo que cada noite trouxer e que a fidelidade é aquilo que cada um quiser.

Cerimonial do Amor

Se não houver esperanças de que o teu amor seja recebido, o que tens a fazer é não o declarar. Poderá desenvolver-se em ti, num ambiente de silêncio. Esse amor proporciona-te então uma direcção que permite aproximares-te, afastares-te, entrares, saíres, encontrares, perderes. Porque tu és aquele que tem de viver. E não há vida se nenhum deus te criou linhas de força.
Se o teu amor n√£o √© recebido, se ele se transforma em s√ļplica v√£ como recompensa da tua fidelidade, se n√£o tens cora√ß√£o para te calares, nessa altura vai ter com um m√©dico para ele te curar. √Č bom n√£o confundir o amor com a escravatura do cora√ß√£o. O amor que pede √© belo, mas aquele que suplica √© amor de criado.
Se o teu amor esbarra com o absoluto das coisas, se por exemplo tem de franquear a impenetrável parede de um mosteiro ou do exílio, agradece a Deus que ela por hipótese retribua o teu amor, embora na aparência se mostre surda e cega. Há uma lamparina acesa para ti neste mundo. Pouco me importa que tu não possas servir-te dela. Aquele que morre no deserto tem a riqueza de uma casa longínqua, embora morra.

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